Neste espaço pretende-se divulgar actividades culturais/educativas/lúdicas ou simplesmente participar, partilhar opiniões, leituras, viajar...
29 outubro, 2022
𝑼𝒎𝒂 𝑷𝒂𝒊𝒙ã𝒐 𝑺𝒊𝒎𝒑𝒍𝒆𝒔, de Annie Ernaux
25 outubro, 2022
Um poema
Foto minha
Sísifo
Recomeça...
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças...
23 outubro, 2022
𝑶𝒔 𝒍𝒊𝒗𝒓𝒐𝒔 𝒒𝒖𝒆 𝒅𝒆𝒗𝒐𝒓𝒂𝒓𝒂𝒎 𝒐 𝒎𝒆𝒖 𝒑𝒂𝒊, de Afonso Cruz
OPINIÃO ⭐⭐⭐⭐
22 outubro, 2022
𝒄𝒂𝒅𝒆𝒓𝒏𝒐 𝒂𝒇𝒆𝒈ã𝒐, de Alexandra Lucas Coelho
OPINIÃO ⭐⭐⭐⭐
17 outubro, 2022
Da minha janela...
Da minha janela avisto uma imensidão de telhas alaranjadas mesclada de paredes brancas.
Vejo, ainda, a casa do Gama grande, forte, vigilante.
Mas esta visão simples e objectiva não é sedutora!
O que me leva diariamente à minha janela, é outra imensidão!
Uma imensidão azul, prateada, brilhante!
Da minha janela, vivo o MAR!
15 outubro, 2022
Centenário de Agustina Bessa-Luís
14 outubro, 2022
𝑨 𝑽𝒊𝒂𝒈𝒆𝒎 𝒅𝒆 𝑱𝒖𝒏𝒐, Pedro Almeida Maia
OPINIÃO ⭐⭐⭐⭐
10 outubro, 2022
Inquietação
O QUE HÁ EM MIM É SOBRETUDO CANSAÇO
O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser…
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto…
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço
08 outubro, 2022
Um poema
O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
07 outubro, 2022
𝑯𝒊𝒔𝒕ó𝒓𝒊𝒂𝒔 𝒅𝒆 𝑼𝒎 𝑻𝒆𝒎𝒑𝒐 𝑺ó, de Ana Zorrinho
OPINIÃO ⭐⭐⭐⭐
Assim que abri o livro no primeiro texto – Maria - e li a primeira frase “O Largo já não é o mesmo.”, senti, de imediato, que ia gostar. O universo realista de Manuel da Fonseca (“Antigamente, o Largo era o centro do mundo.”) assaltou-me à mente e fez-me sorrir. E foi com este espírito que parti à descoberta da escrita da Ana Zorrinho, também ela de Cerromaior.
06 outubro, 2022
Annie Ernaux vence Prémio Nobel da Literatura 2022
Como primeira reacção, a escritora considera esta distinção uma «grande honra» e uma «responsabilidade: «Testemunhar (...) uma forma de justiça, do justo, em relação ao mundo».
05 outubro, 2022
𝑻𝒖 é𝒔 𝒂 𝒎𝒖𝒍𝒉𝒆𝒓 𝒅𝒂 𝒎𝒊𝒏𝒉𝒂 𝒗𝒊𝒅𝒂, 𝒆𝒍𝒂 é 𝒂 𝒎𝒖𝒍𝒉𝒆𝒓 𝒅𝒐𝒔 𝒎𝒆𝒖𝒔 𝒔𝒐𝒏𝒉𝒐𝒔, de Pedro Brito e João Fazenda
OPINIÃO ⭐⭐⭐⭐
28 setembro, 2022
𝑷𝒓𝒊𝒎𝒆𝒊𝒓𝒂 𝑷𝒆𝒔𝒔𝒐𝒂 𝒅𝒐 𝑺𝒊𝒏𝒈𝒖𝒍𝒂𝒓, de Haruki Murakami
OPINIÃO ⭐⭐⭐⭐
27 setembro, 2022
Silêncios!
@Man Ray – An Other Body
(...)
sabes por vezes queria beijar-te
sei que consentirias
mas se nos tivéssemos dado um ao outro ter-nos-íamos separado
porque os beijos apagam o desejo quando consentidos
foi melhor sabermos quanto nos queríamos
sem ousarmos sequer tocar nossos corpos
hoje tenho pena
parto com essa ferida
tenho pena de não ter percorrido o teu corpo
como percorro os mapas com os dedos teria viajado em ti
do pescoço às mãos da boca ao sexo
tenho pena de nunca ter murmurado o teu nome no escuro
acordado
perto de ti as noites teriam sido de ouro
e as mãos teriam guardado o sabor do teu corpo
(...)
Al Berto, O Medo - Carta da Flor do Sol (a meu amigo)
25 setembro, 2022
𝑨 𝑰𝒍𝒉𝒂, de Sándor Márai
Tradutora: Piroska Felkai
OPINIÃO ⭐⭐⭐⭐⭐
Silêncios!
24 setembro, 2022
𝑶𝒔 𝑫𝒆𝒛 𝑳𝒊𝒗𝒓𝒐𝒔 𝒅𝒆 𝑺𝒂𝒏𝒕𝒊𝒂𝒈𝒐 𝑩𝒐𝒄𝒄𝒂𝒏𝒆𝒈𝒓𝒂, de Pedro Marta Santos

OPINIÃO ⭐⭐⭐⭐
17 setembro, 2022
11 setembro, 2022
𝑫𝒐 𝑨𝒎𝒐𝒓 𝒆 𝑶𝒖𝒕𝒓𝒐𝒔 𝑫𝒆𝒎ó𝒏𝒊𝒐𝒔, de Gabriel García Márquez
OPINIÃO ⭐⭐⭐⭐⭐
04 setembro, 2022
𝑬𝒖 𝑽𝒐𝒖, 𝑻𝒖 𝑽𝒂𝒊𝒔, 𝑬𝒍𝒆 𝑽𝒂𝒊, Jenny Erpenbeck
Tradutora: Ana Falcão Bastos
OPINIÃO ⭐⭐⭐⭐⭐
02 setembro, 2022
30 agosto, 2022
𝑴𝒂𝒅𝒂𝒎𝒆 𝑩𝒐𝒗𝒂𝒓𝒚 - 𝑴œ𝒖𝒓𝒔 𝒅𝒆 𝑷𝒓𝒐𝒗𝒆𝒏𝒄𝒆, de Gustave Flaubert
OPINIÃO ⭐⭐⭐⭐⭐
29 agosto, 2022
Silêncios|
Silêncio
Assim como do fundo da música
brota uma nota
que enquanto vibra cresce e se adelgaça
até que noutra música emudece,
brota do fundo do silêncio
outro silêncio, aguda torre, espada,
e sobe e cresce e nos suspende
e enquanto sobe caem
recordações, esperanças,
as pequenas mentiras e as grandes,
e queremos gritar e na garganta
o grito se desvanece:
desembocamos no silêncio
onde os silêncios emudecem.
Octavio Paz
25 agosto, 2022
𝑼𝒏𝒆 𝒂𝒏𝒏é𝒆 𝒄𝒉𝒆𝒛 𝒍𝒆𝒔 𝑭𝒓𝒂𝒏ç𝒂𝒊𝒔, de Fouad Laroui
OPINIÃO ⭐⭐⭐⭐
23 agosto, 2022
𝑨𝒔 𝑽𝒊𝒅𝒂𝒔 𝒅𝒐𝒔 𝑶𝒖𝒕𝒓𝒐𝒔, de Pedro Mexia
OPINIÃO ⭐⭐⭐⭐




















