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20 setembro, 2026

Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE/DGLAB)





O Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE/DGLAB) foi instituído, em 1982, pela Associação Portuguesa de Escritores (APE) e destina-se a distinguir anualmente uma obra de ficção (romance ou novela) de um autor português publicada no ano anterior.

O Prémio tem o valor de 15.000 euros e conta actualmente com o patrocínio da Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, Câmara Municipal de Grândola, Fundação Calouste Gulbenkian e Instituto Camões.


Lista cronológica completa de todos os vencedores

.2025 - Patrícia Portela, Manual para Andar Espantada por Existir
.2024 - Teolinda Gersão, Autobiografia Não Escrita de Martha Freud
.2023 - Djaimilia Pereira de Almeida,  Toda a Ferida é uma Beleza
.2022 - Lídia Jorge,  Misericórdia
.2021 - Julieta Monginho, Volta ao Mundo em Vinte Dias e Meio
.2020 - Valter Hugo Mãe, Contra Mim
.2019 - Mário Cláudio, Tríptico da Salvação
.2018 - Hélia Correia, Um Bailarino na Batalha
.2017 - H. G. Cancela, As Pessoas do Drama
.2016 - Ana Margarida de Carvalho, Não Se Pode Morar nos Olhos de um Gato
.2015 - Paulo Varela Gomes, Era Uma Vez em Goa
.2014 - Mário Cláudio, Retrato de Rapaz
.2013 - Ana Margarida de Carvalho, Que Importa a Fúria do Mar
.2012 - Alexandra Lucas Coelho, E a Noite Roda
.2011 - Ana Teresa Pereira, O Lago
.2010 - Gonçalo M. Tavares, Uma Viagem à Índia
.2009 - Rui Cardoso Martins, Deixem Passar o Homem Invisível
.2008 - Julieta Monginho, A Terceira Mãe
.2007 - Filomena Marona Beja, A Sopa de Jericó
.2006 - Maria Velho da Costa, Myra
.2005 - Francisco José Viegas, Longe de Manaus
.2004 - Vasco Graça Moura, Por Detrás dos Magnólios
.2003 - Mafalda Ivo Cruz, O Vermelho do Azul
.2002 - Lídia Jorge, O Vento Assobiando nas Gruas
.2001 - Abdulai Sila, A Última Tragédia
.2000 - Maria Gabriela Llansol, Amigo e Amiga
.1999 - António Lobo Antunes, Exortação aos Crocodilos
.1998 - Raduan Nassar, Um Copo de Cólera
.1997 - José Saramago, Todos os Nomes
.1996 - Augusto Abelaira, Outrora Agora
.1995 - Teolinda Gersão A Casa da Cabeça de Cavalo
.1994 - Mário de Carvalho, Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde
.1993 - Vergílio Ferreira, Na Tua Face
.1992 - Helena Marques, O Último Cais
.1991 - José Saramago, O Evangelho Segundo Jesus Cristo
.1990 - Maria Gabriela Llansol, Um Beijo Dado Mais Tarde
.1989 - Paulo Castilho, Fora de Horas
.1988 - João de Melo, Gente Feliz com Lágrimas
.1987 - Vergílio Ferreira, Até ao Fim
.1986 - David Mourão-Ferreira, Um Amor Feliz
.1985 - António Lobo Antunes, Auto dos Danados
.1984 - Mário Cláudio, Amadeo
.1983 - Agustina Bessa-Luís, Os Meninos de Ouro
.1982 - José Cardoso Pires, Balada da Praia dos Cães



19 setembro, 2026

Patrícia Portela vence Grande Prémio da APE 2025

 


Na 44.ª edição do Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE/DGLAB) foi anunciada como vencedora a Autora Patrícia Portela, com a obra Manual para Andar Espantada por Existir, editada em 2025, pela Editorial Caminho.

O júri, coordenado por José Manuel de Vasconcelos e constituído por Ana Paula Arnaut, Cândido Oliveira Martins, Helena Carvalhão Buescu, Maria de Lurdes Sampaio e Salvato Teles de Menezes, considerou a obra "uma homenagem a Aventuras de João Sem Medo, de José Gomes Ferreira e um notável exercício de imaginação e escrita."



02 julho, 2026

Lídia Jorge vence a 38.ª Edição do Prémio Camões


(c) GR | Out. Santiago do Cacém



O Camões é de Lídia Jorge.

Aos 80 anos, a autora de Misericórdia é a décima mulher distinguida com o mais importante galardão literário da língua portuguesa. Recebe-o pela “análise profunda da história recente de seu país”, referiu o Público.

https://www.publico.pt/2026/07/02/culturaipsilon/noticia/premio-camoes-2026-escritora-portuguesa-lidia-jorge-2180242

A distinção de Lídia Jorge  consagra uma escrita marcante que explora a identidade, a memória colectiva e a condição humana. Este reconhecimento celebra uma voz indispensável da literatura portuguesa. 

Como leitora atenta e apaixonada da sua obra, sinto esta distinção não apenas como um acto de justiça literária, mas como uma celebração da nossa própria identidade.
Ler Lídia Jorge sempre foi, para mim, um exercício de desassossego e beleza. Ao longo dos anos, folhear os seus livros tem sido uma viagem profunda à memória colectiva, às feridas da história e à força invisível das mulheres.

Quem já se perdeu nas páginas de O Dia dos Prodígios, sentiu o peso do silêncio em A Costa dos Murmúrios, se deixou envolver pelas vozes e ambições de A Noite das Mulheres Cantoras, revisitou os mitos e desilusões da nossa Revolução em Os Memoráveis, ou se comoveu com a sensibilidade de Misericórdia, sabe perfeitamente do que falo. Ela esculpe a condição humana com uma prosa poética que nos ecoa na alma muito depois de fecharmos o livro.

Este prémio celebra uma carreira extraordinária e celebra, também, o presente de uma autora que continua viva, sagaz e indispensável. 


04 janeiro, 2026

Mulheres Laureadas com o Prémio Nobel da Literatura

 

Estas são as mulheres que foram reconhecidas, até à data, pela Academia Sueca. (não estão por ordem)


Foto retirada da net


1909: Selma Lagerlöf (Suécia)
1926: Grazia Deledda (Itália).
1928: Sigrid Undset (Noruega).
1938: Pearl Buck (EUA).
1945: Gabriela Mistral (Chile).
1966: Nelly Sachs (Alemanha/Suécia).
1991: Nadine Gordimer (África do Sul).
1993: Toni Morrison (EUA).
1996: Wisława Szymborska (Polónia).
2004: Elfriede Jelinek (Áustria).
2007: Doris Lessing (Reino Unido).
2009: Herta Müller (Alemanha).
2013: Alice Munro (Canadá).
2015: Svetlana Alexievich (Bielorrússia).
2018: Olga Tokarczuk (Polónia).
2020: Louise Glück (EUA).
2022: Annie Ernaux (França).
2024: Han Kang (Coreia do Sul).




19 novembro, 2025

Carla Pais vence prémio LeYa 2025

 


foto retirada da internet

                         
A vencedora do Prémio LeYa 2025 é Carla Pais, com a obra A sombra das árvores no inverno.

O presidente do júri, Manuel Alegre, destacou a elegância da escrita, referindo que a autora "traz, ao curso do enredo e ao trajeto íntimo e social das personagens, situações problemáticas e convulsas de candente atualidade na Europa, sobretudo decorrentes da imigração oriunda de África e Próximo Oriente".

Constituíram o júri o escritor Manuel Alegre, José Carlos Seabra Pereira, professor na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Isabel Lucas, jornalista e crítica literária, Lourenço do Rosário, ex-reitor da Universidade Politécnica de Maputo, Ana Paula Tavares, poeta e Prémio Camões deste ano, e Josélia Aguiar, jornalista e historiadora.

Carla Pais para além de alguns contos já premiados, tem dois romances publicados. O primeiro, Mea culpa, obra  indigitada para o Prémio Revelação Agustina Bessa-Luís, granjeou um enorme reconhecimento por parte do público e da crítica. O segundo, Um cão deitado à fossa, recebeu o prémio Cidade de Almada 2018 e o Prémio SPA, para o melhor livro de ficção narrativa 2023.

Já li e recomendo os dois romances da autora. 
partilho a minha opinião sobre os dois romances:





Prémios Leya

 



2008 - O Rastro do Jaguar, Murilo Carvalho - Brasil
2009 - O Olho de Hertzog, João Paulo Borges Coelho - Moçambique
2010 - Não atribuído
2011 - O Teu Rosto Será o Último, João Ricardo Pedro -  Portugal
2012 - Debaixo de Algum Céu, Nuno Camarneiro -  Portugal
2013 - Uma Outra Voz, Gabriela Ruivo Trindade - Portugal
2014 - O Meu Irmão, Afonso Reis Cabral - Portugal
2015 - O Coro dos Defuntos, António Tavares - Portugal
2016 - Não atribuído
2017 - Os Loucos da Rua Mazur, João Pinto Coelho - Portugal
2018 - Torto Arado,  Itamar Vieira Junior - Brasil
2019 - Não atribuído
2020 - Não atribuído
2021 - As Pessoas Invisíveis, José Carlos Barros - Portugal
2022 - A Arte de Driblar Destinos, Celso José da Costa - Brasil
2023 - Não Há Pássaros Aqui, Victor Vidal - Brasil
2024 - Pés de Barro, Nuno Duarte - Portugal
2025 - A sombra das árvores no inverno, Carla Pais - Portugal

12 novembro, 2025

Booker Prize 2025

 



O júri atribui, por unanimidade,  o galardão do Prémio Booker, deste ano, ao escritor anglo-húngaro David Szalay com a obra Flesh.

“Nunca tínhamos lido nada parecido. É, em muitos aspetos, um livro sombrio, mas é um prazer lê-lo”, afirmou o escritor irlandês Roddy Doyle, o primeiro vencedor do Booker a presidir a um painel do júri, depois de ter explicado que todos os membros leram três vezes cada um dos seis finalistas e que sentiram que este “merecia ganhar pela sua singularidade”.

 Flesh ainda não está editado em Portugal, mas do autor estão publicados Tudo o que um homem é (2018) e Turbulência (2019), ambos pela editora Elsinore.


10 outubro, 2025

Nobel da Literatura | 2021 - 2025

 




2021 - Abdulrazak Gurnah (1948–) | Tanzânia | Ficção

“Pelo seu entendimento intransigente e compassivo dos efeitos do colonialismo e do destino dos refugiados no abismo entre culturas e continentes”


2022 - Annie Ernaux (1940–) | França | Romance, Memórias, Autobiografia

“Pela coragem e acuidade clínica com que desvenda as raízes, os estranhamentos e os constrangimentos coletivos da memória pessoal”


2023 - Jon Fosse (1959 - ) | Noruega | Drama, Romance

"Pelas suas peças e prosa inovadoras que dão voz ao indizível"


2024 - Han Kang (1970 - ) | Coreia do Sul  |  Romance, Poesia

"Pela sua intensa prosa poética que confronta traumas históricos e expõe a fragilidade da vida humana".

2025 - László Krasznahorkai (1954 - ) | Hungria  |  Romance, Roteiro

"Pela sua obra convincente e visionária que, em meio ao terror apocalíptico, reafirma o poder da arte".

09 outubro, 2025

László Krasznahorkai vence Prémio Nobel da Literatura 2025

 




László Krasznahorkai é o grande vencedor do prémio Nobel da Literatura de 2025. A Academia Sueca distinguiu-o “pela sua obra convincente e visionária que, em meio do terror apocalíptico, reafirma o poder da arte”.

László Krasznahorkai nasceu em 1954, em Gyula, no sudeste da Hungria, perto da fronteira com a Roménia. Estudou direito e literatura em Budapeste antes de, em 1987, ter trocado a Hungria por Berlim e ter passado os anos noventa a viajar pelo Japão e pela China.

A sua obra conta com romances, ficções breves e guiões, estando dois deles traduzidos para português - Herscht  07769 (Cavalo de Ferro) e O Tango de Satanás (Antígona), adaptado para o cinema pelo realizador Bela Tarr.

A Real Academia Sueca de Ciências apontou, inclusive, que "uma zona rural remota semelhante é o cenário do seu primeiro romance, Sátántangó, publicado em 1985, que foi uma sensação literária na Hungria e a obra que marcou a consagração do autor".

A Real Academia Sueca de Ciências destacou que o livro Herscht 07769 é encarado "como um grande romance alemão contemporâneo, devido à sua precisão ao retratar a agitação social do país". É um livro, escrito de uma só vez, sobre violência e beleza 'impossivelmente' conjugadas", complementou.



08 outubro, 2025

Ana Paula Tavares vence Prémio Camões 2025

 

                                         FOTO: VASCO NEVES / ARQUIVO DN


A poeta e historiadora angolana Ana Paula Tavares é a vencedora da 37.ª edição do Prémio Camões, o mais prestigiado galardão literário de língua portuguesa

"O prémio distingue a sua trajetória fecunda e coerente na criação estética, sublinhando o resgate da dignidade da poesia e a relevância antropológica e histórica da sua obra, que inclui poesia, crónica e ficção narrativa", refere o júri, num comunicado enviado pela Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB).

Notícia completa em Diário de Notícias


19 novembro, 2024

Galardoados com o Prémio Literário José Saramago




1999 - Natureza Morta, Paulo José Miranda - Portugal
2001 - Nenhum Olhar, José Luís Peixoto - Portugal
2003 - Sinfonia em Branco, Adriana Lisboa - Brasil
2005 - Jerusalém, Gonçalo M. Tavares - Portugal
2007- O Remorso de Baltazar Serapião, Valter Hugo Mãe - Portugal
2009 - As Três Vidas, João Tordo - Portugal
2011 - Os Malaquias, Andréa del Fuego - Brasil
2013 - Os Transparentes, Ondjaki - Angola
2015 - As Primeiras Coisas, Bruno Vieira Amaral - Portugal
2017 - A Resistência, Julián Fuks - Brasil
2019 - Pão de Açúcar, Afonso Reis Cabral - Portugal
2022 - Dor Fantasma, Rafael Gallo - Brasil
2024 - Morramos ao menos no porto, Francisco Mota Saraiva - Portugal



Francisco Mota Saraiva vence Prémio José Saramago 2024

 


O escritor Francisco Mota Saraiva, natural de Coimbra (1988), é o vencedor do Prémio Literário José Saramago pelo romance Morramos ao menos no porto.

O júri desta edição, destacou o facto de o livro possuir "uma qualidade quase musical" e "um estilo muito próprio, quase um idioma particular", que constroem "um romance impiedoso" e "corajoso".

A edição deste ano teve como jurados os escritores e anteriores premiados Adriana Lisboa e Paulo José Miranda, além de Pilar del Rio, presidente da Fundação José Saramago, Guilhermina Gomes, em representação da Fundação Círculo de Leitores e presidente do júri, e a escritora Lídia Jorge, membro honorário.

O escritor com o seu primeiro romance - Aqui onde canto e ardo - venceu o Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís 2023


10 outubro, 2024

Han Kang vence Prémio Nobel da Literatura 2024

 

                                                         Foto retirada da Internet


 A Academia Sueca distinguiu a escritora sul-coreana, Han Kang, «pela sua prosa poética intensa que confronta traumas históricos e expõe a fragilidade da vida humana» e pela sua «consciência única das ligações entre o corpo e a alma, os vivos e os mortos», inovadora na prosa contemporânea, através do seu «estilo poético e experimental».

Han Kang é a 18.ª mulher a receber o Nobel de Literatura entre os 121 laureados. É a primeira escritora da Coreia do Sul a receber este prémio.
Em 2016, com A Vegetariana venceu o International Booker Prize de Ficção e, em 2018, recebeu o mesmo prémio com O Livro Branco.

A autora tem quatro livros publicados na D. Quixote: A Vegetariana (2007), Lições de Grego (2011); Atos Humanos (2014) e O Livro Branco (2016).



Li apenas um livro da autora - A Vegetariana. A minha apreciação está em   leituras...trilhos...evasões...: Han Kang (fragmentos-lte.blogspot.com) 


26 junho, 2024

Adélia Prado vence Prémio Camões 2024

 

   
                                                   Foco in Cena |  focoincena.com.br


A poeta Adélia Prado, nascida em Minas Gerais (1935), no Brasil, "é autora de uma obra muito original, que se estende ao longo de décadas, com destaque para a produção poética. Herdeira de Carlos Drummond de Andrade, o autor que a deu a conhecer e que sobre ela escreveu as conhecidas palavras “Adélia é lírica, bíblica, existencial, faz poesia como faz bom tempo…” é há longos anos uma voz inconfundível na literatura de língua portuguesa”.", justificou o júri que lhe atribuiu, este ano, o Prémio de maior prestígio da língua portuguesa.


O júri desta edição foi constituído pelos professores universitários Clara Rocha (Portugal), Isabel Cristina Mateus (Portugal), Francisco Noa (Moçambique), Cleber Ribas de Almeida (Brasil), Deonísio da Silva (Brasil) e Dionísio Bahule (Moçambique).


Notícia completa em SICnotícias



25 junho, 2024

Prémio Camões





O Prémio Camões, instituído por Portugal e pelo Brasil, em 1988, é o maior prémio de prestígio da língua portuguesa. Com a sua atribuição, é prestada anualmente uma homenagem à literatura em português, recaindo a escolha num escritor cuja obra contribua para a projeção e reconhecimento da língua portuguesa.

O Prémio Camões é atribuído anualmente por um júri especialmente constituído para o efeito. O prémio consiste numa quantia pecuniária resultante das contribuições dos dois Estados, fixada anualmente de comum acordo. Presentemente o valor monetário do prémio é de 100 000€.

O júri é constituído por 6 membros, cujo mandato é de 2 anos. Portugal e Brasil designam 2 membros cada, sendo os 2 membros restantes designados de comum acordo de entre personalidades dos restantes países lusófonos - Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste

Laureados: 


. 1989 - Miguel Torga (1907–1995) | Portugal | poesia, conto, romance, teatro, novela, memórias, ensaio

. 1990 - João Cabral de Mello Neto (1920–1999) | Brasil | poesia, ensaio

. 1991 - José Craveirinha ( 1922–2003) | Moçambique | poesia

. 1992 - Vergílio Ferreira (1916–1996) | Portugal | romance, conto, memórias, ensaio

. 1993 - Rachel de Queiroz (1910 - 2003) | Brasil | romance, crónica, tradução, teatro, memórias

. 1994 - Jorge Amado (1912–2001) | Brasil | romance, crónica, novela, poesia, biografia, memórias

. 1995 - José Saramago (1922–2010) | Portugal | romance, crónica, conto, novela, poesia, memórias

. 1996 - Eduardo Lourenço (1923–2020) | Portugal | ensaio, filosofia, crítica literária, estudos literários

. 1997 - Pepetela (1941 - ) | Angola | romance, teatro

- 1998 - António Cândido (1918–2017) | Brasil | crítica literária, estudos literários, ensaio, sociologia

. 1999 - Sophia de Mello Breyner Andresen (1919–2004) | Portugal | poesia, conto, teatro, ensaio , tradução

. 2000 - Autran Dourado (1926–2012) | Brasil | romance, conto, ensaio, memórias

. 2001 - Eugénio de Andrade (1923–2005) | Portugal | poesia, tradução, crónica

. 2002 - Maria Velho da Costa (1938–2020) | Portugal | romance, conto, teatro, ensaio

. 2003 - Rubem Fonseca (1925–2020) | Brasil | romance, conto, crónica, novela

. 2004 - Agustina Bessa-Luís (1922 - 2010) | Portugal | romance, novela, conto, crónica, teatro, ensaio, biografia, memórias

. 2005 - Lygia Fagundes Telles (1923–2022) | Brasil | romance, conto

. 2006 - Luandino Vieira - recusado (1935 - ) | Angola | romance, conto, novela

. 2007 - António Lobo Antunes (1942 - ) | Portugal | romance, crónica

. 2008 - João Ubaldo Ribeiro (1941–2014) | Brasil | romance, conto, crónica, novela, ensaio

. 2009 - Arménio Vieira (1941 - ) | Cabo Verde | poesia, ensaio

. 2010 - Ferreira Gullar (1930–2016) | Brasil | poesia, conto, crónica, ensaio, biografia, crítica de arte

. 2011 - Manuel António Pina (1943–2012) | Portugal | poesia

. 2012 - Dalton Trevisan (1925 - ) | Brasil | conto, romance, novela

. 2013 - Mia Couto (1955 - ) | Moçambique | romance, novela, conto, poesia

. 2014 - Alberto da Costa e Silva (1931 - 2023) | Brasil | história, poesia, memórias, ensaio, biografia

. 2015 - Hélia Correia (1949 - ) | Portugal | romance, poesia, teatro, conto

. 2016 - Radouan Nassar (1935 - ) | Brasil | romance, novela, conto

. 2017 - Manuel Alegre (1936 - ) | Portugal | poesia, romance, novela, conto

. 2018 - Germano Almeida (1945 - ) | Cabo Verde | romance, conto, crónica

. 2019 - Chico Buarque (1944 - ) | Brasil | romance, poesia, música, teatro

. 2020 - Vítor de Aguiar e Silva (1939–2022) | Portugal | ensaio, estudos literários

. 2021 - Paulina Chiziane (1955 - ) | Moçambique| romance

. 2022 - Silviano Santiago (1936 - ) | Brasil | romance, ensaio, crítica literária

. 2023 - João Barrento (1940 - ) | Portugal | ensaio, estudos literários, crónica, tradução

. 2024 - Adélia Prado (1935 - ) | Brasil | conto, poesia, ensaio

. 2025 - Ana Paula Tavares (1952 - ) | Angola | poesia, historiadora

. 2026 - Lídia Jorge (1946 - ) | Portugal | romance, ensaio, contos, crónicas




29 dezembro, 2023

Nobel da Literatura | 2001 - 2020

 





2001 - Sir Vidiadhar Surajprasad Naipaul (1932–2018) | Reino Unido | Romance, Ensaio

“Por ter unido narrativa perceptiva e escrutínio incorruptível em obras que nos obrigam a ver a presença de histórias suprimidas”


2002 - Imre Kertész (1929–2016) | Hungria | Romance

“Pela escrita que defende a frágil experiência do indivíduo contra a bárbara arbitrariedade da história”


2003 - John M. Coetzee (1940–) | Austrália | Romance, Ensaio, Tradução

“Que em inúmeras formas retrata o surpreendente envolvimento do estranho”


2004 - Elfriede Jelinek (1946–) | Áustria | Romance, Drama

“Pelo seu fluxo musical de vozes e contra-vozes em romances e peças que com extraordinário zelo linguístico revelam o absurdo dos clichês da sociedade e o seu poder subjugador”


2005 - Harold Pinter (1930–2008) | Reino Unido | Drama, Roteiro

“Que nas suas peças desvenda o precipício sob a tagarelice quotidiana e força a entrada nos quartos fechados da opressão”


2006 - Orhan Pamuk (1952–) | Turquia | Romance, Roteiro, Ensaio

“Que na busca da alma melancólica da sua cidade natal descobriu novos símbolos para o choque e o entrelaçamento de culturas”


2007 - Doris Lessing (1919–2013) | Reino Unido | Romance, Drama, Poesia, Conto, Memórias

“Aquela epicista da experiência feminina, que com ceticismo, fogo e poder visionário submeteu uma civilização dividida ao escrutínio”


2008 - Jean-Marie Gustave Le Clézio (1940–) | França | Romance, Conto, Ensaio, Tradução

“Autor de novas partidas, aventura poética e êxtase sensual, explorador de uma humanidade além e abaixo da civilização reinante”


2009 - Herta Müller (1953–) | Alemanha | Romance, Poesia

“Que, com a concentração da poesia e a franqueza da prosa, retrata a paisagem dos despossuídos”


2010 - Mario Vargas Llosa (1936–) | Peru, Espanha | Romance, Conto, Ensaio, Drama, Memórias

“Pela sua cartografia das estruturas de poder e pelas suas imagens incisivas da resistência, revolta e derrota do indivíduo”


2011 - Tomas Tranströmer (1931–2015) | Suécia | Poesia, Tradução

“Porque, através das suas imagens condensadas e translúcidas, nos dá um novo acesso à realidade”


2012 - Mo Yan (1955–) | China | Romance, Conto

“Com realismo alucinatório mescla contos folclóricos, história e contemporaneidade”


2013 - Alice Munro (1931–) | Canadá | Conto

“Mestre do conto contemporâneo”


2014 - Patrick Modiano (1945–) | França | Romance

“Pela arte da memória com a qual evocou os destinos humanos mais inapreensíveis e desvendou o mundo da vida da ocupação”


2015 - Svetlana Alexievich (1948–) | Bielorrússia | História, Ensaio

“Pela sua escrita polifónicos, um monumento ao sofrimento e à coragem em nosso tempo”


2016 - Bob Dylan (1941–) | estados Unidos | Poesia, Composição musical

“Por ter criado novas expressões poéticas dentro da grande tradição da canção americana”


2017 - Kazuo Ishiguro (1954–) | Japão | Romance

“Que, em romances de grande força emocional, descobriu o abismo sob o nosso sentido ilusório de ligação com o mundo”


2018 - Olga Tokarczuk (1962–) | Polónia | Romance, Poesia, Ensaio

“Por uma imaginação narrativa que com paixão enciclopédica representa o cruzamento de fronteiras como forma de vida”


2019 - Peter Handke (1942–) | Áustria | Romance, Drama

“Por um trabalho influente que com engenho linguístico explorou a periferia e a especificidade da experiência humana”


2020 - Louise Glück (1943–2023) | Estados Unidos | Poesia, Ensaio

“Pela sua inconfundível voz poética que com austera beleza torna universal a existência individual”




Nobel da Literatura | 1981 - 2000

 



1981 - Elias Canetti (1905–1994) | Reino Unido | Romance, Drama, Memórias, Ensaios

“Pelos escritos marcados por uma visão ampla, riqueza de ideias e poder artístico”


1982 - Gabriel García Márquez (1927–2014) | Colômbia | Romance, Conto, Roteiro

“Pelos seus romances e contos, nos quais o fantástico e o realista se combinam num mundo de imaginação ricamente composto, refletindo a vida e os conflitos de um continente”


1983 - William Golding (1911–1993) | Reino Unido | Romance, Poesia, Drama

“Pelos seus romances que, com a perspicácia da arte narrativa realista e a diversidade e universalidade do mito, iluminam a condição humana no mundo de hoje”


1984 - Jaroslav Seifert (1901–1986) | Checoslováquia | Poesia

“Pela sua poesia que, dotada de frescura, sensualidade e rica inventividade, fornece uma imagem libertadora do espírito indomável e versatilidade do homem”


1985 - Claude Simon (1913–2005) | França | Romance

“Que no seu romance combina a criatividade do poeta e do pintor com uma profunda consciência do tempo na representação da condição humana”


1986 - Wole Soyinka (1934–) | Nigéria | Drama, Romance, Poesia

“Que numa ampla perspectiva cultural e com conotações poéticas molda o drama da existência”


1987 - Joseph Brodsky (1940–1996) | Estados Unidos | Poesia, Ensaio

“Por uma autoria abrangente, imbuída de clareza de pensamento e intensidade poética”


1988 - Naguib Mahfouz (1911–2006) | Egipto | Romance

“Que, através de obras ricas em nuances – ora clarividente realista, ora evocativamente ambígua – formou uma arte narrativa árabe que se aplica a toda a humanidade”


1989 - Camilo José Cela (1916–2002) | Espanha | Romance, Conto

“Por uma prosa rica e intensa, que com compaixão contida forma uma visão desafiadora da vulnerabilidade do homem”


1990 - Octavio Paz (1914–1998) | México | Poesia, Ensaio

“Pela escrita apaixonada de amplos horizontes, caracterizada pela inteligência sensual e integridade humanística”


1991 - Nadine Gordimer (1923–2014) | África do Sul | Poesia, Ensaio

“Que através de sua magnífica escrita épica – nas palavras de Alfred Nobel – foi de grande benefício para a humanidade”


1992 - Derek Walcott (1930–2017) | Santa Lúcia | Poesia, Drama

“Por uma obra poética de grande luminosidade, sustentada por uma visão histórica, fruto de um compromisso multicultural”


1993 - Toni Morrison (1931–2019) | Estados Unidos | Romance

“Que em romances caracterizados pela força visionária e importância poética, dá vida a um aspecto essencial da realidade americana”


1994 - Kenzaburo Oe (1935–2023) | Japão | Romance, Conto

“Que com força poética cria um mundo imaginado, onde vida e mito se condensam para formar uma imagem desconcertante da situação humana de hoje”


1995 - Seamus Heaney (1939–2013) | Irlanda | Poesia

“Pelas obras de beleza lírica e profundidade ética, que exaltam os milagres quotidianos e o passado vivo”


1996 - Wislawa Szymborska (1923–2012) | Polónia | Poesia

“Pela poesia que com precisão irónica permite que o contexto histórico e biológico venha à luz em fragmentos da realidade humana”


1997 - Dario Fo (1926–2016) | Itália | Drama

“Que imita os bobos da Idade Média ao flagelar a autoridade e defender a dignidade dos oprimidos”


1998 - José Saramago (1922–2010) | Portugal | Romance, Drama, Poesia

Que com parábolas sustentadas pela imaginação, compaixão e ironia continuamente nos permite apreender mais uma vez uma realidade ilusória”


1999 - Günter Grass (1927–2015) | Alemanha | Romance, Drama, Poesia

“Cujas fábulas negras divertidas retratam a face esquecida da história”


2000 - Gao Xingjian (1940–) | China, França | Romance, Drama, Crítica literária

“Por uma obra de validade universal, insights amargos e engenhosidade linguística, que abriu novos caminhos para o romance e drama chinês”





27 dezembro, 2023

Nobel da Literatura | 1961 - 1980





1961 - Ivo Andric (1892–1975) | Jugoslávia | Romance, Conto

“Pela força épica com que traçou temas e delineou destinos humanos tirados da história do seu país”


1962 - John Steinbeck (1902–1968) | Estados Unidos | Romance, Conto, Roteiro

“Pelos seus escritos realistas e imaginativos, combinando humor simpático e percepção social aguçada”


1963 - Giorgos Seferis (1900–1971) | Grécia | Poesia, Ensaio, Memórias

“Pela sua eminente escrita lírica, inspirada num profundo sentimento pelo mundo da cultura helênica”


1964 - Jean-Paul Sartre (1905–1980) | França | Romance, Filosofia, Drama, Crítica literária, Roteiro

“Pelo seu trabalho que, rico em ideias e cheio de espírito de liberdade e busca da verdade, exerceu uma influência de longo alcance em nossa época”


1965 - Mikhail Aleksandrovich Sholokhov (1905–1984) | União Soviética | Romance

“Pelo poder artístico e integridade com que, no seu épico do Don, deu expressão a uma fase histórica na vida do povo russo”


1966 - Shmuel Yosef Agnon (1888–1970) | Israel | Romance, Conto

“Pela sua arte narrativa profundamente característica com motivos da vida do povo judeu”


1966 - Nelly Sachs (1891–1970) | Suécia| Poesia, Drama

“Pela sua notável escrita lírica e dramática, que interpreta o destino de Israel com força tocante”


1967 - Miguel Angel Asturias (1899–1974) | Guatemala | Romance, Poesia

“Pela sua vívida realização literária, profundamente enraizada nos traços e tradições nacionais dos povos indígenas da América Latina”


1968 - Yasunari Kawabata (1899–1972) | Japão | Romance, Conto

“Pelo seu domínio narrativo, que com grande sensibilidade expressa a essência da mente japonesa”


1969 - Samuel Beckett (1906–1989) | Irlanda | Romance, Drama, Poesia

“Pela sua escrita, que – através de novas formas para o romance e para o drama – na miséria do homem moderno adquire a sua elevação”


1970 - Aleksandr Isayevich Solzhenitsyn (1918–2008) | União Soviética | Romance

“Pela força ética com que perseguiu as tradições indispensáveis ​​da literatura russa”


1971 - Pablo Neruda (1904–1973) | Chile | Poesia

“Por uma poesia que com a ação de uma força elemental dá vida ao destino e aos sonhos de um continente”


1972 - Heinrich Böll (1917–1985) | Alemanha | Romance, Conto

“Pela sua escrita que, através da combinação de uma ampla perspectiva sobre o seu tempo e uma sensível habilidade de caracterização, contribuiu para a renovação da literatura alemã”


1973 - Patrick White (1912–1990) | Austrália | Romance, Conto

“Por uma arte narrativa épica e psicológica que introduziu um novo continente na literatura”


1974 - Eyvind Johnson (1900–1976) | Suécia | Romance

“Por uma arte narrativa, que vê longe em terras e eras, ao serviço da liberdade”


1974 - Harry Martinson (1904–1978) | Suécia | Poesia, Romance, Drama

“Pelos escritos que captam a gota de orvalho e refletem o cosmos”


1975 - Eugenio Montale (1896–1981) | Itália | Poesia

“Pela sua distinta poesia que, com grande sensibilidade artística, interpretou os valores humanos sob o signo de uma visão de vida sem ilusões”


1976 - Saul Bellow (1915–2005) | Estados Unidos | Romance, Conto

“Pela compreensão humana e análise subtil da cultura contemporânea que se combinam em sua obra”


1977 - Vicente Aleixandre (1898–1984) | Espanha | Poesia

“Por uma escrita poética criativa que ilumina a condição do homem no cosmos e na sociedade atual, ao mesmo tempo que representa a grande renovação das tradições da poesia espanhola entre as guerras”


1978 - Isaac Bashevis Singer (1902–1991) | Estados Unidos | Romance, Conto, Memórias

“Pela sua arte narrativa apaixonada que, com raízes na tradição cultural polonesa-judaica, dá vida às condições humanas universais”


1979 - Odysseus Elytis (1911–1996) | Grécia | Poesia, Ensaio

“Pela sua poesia, que, no contexto da tradição grega, retrata com força sensual e perspicácia intelectual a luta do homem moderno pela liberdade e criatividade”


1980 - Czeslaw Milosz (1911–2004) | polónia | Poesia, Ensaio

"Que com clareza intransigente dá voz à condição exposta do homem num mundo de graves conflitos”