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20 outubro, 2026

Patti Smith vence Prémio Princesa das Astúrias para as Artes

 


                                                             
            (C) Fotos Fundación Princesa de Asturias


Patti Smith vence o Prémio Princesa das Astúrias para as Artes, 2026.

A cantora, poetisa e escritora americana de 79 anos foi escolhida pelo júri devido à sua trajectória que vai muito além da música, abrangendo poesia, fotografia, performance e vídeo-instalação. Em comunicado oficial, o júri destacou que a artista “expressou a rebeldia do indivíduo na sociedade em canções pulsantes, algumas das quais já se tornaram ícones da música popular de nosso tempo.” 

Prémio merecidíssimo. Por enquanto, li apenas 1 livros da autora, mas tenho outros em lista de espera.

Partilho a minha opinião de Devoção: leituras...trilhos...evasões...: Patti Smith




                                 Patti Smith à l' Olympia | 20.08.2025 | (c) GR





04 setembro, 2025

Nick Cave em Plovdiv | Bulgária

 Foi maravilhoso participar no concerto de Nick Cave em Plovdiv. O ambiente criado no anfiteatro romano foi único e inesquecível. 














20 julho, 2025

Jantar memorável

 No dia 17, os meus colegas da Escola Secundária Poeta Al Berto (ESPAB) surpreenderam-me com uma linda homenagem que guardarei na gaveta das boas memórias. 

O evento teve lugar no Restaurante Arte e Sal, em S. Torpes. Vista maravilhosa para o mar e com direito a um pôr-do-sol brilhante. 

Foi um jantar memorável, de (re)encontros, sorrisos e abraços. Recebi muito afecto, muitas flores e presentes valiosos. Registei boa disposição, ouvi poesia da boa e houve poses para registos fotográficos. 
As três moças organizadoras, Rosarinho, Bete e Célia, pensaram em tudo com muito carinho. Posso garantir que me conhecem bem.  

Houve, ainda, tempo para um sorteio de  livros, leitura de um discurso e de um poema escrito a duas mãos.  

Partilho um pequeno vídeo que revisita os momentos importantes.
Transcrevo também o discurso e o poema   

a de Graciosa Reis


Quero agradecer muito, mas mesmo muito este momento. É um prazer enorme ter-vos a todos e a todas aqui presentes.
Como sei que estes encontros dão muito trabalho, sou grata às moças organizadoras, Rosarinho, Bete e Célia. E como para haver festejos é bom que haja participantes, também quero agradecer, a cada um e a cada uma, pessoalmente, a vossa presença.

Não vou fazer um grande discurso. O que tinha a dizer, já o disse num texto que vos enviei e que publiquei no primeiro dia de “boa vida”.

Retomo, apenas, a parte mais importante, a dos amigos, a das pessoas com quem me cruzei, em especial, na ESPAB.
Ao longo dos anos e foram muitos, conheci, lidei e convivi com muitas pessoas.
Pessoas bonitas e maravilhosas e outras menos bonitas e um pouco menos maravilhosas. Mas todas foram importantes, com todas aprendi e partilhei conhecimentos, ensinamentos, gargalhadas, sorrisos, tristezas, desabafos, abraços, fotografias, livros, leituras, muitas leituras, …; com muitas continuarei a aprender e a partilhar…
Muitas destas pessoas estão aqui;
Muitas não estão por múltiplas razões: pessoais, profissionais, familiares, ou porque simplesmente não o quiseram;
Algumas porque já não leccionam nesta escola, nem habitam por perto;
Outras, ainda, já não estão entre nós.

A TODAS o meu ENORME agradecimento e carinho.
Saberei manter vivas as boas memórias. E este momento, será para acrescentar.

Citando Epicuro “As pessoas felizes lembram o passado com gratidão, alegram-se com o presente e encaram o futuro sem medo.”

Que, assim, seja!



Ó Arte e Sal, quanto do teu manjar
São sorrisos destes comensais
Para aqui chegarmos, a S. Torpes
É preciso que topes
Quanta areia já roubou o mar
Quantos banhos ficaram por dar
Mas ainda, assim, valeu o jantar
E daqui saímos mais fraternais
Mesmo com um copito a mais.

(GR e JR)



17 julho, 2025

Escola Poeta Al Berto - Fotodocumentário biográfico de Al Berto

Quando acordei tinha este presente maravilhoso no meu telemóvel. Tem um significado muito especial recebê-lo, precisamente, hoje.
Obrigada, Gustavo Cerqueira Guimarães

Fotodocumentário biográfico do português Al Berto (1948-1997), de Sines, destacando a voz do poeta e fotografias de seus livros.
REALIZAÇÃO: Qeracê
PESQUISA, ROTEIRO & CANÇÃO: Gustavo Cerqueira Guimarães
PeDRa LeTRa
Minas Gerais, Brasil, 2025





08 dezembro, 2024

Notre-Dame de Paris

 

                                                    Foto: Bernat Armangue/AP Photo


Um dos maiores símbolos de Paris, a Catedral de Notre-Dame reabriu ao público, totalmente restaurada e ainda mais resplandecente, cinco anos após um incêndio devastador (15 de abril 2019). A cerimónia solene transmitida pela televisão francesa -France TV - mostrou ao mundo a nova imagem da Catedral. 

Tenho urgência em agendar uma visita à capital Francesa. 

___________

Não resisto em partilhar  uma das mais belas canções da música francesa dedicada à Catedral Notre-Dame .


Copyright belongs to owners)




Letra da canção:

Belle
C'est un mot qu'on dirait inventé pour elle
Quand elle danse et qu'elle met son corps à jour, tel
Un oiseau qui étend ses ailes pour s'envoler
Alors je sens l'enfer s'ouvrir sous mes pieds
J'ai posé mes yeux sous sa robe de gitane
À quoi me sert encore de prier Notre-Dame?
Quel
Est celui qui lui jettera la première pierre?
Celui-là ne mérite pas d'être sur terre
Ô Lucifer
Oh laisse-moi rien qu'une fois
Glisser mes doigts dans les cheveux d'Esméralda

Belle
Est-ce le diable qui s'est incarné en elle
Pour détourner mes yeux du Dieu éternel?
Qui a mis dans mon être ce désir charnel
Pour m'empêcher de regarder vers le Ciel?
Elle porte en elle le péché originel
La désirer fait-il de moi un criminel?
Celle
Qu'on prenait pour une fille de joie, une fille de rien
Semble soudain porter la croix du genre humain
Ô Notre-Dame
Oh laisse-moi rien qu'une fois
Pousser la porte du jardin d'Esméralda

Belle
Malgré ses grands yeux noirs qui vous ensorcellent
La demoiselle serait-elle encore pucelle?
Quand ses mouvements me font voir monts et merveilles
Sous son jupon aux couleurs de l'arc-en-ciel
Ma dulcinée laissez-moi vous être infidèle
Avant de vous avoir mené jusqu'à l'autel
Quel
Est l'homme qui détournerait son regard d'elle
Sous peine d'être changé en statue de sel
Ô Fleur-de-Lys
Je ne suis pas homme de foi
J'irai cueillir la fleur d'amour d'Esméralda

J'ai posé mes yeux sous sa robe de gitane
À quoi me sert encore de prier Notre-Dame?
Quel
Est celui qui lui jettera la première pierre
Celui-là ne mérite pas d'être sur terre
Ô Lucifer
Oh laisse-moi rien qu'une fois
Glisser mes doigts dans les cheveux d'Esméralda

Esméralda



01 julho, 2024

Fausto Bordalo Dias (1948 - 2024)

 


Ao vivo nos 40 anos de “Por Este Rio Acima” | Aula Magna | Lisboa | Rita Carmo



Lembra-me um sonho lindo



Lembra-me um sonho lindo
Quase acabado
Lembra-me um céu aberto
Outro fechado

Estala-me a veia em sangue
Estrangulada
Estoira num peito um grito
À desfilada

Canta rouxinol canta
Não me dês penas
Cresce girassol cresce
Entre açucenas

Afaga-me o corpo todo
Se te pertenço
Rasga-me o vento ardendo
Em fumos de incenso

Lembra-me um sonho lindo
Quase acabado
Lembra-me um céu aberto
Outro fechado

Estala-me a veia em sangue
Estrangulada
Estoira num peito um grito
À desfilada

Ai como eu te quero
Ai de madrugada
Ai alma da terra
Ai linda, assim deitada

Ai como eu te amo
Ai tão sossegada
Ai beijo-te o corpo
Ai seara, tão desejada

Canta rouxinol canta
Não me dês penas
Cresce girassol cresce
Entre açucenas

Afaga-me o corpo todo
Se te pertenço
Rasga-me o vento ardendo
Em fumos de incenso

Ai como eu te quero
Ai na madrugada
Ai alma da terra
Ai linda assim deitada

Ai como eu te amo
Ai tão sossegada
Ai beijo-te o corpo
Ai seara, tão desejada

Ai como eu te quero
Ai na madrugada
Ai alma da terra
Ai linda assim deitada

Ai como eu te amo
Ai tão sossegada
Ai beijo-te o corpo
Ai seara, tão desejada

Ai como eu te quero
Ai na madrugada
Ai alma da terra
Ai linda assim deitada

Ai como eu te amo
Ai tão sossegada
Ai beijo-te o corpo
Ai seara, tão desejada

Ai como eu te quero
Ai na madrugada
Ai alma da terra
Ai linda assim deitada


Canção de Fausto Bordalo Dias



01 junho, 2024

Quando as crianças brincam | Dia Mundial da Criança


                                   Poema: Fernando Pessoa | Música e desenhos: Victor Alexandre



QUANDO AS CRIANÇAS BRINCAM

Quando as crianças brincam
E eu as oiço brincar,
Qualquer coisa em minha alma
Começa a se alegrar.

E toda aquela infância
Que não tive me vem,
Numa onda de alegria
Que não foi de ninguém.

Se quem fui é enigma,
E quem serei visão,
Quem sou ao menos sinta
Isto no coração.


Fernando Pessoa



26 dezembro, 2023

Maestro, de Bradley Cooper



Data de lançamento: 7 Dezembro 2023 (Portugal)
Diretor: Bradley Cooper
Intérpretes: Bradley Cooper, Vincenzo Amato, Matt Bomer, Carey Mulligan, Greg Hildre
Duração: 129 m.


Opinião: 

Maestro é um filme maravilhoso. Com  interpretações sublimes de Bradley Cooper e Carey Mulligan. 

Realizado e protagonizado por Bradley Cooper, a história centra-se na relação do compositor e maestro Leonard Bernstein com a actriz e, mais tarde, sua esposa Felícia Montealegre, interpretada por Carey Mulligan.

Oscilando entre fotografia a preto e branco e a cores, é-nos apresentada uma história de amor bela e genuína, mas imperfeita e complexa regida pelo percurso profissional e pessoal do compositor e maestro que durou de 1951 a 1978, data da morte de Felícia. 
Fica a sensação de que nem tudo nos é narrado. É através da troca de olhares, de sorrisos, de mãos que se entrelaçam e de corpos que se tocam que vamos captando a mensagem. Fica, contudo, claro que a carreira de Felícia ficou para segundo plano, que Bernstein é um génio apaixonado pela composição e pela direcção musical, mas que vive atormentado com a sua bissexualidade. Durante o casamento manteve vários casos amorosos com outros homens. Este segredo vai perturbar o relacionamento do casal, mas Felícia e apesar da mágoa,  tenta aceitar para manter o casamento.

O filme não se foca muito na vida profissional, contudo as representações do seu desempenho como maestro são fenomenais. Eu, pessoalmente, teria gostado que esse aspecto fosse mais aprofundado.


Breve nota biográfica: Leonard Bernstein (1918-1990), filho de judeus ucranianos,  foi um maestro, compositor, músico e pianista que dirigiu a Orquestra Filarmónica de Nova York durante 18 anos. 
Foi considerado um dos músicos mais importantes dos Estados Unidos, e ficou conhecido pelas suas composições musicais, como West Side Story, Candide e On the Town. 







20 novembro, 2023

Sara Tavares (1978 - 2023)

 Foi (en)cantar para outros firmamentos... 


                                                 Coisas Bunitas



 

                                       Chamar a Música | Festival da Canção 1994





19 fevereiro, 2023

A Livraria, filme de Isabel Coixet





Intérpretes: Emily Mortimer, Bill Nighy, Patricia Clarkson.
Uma coprodução da ESP/GB/ALE, de 2017, com 113 min.



Opinião:

Dirigido pela realizadora catalã Isabel Coixet, a partir de uma adaptação do romance de Penelope Fitzgerald,  A Livraria (The Bookshop)  é um excelente filme  para os amantes de literatura e admiradores de trilhos sensíveis e bucólicos.

Florence Green (Emily Mortimer), uma jovem viúva, em 1959, decide abrir uma livraria na pacata vila de Hardborough, no litoral de Inglaterra. Com essa iniciativa inovadora vai criar anti-corpos com os habitantes que integram a elite retrógrada do lugar.  


Sendo um filme de silêncios, a acção é lenta, deixando, por vezes algumas lacunas aparentemente incompreensíveis. Por exemplo, talvez se exigisse mais vivacidade na actuação de Emily Mortimer quando interage com a poderosa Violet Gamart (Patricia Clarkson) e com o advogado Mr. Thomton (Jorge Suquet) que tudo fazem para impedir a abertura da livraria. 
Contudo, na minha opinião, essa forma de agir é facilmente ultrapassada pelo destaque dado às  expressões faciais e aos olhares da actriz que tão bem expressam manifestações de  dúvida, indignação, ternura, simpatia, coragem e desespero. 
Há duas personagens que se destacam pela positiva e que apoiam Florence Green,  Mr. Brundish (Bill Nighy), o velho e elegante recluso e leitor ávido de boa literatura com quem vive um amor platónico e Christine (Honor Kneafsey) a menina  ajudante da livraria, que se vai revelar numa figura importante e encantadora ao longo da trama.

Outro aspecto muito importante do filme e que apreciei bastante é a referência a alguns livros clássicos como Fahrenheit 451, de Ray Bradbury e  Lolita, de Vladimir Nabokov. Destaco também alguns sinais e presságios  presentes no filme, quer em citações de autores e poetas bem como na exposição das capas de alguns livros famosos. 


Trailer: 

26 junho, 2022

Sines vive Al Berto - Performance Literária





25. Junho. 2022 | 21.30 h | Auditório CAS

Performance literária / apresentação, fruto da contribuição de vários elementos da comunidade de Sines, a convite do Município e do Centro de Artes, dos mais variados e improváveis setores a partir da obra “Mar-de-Leva”.

Teaser | Sines Vive Al Berto  (ver vídeo)


O Elogio da Leitura (RTP 2 Arquivo ) - Al Berto

 



Programa dedicado à promoção da leitura e à divulgação de novas edições, com apresentação de Isabel Bahia, dedicado ao poeta Al Berto, pseudónimo literário de Alberto Raposo Pidwell Tavares, que em conversa fala sobre si próprio e a sua poesia.

Autoria e Apresentação: Isabel Bahia  1989-04-01



06 outubro, 2014

Os Maias realizado por João Botelho






O filme retrata bem o essencial do livro escrito por Eça de Queirós. No início, estranha-se um pouco os cenários, grandes telas que representam os exteriores, mas os interiores e as personagens estão de acordo com a época. Não gostei muito da atriz que desempenhou o papel de  Maria Eduarda e adorei o João da Ega. 




02 março, 2014

Morreu o realizador francês Alain Resnais (1922-2014)



O mestre do cinema francês Alain Resnais, realizador do clássico dos anos 60 "Hiroshima Meu Amor", morreu sábado à noite em Paris, aos 91 anos.


O realizador foi homenageado, neste anoa, na 64ªedição do Festival de Berlim, onde estreou o seu último filme, "Amar, beber e cantar".

Autor de clássicos  como "Hiroshima Meu Amor" "Nuit et Brouillard" e "O Último Ano em Marienbad", Alain Resnais é uma referência fundamental na história do moderno cinema francês.


"Hiroshima meu amor" (com argumento de Marguerite Duras) foi a sua primeira longa-metragem, em 1959.





06 fevereiro, 2014

A menina que roubava livros






Trata-se da adaptação do livro de Markus Zusak e conta a história de uma menina que transforma a vida de todos ao seu redor quando é levada para viver com sua nova família na Segunda Guerra Mundial na Alemanha. Ela aprende a ler com a sua nova família e com um judeu refugiado, que eles escondem, na cave. Para estas duas personagens, o poder das palavras e da imaginação são um  escape dos tumultuosos acontecimentos que vão acontecendo nos subúrbios duma pobre cidade alemã. A Menina que Roubava Livros é uma história de uma sobrevivente perante a violência humana, mas também sobre a amizade.

A Menina que Roubava Livros


02 fevereiro, 2014

Ernest & Celestine ganha Magritte do melhor filme



O filme de animação Ernest & Celestine ganha três Magritte: o do melhor filme, o do melhor realizador e o do melhor som.






Realização: Benjamin Renner; Vincent Patar; Stéphane Aubier

Casting: Lambert Wilson (Ernest) e Pauline Brunner (Celestine)

Data: 12 dezembro 2012

Género: filme de animação

Duração: 1 hora e 19 minutos

Filmagem: França


01 outubro, 2013

14ª Festa do Cinema Francês




A Festa do Cinema Francês está de novo em Portugal organizada pelo Institut Français du Portugal, para um mês inteiro do melhor da cinematografia francesa. São 46 os filmes exibidos em 12 salas do País. Este evento decorre entre 10 de Outubro e 10 de Novembro.
 
O reencontro entre o melhor do cinema e da cultura francesa e o nosso país vai acontecer em 7 cidades: Lisboa: 10- 20 Out; Almada: 16- 20 Out; Coimbra: 22- 26 Out; Beja: 29 Out- 03 Nov; Faro: 30 Out- 02 Nov; Guimarães: 31 Out- 04 Nov; Porto: 04- 10 Nov.
 
 
A programação completa em Festa do Cinema Francês
 
 
 
Hiroshima, mon amour, de Alain Resnais é um dos filmes que pode ser visto, em Lisboa.
 
"Mais do que um exemplar único na história da sétima arte, este filme é aquilo a que nos atrevemos a chamar um poema cinematográfico. Um casamento entre a literatura e o cinema onde ambos estabelecem uma relação de extrema complementaridade capaz de conduzir o espectador numa viagem surpreendente por entre a arte da palavra e das imagens em movimento."




27 junho, 2013

Camille Claudel 1915, um filme de Bruno Dumont

Camille Claudel Affiche


A atriz Juliette Binoche contracena com internos de um asilo  psiquiátrico.
O filme narra alguns dias na vida da artista, Camille Claudel. Expõe o seu desespero no interior do asilo  e a espera pela visita de seu irmão, Paul Claudel (Jean-Luc Vincent).
 
Camille Claudel foi uma escultora famosa no início do século passado, irmã do poeta Paul Claudel e amante de Auguste Rodin. Caída em desgraça devido a problemas mentais (o constante medo de envenenamento, a sensação de perseguição, ...) e a desavenças familiares, é num asilo que a encontramos pela primeira vez, nua à beira de uma banheira sendo convidada pelas freiras a tomar um banho e lavar as mãos, essas mãos que ela traz sempre tão sujas.