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10 janeiro, 2012

Edvard Munch - Centre Pompidou

Edvard Munch, L'Oeil moderne por centrepompidou

Termina a dia 23 de Janeiro a exposição de Edvard Munch no Centro Pompidou que propõe um diálogo entre a obra pictórica do pintor norueguês e o seu interesse nas mais modernas formas de representação: a fotografia e o cinema.
Sob o título Edvard Munch: o olho moderno - esta exposição, organizada com o apoio do Museu Munch de Oslo, contará com cerca de sessenta pinturas e cinquenta fotografias, além de alguns dos seus trabalhos fílmicos menos conhecidos.
O percurso expositivo dá também a conhecer como Munch esteve comprometido com a actualidade do seu tempo e a forma como se inspirou nas cenas que observava na rua ou em acontecimentos recolhidos na imprensa ou rádio.

Mais informações: http://www.centrepompidou.fr

04 outubro, 2011

EDVARD MUNCH - "L'Oeil moderne" au Centre Pompidou

                            
                                              Exposition du 21 septembre 2011 au 9 janvier 2012 
"Le Centre Pompidou présente « Edvard Munch, l'oeil moderne », un ensemble inédit en France d'environ quatre-vingts peintures, trente œuvres sur papier, cinquante photographies et un film. Éclairant l'œuvre du célèbre peintre norvégien (1853-1944) sous un jour nouveau, cette exposition montre combien la curiosité de l'artiste pour toutes les formes de représentation de son époque a nourri son inspiration et son travail. Son expérience de la photographie, du cinéma, ses lectures de la presse illustrée ou encore ses travaux pour le théâtre ont profondément influencé une œuvre dont l'exposition dévoile la fulgurante modernité." 





Edvard Munch, Pikene på broen [Les Jeunes Filles sur le pont], 1927
                                                        Les Jeunes Filles sur le pont, 1927



                                                                          

                                                                   Puberté, 1914-1916

consulter:  lemonde.fr ; centrepompidou.fr

17 março, 2010

Edvard Munch à la Pinacothèque de Paris



Le musée présente 60 peintures et 80 gravures issues de collections privées, et restées jusqu’ici dans l’ombre du tableau emblématique Le Cri. L’œuvre d’Edvard Munch, artiste considéré comme un des pionniers du fauvisme et de l’expressionnisme, se révèle dans toute sa diversité. L’expo permet aussi de mieux appréhender sa vie. Le peintre considérait par exemple L’Enfant malade (1885), exposé à la Pinacothèque, comme sa plus belle réussite. Né dans une famille décimée par la tuberculose, Munch s’est inspiré de sa propre expérience pour réaliser ce tableau.
Une autre partie des tableaux présentés à la Pinacothèque regorge de couleurs et de scènes bucoliques – contredisant l’image « angoissante » que le grand public conserve de l’œuvre du peintre
.

Au regard de cette exposition, Edvard Munch apparaît comme un artiste finalement inclassable, qui a inspiré de nombreux autres artistes par la suite.






Edvard Munch ou l'Anti-Cri > Marc Restellini
by culturexpo

05 janeiro, 2010

Aprendiz de Viajante

Edvard Munch (Løten, 12-12-1863/ Ekely, 23-01-1944)

Um dia li num livro: «viajar cura a melancolia».
Creio que, na altura, acreditei no que lia. Estava doente, tinha quinze anos. Não me lembro da doença que me levara à cama, recordo apenas a impressão que me causara, então, o que acabara de ler.
Os anos passaram - como se apagam as estrelas cadentes e, ainda hoje, não sei se viajar cura a melancolia. No entanto, persiste em mim aquela estranha impressão de que lera uma predestinação.
A verdade é que desde os quinze anos nunca mais parei de viajar. Atravessei cidades inóspitas, perdi-me entre mares e desertos, mudei de casa quarenta e quatro vezes e conheci corpos que deambulavam pela vaga noite... Avancei sempre, sem destino certo.
Tudo começou a seguir àquela doença.
Era ainda noite fechada. Levantei-me e parti. Fui em direcção ao mar. Segui a rebentação das ondas, apanhei conchas, contornei falésias; afastei-me de casa o mais que pude. Vi a manhã erguer-se, branca, e envolver uma ilha; vi crepúsculos e noite sobre um rio, amei a existência.
Dormia onde calhava; no meio das dunas, enroscado no tojo,
como um animal; dormia num pinhal ou onde me dessem abrigo,
em celeiros, garagens abandonadas, uma cama...
E quando regressei, com a ânsia do eterno viajante dentro de mim.
Hoje sei que o viajante ideal é aquele que, no decorrer da vida, se despojou das coisas materiais e das tarefas quotidianas.
Aprendeu a viver sem possuir nada, sem um modo de vida. Caminha, assim, com a leveza, de quem abandonou tudo. Deixa o coração apaixonar-se pelas paisagens enquanto a alma, no puro sopro da madrugada, se recompõe das aflições da cidade.
A pouco e pouco, aprendi que nenhum viajante vê o que os outros viajantes, ao passarem pelos mesmos lugares, vêem. O olhar de cada um, sobre as coisas do mundo é único, não se confunde com nenhum outro.
Viajar, se não cura a melancolia, pelo menos, purifica. Afasta o espírito do que é supérfluo e inútil; e o corpo reencontra a harmonia perdida - entre o homem e a terra.
O viajante aprendeu, assim, a cantar a terra, a noite e a luz,
os astros, as águas, os peixes e a treva, os peixes, os pássaros e as plantas. Aprendeu a nomear o mundo.
Separou com uma linha de água o que nele havia de sedentário daquilo que era nómada; sabe que o homem não foi feito para ficar quieto. A sedentarização empobrece-o, seca-lhe o sangue, mata-lhe a alma - estagna o pensamento.
Por tudo isto, o viajante escolheu o lado nómada da linha de água. Vive ali, e canta - sabendo que a vida não terá sido um abismo, se conseguir que o seu canto, ou estilhaços dele, o una de novo ao Universo.

Al Berto, Anjo Mudo