24 setembro, 2026

Literatura Impura






É na Literatura Impura, aquela que sangra, corrói e nos deixa a meditar que o prazer de ler se torna aquela Felicidade Clandestina - um vício sublime que nos despe a alma a cada página, primeiro adiada, depois devorada.

(Clin d’œil a Clarice Lispector) 

Nota: Participação no passatempo/oferta da t'shirt  promovido por @literatura_impura. 

23 setembro, 2026

Santo António - O Casamenteiro de Lisboa, de Ruben Alves

 


119 min. |M/12 |  Comédia | 2026 |  POR
Realização: Ruben Alves
Elenco: Rita Blanco, Joaquim Monchique, Isabel Abreu, Maria Rueff,Maria João Bastos, Rui Mendes, Lídia Franco, João Catarré, Albano Jerónimo, Joaquim de Almeida, Ana Bola, Miguel Amorim, Pedro Nercessian, Paco León, Inês Aires Pereira,


Com um elenco de luxo, a nova comédia de Ruben Alves centra-se nos Casamentos de Santo António, uma tradição profundamente lisboeta. Rita Blanco e Joaquim Monchique interpretam Carmo e Valentim, dois funcionários da Câmara Municipal de Lisboa responsáveis pela organização do evento. Perante a pressão de uma multinacional francesa interessada em assumir a sua gestão, os dois resistem à ideia de entregar a outros aquilo que sentem pertencer à cidade. Para o conseguirem, terão de se superar e encontrar uma forma de modernizar a tradição sem lhe retirar a identidade.

Por detrás da leveza e do humor, porém, o filme deixa uma crítica implícita: a perda gradual da identidade de uma cidade. As tradições modernizam-se, os pequenos cafés e as lojas antigas desaparecem, deixamos de conhecer os vizinhos e a cidade transforma-se para agradar a quem chega, esquecendo por vezes quem nela vive.

Mas há também um olhar cúmplice sobre os que resistem. Os que continuam a abrir a porta do pequeno café, a conhecer os vizinhos pelo nome, a guardar os rituais e as memórias de uma cidade que ainda reconhecem como sua. 




22 setembro, 2026

Jorge Palma (1950 - 21.09.2026)

 

    


A Gente Vai Continuar

Tira a mão do queixo não penses mais nisso
O que lá vai já deu o que tinha a dar
Quem ganhou ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas pra dar
E enquanto alguns fazem figura
Outros sucumbem á batota
Chega a onde tu quiseres
Mas goza bem a tua rota

Enquanto houver estrada pra andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada pra andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar

Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
A liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo

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Frágil

Põe-me o braço no ombro
Eu preciso de alguém
Dou-me com toda a gente
E não me dou a ninguém
Frágil
Sinto-me frágil

Faz-me um sinal qualquer
Se me vires falar de mais
Eu às vezes embarco
Em conversas banais
Frágil
Eu sinto-me frágil

Frágil
Esta noite estou tão frágil
Frágil
Já nem consigo ser ágil

Está a saber-me mal
Este whisky de malte
Adorava estar in
Mas estou-me a sentir out
Frágil
Eu sinto-me frágil

Acompanha-me a casa
Já não aguento mais
Deposita na cama
Os meus restos mortais
Frágil
Eu sinto-me frágil

Frágil
Esta noite estou tão frágil
Frágil
Já nem consigo ser ágil

_________


Deixa-me Rir

Deixa-me rir
Essa história não e tua
Falas da festa, do sol e do prazer
Mas nunca aceitaste o convite
Tens medo de te dar
E não e teu o que queres vender

Deixa-me rir
Tu nunca lambeste uma lágrima
Desconheces os cambiantes do seu sabor
Nunca seguiste a sua pista
Do regaço à nascente
Não me venhas falar de amor

Pois é, pois é
Há quem viva escondido a vida inteira
Domingo sabe de cor, o que vai dizer
Segunda feira

Deixa-me rir
Tu nunca auscultaste esse engenho
De que falas com tanto apreço
Esse curioso alambique
Onde são destilados
Noite e dia o choro e o riso

Deixa-me rir
Ou então deixa-me entrar em ti
Ser o teu mestre só por um instante
Iluminar o teu refúgio
Aquecer-te essas mãos
Rasgar-te a mascara sufocante

Pois é, pois é
Há quem viva escondido a vida inteira
Domingo sabe de cor, o que vai dizer
Segunda feira

_______

Na Terra dos Sonhos 

Andava eu sem ter onde cair vivo
Fui procurar abrigo nas frases estudadas do senhor Doutor
Ai de mim não era nada daquilo que eu queria
Ninguém se compreendia e eu vi que a coisa ia de mal a pior

Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és,ninguém te leva a mal
Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual
Na terra dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar
Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar

Andava eu sozinho a tremer de frio
Fui procurar calor e ternura nos braços de uma mulher
Ai! Mas esqueci-me de lhe dar também um pouco de atenção
E a minha solidão voltou, não me largou a mão um minuto sequer

Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és,ninguém te leva a mal
Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual
Na terra dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar
Abre bem os olhos,escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar

Se queres ver o mundo inteiro à tua altura
Tens de olhar p´ra fora sem esquecer que dentro é que é o teu lugar
E se ás duas por três vires que perdeste o balanço
Não penses em descanso, está ao teu alcance e tens de o encontrar

Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és,ninguém te leva a mal
Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual
Na terra dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar
Abre bem os olhos,escuta bem o coração se é que queres ir para lá morar

20 setembro, 2026

Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE/DGLAB)





O Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE/DGLAB) foi instituído, em 1982, pela Associação Portuguesa de Escritores (APE) e destina-se a distinguir anualmente uma obra de ficção (romance ou novela) de um autor português publicada no ano anterior.

O Prémio tem o valor de 15.000 euros e conta actualmente com o patrocínio da Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, Câmara Municipal de Grândola, Fundação Calouste Gulbenkian e Instituto Camões.


Lista cronológica completa de todos os vencedores

.2025 - Patrícia Portela, Manual para Andar Espantada por Existir
.2024 - Teolinda Gersão, Autobiografia Não Escrita de Martha Freud
.2023 - Djaimilia Pereira de Almeida,  Toda a Ferida é uma Beleza
.2022 - Lídia Jorge,  Misericórdia
.2021 - Julieta Monginho, Volta ao Mundo em Vinte Dias e Meio
.2020 - Valter Hugo Mãe, Contra Mim
.2019 - Mário Cláudio, Tríptico da Salvação
.2018 - Hélia Correia, Um Bailarino na Batalha
.2017 - H. G. Cancela, As Pessoas do Drama
.2016 - Ana Margarida de Carvalho, Não Se Pode Morar nos Olhos de um Gato
.2015 - Paulo Varela Gomes, Era Uma Vez em Goa
.2014 - Mário Cláudio, Retrato de Rapaz
.2013 - Ana Margarida de Carvalho, Que Importa a Fúria do Mar
.2012 - Alexandra Lucas Coelho, E a Noite Roda
.2011 - Ana Teresa Pereira, O Lago
.2010 - Gonçalo M. Tavares, Uma Viagem à Índia
.2009 - Rui Cardoso Martins, Deixem Passar o Homem Invisível
.2008 - Julieta Monginho, A Terceira Mãe
.2007 - Filomena Marona Beja, A Sopa de Jericó
.2006 - Maria Velho da Costa, Myra
.2005 - Francisco José Viegas, Longe de Manaus
.2004 - Vasco Graça Moura, Por Detrás dos Magnólios
.2003 - Mafalda Ivo Cruz, O Vermelho do Azul
.2002 - Lídia Jorge, O Vento Assobiando nas Gruas
.2001 - Abdulai Sila, A Última Tragédia
.2000 - Maria Gabriela Llansol, Amigo e Amiga
.1999 - António Lobo Antunes, Exortação aos Crocodilos
.1998 - Raduan Nassar, Um Copo de Cólera
.1997 - José Saramago, Todos os Nomes
.1996 - Augusto Abelaira, Outrora Agora
.1995 - Teolinda Gersão A Casa da Cabeça de Cavalo
.1994 - Mário de Carvalho, Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde
.1993 - Vergílio Ferreira, Na Tua Face
.1992 - Helena Marques, O Último Cais
.1991 - José Saramago, O Evangelho Segundo Jesus Cristo
.1990 - Maria Gabriela Llansol, Um Beijo Dado Mais Tarde
.1989 - Paulo Castilho, Fora de Horas
.1988 - João de Melo, Gente Feliz com Lágrimas
.1987 - Vergílio Ferreira, Até ao Fim
.1986 - David Mourão-Ferreira, Um Amor Feliz
.1985 - António Lobo Antunes, Auto dos Danados
.1984 - Mário Cláudio, Amadeo
.1983 - Agustina Bessa-Luís, Os Meninos de Ouro
.1982 - José Cardoso Pires, Balada da Praia dos Cães



19 setembro, 2026

Patrícia Portela vence Grande Prémio da APE 2025

 


Na 44.ª edição do Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE/DGLAB) foi anunciada como vencedora a Autora Patrícia Portela, com a obra Manual para Andar Espantada por Existir, editada em 2025, pela Editorial Caminho.

O júri, coordenado por José Manuel de Vasconcelos e constituído por Ana Paula Arnaut, Cândido Oliveira Martins, Helena Carvalhão Buescu, Maria de Lurdes Sampaio e Salvato Teles de Menezes, considerou a obra "uma homenagem a Aventuras de João Sem Medo, de José Gomes Ferreira e um notável exercício de imaginação e escrita."



16 setembro, 2026

𝑶 𝑺𝒂𝒏𝒈𝒖𝒆 𝒅𝒂 𝑩𝒖𝒈𝒂𝒏𝒗í𝒍𝒊𝒂, de Ana Paula Tavares



Autora: Ana Paula Tavares
Título: O Sangue da Buganvília
N.º de páginas: 247
Editora: Caminho
Edição: Fevereiro 2023
Classificação: Crónicas
N.º de Registo: (3812)



OPINIÃO ⭐⭐⭐⭐


O Sangue da Buganvília, de Ana Paula Tavares, é um livro que exige vagar. Cada crónica nasce da terra e devolve ao leitor a memória de um país marcado por perdas profundas. A escrita da autora angolana é depurada, sensorial e feita de silêncios que revelam muito mais do que qualquer discurso directo. Aqui, a crítica social e histórica surge nos detalhes, nos objectos e nas vozes que atravessam o quotidiano.

A buganvília, bela metáfora, é o fio condutor deste livro. Esta árvore que cresce junto às casas e resiste ao calor e ao tempo, funciona como uma memória viva; guarda histórias, revela palavras e sonhos, protege rituais ancestrais e acompanha a vida das mulheres que sustentam o mundo através de um trabalho silencioso. Em cada crónica, há como um ramo que se estende para o passado e outro que procura o futuro. A árvore torna-se, assim, símbolo de continuidade, de força discreta, de permanência.

Grande parte das crónicas regressa a uma Angola ferida pela destruição, pela guerra, pela colonização e por políticas que teimam em não conseguir erguer o que foi destruído. As imagens criadas pela autora são simples, mas carregam uma verdade profunda. A dor aparece como uma sombra constante, a esperança surge num gesto e a memória funciona como a raiz que insiste em não morrer.

No centro desta resistência estão as vozes femininas, que atravessam o livro com uma firmeza impressionante. Estas mulheres são as verdadeiras guardiãs de saberes antigos e de práticas que mantêm a comunidade unida. Ana Paula Tavares escreve sobre elas com precisão e delicadeza, oferecendo-nos imagens que permanecem connosco muito depois de fecharmos o livro. A sua crítica surge de forma subtil, uma marca deixada por quem viveu demasiado para acreditar em soluções fáceis.

Ler O Sangue da Buganvília é entrar num território onde as recordações se entranham na própria terra. As crónicas avançam como ramos que procuram a luz, e penetram “na linguagem secreta das coisas da alma” como escreve a autora e destacou, também, Tania Macêdo no prefácio. O “sangue” do título evoca inevitavelmente o sangue derramado na história de Angola, um traço profundo que atravessa gerações e permanece vivo na identidade do seu povo.


10 setembro, 2026

Couture, de Alice Winocour


       

104 min. | M/14 | Drama | 2025 | França, USA
Realização e Argumento: Alice Winocour
Elenco: Angelina Jolie, Ella Rumpf, Anyier Anei, Finnegan Oldfield, Garance Marillier, Guillaume Marbeck, Louis Garrel, Sean Gullette, Vincent Lindon, Mona Tougaard, Mika Schneider, Suzy Menkes, Finnegan Oldfield , Aurore Clément


No centro de Couture emergem três mulheres que carregam mundos distintos: Maxine confrontada com a fragilidade do corpo no meio da criação de um filme; Ada, jovem sudanesa que aceita o trabalho de modelo para sustentar a família que ficou longe; e Angèle, que entre maquilhagens, tenta escrever um livro e encontrar uma voz própria. Cada uma vive num ritmo diferente, com urgências e sonhos distintos; cada uma tenta costurar a própria vida, com linhas que às vezes se rompem.
Couture transforma estas três trajectórias num gesto de resiliência, de amizade e de união.

E no final, quando a tempestade irrompe em pleno desfile, o cenário transforma-se e funciona como catarse. Varre o supérfluo, limpa o brilho artificial, revela o essencial. Ali, permanece, apenas, a força silenciosa de três vidas como se o mundo finalmente coincidisse com a sua verdade interior.




07 setembro, 2026

𝑨𝒕𝒐𝒔 𝑯𝒖𝒎𝒂𝒏𝒐𝒔, de Han Kang


Autora: Han Kang
Título: Atos Humanos
Tradutora: Maria do Carmo Figueira
N.º de páginas: 227
Editora: D. Quixote
Edição(2.ª): Outubro 2024
Classificação: Romance
N.º de Registo: (3669)


OPINIÃO ⭐⭐⭐⭐



Fechei o livro e fiquei a olhar para ele. O silêncio do meu quarto pareceu-me pesado, quase sufocante. Há leituras que nos deixam a cogitar no escuro. Como é possível que a crueldade encontre sempre novas formas de se repetir? Como é que a humanidade alberga, ao mesmo tempo, uma violência infinita e uma resiliência tão silenciosa?

O livro confronta-nos directamente com o Massacre de Gwangju, de 1980, na Coreia do Sul. Ao expor a brutalidade extrema do regime militar, que trata os corpos como objectos descartáveis, revela também gestos de resistência humana como contar os mortos, recolher os corpos, acender as velas, fazer o luto.

Impressionou‑me a forma como Han Kang trabalha o tempo, com saltos constantes entre passado e presente. Em vez de reconstruir os factos históricos de forma directa, ela aproxima‑nos da verdade através das experiências dos narradores (incluindo a alma de um rapaz morto), uma sobrevivente torturada, um prisioneiro e outros. Cada perspectiva revela que o trauma não ficou preso a 1980, enraizou‑se nos sobreviventes e continuou a destruir relações, casamentos e a própria sanidade ao longo de trinta anos.

A escrita de Han Kang é poética e sensível. Não suaviza a violência; fixa-se na dor íntima e silenciosa, tornando o sofrimento quase palpável. É uma escrita que magoa precisamente por ser tão bonita.

Atos Humanos deixa-nos uma cicatriz que não desaparece. Não é uma leitura feliz, mas é uma leitura necessária num mundo que insiste em esquecer o valor da empatia. A dor que persiste não é apenas a dos que viveram Gwangju; é também a de quem lê.
Saí desta leitura devastada, sim, mas mais desperta para o que ainda precisa de ser lembrado.
E concordo com a tradutora, que encerra a sua introdução lembrando que este romance é também uma resposta pessoal e política aos recentes desenvolvimentos, e um alerta para os actos humanos de que todos somos capazes – “atos brutais e atos generosos, atos básicos e atos sublimes”.



06 setembro, 2026

Clube de Leitura - Uma Casa sem Livros | Maré d'Escrita

 



Quinta-feira, dia 3 de setembro marcou a nossa rentrée!!
Na cafetaria do Centro de Artes, com vista para o mar, e com um calor sufocante, que inviabilizou a presença de algumas leitoras, decorreu mais um encontro do Clube de Leitura - Uma Casa sem Livros, dinamizado pela Biblioteca Municipal de Sines.
Como habitualmente, o encontro foi precedido da sessão Maré d'Escrita. O grupo fez um balanço do ano anterior e conversou sobre processos de escrita, dificuldades sentidas, erros a evitar, motivações... Lemos apontamentos de escritores sobre o acto de escrever, a rasura, a procura do melhor vocábulo…
Penso que foi uma hora produtiva e enriquecedora. Estamos em crescimento (em número de participantes e em qualidade na escrita).

Para o Clube de leitura, apresentámos algumas das nossas leituras de férias. Não havendo tema definido, as leituras dos 9 participantes foram ricas, diversificadas e proporcionaram outras tantas descobertas.
Como também já é habitual, e como o refiro sempre nas minhas publicações, lemos, ouvimos, sorrimos e maravilhámo-nos.
A literatura tem esse poder! A partilha de bons livros encanta-nos!
Para o próximo encontro, vamos ler livros dos autores presentes na Onda Literária.
Eis os livros apresentados na sessão e que vos convido a descobrirem:

- O Imperador Vermelho, de Michael Sheridan;
- As Filhas do Terramoto, de Domingos Amaral;
- A profecia de Istambul, de Alberto S. Santos;
- Circe, de Madeline Miller;
- Os meus amigos, de Hisham Matar;
- Tudo na Natureza, de Yiyun Li;
- O Cais das Merendas, de Lídia Jorge;
- Querida Tia, de Valérie Perrin;
- O Círculo dos Dias, de Ken Follet;
- Ano Zero, de João Céu e Silva;
- A Filha da Caytana, de Carmen Posadas;
- Partida, de Julian Barnes;
- A Mais Bela Maldição, de Rui Couceiro;
- Aguarela de Paris, de João Pinto Coelho;
- Vista Chinesa, de Tatiana Salem Levy
- A Boneca Despida, de Paulo M. Morais
- Encontro, de Natasha Brown