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31 maio, 2016

Raduan Nassar é o vencedor do Prémio Camões 2016



O Prémio Camões 2016 foi esta segunda-feira atribuído por unanimidade ao escritor Raduan Nassar, de 80 anos, o 12.º brasileiro a receber aquele que é considerado o mais importante prémio literário destinado a autores de língua portuguesa. O júri sublinhou "a extraordinária qualidade da sua linguagem" e a "força poética da sua prosa".

"Através da ficção, o autor revela, no universo da sua obra, a complexidade das relações humanas em planos dificilmente acessíveis a outros modos do discurso", justificou o júri, acrescentando que "muitas vezes essa revelação é agreste e incómoda, e não é raro que aborde temas considerados tabu". O júri realçou ainda "o uso rigoroso de uma linguagem cuja plasticidade se imprime em diferentes registos discursivos verificáveis numa obra que privilegia a densidade acima da extensão".

Com apenas três livros publicados – os romances Lavoura Arcaica (1975) e Um Copo de Cólera (1978) e o livro de contos Menina a Caminho (1994) –, a exiguidade da obra não impede que Raduan Nassar seja há muito considerado pela crítica um dos grandes nomes da literatura brasileira, ao nível de um Guimarães Rosa ou de uma Clarice Lispector.


 
Notícia completa em Público.pt

08 março, 2016

Dia Internacional da Mulher




O mar dos meus olhos


Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma

E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
Da praia onde foram felizes

Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os homens...
Há mulheres que são maré em noites de tardes...
e calma


Sophia de Mello Breyner Andresen, in Obra Poética

13 janeiro, 2016

Al Berto - O nosso poeta por Madalena Patrício Palminha


Estas três pinturas de Al Berto estão expostas no o Centro de Artes de Sines onde  está patente uma exposição de pintura de vários artistas, entra as quais Madalena Patrício Palminha.







11 janeiro, 2016

Al Berto... 68 anos

(foto retirada da net)

O MODELO E A PAISAGEM POR ROSA CARVALHO

no deserto do tempo insone
há um movimento de musgos e de asas
onde imobilizo o sorriso do modelo pinto
o rosto daquele que sobreviverá
ao breve silencioso fulgor do poema

perco o olhar na paisagem esquecida noutra
 e noutra mais sombria paisagem sem saber 
se durmo se acordo ou morro de aflição

o modelo atravessa sonâmbulo a floresta de luzes
os montes e os rios
na enlameada escuridão dos caminhos 
espia-me
do interior claro-escuro onde subo as escadas
que levam a melancolia da vida ao sossegado coração


Al Berto, O MEDO, "A secreta vida das imagens", p. 436



29 dezembro, 2015

Um Novo Ano (2016)



                                                         «Voar», de Marc Chagall

UM NOVO ANO


Conduz-nos o tempo
devagar
até um novo ano


por entre paixões
esperanças e ruínas


Conduz-nos o tempo
no seu extremo engano
ano, após ano, após ano


por entre dores
júbilos e vertigens


Conduz-nos o tempo
mudando
até um novo ano


por entre o sonho
princípios e ideais


A levar-nos voando
num segundo
até ao cabo do mundo


Maria Teresa Horta
Lisboa, 27/28 de Dezembro de 2015-12-29


15 outubro, 2015

FOLIO - Obidos


Começa, hoje, na vila de Óbidos o Festival Literário. Este evento decorre até dia 25 do corrente mês.

Programa completo: aqui

08 outubro, 2015

Prémio Nobel da Literatura 2015



A jornalista bielorrussa tem 22 obras publicadas, mas em Portugal só há um livro publicado. Trata-se de O Fim do Homem Soviético – Um Tempo de Desencanto, editado pela Porto Editora. 


Svetlana, de 67 anos, é a 14.ª mulher a ganhar um Nobel da Literatura e foi distinguida "pela sua escrita polifónica, um monumento ao sofrimento e coragem do nosso tempo".





06 outubro, 2015

Lídia Jorge vence prémio Urbano Tavares Rodrigues de 2015





A escritora Lídia Jorge venceu o prémio Urbano Tavares Rodrigues, com o romance Os Memoráveis, Este galardão, instituído pela  Fenprof,  assinala o Dia Mundial do Professor.

O prémio foi atribuído por unanimidade pelo júri - os escritores e professores Teresa Martins Marques, José Manuel Mendes e Paulo Sucena - à obra publicada em 2014.

01 julho, 2015

Hélia Correia vence Prémio Camões 2015






O Prémio Camões 2015 foi atribuído por unanimidade à escritora Hélia Correia.

"Ideia fundamental dos romances de Hélia Correia desde A Casa Eterna: a vida só tem sentido se transformada em arte. Hoje, dia 18 de Junho de 2015, a arte tranformou-se em Prémio Camões, justamente o grande autor português que escrevia os seus poemas com o corpo todo, queimando od dedos em cada verso." (Miguel Real, JL)

"A Hélia é um dos escritores que melhor trata a língua portuguesa, com uma obra muito diversificada – romance, poesia, obras dramáticas, contos, literatura infanto-juvenil". "O português dela é muito fecundo. Tem um estilo próprio, com uma grande precisão de linguagem. Cada frase tem o número exacto de sílabas. Ela leva o rigor da escrita a esse ponto". Além de que "consegue criar personagens muito originais que vão ficar na literatura portuguesa", refere Francisco Vale, editor da Relógio d'Água (edita a obra da escritora desde 1983).

_____________


I
Epidauro


Contra o céu de Epidauro, enquanto o grito
Dos pássaros nocturnos fere o ar,
Eu, acordando, encontro o teu olhar,
Mais do que o céu sereno e infinito.

Sobre o calor das pedras eu repito
Aquele deslumbramento de acordar
Que alguma outra mulher, neste lugar,
Num outro tempo de palavras e mito

Junto ao corpo do amado conheceu,
Igual. Ou quase igual. Que um tal desejo
Essa outra mulher o não sentiu

Se o corpo onde acordou não era o teu.
Contra o céu de Epidauro acordo e vejo
O mais divino olhar que alguém já viu.


Hélia Correia, JL 24 junho 2015 (inédito)


                                            (Epidauro- 2006)

11 maio, 2015

Hélia Correia vence Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco





    


A escritora Hélia Correia venceu a 23.ª edição do Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco com a obra Vinte Degraus e Outros Contos que reúne onze contos.

Instituído em 1991, ao abrigo de um protocolo entre a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e a Associação Portuguesa de Escritores (APE), o Grande Prémio do Conto destina-se a galardoar uma obra em língua portuguesa de um autor português ou de um país africano de expressão portuguesa.

Esta 23.ª edição destinava-se a obras editadas em 2014.

Nascida em Lisboa, em 1949, Hélia Correia licenciou-se em Filologia Românica, foi professora de Português do Ensino Secundário, tendo também feito um curso de Pós-Graduação em Teatro Clássico.

Apesar do seu gosto pela poesia, é como ficcionista que é reconhecida como uma das revelações da novelística portuguesa da geração de 80.


in DN Artes  




02 abril, 2015

Manoel de Oliveira (1908-2015)



Manoel de Oliveira, uma vida dedicada à sétima arte / Rui Duarte Silva



Morreu o mais velho realizador do mundo em atividade. Manoel Cândido Pinto de Oliveira nasceu a 11 de dezembro de 1908, no Porto.


A sua carreira intensa  terminou com “O Velho do Restelo”, uma curta-metragem rodada no Porto, que lhe levou tempo a financiar e que disse ser “uma reflexão sobre a Humanidade”.

Oliveira recebeu inúmeros prémios, da Palma de Ouro de Cannes, passando pelo Leão de Ouro de Veneza. Os vários festivais internacionais que premiaram os seus filmes vão de Tóquio a Munique, passando por Locarno e Berlim. Recebeu também um Globo de Ouro pela sua carreira. O ano passado foi condecorado pelo Presidente francês, François Hollande.

Em 2011, entrevistado pelo DN já com 103 anos, Manoel de Oliveira falou sobre a sua vida, mas também sobre a sua morte: “Não me assusta nada. O sofrimento, sim, a morte não. Quando se morre, solta-se o espírito. O espírito é como o ar que sai. E o espírito sai e junta-se. Ao sair, perde a personalidade, onde está todo o bem e todo o mal, liberta-se desse bem e mal e junta-se ao absoluto, que é a configuração do espírito, o absoluto. É Deus.”




Filmografia

Longas-metragens


1942 - Aniki-Bobó
1963 - Acto da Primavera (docuficção)
1971 - O Passado e o Presente
1974 - Benilde ou a Virgem Mãe
1979 - Amor de Perdição
1981 - Francisca
1985 - Le Soulier de Satin
1986 - O Meu Caso
1988 - Os Canibais
1990 - Non, ou a Vã Glória de Mandar
1991 - A Divina Comédia
1992 - O Dia do Desespero
1993 - Vale Abraão
1994 - A Caixa
1995 - O Convento
1996 - Party
1997 - Viagem ao Princípio do Mundo
1998 - Inquietude
1999 - A Carta
2000 - Palavra e Utopia
2001 - Porto da Minha Infância
2001 - Vou para Casa
2002 - O Princípio da Incerteza
2003 - Um Filme Falado
2004 - O Quinto Império - Ontem Como Hoje
2005 - Espelho Mágico
2006 - Belle Toujours
2007 - Cristóvão Colombo – O Enigma
2009 - Singularidades de uma Rapariga Loura
2010 - O Estranho Caso de Angélica
2012 - A Igreja do Diabo
2012 - O Gebo e a Sombra
Curtas e médias metragens
1931 - Douro, Faina Fluvial
1932 - Estátuas de Lisboa
1931 - Douro, Faina Fluvial
1932 - Estátuas de Lisboa
1938 - Já se Fabricam Automóveis em Portugal
1938 - Miramar, Praia das Rosas
1941 - Famalicão (filme)
1956 - O Pintor e a Cidade
1964 - A Caça
1965 - As Pinturas do meu irmão Júlio (documentário)
1966 - O Pão (documentário)
1982 - Visita ou Memórias e Confissões
1983 - Lisboa Cultural
1983 - Nice - À propos de Jean Vigo
1985 - Simpósio Internacional de Escultura em Pedra - Porto
2010 - Painéis de São Vicente de Fora, Visão Poética
2011 - "Do Visível ao Invisível" em Mundo Invisível
2014 - O Velho do Restelo

Outros filmes

1937 - Os Últimos Temporais: Cheias do Tejo (documentário)
1958 - O Coração (documentário, 1958)
1964 - Villa Verdinho: Uma Aldeia Transmontana (documentário)
1987 - Mon Cas (1987)
1987 - A Propósito da Bandeira Nacional (1987)
2002 - Momento (2002)
2005 - Do Visível ao Invisível (2005)
2006 - O Improvável não é Impossível (2006)
2011 - O Conquistador conquistado (2011), curta-metragem inspirado pela escolha de Guimarães como Capital Européia da Cultura.

Como actor

1928 - Fátima Milagrosa, de Rino Lupo
1933 - A Canção de Lisboa, de Cotinelli Telmo
1980 - Conversa Acabada, de João Botelho
1981 - Cinématon #102, de Gérard Courant
1994 - Lisbon Story, de Wim Wenders

Como supervisor

1966 - A Propósito da Inauguração de Uma Estátua - Porto 1100 Anos, de Artur Moura, Albino Baganha e António Lopes Fernandes.
1970 - Sever do Vouga… Uma Experiência, de Paulo Rocha


29 março, 2015

Um presente






Faz por ti

Faz o Sol por ti antes que arda. 

Faz a chuva por ti antes que chores. 
Faz a Lua por ti antes do dia. 
Faz um sonho por ti antes do pequeno-almoço. 
Faz um filho por ti com alguém. 
Faz um negócio por ti por dinheiro. 
Faz um vestido, não por ti, mas pelo teu corpo. 
Faz um caminho por ti antes que te doam as pernas pela falta de uso. 
Faz um festival da canção, afasta a mesa da sala, usa uma escova como microfone, faz as canções todas do mundo por ti e as brilhantinas todas do mundo por ti. 
Faz uma corrida por alguém e corta por ti a meta. 
Corta por ti uma laranja e sorve o sumo por uma pessoa só se tiveres muita sede. 
Faz por ti um facho… e alumia quem te segue. 
Faz por ti com rigor mesmo rodeado de indolentes. 
Faz por ti com calma mesmo assolado por patrões. 
Faz por ti a coragem e serás assustador sempre que for preciso. 
Faz por ti a sabedoria e saberás sempre que estiveres calado. 
Não faças pouco de ti. 
Não faças pouco dos outros. 
Faz por ti como o dia quando acordas.


João Negreiros

24 março, 2015

Herberto Hélder (1930-2015)






Se houvesse degraus na terra...


Se houvesse degraus na terra e tivesse anéis o céu,
eu subiria os degraus e aos anéis me prenderia.
No céu podia tecer uma nuvem toda negra.
E que nevasse, e chovesse, e houvesse luz nas montanhas,
e à porta do meu amor o ouro se acumulasse.

Beijei uma boca vermelha e a minha boca tingiu-se,
levei um lenço à boca e o lenço fez-se vermelho.
Fui lavá-lo na ribeira e a água tornou-se rubra,
e a fímbria do mar, e o meio do mar,
e vermelhas se volveram as asas da águia
que desceu para beber,
e metade do sol e a lua inteira se tornaram vermelhas.

Maldito seja quem atirou uma maçã para o outro mundo.
Uma maçã, uma mantilha de ouro e uma espada de prata.
Correram os rapazes à procura da espada,
e as raparigas correram à procura da mantilha,
e correram, correram as crianças à procura da maçã.




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Poesia


Poesia – O Amor em Visita (1958)
A Colher na Boca (1961)
Poemacto (1961)
Retrato em Movimento (1967)
O Bebedor Nocturno (1968)
Vocação Animal (1971)
Cobra (1977)
O Corpo o Luxo a Obra (1978)
Photomaton & Vox (1979)
Flash (1980)
A Cabeça entre as Mãos (1982)
As Magias (1987)
Última Ciência (1988)
Do Mundo, (1994)
Poesia Toda (1º vol. de 1953 a 1966; 2º vol. de 1963 a 1971) (1973)
Poesia Toda (1ª ed. em 1981)
A Faca Não Corta o Fogo - Súmula & Inédita (2008)
Ofício Cantante (2009)
Servidões (2013)
A Morte Sem Mestre (2014)

Ficção

Os Passos em Volta (1963)
Apresentação do Rosto (1968).
A Faca Não Corta o Fogo (2008).






21 março, 2015

Hoje é o Dia da Poesia

                                                      Donnadieu Rémy Photographer


Heureux, le rêveur, aux nuits de l'éternelle destinée,
Qui, tel un vagabond qui erre de bon matin,
Se réveille, l'esprit empli de songes éthérés,
Et, à la rosée du jour, se met à vivre sans chemin !
À mesure qu'il marche, la vie vient lentement,
Et fait des étoiles ainsi qu'au firmament.
Il ne voit plus bien, à cette clarté blême,
Les choses dans son errance et la quête en elle-même,
Tout dort en ce monde ; il est seul, il le croit.
Et, cependant, fermant les yeux de son doigt,
Derrière sa vie de clochard l'univers s'enivre,
L'ange souriant se penche sur sa vie qui le délivre.
Il comprend qu'on le traite de bête,
Qu'on boit, qu'on roule,
Qu'on fasse, passants, ce que vous faites,
Et qu'on trouve cela joyeux ;
A jeter l'obole,
Pour s'offrir le bon rôle !
Mais il vit au pavé sous les étoiles,
Va et vient sous les toiles
De la rue où nous oublions, de respirer l'atmosphère,
C'est âpre et triste, mais il préfère
Cette hébétude plutôt qu'être un mouton.



Copyright Donnadieu Rémy.
www.donnadieuremyphotographe.com


27 fevereiro, 2015

Mais uma edição de Correntes d'Escritas




Fernando Echevarría foi o vencedor do Prémio Casino da Póvoa com o seu livro de poemas Categorias e Outras Paisagens.


O júri, composto por Afonso Cruz, Almeida Faria, Ana Paula Tavares, Maria Flor Pedroso e Valter Hugo Mãe, justificou a escolha com “o carácter monumental, impressionante pelo seu fôlego e constante equilíbrio de espessura poética”.  




17 janeiro, 2015

Philharmonie de Paris






A Philharmonie de Paris concebida pelo arquitecto Jean Nouvel foi inaugurada no dia 14 do corrente mês. Situado  no coração de "la Cité de la Musique", este edifício é constituído de uma sala sinfónica com 2400 lugares e uma acústica ultra moderna, 1800 metros quadrados de espaços educativos, um restaurante panorâmico e uma sala para exposições. 







11 janeiro, 2015

Um poema de Al Berto (67 anos)


1.


penso na morte
mas sei que continuarei vivo no epicentro das flores
no abdómen ensanguentado doutros-corpos-meus
na concha húmida de tua boca em cima de números mágicos
anunciando o ciclo das águas e o estado do tempo...

... a memória dos dias resiste no olhar de um retrato
continuo só
e sinto o peso do sorriso que não me cabe no rosto
improviso um voo de alma sem rumo mas nada me consola...

é imprevista a meteorologia das paixões...
... pássaros minerais afastam-se suspensos
vislumbro um corpo de chuva cintilando na areia...

até que tudo ser perde na sombra da noite… além
junto à salgada pele de longínquos ventos




Al Berto

01 janeiro, 2015

Um poema de Fernando Pessoa







Ano Novo

Ficção de que começa alguma coisa!
Nada começa: tudo continua.
Na fluida e incerta essência misteriosa
Da vida, flui em sombra a água nua.


Curvas do rio escondem só o movimento.
O mesmo rio flui onde se vê.
Começar só começa em pensamento



Fernando Pessoa

In Poesia 1918-1930 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005


20 dezembro, 2014

José Luís Peixoto em Sines







José Luís Peixoto esteve ontem, em Sines, na Livraria À Das Artes para apresentar o seu novo livro. 

Galveias é uma homenagem à localidade alentejana onde o escritor nasceu há 40 anos, e que pretende divulgar “a realidade do interior de Portugal, onde há problemas bastante graves”. 

Como já é habitual, o autor, óptimo comunicador, conseguiu um ambiente agradabilíssimo e uma boa participação do público presente que encheu o espaço da Livraria. 





15 dezembro, 2014

A Viagem do Elefante adaptada para banda desenhada por João Amaral





João Amaral adaptou para banda desenhada A Viagem do Elefante, de José Saramago. 
Segundo informa a editora, este livro resulta de um trabalho de quase três anos. 

Pilar del Río escreveu no prefácio deste livro que, «o caminho até Viena é tortuoso: João Amaral sabe-o bem porque o esteve a desenhar durante mais de dois anos passo a passo. […] João Amaral estudou muito bem aquilo que José Saramago havia escrito e logo que o soube com todas as letras pintou-o para que nada na sua banda desenhada fosse falso».








26 novembro, 2014

Lídia Jorge distinguida com o Prémio Luso-Espanhol de Arte Cultura 2014





A escritora Lídia Jorge foi distinguida com o Prémio Luso-Espanhol de Arte Cultura 2014, atribuído pelo Ministério da Cultura espanhol e pela Secretaria de Estado da Cultura portuguesa.

Sabe-se que Lídia Jorge foi premiada por “criar uma relação e vínculo de união entre Portugal e Espanha através da sua contribuição para o conhecimento mútuo de ambos os países” mas também “pelo valor da sua obra literária, que aborda algumas das questões fundamentais do nosso tempo”.

O prémio foi atribuído por unanimidade por um júri composto por especialistas dos dois países.

O Prémio Luso-Espanhol de Arte Cultura bianual foi criado em 2006 pelas duas tutelas para premiar a obra de um artista na área da arte e cultura “que tenha contribuído para melhorar a comunicação e cooperação cultural entre Portugal e Espanha, reforçando os laços entre os dois países”, lê-se na nota da tutela portuguesa.

Ler mais em Público


09 novembro, 2014

Bruno Vieira Amaral vence Prémio Fernando Namora





O romance As Primeiras Coisas de Bruno Vieira Amaral é o vencedor da 17.ª edição do prémio literário Fernando Namora.

Bruno Vieira do Amaral venceu recentemente, com o mesmo livro,  o Prémio Pen Clube, na categoria narrativa, ex-aequo com Ana Luisa Amaral. Com esta obra de estreia na ficção, Bruno Vieira do Amaral já tinha vencido o prémio livro do ano da revista Time Out.

O júri do prémio Fernando Namora é constituído por Guilherme d'Oliveira Martins, presidente do Centro Nacional de Cultura; José Manuel Mendes, da Associação Portuguesa de Escritores; Manuel Frias Martins, da Associação dos Críticos Literários; Maria Carlos Loureiro, da Direcção-Geral do Livro, e Maria Alzira Seixo, Liberto Cruz e João Lobo Antunes como convidados e os elementos da Estoril Sol, Lima de Carvalho e Dinis de Abreu.

Entre os finalistas deste ano, Afonso Cruz foi selecionado pelo romance Para onde vão os guarda-chuvas, Ana Margarida de Carvalho por Que importa a fúria do mar, Ana Cristina Silva por A segunda morte de Anna Karénina, Luís Cardoso por O ano em que Pigafetta completou a circum-navegação e Nuno Júdice pelo romance A Implosão.




Norberto Morais apresentou o seu livro em Sines



No dia 8, pelas 16h00, Norberto Morais acompanhado pela sua editora Maria do Rosário Pedreira, esteve em Sines, na Livraria A das Artes para apresentar os seus dois livros Vícios de Amor e O Pecado de Porto Negro.

Numa conversa informal e agradável, Maria do Rosário Pedreira fez uma apresentação breve do livro e explicou de que forma conheceu o escritor. Por sua vez,  Norberto falou-nos dos seus livros e presenteou o público com alguns episódios da sua vida.