13 outubro, 2008

Guillaume Depardieu




From: dcurtet74

Guillaume Depardieu (1971-2008)


O actor francês, filho de Gérard Depardieu, morreu, hoje, com 37 anos duma "pneumonia fulminante".


PARIS (AFP) - L'acteur Guillaume Depardieu est décédé ce lundi à l'hôpital de Garches (Hauts-de-Seine), à l'âge de 37 ans, après "avoir contracté un virus qui a provoqué une pneumonie foudroyante", a-t-on appris auprès de Artmedia, l'agent de son père Gérard Depardieu.
Il était un acteur à la sensibilité à fleur de peau, longtemps écrasé par la personnalité et la célébrité de son père, le comédien Gérard Depardieu.
Le 6 juin 2003, il avait été amputé de la jambe droite pour mettre fin aux souffrances provoquées par une infection contractée à la suite de 17 opérations subies après un accident de moto en octobre 1995.
Né le 7 avril 1971, Guillaume Depardieu, fils de Gérard et d'Elisabeth Depardieu, également comédienne, connaît une jeunesse rebelle, marquée par la vitesse, la violence, la drogue et l'alcool qui le conduiront en prison.
Sa longue et mince silhouette apparaît en 1990 dans un téléfilm de Cyril Collard, "Taggers".
Un an plus tard, il partage pour la première fois l'affiche avec son père dans "Tous les matins du monde" d'Alain Corneau. Les deux comédiens, qui entretiennent des relations difficiles, se retrouveront dans deux téléfilms de Josée Dayan, "Les misérables" et "Le comte de Monte-Cristo".
Il faudra attendre "Aime ton père" de Jacob Berger, sorti en 2002, pour que s'apaise la confrontation entre Guillaume Depardieu et un père auquel il a longtemps reproché son absence. Les deux acteurs y incarnent un père et un fils dont les relations ressemblent à celles qu'eux-mêmes entretiennent dans la vie et que le jeune homme évoquera en 2004 dans le livre d'entretiens "Tout donner", avec Marc-Olivier Fogiel.
Guillaume Depardieu a tourné près d'une vingtaine de films, parmi lesquels plusieurs longs métrages de Pierre Salvadori ("Cible émouvante", "Les apprentis" qui lui vaut en 1996 le César du meilleur espoir, "Comme elle respire", "Les marchands de sable").

On le retrouve également dans "Pola X" de Léos Carax, "Marthe ou la promesse du jour" (Jean-Loup Hubert), "Alliance cherche doigt" (Jean-Pierre Mocky), "Peau d'ange" (Vincent Perez) et plus récemment, "Le pharmacien de garde" (Jean Veber), "Célibataires" (Jean-Michel Verner) ou "Ne touchez pas la hache" (Jacques Rivette).
En 2008, il est dans deux films présentés au dernier festival de Cannes et qui sont sortis en salle ces dernières semaines. "De la guerre", de Bertrand Bonello, et "Versailles", qui décrit la relation touchante entre un enfant et un jeune marginal, de Pierre Schoeller.
Chevelure blonde en bataille et le corps couturé de cicatrices héritées de son passé agité, Guillaume Depardieu apportait à ce personnage de SDF rebelle toute sa présence, sa rugosité mais aussi sa tendresse.
"Guillaume, c'est un bloc émotionnel pur qui rentre dans le cadre. Il ne fait pas les choses à la légère. Je l'ai vu pleurer en disant: +J'ai raté le plan+. Seulement si les gens ne sont pas capables de lui faire face, il peut sans doute broyer", avait déclaré Bertrand Bonello au journal Le Monde.
Guillaume Depardieu, dont la soeur, Julie, est aussi comédienne, était père d'une fille.
Il avait envisagé de créer en mai 2003 une fondation pour rassembler les témoignages sur les maladies nosocomiales, mais le projet n'avait finalement pas abouti. "C'était un garçon très gentil, hyper attachant et excessif en tout", a témoigné lundi à l'AFP Alain-Michel Ceretti, fondateur du Lien, une association d'aide aux victimes d'infections nosocomiales.
L'acteur, qui avait connu à plusieurs reprises des démêlés avec la justice, avait été condamné fin juin par le tribunal de Versailles à deux mois de prison ferme pour avoir conduit un scooter en état d'ivresse.
En août, il avait été placé quelques heures en garde à vue après avoir eu un accident de scooter alors qu'il était en état d'ébriété.
Guillaume Depardieu préparait un album de chansons, dont la sortie était envisagée pour 2009.

11 outubro, 2008

Herberto Helder - a faca não corta o fogo


Herberto Helder, um dos maiores poetas portugueses vivos, publicou quinta-feira , dia 9 de Outubro, um novo livro, intitulado A Faca não Corta o Fogo -- súmula & inédita, editado pela Assírio & Alvim.

O livro reúne uma parte da reescrita da sua obra anterior e alguns inéditos, tem 207 páginas de poesia e uma capa ilustrada por Ilda David, em tons de azul e amarelo.

De Herberto Helder, um poeta que deu a última entrevista em 1968, que recusou o Prémio Pessoa em 1994 e que vive em auto-reclusão, pouco se sabe, além de que se chama Herberto Helder Luís Bernardes de Oliveira, nasceu no Funchal, a 23 de Novembro de 1930, e reside em Lisboa, com a mulher, Olga.
Frequentou, a partir de 1949 e durante três anos, o curso de Filologia Românica da Faculdade de Letras de Lisboa, mas não o concluiu.

Em 1954, publica o seu primeiro poema, em Coimbra.

Em 1958, publica o seu primeiro livro, O Amor em Visita.
Nos anos seguintes viveu em França, Holanda e Bélgica.

Regressa a Portugal em 1960, torna-se encarregado das bibliotecas itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian, profissão que o fez percorrer vilas e aldeias do Baixo Alentejo, Beira Alta e Ribatejo.
Em 1961 e 1962, edita os livros A Colher na Boca, Poemacto e Lugar.

Em 1963, começa a trabalhar para a Emissora Nacional como redactor do noticiário internacional e publica Os Passos em Volta.
Em 1968, envolve-se na publicação de um livro sobre o Marquês de Sade, que desencadeia um processo judicial em que foi condenado.
Em 1971, vai para Angola trabalhar numa revista. Como repórter de guerra, sofre um grave acidente e fica hospitalizado três meses.
Regressa a Lisboa e parte novamente, agora para os Estados Unidos, em 1973, ano em que publica Poesia Toda, reunindo a sua produção poética até à data, e faz uma tentativa falhada de publicar Prosa Toda.
A Portugal, voltaria só depois do 25 de Abril, já em 1975, para trabalhar na rádio e em revistas, como meio de sobrevivência, tendo sido editor da revista literária Nova, de que se publicaram apenas dois números.
Depois de publicar, nos anos seguintes, mais algumas obras, entre as quais Cobra (1977), O Corpo, o Luxo, a Obra (1978) e Photomaton & Vox (1979), remete-se ao silêncio.

Pede aos amigos que não falem dele num documentário que António José de Almeida pretende realizar para a RTP2, em 2007.
O documentário, "Meu Deus, faz com que eu seja sempre um poeta obscuro", acabou por ser feito, mas apenas adensou o mistério em torno da figura do poeta, já que 17 das 29 pessoas contactadas pela produção se recusaram a dar o seu testemunho.

Sobre o novo livro de Herberto, disse o poeta Gastão Cruz à Lusa: "Não sei o que espero, somente que se situe, como decerto acontecerá, no nível da sua restante obra poética".
Por sua vez, Helder Macedo sublinhou: "Qualquer publicação do Herberto Helder tem a importância que o Herberto Helder tem. Ou seja, uma enorme importância".

O Jornal de Letras dedica-lhe quatro páginas e publica um excerto de um dos inéditos:

isto que às vezes me confere o sagrado,
quero eu
dizer: paixão: tirar,
pôr, mudar uma palavra, ou melhor: ficar
certo
com vírgula no meio da luz,
dividindo,
erguendo-me do embrulho da carne
obsessiva:
que eu habite durante uma espécie de
eternidade
o clarão -
isto não o entendo, esta pancada desferida
no máximo concreto: copo,
cigarros,
o livro, e do próprio meu: a ininterrupta
amargura da memória, o tão pouco de
quente respiração - isto
eu não entendo (...)

09 outubro, 2008

Sheila Jordan em Sines


Cantora de Jazz Sheila Jordan, de 80 anos, actua amanhã, no Centro de Artes de Sines

A cantora descobriu o jazz através de Charlie Parker, vindo a casar-se com o seu pianista Duke Jordan. Na década de 1940, integrava um grupo que interpretava melodias de Parker e improvisava.
Segundo o crítico de música José Carlos Monteiro Costa, em 1951 Sheila "mudou-se para Nova Iorque onde ganhou uma maior experiência de bebop e estudou teoria musical do jazz com o pianista Lennie Tristano".
Na década de 1950, cantava no Page Three, em Greenwich Village, "quando George RusseI a ouviu e recomendou à editora discográfica Blue Note", afirmou Monteiro Costa.
Em 1980, formou um quarteto com o pianista Steve Kuhn, Harvie Swartz e Bob Moses. Mais tarde, formou um duo com o contrabaixista Swartz, com o qual visitou Portugal.

Le Clézio - Prémio Nobel da literatura 2008


Jean-Marie-Gustave Le Clézio nasceu em 1940, em Nice.


A Academia considerou Le Clézio "um escritor da ruptura, da aventura poética e do êxtase sensual, explorador de uma humanidade além da civilização dominante". O escritor se destacou como romancista com Deserto, em 1908, uma obra que, segundo a Academia "contém imagens magníficas de uma cultura perdida no deserto do norte da África, com a descrição da Europa vista pelos imigrantes indesejados".


1.ª reacção de Le Clézio à rádio sueca


Obras do autor:

Le procès-verbal. Gallimard, Paris. 1963 (Prix Renaudot)

Le jour où Beaumont fit connaissance avec sa douleur. Mercure de France, Paris. 1964

La fièvre. Gallimard, Paris. 1965

Le déluge. Gallimard, Paris. 1966

L'extase matérielle. Gallimard, Paris. 1967

Terra Amata. Gallimard, Paris. 1967

Le livre des fuites. Gallimard, Paris. 1969

La guerre. Gallimard, Paris. 1970

Lullaby. Gallimard, Paris. 1970

Haï. Skira, Sentiers de la Création, Genève. 1971

Les géants. Gallimard, Paris. 1973

Mydriase. Fata Morgana, Montpellier 1973

Voyages de l'autre côté. Gallimard, Paris. 1975

Les prophéties du Chilam Balam. Gallimard, Paris. 1976

L'inconnu sur la terre. Gallimard, Paris. 1978

Vers les icebergs. Fata Morgana, Montpellier. 1978

Voyage au pays des arbres. (en collaboration avec Henri Galeron) Gallimard, Enfantimages, Paris. 1978

Mondo et autres histoires. Gallimard, Paris. 1978

Désert. Gallimard, Paris. 1980

Trois villes saintes. Gallimard, Paris. 1980

La Ronde et autres faits divers. Gallimard, Paris. 1982

Celui qui n'avait jamais vu la mer (suivi de) La montagne du dieu vivant. Folio Junior, Gallimard, Paris. 1982

Relation de Michoacan. Gallimard, Paris. (Adapté & Prés) 1984

Balaabilou. Albums Jeunesse, Gallimard, Paris. 1985

Le chercheur d'or. Gallimard, Paris. 1985

Le Jour où Beaumont fit connaissance avec sa douleur. (Reédition) Le Mercure de France 1985

Villa Aurore suivi de Orlamonde. Folio Junior, Gallimard, Paris. 1985

Voyage à Rodrigues. 1986

Le rêve mexicain ou la pensée interrompue. Gallimard, Paris. 1988

Printemps et autres saisons. Gallimard, Paris. 1989

La Grande vie suivi de Peuple du ciel. ill Georges Lemoine. Folio Junior, Gallimard, Paris. 1990

Onitsha. Gallimard, Paris. 1991

Peuple du ciel. ill. Georges Lemoine. Albums Jeunesse, Gallimard, Paris. 1991

Etoile errante. Gallimard, Paris. 1992

Pawana. Gallimard, Paris 1992

Diego et Frida. Stock. 1993

La Quarantaine. Gallimard, Paris. 1995

Poisson d'or. Gallimard, Paris. 1996

La fête chantée. Le Promeneur. 1997

Hasard suivi de Angoli Mala. Gallimard, Paris. 1999




Fantômes dans la rue. Elle, Aubin Imprimeur, Poitiers, 47p. 2000

Coeur brûlé et autres romances. Gallimard, Paris. 2000

Révolutions. Gallimard, Paris. 2003

L'Africain . Mercure de France. 2004

Ourania. Collection blanche, Gallimard, Paris, 2006.

O Arquipélago da Insónia


O Arquipélago da Insónia é o título do novo romance de António Lobo Antunes que será publicado em Outubro, pela editora "Dom Quixote".

07 outubro, 2008

Picasso et les maîtres

Picasso e seus Mestres, no Grand Palais,em Paris, a partir de 8 de Outubro 2008 e até 2 de Fevereiro de 2009.

Será certamente uma exposição excelente e for do comum. Para além das obras patentes nas galerias do Grand Palais, haverá dois outros conjuntos temáticos Picasso-Delacroix, no museu do Louvre e Picasso-Manet no museu d'Orsay.


Eis algumas das obras expostas. É só um aperitivo! O manjar completo terá de ser em Paris, bien sûr!

Pablo Picasso, Grand nu au fauteuil rouge Francisco Goya, La maya desnuda

Manet, Olympia

Titien, Venus se divertissant avec l'amour et la musique


Ingres, Odalisque

05 outubro, 2008

A descoberta da Arquitectura


Este ano, a ordem dos arquitectos centra as suas celebrações em actividades educativas no sentido de despertar e estimular nas crianças o gosto e sentido pela Arquitectura.


Eduardo Lourenço, 85 anos


Começa amanhã, na Fundação Gulbenkian, um congresso internacional sobre Eduardo Lourenço, promovido por iniciativa do Centro Nacional de Cultura, a pretexto dos 85 anos do autor.


O congresso realizar-se-á durante dois dias, e está dividido em sete painéis temáticos:

1º Painel – EUROPA E HISTÓRIA
Moderador : Rui Alarcão

2º Painel – DIVULGAR EDUARDO LOURENÇO
Moderador: José Carlos Vasconcelos

3º Painel – CULTURA PORTUGUESA
Moderador: Adriano Moreira

4º Painel – LITERATURA E CRÍTICA LITERÁRIA
Moderador: Almeida Faria

5º Painel – TEORIA POLÍTICA
Moderador: Manuel Alegre

6º Painel – LITERATURA E CRÍTICA LITERÁRIA
Moderadora: Lidia Jorge

7º Painel – FILOSOFIA E ENSAÍSMO
Moderador: Helder Macedo

Sessão de Encerramento:Testemunhos
Moderador: Guilherme d’Oliveira Martins

Ana Costa Lopes
Fernando J.B. Martinho
Gastão Cruz
Helder Macedo
João Bénard da Costa
José Saramago
José Carlos de Vasconcelos
Manuel Alegre
Maria Helena Rocha Pereira

Dinis Machado



Morreu o autor de O Que Diz Molero (Lisboa, 21 de Março de 1930 - Lisboa, 3 de Outubro de 2008)

O escritor e jornalista Dinis Machado morreu ontem aos 78 anos, vítima de cancro do pulmão, lançou apenas seis livros durante a sua vida – alguns originais que deixou vão chegar às livrarias nos próximos meses – mas foi com o título O Que Diz Molero (1977) que conquistou um lugar de destaque na literatura portuguesa.

Escreveu poesia, fez entrevistas e publicou três romances policiais sob o pseudónimo Dennis McShade na colecção Rififi, então dirigida por ele:

Mão direita do Diabo
(1967),
Requiem para D. Quixote (1967) e
Mulher e arma com guitarra espanhola (1968).

Também é autor de:

Discurso de Alfredo Marceneiro a Gabriel Garcia Marquez
(1984),
Reduto quase final (1989)
Gráfico de vendas com orquídea (1999).

04 outubro, 2008

Fases da lua


obra: Varatojo (Leiria)
frase ..."é preciso que compreendas que tenho mais fases que a lua" : Amadeo Souza Cardoso
Poema : Al Berto, O Medo


se um dia a juventude voltasse
na pele das serpentes atravessaria toda a memória
com a língua em teus cabelos dormiria no sossego
da noite transformada em pássaro de lume cortante
como a navalha de vidro que nos sinaliza a vida

sulcaria com as unhas o medo de te perder... eu
veleiro sem madrugadas nem promessas nem riqueza
apenas um vazio sem dimensão nas algibeiras
porque só aquele que nada possui e tudo partilhou
pode devassar a noite doutros corpos inocentes
sem se ferir no esplendor breve do amor

depois... mudaria de nome de casa de cidade de rio
de noite visitaria amigos que pouco dormem e têm gatos
mas aconteça o que tem de acontecer
não estou triste não tenho projectos nem ambições
guardo a fera que segrega a insónia e solta os ventos
espalho a saliva das visões pela demorada noite
onde deambula a melancolia lunar do corpo

mas se a juventude viesse novamente do fundo de mim
com suas raízes de escamas em forma de coração
e me chegasse à boca a sombra do rosto esquecido
pegaria sem hesitações no leme do frágil barco... eu
humilde e cansado piloto
que só de te sonhar morro de aflição.

Silêncio

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DOZE MORADAS DE SILÊNCIO

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hoje é dia de coisas simples
(Ai de mim! Que desgraça!
O creme de terra não voltará a aparecer!)
coisas simples como ir contigo ao restaurante
ler o horóscopo e os pequenos escândalos
folhear revistas pornográficas e
demorarmo-nos dentro da banheira

na aldeia pouco há a fazer
falaremos do tempo com os olhos presos dentro das chávenas
inventaremos palavras cruzadas na areia... jogos
e murmúrios de dedos por baixo da mesa
beberemos café
sorriremos às pessoas e às coisas
caminharemos lado a lado os ombros tocando-se
(se estivesses aqui!)
em silêncio olharíamos a foz do rio
é o brincar agitado do sol nas mãos das crianças descalças
hoje
Al Berto, O Medo

03 outubro, 2008

VIII Feira do Livro Manuseado


VIII Feira do Livro Manuseado, na Praça da Figueira - Lisboa.

Diariamente, das 9 às 20 Horas, e até ao dia 18 de Outubro


Para quem gosta de livros: restos de stocks, fins de edição, promoções, saldos, livros com deficiente apresentação mas com conteúdo intocável, edições já raras.

02 outubro, 2008


"Elle est retrouvée! Quoi? L'éternité.
C'est la mer mêlée au soleil."

Arthur Rimbaud (Alchimie du Verbe, une Saison en Enfer)

29 setembro, 2008

9ª Festa do Cinema Francês



2 de Outubro a 2 de Novembro de 2008

A 9ª Festa do Cinema Francês vai passar por diversas cidades durante o mês de Outubro.


Lisboa: 2 a 12 de Outubro 2008
Cinema São Jorge / Instituto Franco-Português / Cinemateca Portuguesa

Almada:
8 a 12 de Outubro 2008
Auditório Fernando Lopes Graça

Coimbra:
13 a 18 de Outubro 2008
Teatro Académico de Gil Vicente

Porto: 21 a 26 de Outubro 2008
Fundação Serralves / Cinemas Cidade do Porto

Faro: 29 de Outubro a 2 de Novembro 2008
Teatro Municipal de Faro / Cinemas SBC

23 setembro, 2008

Peter Zumthor em Lisboa

PETER ZUMTHOR
EDIFICIOS E PROJECTOS 1986-2007

A exposição integrada no WARM-UP EXPERIMENTADESIGN LISBOA 2009, vai estar patente na LX FACTORY, de 7 de Setembro a 2 deNovembro


Photo: Miro Kuzmanovic/miromedia.net images


"Abordando de forma sistemática o trabalho de um dos mais importantes nomes da arquitectura contemporânea, Peter Zumthor: Edifícios e Projectos 1986-2007 incide sobre o processo criativo e a complexa relação deste arquitecto com o tempo, os lugares, os ambientes e os habitantes dos seus projectos. É uma viagem imersiva e intensa à sua obra, um revelar subtil do seu modo de pensar e fazer arquitectura. Apresentada em Lisboa na LXFactory, num edifício industrial centenário, local escolhido pelo próprio Peter Zumthor, a adaptação do desenho da exposição foi efectuada por Thomas Durisch que nos propõe um percurso que utiliza o edifício principal e parte do edifício adjacente.

(...)
Peter Zumthor é um criador raro, único. No seu olhar e na forma como exerce a sua arquitectura, na contenção e profundidade dos seus gestos. Desenhando num movimento e ritmo próprios, sentimos em cada uma das suas obras o tempo que as guiou e o tempo que nelas existe e que lhes pertence. Citando Fernando Pessoa, poeta que Zumthor bem conhece, apetece dizer “Demora o olhar, e esquece que demoras o olhar...”.

Guta Moura Guedes

Weltliteratur. Madrid, Paris, Berlim, São Petersburgo, o Mundo!


Um olhar sobre a nossa literatura do mundo
Por iniciativa do Serviço de Educação e Bolsas, estará patente na Galeria de Exposições Temporárias da Fundação Calouste Gulbenkian, entre 1 de Outubro de 2008 e 4 de Janeiro de 2009, a Exposição Weltliteratur. Madrid, Paris, Berlim, São Petersburgo, o Mundo!, comissariada pelo Prof. Doutor António M. Feijó.
A exposição é composta por 11 módulos autónomos (cuja concepção esteve a cargo dos Arquitectos Francisco e Manuel Aires Mateus) onde serão exibidos textos literários e documentos inéditos, em conjunto com pinturas, esculturas, fotografias… procurando estabelecer nexos e relações entre eles.Tendo como protagonista central a geração de Fernando Pessoa, é com ela que se faz uma revisitação da nossa literatura que ultrapassou fronteiras e mostrou que só há um espaço para ela – o Mundo!


Inaugura dia 30 de Setembro às 22h00
De 01/10/2008 a 04/01/2009
Das 10h00 às 18h00
De Terça a Domingo
Galeria de Exposições Temporárias da Fundação Calouste Gulbenkian

20 setembro, 2008

Paris - Julien Green


Coordenada por Carlos Vaz Marques e editado pela tinta-da-china: “Paris” de Julien Green”, chega às livrarias.

Julien Green (6 de Setembro de 1900, Paris, França - 13 de Agosto de 1998, Paris, França), de nome Julian Hartridge Green, escritor norte-americano de expressão francesa.


Toda a obra de Green, que foi profundamente marcada tanto pela sua homossexualidade como pela sua fé católica, é dominada pela questão da fé, do bem e do mal, e da sexualidade.
Em paralelo com um grande número de romances, publica também um diário em 17 volumes entre 1926 e 1997, a que se juntou Le Grand Large du soir publicado postumamente em 2006.

Foi eleito para a Academia Francesa em 3 de Junho de 1971, cadeira 22. A sua recepção oficial teve lugar a 16 de Novembro de 1972. Declarou-se demissionário da Academia em 1996.

Green nunca deteve nacionalidade francesa, Georges Pompidou fez-lhe uma proposta nesse sentido em 1972, após a sua eleição para a Academia, mas ele declinou. Foi enterrado no dia 21 de Agosto de 1998 em Klagenfurt, na Áustria, na Igreja de Santo Egídeo. Emocionado por uma velha estátua da Virgem Maria aquando da sua visita à Igreja em 1990, o escritor expressou a vontade de ser inumado numa das suas capelas.

A sua obra tem sido recompensada com múltiplos prémios:
O Prémio Prince Pierre de Monaco, em 1951.
O Grande Prémio National (Grand Prix national des Lettres), en 1966.
O Grande Prémio de Literatura da Academia Francesa (Grand Prix de Littérature de l'Académie française), em 1970.
O Grande Prémio de Literatura da Polónia, em 1988.
O Prémio Cavour, grande prémio de literatura italiano, em 1991.

Obras do autor:
Pamphlet contre les catholiques de France (1924)
Mount Cinère (1926)
Suite anglaise (
1927)
Le voyageur sur la terre (1927)
Adrienne Mesurat (
1927)
Un puritain homme de lettres (
1928)
Léviathan (The Dark Journey (
1929)
L'autre sommeil
(1930)
Épaves (The Strange River, 1932)

Le visionnaire (The Dreamer, 1934)
Minuit (Midnight,
1936)
Journals I, II, III (1938-46)
Varouna (Then Shall the Dust Return,
1940)
Memories of Happy Days (1942)

Si j'étais vous... (If I Were You,
1947)
Moïra (1950)
Sud (
1953)
L'ennemi (1954)
Le malfaiteur (The Transgressor, 1956)
L'ombre (1956)
Le bel aujourd'hui (
1958)
Chaque homme dans sa nuit (1960)
Partir avant le jour (To Leave Before Dawn/The Green Paradise,
1963)
Mille chemins ouverts (The War at Sixteen,
1964)
Terre lointaine (Love in America, 1966)
Les années faciles (1970)
L'autre (The Other One,
1971)
Qui sommes-nous (1972)
Ce qui reste du jour (1972)
Jeunesse (
1974)
La liberté (1974)
Memories of Evil Days (1976)
La Nuit des fantômes (
1976)
Le Mauvais lieu
(1977)
Ce qu'il faut d'amour à l'homme (1978)
Dans la gueule du temps
(1979)
Les Pays lointains (The Distant Lands,
1987)
Les Étoiles du sud (The Stars of the South,
1989)
Paris (1991)

Jeff Koons - Versailles


A exposição de Jeff Koons está patente no Palácio de Versailles, em Paris, desde o dia 10 de Setembro até 14 de Dezembro.

É a primeira exposição de um artista vivo neste palácio maravilhoso, símbolo barroco da monarquia francesa.

Jeff Konns, nasceu em 1955, em York na Pensilvânia. A sua criação engloba várias técnicas artísticas: instalação, fotografia, pintura, escultura (madeira, mármore, vidro, inox) e vai até à criação assistida por computador. A sua principal preocupação é de "tratar as coisas com as quais todas as pessoas possam criar um laço".


Kitsch vs Barroco



Fotografia da Natureza - Leiria


fotonaturis
festival internacional
de fotografia da natureza - 2008

Leiria de 20 de Setembro a 26 de Outubro
Local: Teatro José Lúcio da Silva.
Horário: Todos os dias das 17h às 24h, Sábados e Domingos das 14h às 24h.

Esta amostra reúne três grandes fotógrafos da natureza, o sueco Staffan Windstrand, o espanhol José B. Ruiz e o norte-americano Frans Lanting.

18 setembro, 2008

Bienvenue chez les Ch'Tis


O filme mais visto em França, mais de 20 milhões de espectadores, estreia hoje em Portugal.

Realizador: Dany Boon
Actores: Kad Merad, Dany Boon, Zoé Félix, Lorenzo Ausilia-Foret, Anne Marivin, Philippe Duquesne, Guy Lecluyse, Line Renaud e Alexandre Carrière
Género: Comédia
Produtora: Pathé

Sinopse: Para fazer a vontade à sua mulher Julie que se encontra bastante deprimida, o administrador dos correios Philippe Abrams (Kad Merad) faz tudo para conseguir transferência para o soalheiro Sul de França. Mas, quando Philippe é apanhado a fazer vigarices para conseguir o novo lugar, o castigo não podia ser pior: para pagar as suas asneiras ele terá de trabalhar durante três anos, na estação dos correios de Nord Pas de Calais, uma das regiões mais industriais e frias do País.Depressa porém, ele vê-se a passar bons momentos com os afáveis e bem-humorados habitantes do Norte, acostumando-se à sua peculiar cozinha e até mesmo a aprender o dialecto local, o incompreensível Ch’ti…

16 setembro, 2008

O Blogue da Fundação José Saramago


Lisboa, 15 Set (Lusa) - O escritor José Saramago iniciou hoje no blogue da Fundação com o seu nome uma secção pessoal em que se propõe "comentar acontecimentos, expressar opiniões, reflectir em voz alta".
A partir de agora, o Nobel da Literatura português vai "comportar-se como mais um dos blogueiros que povoam o ciberespaço", informa uma nota da Fundação.


A apresentação está disponível em http://www.josesaramago.org ou em http://blog.josesaramago.org., inclui um vídeo com fotos de Luís Pavão e música de Carlos Paredes.


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15 setembro, 2008

Binoche / Khan / Kapoor



IN-I: peça de teatro que pode ser vista em Londres, no National Theater até ao dia 20 de Outubro. Em 2009 o espectáculo vai andar em digressão por vários países, mas infelizmente Portugal está de fora!!

A novidade é que Juliette Binoche dança e canta enquanto que o bailarino e coreógrafo Akram Khan representa, canta e toca guitarra.

O cenário é de Anish Kapoor e a música é do violoncelista Phillipp Sheppard.

Trata-se sem dúvida de uma grande produção e mais uma vez Juliette Binoche surpreende o seu público.

Desenhos de Escritores - Museu Berardo


Desenhos de Escritores
01/09 — 02/11 · 2008
Entrada livre


Uma exposição que reúne 200 trabalhos pictóricos de vários escritores contemporâneos está patente no Museu Colecção Berardo, em Lisboa. Comissariada por Jean-Jacques Lebel, "Desenhos de escritores" dá a conhecer trabalhos feitos por nomes como Victor Hugo, Charles Baudelaire, Charles Cros, Guillaume Apollinaire, Paul Valéry, Max Jacob, Antonin Artaud, Jean Follain, Jacques Audiberti, Henri Michaux, William Burroughs, Roland Barthes, Michel Butor, Jean Tardieu, Christian Dotremont entre muitos outros.



"Para alguns escritores, a escrita ultrapassou grandemente as meras letras para melhor explorar o território da representação: estes escritores colaram, rabiscaram, desenharam, pintaram. Esta é a perspectiva desta exposição organizada pelo IMEC - Institut mémoires de l’édition contemporaine e comissariada por Jean-Jacques Lebel. Este ponto de vista atípico é enriquecido na apresentação em Lisboa pela presença de dois artistas portugueses que ilustraram de modo admirável este desejo de não respeitar a fronteira incerta entre o escrito e o desenhado, José
de Almada Negreiros e Ana Hatherly."

06 setembro, 2008

Ana Lúcia Palminha protagoniza "Cabaret"


CABARET, um dos grandes sucessos da história do musical, sobe à cena, a partir de 10 de Setembro, no Teatro Maria Matos, em Lisboa.
Sally, a protagonista, foi encontrada através de um “casting” , após um apertado processo de selecção, a actriz escolhida foi a sineense Ana Lúcia Palminha. (Ler entrevista dada ao jornal Sineense)

Sinopse
Berlim, início da década de 30.Cabaret conta a história de um escritor americano, Cliff Bradshaw, que, no decurso de uma viagem a Berlim, se apaixona por Sally Bowles, uma jovem inglesa que trabalha como cantora no Kit Kat Klub. Ambos se vêem envolvidos nas contradições da sociedade alemã, durante a ascensão Nazi ao poder. Toda a história é apresentada pelo Mestre de Cerimónias, protagonista de alguns dos mais memoráveis números musicais de sempre!

FICHA ARTÍSTICA
Libreto de Joe Masteroff
(baseado na peça de John Van Druten ehistórias de Christopher Isherwood)
Música de John Kander
Letra de Fred Ebb

Tradução Pedro Gorman

Adaptação de Letras Ana Zanatti
Encenação Diogo Infante
Elenco
Ana Lúcia Palminha no papel de Sally Bowles, Adriana Queiroz, Ana Cláudia Ribeiro, Bernardo Gama, Carlos Gomes, David Ripado, Dima Pavlenko, Fernando Gomes, Henrique Feist, Isabel Ruth, Meredith Kitchen, Paula Fonseca, Pedro Laginha, Sandra Rosado e Sara Campina.

Músicos Ruben Alves (maestro), Celestino Dias, Cindy Gonçalves, Eduardo Regula, Emília Cabrita, Filipe Silva, Luís Rodrigues, Miguel Menezes, Rita Nunes, Rui Travasso e Sandra Martins
Direcção Musical Ruben Alves

Coreografia Marco De Camillis

Cenografia Catarina Amaro

Figurinos Maria GonzagaDesenho de Luz Nuno Meira

Desenho de Som Chris Full

Direcção Vocal Rui Baeta

Desenho de caracterização Jorge Bragada / Face Off

Cabelos Moreno

Marionetas e direcção de manipulação Luís Vieira e Rute Ribeiro / A Tarumba

Fotografia Margarida Dias
Assistente de Encenação Ana Guimarães

Assistente de Coreografia Luís Caboco

Assistente musical Eduardo Regula

Assistente caracterização Joana Isfer

Técnico de partituras Carlos Fernandes

Produção Teatro Maria Matos 2008
Classificação etária M/12




04 setembro, 2008

Prémio PT - Literatura

Ondjaki e António Lobo Antunes integram a lista dos dez escritores indicados para o prémio PT deste ano.
Os vencedores do Prémio Portugal Telecom de Literatura em língua portuguesa serão anunciados no dia 29 de Outubro.
Este prémio foi criado em 2002 e pretende distinguir os três melhores livros, originalmente escritos em língua portuguesa, nas categorias romance, conto, poesia, crónica, dramaturgia, biografia e autobiografia.
Em 2007, o vencedor do Prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa foi o escritor português Gonçalo M. Tavares , com o livro Jerusalém.


Lista das obras finalistas de 2008:

-20 poemas para o seu walkman, Marília Garcia (Brasil)
-Antonio, Beatriz Bracher (Brasil)
-Eu hei-de amar uma pedra – António Lobo Antunes ( Portugal)
-Histórias da literatura e cegueira, Julián Fuks ( Brasil)
-Laranja seleta, Nicolas Behr (Brasil)
-O amor não tem bons sentimentos, Raimundo Carreiro (Brasil)
-O filho eterno, Cristovão Tezza (Brasil)
-O sol se põe em São Paulo, Bernardo Carvalho (Brasil)
-Os da minha rua, Ondjaki ( Angola)
-Tarde, Paulo Henriques Britto (Brasil)

25 agosto, 2008

L'incendie du Chiado de François Vallejo


François Vallejo, escritor francês, acabou de publicar um livro intitulado L'incendie du Chiado. O livro apareceu nas bancas das livrarias no dia 20 de Agosto e a acção ocorre em Lisboa, nos dias 25 de Agosto de 1988 e seguintes .


Vallejo nasceu em Le Mans, Normandie, a 10 de Fevereiro de 1960, é professor de Letras Clássicas na cidade de Le Havre, também na Normandie.


Publicou as seguintes obras nas Edições Viviane Hamy :

- Vacarme dans la salle de bal (1998)
- Pirouettes dans les ténèbres (2000)
- Madame Angeloso (2001): Prémio France-Télévisions (romance) em 2001; foi ainda seleccionado para o prèmio Goncourt 2001, bem como para os prémios Femina e Renaudot
- Groom (2003): Prémio Culture & Bibliothèque e Prémio Libraires, ambos em 2004
- Le voyage des grands hommes (2005)

- Dérive (2007)
- Ouest (2006): Prémio Livre Inter (2007)

- L'Incendie du Chiado (2008)


"25 août 1988, s’embrase le Chiado, le plus vieux quartier de Lisbonne.
De la fenêtre de son hôtel, François Vallejo est l’un des premiers à entendre le grondement des flammes, à voir le ciel se métamorphoser, à sentir les couleurs de l’incendie, le rouge, le jaune… grimper à toute allure les étages des magasins.
Cette image s’est imprimée dans son regard et il restitue, vingt ans plus tard, des sensations, des émotions par le biais de cinq personnes qui refusent d’évacuer les lieux, pour s’enfoncer dans les décombres et les cendres...
« Il s’arrête et respire un grand coup. Les autres en profitent pour sortir de leur engourdissement. Il faut se détacher de lui. C’est plus facile, sans sa voix. Ils voudraient ne plus l’avoir devant eux ; chercher d’autres regards humains, partager les mêmes pensées, pour se rassurer, se dire qu’ils ne sont pas comme ça, eux.
Pas acceptable, avoir mangé, bu, parlé avec lui, l’avoir écouté surtout. Ils ne pouvaient pas imaginer. Ils se sont fait avoir. Ils ont été embarqués malgré eux. Ils n’avaient aucune raison de rester dans cette ville en feu. Pourquoi n’ont-ils pas fait comme tout le monde ?
Il n’est pas un homme comme eux, pas un homme du tout. Il va nous contaminer, il l’a dit. C’est déjà fait, peut-être

Balthus (1908-2001)

Nascido em Paris, de ascendência polonesa, Balthus (conde Balthasar Klossowski de Rola) morreu em fevereiro de 2001, pouco antes de completar 93 anos, no seu castelo do século XVIII na vila suíça de Rossinière.
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Para comemorar o centenário do seu aniversário, foi organizada uma grande exposição que inclui os famosos retratos de meninas adolescentes em estilo Lolita; paisagens, cenas de ruas em Paris e desenhos de personagens de "Alice no País das Maravilhas" que Balthus fez para sua filha Harumi, e ainda fotos da família tiradas nos anos 1990 pelo seu amigo Henri Cartier-Bresson.
Para que a Fundação Pierre Gianadda pudesse levar a cabo a exposição do artista, colaboraram com a cedência de obras, para além dos familiares, museus como O Tate Museum, o Centre Pompidou, o Metropolitan Museum of Art de New York e o Museum of Modern Art (Moma), bem como coleccionadores particulares, num total de 150 telas e desenhos.

Para ilustrar a capa do catálogo foi escolhida a tela "Therèse Revant" (1938), que mostra uma menina vestida sentada numa cadeira com os olhos fechados e as pernas abertas. Um gato cinzento lambe leite de uma tigela a seus pés.
A exposição ficará patente até ao dia 23 de Novembro, Martigny, Suiça

Nu com gato (1948-50)

A saia branca (1937)

Auto retrato (O Rei dos Gatos)

Museu efémero do graffiti

No dia 17/07/08 foi inaugurado o Museu Efémero. Com lugar no Bairro Alto, este museu ao ar livre é organizado pela Pampero Fundación e pelo Movimento Acorda Lisboa. Trata-se de uma nova forma de abordar este conceito de arte. Os responsáveis pela iniciativa fizeram um inventário de todas as manifestações desta arte urbana (graffiti, stencils e stickers) que se encontram espalhadas pelas paredes e portas deste bairro e criaram um museu virtual onde se pode fazer o download de um mapa-guia que ajudará a percorrer as ruas do Bairro alto/Bica para descobrir as referidas obras.


Bom circuito e mãos à obra!!