Os livros são animais lentos. É preciso deixá-los pousar, voltar a pegar neles, pô-los ao colo. São feras vagarosas que exigem que as acariciemos na cabeça, nas costas, na barriga. Os livros não se apreendem em segundos. Requerem tempo, obrigam a uma espécie própria de contemplação a que chamamos leitura, e por vezes são tão demorados que vivem milénios. Vão ficando.
Que luz é essa que um livro aberto produz? Olhe-se para a capa de um livro como para as pálpebras de uns olhos fechados.

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