06 outubro, 2011

Tomas Tranströmer, Prémio Nobel da Literatura 2011

Tomas Tranströmer

                                                                Photo © Ulla Montan. Courtesy: Albert Bonniers Förlag


El escritor. | Reuters
Photo © Reuters


O Prémio Nobel da Literatura 2011 foi atribuído ao poeta sueco Tomas Transtromer, porque "através das suas imagens translúcidas e condensadas, ele dá-nos um novo acesso à realidade", afirmou hoje a Academia Sueca, em Estocolmo.

Tomas Transtromer nasceu a 15 de abril de 1931 em Estocolmo e, segundo a Academia Sueca, é "um dos poetas vivos mais traduzidos em todo o mundo",, cuja obra incide sobre "a morte, a História, a memória e a natureza".

O prémio Nobel da Literatura tem o valor monetário de dez milhões de coroas suecas, cerca de 1,1 milhões de euros.

A cerimónia de entrega dos Prémios Nobel 2011 realiza-se no próximo dia 10 de dezembro, na capital sueca.


Destak/Lusa | destak@destak.pt

05 outubro, 2011

Valter Hugo Mãe: "Escrevi um livro para ter um filho"

Valter Hugo Mãe: "Escrevi um livro para ter um filho"


Aos 40 anos, Valter Hugo Mãe diz que é importante "assumir a tristeza para reclamar a esperança".
O auditório da Biblioteca Almeida Garrett, no Porto acolheu, a 27 de setembro, o lançamento da última obra de Valter Hugo Mãe, três dias depois do seu lançamento em Lisboa.
(...)

A grande aventura afetiva

Crisóstomo, aos 40 anos, sentia a tristeza de não ter um filho, "via-se metade ao espelho porque se via sem mais ninguém, carregado de ausências e de silêncios (...) e pouco ou nada do que continha lhe servia de felicidade. Para dentro do homem o homem caía". Quando encontrou Camilo, de 14 anos, deixado sozinho na vida pela morte do avô, Crisóstomo "pensou que aquele era seu filho". É desta forma que Valter Hugo Mãe começa a desenhar um mosaico de personagens carregadas de ausências e que compõem, cada uma com o seu passado, os primeiros capítulos do livro. Apenas mais à frente, na narrativa, as personagens se conhecem e criam espontaneamente vontade de se pertencerem.
Numa conversa conduzida por Anabela Mota Ribeiro, Valter Hugo Mãe explicou que a tese do livro é mostrar como, espontaneamente, a vida das pessoas se entrelaça e cria uma rede de relações - uma família que se inventa. É nesse património afetivo que "nos pousamos e nos vamos segurando, algo que faz parte da inteligência de estar vivo". Nem sempre as relações de sangue são as mais importantes. Essa é a grande aventura afetiva da humanidade: "as pessoas por quem eu sou incondicionalmente", afirma o escritor. Apenas a vontade de pertencer a alguém é a definição pura de família.
Hugo Mãe afirma que escreveu este livro para ter um filho e pensa já no próximo que escreverá: "para ter uma filha - a história de uma mulher enquanto filha e de uma mulher enquanto mãe". Para o escritor, um livro é um ato de generosidade. É isso que gostaria de deixar às pessoas. Um livro tem tudo a ver com estar completo pois "o amor não é uma coisa linear".
O seu maior esforço neste livro foi fazer com que Crisóstomo fosse feliz. "Não que o Crisóstomo seja eu, mas ele é no fundo quem eu gostaria de ser", disse. Às restantes personagens, que se sentem pela metade, pela sua dimensão física ou porque são reduzidas pela sociedade, o escritor destaca a sua autenticidade. "São pessoas que não têm por que mascarar o que dizem, inspiradas nas pessoas do lugar onde vivo."

A escrita e a vida

Cada vez que começa a escrever um livro, Valter Hugo Mãe anota todos os "nomes, palavras, expressões, vozes" que lhe surgem "do nada". São momentos dispersos, que mais tarde podem ou não incorporar a narrativa. O livro será uma "versão depurada de todas essas ideias". "Tenho que chegar a um ponto no livro em que nada me incomode", realça.
Falou sobre autores: Kafka, que o fascinou sempre, a poesia de Herberto Helder, Luís Miguel Nava, Al Berto, Adília Lopes ou Clarice Lispector, a única existencialista para quem tem paciência, por ser "um fenómeno literário em redor do que é e do que não é". Saramago ou Lobo Antunes e os anos 80 são como o tempo de afirmação de ambos, que o autor considera a um nível semelhante.
Aos 40 anos, o autor revê-se na frase do livro "assumir a tristeza para reclamar a esperança. Todos temos uma distância do sofrimento. O conhecimento dessa distância, mostra a que distância estamos da felicidade".
A "solidão é sobretudo a incapacidade de ver qualquer pessoa como nos pertencendo. Somos o resultado de tanta gente, de tanta história, tão grandes sonhos vão passando de pessoa a pessoa, que nunca estaremos sós", remata.
Por Sara Pinto Rodrigues in JPN
Publicado: 05.10.2011

Coco Chanel - Palais Royal



Grand Palais, Paris, 4 octobre

Photos : Olivier Saillant







04 outubro, 2011

Jocelyne Saucier, Prix des cinq continents de la Francophonie

Il Pleuvait des Oiseaux


Le jury du Prix des Cinq continents de la Francophonie, réuni le 30 septembre au siège de l’Organisation internationale de la Francophonie (OIF) à Paris, a attribué son prix à Jocelyne Saucier (Canada-Québec) pour son roman Il pleuvait des oiseaux (Éd. XYZ).

Le jury a également décerné une Mention Spéciale à Patrice Nganang (Cameroun) pour son romanMont Plaisant (Éd. Philippe Rey).

Pour cette dixième édition, Abdou Diouf, Secrétaire général de la Francophonie, remettra ces distinctions au cours d’une cérémonie organisée à Paris, au siège de l’OIF, le vendredi 9 décembre.


Mont Plaisant

EDVARD MUNCH - "L'Oeil moderne" au Centre Pompidou

                            
                                              Exposition du 21 septembre 2011 au 9 janvier 2012 
"Le Centre Pompidou présente « Edvard Munch, l'oeil moderne », un ensemble inédit en France d'environ quatre-vingts peintures, trente œuvres sur papier, cinquante photographies et un film. Éclairant l'œuvre du célèbre peintre norvégien (1853-1944) sous un jour nouveau, cette exposition montre combien la curiosité de l'artiste pour toutes les formes de représentation de son époque a nourri son inspiration et son travail. Son expérience de la photographie, du cinéma, ses lectures de la presse illustrée ou encore ses travaux pour le théâtre ont profondément influencé une œuvre dont l'exposition dévoile la fulgurante modernité." 





Edvard Munch, Pikene på broen [Les Jeunes Filles sur le pont], 1927
                                                        Les Jeunes Filles sur le pont, 1927



                                                                          

                                                                   Puberté, 1914-1916

consulter:  lemonde.fr ; centrepompidou.fr

01 outubro, 2011

«Regeneração» Exposição de Pintura de Clotilde Fava


CAS - Foyer -1 | 1 a 30 de Outubro | Todos os dias, 14h00-20h00 | 

“Nesta maré de guerras, de terrorismos, da espiral de violência, a que estamos a assistir, Clotilde Fava sentiu a necessidade de pintar flores. Talvez na intenção de exorcizar a vertigem programada dos tempos. Hibiscos, orquídeas, antúrios, jarros e outras espécies não identificáveis surgem na superfície plástica numa explosão de cor. / Flores a que os livros de botânica atribuem nomes esquisitos, difíceis de pronunciar. Mas, para mim, estas flores são uma metáfora do corpo, contido nos seus limites e desejos, desafiando a íntima substância do sexo que gera vida.” Lourdes Féria

Fonte: Centro de Artes de Sines

26 setembro, 2011

APARIÇÕES - A FOTOGRAFIA DE GÉRARD CASTELLO-LOPES, 1956-2006



BES Arte & Finança, Lisboa
até 30 março 2012
2ª a 6ª, 9h-21h
entrada livre

Nascido em Vichy (França), em 1925, Gérard Castello-Lopes morreu em Paris a 12 de fevereiro de 2011. Com uma vida dividida entre Portugal e França, marcou não só o cinema (como crítico, ator, assistente de realização e administrador de Filmes Castello Lopes), mas também a fotografia e o jazz (foi cofundador do Hot Clube de Portugal em 1948), em Portugal. No ano da sua morte, o BES Arte & Finança, em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian, homenageia esta grande figura da cultura portuguesa com uma grande exposição retrospetiva – a maior que alguma vez lhe foi dedicada.

23 setembro, 2011

10 finalistas do Prix Courrier international


O júri do Courrier international seleccionou os 10 finalistas do Prix 2011 Courrier International - melhor livro estrangeiro. O Prémio sera  atribuído no dia 20 de Outubro.


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José-Eduardo Agualusa
(Angola)
Barroco tropical
Métailié
Silvia Avallone
(Italie)
D'acier
Liana Levi
Benny Barbash
(Israël)
Little Big Bang
Zulma

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Mohammed El-Bisatie
(Egypte)
La Faim
Actes Sud
Kari Hotakainen
(Finlande)
La part de l'homme
JC Lattès
Radhika Jha
(Inde)
Des lanternes à leurs cornes attachées
Philippe Picquier

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Manu Joseph
(Inde)
Les Savants
Philippe Rey
Téa Obreht
(Serbie-USA)
La Femme du tigre
Calmann-Lévy
Paolo Rumiz
(Italie)
Aux frontières de l'Europe
Hoëbecke

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Miguel Syjuco
(Philippines)
Ilustrado
Christian Bourgois
 

22 setembro, 2011

Barroco Tropical de José Eduardo Agualusa nomeado para o prémio Courrier International


O romance "Barroco Tropical", de José Eduardo Agualusa, está nomeado para o Prémio Courrier International de melhor livro estrangeiro, divulgou hoje a editora do escritor angolano.

Esta nomeação surge em vésperas de José Eduardo Agualusa editar um novo romance, "A Educação Sentimental dos Pássaros", cuja sessão de apresentação está marcada para dia 30 de setembro, às 18:30, na livraria Leya na Barata, em Lisboa, à avenida de Roma.

O Prémio Courrier International, criado em 2008, distingue um romance estrangeiro editado em França nos últimos 12 meses que testemunhe "a condição humana numa qualquer região do mundo", informa as Publicações D. Quixote.

Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/literatura-barroco-tropical-de-agualusa-nomeado-para-o-premio-courrier-international=f675682#ixzz1YiQJ6Okj

21 setembro, 2011

Morreu Júlio Resende (1917-2011)


                                                            "A Velha" (óleo sobre tela)


 

                                       Depois da apanha da azeitona, 1949 ( técnica mista)



A pintura contemporânea portuguesa ficou mais pobre. Júlio Resende , nascido no dia 23 de outubro de 1917 no Porto, morreu hoje na sua casa em Valbom, Gondomar, nas vésperas de completar 94 anos e da inauguração, em Lisboa, de uma grandiosa exposição da sua obra.


Fazendo coincidir com as Noites de São Bento, a galeria São Roque inaugura amanhã em Lisboa, às 20h, a exposição "Resende, uma mão cheia de cor: um pintor de mão cheia".

Ler mais:

18 setembro, 2011

leituras...

o filho de mil homens - capa valter hugo mae

O Filho de mil homens conta a história de Crisóstomo que, chegando aos quarenta anos, lida com a tristeza de não ter tido um filho. Do sonho de encontrar uma criança que o prolongue e de outros inesperados encontros, nasce uma família inventada, mas tão pura e fundamental como qualquer outra.
As histórias do Crisóstomo e do Camilo, da Isaura do Antonino e da Matilde mostram que para se ser feliz é preciso aceitar ser o que se pode, nunca deixando contudo de acreditar que é possível estar e ser sempre melhor. As suas vidas ilustram igualmente que o amor, sendo uma pacificação com a nossa natureza, tem o poder de a transformar.
Tocando em temas tão basilares à vida humana como o amor, a paternidade e a família, O filho de mil homens exibe, como sempre, a apurada sensibilidade e o esplendor criativo de Valter Hugo Mãe. 


Fausto de Sokurov vence Leão de Ouro

15 setembro, 2011

Prémio Secil de arquitetura 2010




Lisboa, 15 set (Lusa) - A Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, da autoria do arquiteto Eduardo Souto de Moura foi distinguida com o Prémio Secil Arquitetura 2010, atribuído pela Secil e pela Ordem dos Arquitetos, anunciou hoje a cimenteira.
Criado em 1992, o galardão distingue, de dois em dois anos, a mais significativa solução de arquitetura portuguesa, tendo o júri desta edição sido composto pelos arquitetos Nuno Brandão Costa, Siza Vieira, Diogo Seixas Lopes, Paula Silva, Luísa Marques e presidido por Duarte Cabral de Mello.
Esta é assim a terceira vez que Eduardo Souto de Moura é distinguido com o Prémio Secil, depois de em 2004 ter sido escolhido com o Estádio Municipal de Braga e, em 1992, ano da criação do prémio, com a construção da Casa das Artes no Porto.

10 setembro, 2011

La Guerre des Boutons de Yann Samuell adapté du roman de Louis Pergaud





Date de sortie cinéma en France : 14 septembre 2011

Réalisé par Yann Samuell
Avec Eric Elmosnino, Mathilde Seigner, Fred Testot, plus

Film pour enfants à partir de 6 ans

Long-métrage français .
Genre : Famille , Comédie
Durée : 01h49min
Année de production : 2011
Distributeur : UGC Distribution

Synopsis : 1960, un village dans le sud de la France. Une bande de garçons, âgés de 7 à 14 ans, menée par l’intrépide Lebrac, est en guerre contre les enfants du village voisin, leurs ennemis jurés. Une guerre sans merci, qui dure depuis des générations. On se bat pour l’honneur et la fidélité et, pour gagner, tous les moyens sont bons. Même, s’il le faut, combattre nu comme un ver, ou pire, accepter l’aide de Lanterne - une fille ! - la nouvelle recrue de la bande, pleine de panache et d’ingéniosité. Mais il n’est pas facile d’être une armée de petits hommes sans se faire attraper par Papa et Maman ! Quand, après la bataille, on rentre à la maison, les vêtements en lambeaux et des boutons en moins, mieux vaut se faire discret…


____________


La Guerre des boutons, roman de ma douzième année (titre complet) est un roman français écrit par Louis Pergaud et publié en 1912. Il décrit la "guerre" que se livrent les bandes d'enfants de deux villages rivaux, Longeverne et Velrans, dans la campagne française de la fin du xixe siècle. Le titre vient du butin de cette guerre, constitué en majorité par les boutons dont les vaincus sont dépouillés par les vainqueurs. Le récit, pour la plus grande partie, raconte l'histoire du point de vue des enfants de Longeverne.


Meia Noite em Paris de Woody Allen

07 setembro, 2011

Outro poema de Álvaro de Campos

(Henri Matisse)





Não, não é cansaço...
É uma quantidade de desilusão
Que se me entranha na espécie de pensar,
E um domingo às avessas
Do sentimento,
Um feriado passado no abismo...

Não, cansaço não é...
É eu estar existindo
E também o mundo,
Com tudo aquilo que contém,
Como tudo aquilo que nele se desdobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.

Não. Cansaço por quê?
É uma sensação abstrata
Da vida concreta —
Qualquer coisa como um grito
Por dar,
Qualquer coisa como uma angústia
Por sofrer,
Ou por sofrer completamente,
Ou por sofrer como...
Sim, ou por sofrer como...
Isso mesmo, como...

Como quê?...
Se soubesse, não haveria em mim este falso cansaço.

(Ai, cegos que cantam na rua,
Que formidável realejo
Que é a guitarra de um, e a viola do outro, e a voz dela!)

Porque oiço, vejo.
Confesso: é cansaço!...

Álvaro de Campos

Poema de Álvaro de Campos



                                                                           (Dali)


O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.


A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.


Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...


E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...


Álvaro de Campos 

1ª Selecção do Prix Goncourt 2011


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03 setembro, 2011

Teatro do Mar no CAS

CENTRO DE ARTES DE SINES

ESTREIA: 
3 de Setembro – 22h
4 de Setembro – 19h

Reposição OUTUBRO
12,13,14 (10h e 14.30h = Escolas, Espaços Sénior, Santa Casa da Misericórdia)
14 de Outubro – 22h (Público em geral