Neste espaço pretende-se divulgar actividades culturais/educativas/lúdicas ou simplesmente participar, partilhar opiniões, leituras, viajar...
16 agosto, 2011
11 agosto, 2011
Bernar Venet à Versailles - Paris
Versailles 1 de Junho a 1 de Novembro 2011
Bernar Venet (França, 1941). Trabalha e vive em New York e na Hungria. Começa a sua carreira, em 1961, iniciando um trabalho de vanguarda. No Palácio de Versailles, Bernar Venet consciente do significado
simbólico do lugar e do seu percurso artístico convoca as suas memórias e as do próprio espaço. O artista sobre o convite que recebeu para expor em Versailles: “Fiquei muito entusiasmado quando Jean-Jacques Aillagon me convidou para expor em Versailles, por duas razões: Porque é um local fantástico para as minhas esculturas, e porque era uma oportunidade excelente para trabalhar a minha concepção de espaço.
25 julho, 2011
Morreu Maria Lúcia Lepecki
A escritora e ensaísta brasileira Maria Lúcia Lepecki morreu aos 71 anos em Lisboa, vítima de cancro.
Maria Lúcia Lepecki nasceu em Axará, no estado de Minas Gerais, no Brasil, mas estava radicada há várias décadas em Portugal, sendo uma profunda conhecedora da literatura portuguesa.
Brasileira de nascimento e portuguesa por casamento, Maria Lúcia Lepecki estudou em Paris, foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian e professora catedrática na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Maria Lúcia Lepecki licenciou-se em Filologia Românica pela Universidade de Minas Gerais e doutorou-se, em 1967, com uma dissertação sobre Camilo Castelo Branco intitulada Sentimentalismo: Contribuição para o Estudo da Técnica Romanesca de CamiloFoi professora catedrática da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde ensinou entre 1970 e 2008, e especialista nas áreas de Literatura Portuguesa dos séculos XIX e XX.Em 2004, Maria Lúcia Lepecki recebeu o prémio de ensaio literário da Associação Portuguesa de Escritores.
19 julho, 2011
Casa de Aristides de Sousa Mendes ameaça ruir
entrevista ao escritor Valter Hugo Mãe
O programa entrevista o escritor português , responsável por um dos momentos de maior emoção da Flip ao ler um depoimento sobre sua relação com o Brasil.
18 julho, 2011
FMM 2011 - SINES
FESTIVAL MÚSICAS DO MUNDO 2011
Ao longo de 36 concertos distribuídos por sete dias de música, Sines transporta o seu público de espectadores-descobridores numa viagem pelos sons do planeta sem paralelo no ano cultural português. Das harmonias primordiais da Rússia asiática à música urbana da África do Sul, da rebetika grega ao maloya da Ilha de Reunião, do gnawa marroquino ao flamenco extremenho, o FMM 2011 mostra o mundo musical em toda a sua diversidade.
Programa completo em http://fmm.com.pt/
ECOS DO FADO NA ARTE PORTUGUESA SÉCULOS XIX-XXI
Fotos de Luís Carvalhal
No quadro da Candidatura do Fado à Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade (UNESCO) a Câmara Municipal de Lisboa através da EGEAC/Museu do Fado promove a exposição Ecos do Fado na Arte Portuguesa Séculos XIX-XXI na Sala do Risco, no Pátio da Galé, de 7 de Julho a 17 de Setembro de 2011.
Consagrada à relação do fado com a experiência plástica nacional, a exposição propõe uma leitura integrada e multidisciplinar das representações do Fado na Arte Portuguesa dos sécs. XIX-XXI, incluindo obras de Roque Gameiro, Columbano, José Malhoa, Constantino Fernandes, Almada Negreiros, Amadeo Souza-Cardoso, Eduardo Viana, Domingos Alvarez, Bernardo Marques, Stuart Carvalhais, João Abel Manta, Carlos Botelho, Cândido da Costa Pinto, Júlio Pomar, Leonel Moura, Graça Morais, António Carmo, Paula Rego, João Vieira, Arman, Adriana Molder, João Pedro Vale, Miguel Palma e Joana Vasconcelos, entre outros testemunhos que recriaram o tema.
16 julho, 2011
15 julho, 2011
Música na Arte: 3 Exposições
No âmbito de uma parceria entre o Centro de Artes de Sines e o Centro Cultural Emmerico Nunes, são apresentadas três exposições de fotografia que exploram diferentes abordagens ao universo da música.
No Centro de Artes (foyer -1) é apresentada a mostra “Panis et Circensis”, que reúne trabalhos de quatro fotógrafos. A relação entre arte e música, paisagem e sonoridade, são alguns dos binómios que ocorrem do diálogo que André Cepeda articula entre a prática de artista e de músico; o registo da tour de uma banda de jazz realizado por António Júlio Duarte questiona a história da fotografia dita documental, no sentido de que o seu registo não é um olhar exterior mas antes uma colaboração íntima, ou parte integrante, dessa mesma partitura improvisada; o ensaio visual de Carlos Lobo, composto por imagens de várias proveniências, propõe a aproximação entre os actos revolucionários políticos e as congregações sociais que os concertos e a música provocam; os ambientes e vivências quePatrícia Almeida encontra nos festivais de música remetem para rituais remotos da nossa presença e convivência no mundo.
As exposições “OPERA”, de Augusto Alves da Silva, e “TNSC A Prospectus Archive”, de Paulo Catrica, apresentadas no Centro de Artes (sala principal) e no Centro Cultural Emmerico Nunes, respectivamente, resultam da encomenda que o Teatro Nacional de S. Carlos e a Fundação EDP fizeram a vários fotógrafos para realizarem um levantamento das instalações do único teatro de ópera do país.
Exposição de Andy Warhol, em Évora

“Andy Warhol: Os Mistérios da Arte"
Fundação Eugénio de Almeida, Évora
15 de julho a 13 de Novembro de 2011
Todos os dias entre as 9.30h e as 19h.
Entrada: 1€
Andy Warhol, um dos nomes mais influentes da Pop Art, vai estar representado em Évora com quarenta e uma obras em exposição entre as quais estão peças tão famosas como os retratos de Marylin, a série das latas de sopa Campbell's, a garrafa de Coca-cola e a cadeira eléctrica. O artista norte-americano reinventou o conceito de arte ao transformar os objectos e processos do dia a dia em práticas artísticas.
14 julho, 2011
14 juillet - Fête Nationale Française
La Liberté guidant le peuple d'Eugène Delacroix
Le 14 juillet fête nationale de la France est associée au défilé militaire du 14juillet qui remonte les Champs Elysées.
C'est aussi une fête populaire avec l'organisation de bals et feux d'artifices. Mais le 14 juillet est avant tout une fête républicaine symbole de liberté.
14 juillet prise de la Bastille
Les députés font, le 20 juin 1789, le serment du Jeu de Paume de "ne jamais se séparer jusqu'à ce que la Constitution fût établie".
Le peuple est mécontent, le peuple à faim, il se soulève avec les députés du Tiers Etat et décide de marcher sur la Bastille, prison d'État qui symbolise l'absolutisme et l'arbitraire de l'Ancien Régime. C'est la prise de la Bastille.
Le 17 juillet, Louis XVI se rend à Paris pour reconnaître la nouvelle Garde Nationale. Il arbore la cocarde bleue et rouge à laquelle il semble que Lafayette, commandant de la Garde, ait ajouté le blanc royal. La révolution est en marche, la monarchie se meurt !
Dès lors, la prise de la Bastille symbolise pour tous les Français la liberté, la démocratie et la lutte contre toutes les formes d'oppression. Le 14 juillet fut déclaré "Fête Nationale" le 31 janvier 1879.
C'est en 1880 que le 14 juillet devient date officielle de la fête nationale dans l'époque moderne.
03 julho, 2011
Urban África - Museu da Cidade

Uma viagem fotográfica por David Adjaye.
52 Cidades Capitais.Novos Padrões de urbanismo no Continente Africano.25 de Maio a 31 de Julho. Museu da Cidade Um dos mais reputados arquitectos da sua geração, David Adjaye sai da sua linha de trabalho habitual para fotografar e documentar as principais cidades africanas, como parte de um projecto contínuo de estudo sobre a construção e os padrões de urbanismo em África. Esta colecção de fotografias é uma procura pessoal, motivada pelo escasso conhecimento existente dos ambientes urbanos no continente africano.
Estas cerca de duas mil fotografias revelam as cidades em si, e analisam os edifícios e os lugares que têm um eco especial nas preocupações de Adjaye, como arquitecto. O projecto integral e a dinâmica do trabalho são dados a conhecer através de uma série de projecções, em escala alargada, que inundam o espaço criando um traço de união na diversidade entre arquitectura, cultura e paisagem urbana. Tudo isto sob o pano de fundo de ritmos africanos, compostos especialmente para a exposição por Peter Adjaye (irmão de David).
O olhar de um arquitecto, o olhar de um africano
Olhado muitas vezes apenas como um continente definido pelo subdesenvolvimento, a pobreza, a guerra e o turismo, através desta exposição, David Adjaye apresenta uma África sob uma perspectiva diferente. Este estudo detalhado irá revelar um quadro singular da vida actual em África, documentando a natureza da vida urbana em países em desenvolvimento. Um estudo geo-cultural único, que traça o perfil da cidade africana num contexto global. Adjaye captou o desenvolvimento urbano de cidades como Kigali, a capital do Ruanda, mostrando os traços do seu passado colonial; Tripoli, na Líbia, muito invadida pela energia do presente; as urbanizações informais nas periferias de novas cidades, como Abuja, Nigéria; e os vestígios do apartheid ainda inscritos em Pretória, na África do Sul.
Com ascendência ganense mas nascido na Tanzânia, David Adjaye foi para Londres em 1979. Formado pelo Royal College of Art em 1993, Adjaye fez a sua formação na David Chipperfield Architects e com Eduardo Souto de Moura, no Porto. David Adjaye ganhou a Medalha de Bronze do Primeiro Prémio RIBA, em 1993, e instalou o seu estúdio, o Adjaye Associates, em 2000, tendo sido nomeado para um Prémio Stirling, em 2006, pelo seu Whitechapel Idea Store. Reunindo uma obra de grande riqueza, foilhe recentemente atribuída a prestigiosa tarefa de liderar a equipa FAB – Freelon Adjaye Bond/Smith Group, responsável pelo projecto do novo National Museum of African American History and Culture (Museu Nacional de História e Cultura Africano-Americana), em Washington DC, previsto para 2015.
Uma exposição itinerante do Design Museum, Londres
Créditos: Todas as fotografias por David Adjaye
ENTRADA LIVRE
Pavilhão Preto
Campo Grande, nº 245HORÁRIO 3ª – DOM | 10H-13H/14H-18H
ENCERRA FERIADOS
01 julho, 2011
Festival ao Largo - São Carlos
A terceira edição do Festival ao Largo, organizado pelo Opart (entidade que gere o Teatro Nacional de São Carlos e a Companhia Nacional de Bailado) teve início ontem, às 22h00, com um programa centrado no imaginário das 1001 Noites, composto por árias de Mozart, Verdi, Dvorák, Bizet e pela emblemática Scheherazade, de Rimsky-Korsakov.
Pelo palco ao ar livre do Largo do Teatro de São Carlos, em Lisboa, passarão até dia 31 de Julho 19 espectáculos de acesso gratuito com dez programas musicais diferentes e duas propostas ao nível da dança a cargo da Companhia Nacional de Bailado: Uma Coisa em Forma de Assim, obra criada por nove coreógrafos portugueses com música de Bernardo Sassetti (27 e 28 de Julho) eNoite de Ronda, de Olga Roriz (dias 30 e 31).
30 Junho
1001 Noites
Orquestra Gulbenkian
2 Julho
Polichinelo e o Amor Feiticeiro
Orquestra Gulbenkian
4 e 5 Julho
Noite Músicas do Mundo
Canto Harmónico de TUVA
Ensemble TUVA
(Republica de Tuva, Rússia)
7 e 8 Julho
Estrelas e Planetas
Orquestra Sinfónica Portuguesa e
Coro do Teatro Nacional de São Carlos
9 e 10 Julho
Noite Italiana
Orquestra Metropolitana de Lisboa
13 e 14 Julho
Diálogos, Piano & Percussão
16 e 17 Julho
Baile Vienense
Venha dançar a valsa no Largo de São Carlos
Orquestra Sinfónica Portuguesa
19 de Julho
Noites de Ópera: Os Grandes Coros (Noite EDP)
Coro do Teatro Nacional de São Carlos
22 de Julho
Noites de Ópera: Grandes Aberturas (Noite EDP)
Orquestra Sinfónica Portuguesa
23 de Julho
Noites de Ópera: Grandes Aberturas
Orquestra Sinfónica Portuguesa
27 e 28 Julho
uma coisa em forma de assim
Companhia Nacional de Bailado
30 e 31 Julho
Noite de Ronda
Companhia Nacional de Bailado
Siza Vieira agraciado com a comenda das Artes e das Letras Francesas
O arquitecto Álvaro Siza Vieira recebeu, ontem, a distinção de Comendador das Artes e Letras Francesas, a mais alta condecoração atribuída pelo Governo francês aos que se diferenciam pelas criações artísticas e literárias.
Esta distinção foi criada por decreto do Governo francês, em 1957, e tem três graus: oficial, cavaleiro e comendador.
Sobre o facto de ter sido nomeado Comendador das Artes e Letras Francesas na Casa de Chá da Boa Nova, em Matosinhos, Siza Vieira mostrou-se “muito satisfeito” por poder regressar à obra que foi o ponto de partida para a sua carreira.
O embaixador francês em Portugal destacou as qualidades humanas e profissionais do arquitecto matosinhense, enumerando as suas obras mais significativas, entre um leque de mais de 250 projectos, entre casas, escolas ou museus.
Vários portugueses já foram agraciados, mas apenas nove, incluindo Siza Vieira, receberam o grau de comendador das Artes e das Letras: Amália Rodrigues, a “embaixadora” do fado, os escritores António Lobo Antunes e Agustina Bessa-Luís, o embaixador e antigo ministro da Cultura do IX Governo Constitucional, António Coimbra Martins, que dirigiu o Centro Cultural Português de Paris da Fundação Calouste Gulbenkian na década de 1990, o pintor Júlio Pomar, o cineasta Manoel de Oliveira, João Bérnard da Costa, anterior presidente da Cinemateca Portuguesa, e o autor da “Criação do Mundo”, o escritor Miguel Torga.
27 junho, 2011
Gonçalo M. Tavares vence prémio da APE
O escritor Gonçalo M. Tavares venceu o Grande Prémio de Romance e Novela atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores (APE), em conjunto com o Ministério da Cultura (MC), pela obra Uma Viagem à Índia , editado pela Caminho.
“Trata-se de uma epopeia – ou anti-epopeia, como lhe chamou Eduardo Lourenço – em que um homem parte numa viagem física, mas também mental, à Índia, à procura de um mestre indiano, para descobrir que ele é, afinal, materialista”, conta.
De acordo com a APE, foram admitidas a concurso este ano, 99 obras, mais 14 do que no ano passado , correspondendo a 99 escritores (74 homens, 25 mulheres), tendo a chancela de 43 editoras».
O Grande Prémio de Romance e Novela, no montante de 15 mil euros, já distinguiu 25 autores, de 16 editoras, quatro dos quais bisaram: Vergílio Ferreira, António Lobo Antunes, Agustina Bessa-Luís e Maria Gabriela Llansol.
Gonçalo M. Tavares já recebeu vários prémios, entre os quais alguns dos mais importantes para a literatura em língua portuguesa, nomeadamente:
De acordo com a APE, foram admitidas a concurso este ano, 99 obras, mais 14 do que no ano passado , correspondendo a 99 escritores (74 homens, 25 mulheres), tendo a chancela de 43 editoras».
O Grande Prémio de Romance e Novela, no montante de 15 mil euros, já distinguiu 25 autores, de 16 editoras, quatro dos quais bisaram: Vergílio Ferreira, António Lobo Antunes, Agustina Bessa-Luís e Maria Gabriela Llansol.
Gonçalo M. Tavares já recebeu vários prémios, entre os quais alguns dos mais importantes para a literatura em língua portuguesa, nomeadamente:
- Prémio José Saramago 2005
- Prémio LER/Millennium BCP 2004, ambos para o romance Jerusalém.
- Grande Prémio de Conto da Associação Portuguesa de Escritores Camilo Castelo Branco 2007, para a obra Água, cão, cavalo, cabeça.
O escritor foi ainda distinguido internacionalmente:
O escritor foi ainda distinguido internacionalmente:
- Prémio Portugal Telecom 2007
- Prémio Internazionale Trieste 2008 (Itália)
- Prémio Belgrado Poesia 2009 (Sérvia)
- Prix du Meilleur Livre Étranger 2010 (França), para o livro «Aprender a rezar na era da técnica».
Uma Viagem à Índia já tinha sido distinguido com o Prémio Melhor Narrativa Ficcional 2010 da Sociedade Portuguesa de Autores e com o Prémio Especial de Imprensa Melhor Livro 2010 Ler/Booktailors.
Uma Viagem à Índia já tinha sido distinguido com o Prémio Melhor Narrativa Ficcional 2010 da Sociedade Portuguesa de Autores e com o Prémio Especial de Imprensa Melhor Livro 2010 Ler/Booktailors.
23 junho, 2011
Homenagem a Al Berto
A convite do Festival Silêncio, Sérgio Godinho, Rui Reininho, JP Simões e João Peste criaram Moradas do Silêncio, um espectáculo de encomenda, único e irrepetível para assinalar o encerramento da sua 3ª edição.
19 junho, 2011
A Maior Exposição Fotográfica do Mundo
A II edição da Lisboa 2011 - A Maior Exposição Fotográfica do Mundo - vai decorrer de 1 a 30 de Junho.
A Exposição reúne trabalhos de fotógrafos nacionais, internacionais e mesmo prémios internacionais de fotografia em 18 locais de Lisboa situados na zona ribeirinha e na baixa da cidade. O grande objectivo da organização é a consolidação de um evento de fotografia em Portugal, numa perspectiva de oferta cultural de grande qualidade que decorre em locais como:
Padrão dos Descobrimentos
Galeria da Boavista
Estação do Cais do Sodré
Terreiro do Paço – Torreão
Terreiro do Paço – Arcadas
Terreiro do Paço - Galeria do Ministério das Finanças
Estação de Santa Apolónia, Panteão Nacional
ISPA – Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Castelo de São Jorge
Rua Augusta
Estação do Rossio
Jardim do Torel
Cinema São Jorge
Galeria Espaço Santa Casa
Galeria Livraria Ferin
Chiado – Montras e Casino Lisboa
Durante todo o mês de Junho das 10h00 às 20h00 podes apanhar o autocarro gratuito que circula em todo o percurso do evento: Belém - Cais do Sodré - Terreiro do Paço - Santa Apolónia - Rua do Comercio - Restauradores - Marques de Pombal - Belém.Este autocarro fará paragens de 10 minutos e os visitantes poderão entrar e sair em qualquer das paragens do evento.
18 junho, 2011
Cinzas de Saramago depositadas em Lisboa
Oliveira em Memória de José Saramago plantada junto à Casa dos Bico,
em Lisboa
As cinzas de José Saramago foram hoje, pelas 11 horas, depositadas junto a uma oliveira centenária, em frente à Casa dos Bicos, em Lisboa. A cerimónia assinala o primeiro aniversário da morte do autor português e é organizada em conjunto pela Fundação e pela Câmara Municipal de Lisboa.
No local foram, ainda, colocadas duas lápides: uma com o nome e as datas de nascimento e morte do Nobel da Literatura e outra com a última frase do livro «Memorial do Convento».
«Mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia», lê-se.
13 junho, 2011
Faz 14 anos ....
notas para o diário |
| deus tem que ser substituído rapidamente por poe- mas, sílabas sibilantes, lâmpadas acesas, corpos palpáveis, vivos e limpos. a dor de todas as ruas vazias. sinto-me capaz de caminhar na língua aguçada deste silêncio. e na sua simplicidade, na sua clareza, no seu abis- mo. sinto-me capaz de acabar com esse vácuo, e de aca- bar comigo mesmo. a dor de todas as ruas vazias. mas gosto da noite e do riso de cinzas. gosto do deserto, e do acaso da vida. gosto dos enganos, da sorte e dos encontros inesperados. pernoito quase sempre no lado sagrado do meu cora- ção, ou onde o medo tem a precaridade doutro corpo. a dor de todas as ruas vazias. pois bem, mário - o paraíso sabe-se que chega a lis- boa na fragata do alfeite. basta pôr uma lua nervosa no cimo do mastro, e mandar arrear o velame. é isto que é preciso dizer: daqui ninguém sai sem cadastro. a dor de todas as ruas vazias. sujo os olhos com sangue. chove torrencialmente. o filme acabou. não nos conheceremos nunca. a dor de todas as ruas vazias. os poemas adormeceram no desassossego da idade. fulguram na perturbação de um tempo cada dia mais curto. e, por vezes, ouço-os no transe da noite. assolam-me as imagens, rasgam-me as metáforas insidiosas, porcas. ..e nada escrevo. o regresso à escrita terminou. a vida toda fodida - e a alma esburacada por uma agonia tamanho deste mar. a dor de todas as ruas vazias. Al-Berto Horto de Incêndio Assírio & Alvim 3ª edição - Dezembro 2000 |
Fernando Pessoa - 123º Aniversário
.
Nasceu
Fernando
Fernando
António
Nogueira
Pessoa,
em Lisboa,
no dia 13 de Junho de 1888
O que há em mim é sobretudo cansaço
O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...
Álvaro de Campos
09 junho, 2011
Um poema de João Negreiros
A mãe
Quando crescer quero ser a mãe
só p’ra ser a minha
e me dar carinho sem ter que mo pedir
quero morrer p’ra ser a mãe de alguém
mas com as mãos a voz e o cheiro da minha
mãe
és a minha mãe
antes não fosses
antes fosses a mãe de todos
p’ra que todos fossem felizes
se fosses a mãe do mundo o mundo era melhor
e eu não existia
mas acredita que não me importava
porque haveria de viver no som dos teus beijos
no fresco da tua mão contra a testa febril
no olhar que encontra o brinquedo
na luz que me apaga o medo
haveria de viver no teu coração como um filho que não nasceu
e que morre todos os dias para provar que sempre te amou
in "o cheiro da sombra das flores"
Quando crescer quero ser a mãe
só p’ra ser a minha
e me dar carinho sem ter que mo pedir
quero morrer p’ra ser a mãe de alguém
mas com as mãos a voz e o cheiro da minha
mãe
és a minha mãe
antes não fosses
antes fosses a mãe de todos
p’ra que todos fossem felizes
se fosses a mãe do mundo o mundo era melhor
e eu não existia
mas acredita que não me importava
porque haveria de viver no som dos teus beijos
no fresco da tua mão contra a testa febril
no olhar que encontra o brinquedo
na luz que me apaga o medo
haveria de viver no teu coração como um filho que não nasceu
e que morre todos os dias para provar que sempre te amou
in "o cheiro da sombra das flores"
04 junho, 2011
"Contaminação" de Joana Vasconcelos no palácio Grassi - Bienal de Veneza
«Contamination» parece una planta de la tienda de los horrores que crece y crece sin medida. Hecha a mano con tejidos multicolores es puro espectáculo."
03 junho, 2011
Gonçalo M. Tavares vence Prémio Literário dos Jovens Europeus
Lisboa, 03 jun (Lusa) -- O escritor Gonçalo M. Tavares foi distinguido com o Prémio Literário dos Jovens Europeus, com o livro "O Senhor Kraus", um dos habitantes do Bairro que criou e continua a povoar.
Gonçalo M. Tavares recebeu na quinta-feira, em Lyon, o galardão, atribuído pela Escola Europeia de Comércio, situada em França, a esta obra, que os alunos escolheram por nela terem encontrado semelhanças com a vida política francesa da atualidade.
Publicado pela Caminho em 2005 e o quinto título da série "O Bairro", que já conta dez livros, "O Senhor Kraus" é um jornalista convidado para escrever uma crónica sobre política. Ele aceita e, para comentar os acontecimentos políticos -- coisa que faz usando de acidez e ironia --, inventa três personagens, o Chefe e os dois Auxiliares, que protagonizarão episódios e diálogos que satirizam os tiques universais dos políticos.
O escritor, de 40 anos, publicou em 10 anos, desde 2001, 29 livros de vários géneros literários -- incluindo vários romances, livros de contos, peças de teatro, uma epopeia, ensaios e poesia --, que já deram origem, em diversos países, a peças de teatro, ópera, peças radiofónicas, curtas metragens e objetos de artes plásticas, vídeos de arte, performances, projetos arquitetónicos e teses académicas.
Há cerca de 160 traduções de obras suas em curso com edição em 35 países.
Recebeu até agora alguns dos mais importantes galardões literários da língua portuguesa: o Prémio Portugal Telecom 2007, o Prémio José Saramago 2005 e o Prémio LER/Millennium BCP 2004 com o romance "Jerusalém" (Caminho), o Prémio Branquinho da Fonseca, da Fundação Calouste Gulbenkian e do jornal Expresso, com o livro "O Senhor Valéry" (Caminho), o Prémio Revelação de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, com "Investigações. Novalis" (Difel), e o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco 2007, atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores a "Água, Cão, Cavalo, Cabeça" (Caminho).
O seu romance "Jerusalém" foi listado como um dos "1001 Livros Para Ler Antes de Morrer -- Um Guia Cronológico dos Mais Importantes Romances de Todos os Tempos", na edição europeia desse livro.
Um dos três livros que publicou no ano passado, a anti-epopeia "Uma Viagem à Índia" (Caminho) foi distinguido com o Prémio Melhor narrativa Ficcional 2010 da Sociedade Portuguesa de Autores e o Prémio Especial de Imprensa Melhor Livro 2010 LER/Booktailors.
ANC.
Lusa/fim
01 junho, 2011
Leonard Cohen vence Prémio Príncipe das Astúrias
O músico e poeta canadiano Leonard Cohen venceu o Prémio Príncipe das Astúrias das Letras de 2011, foi hoje anunciado em Oviedo, Espanha.
Leonard Cohen era um dos finalistas, ao lado da escritora canadiana Alice Munro e do romancista inglês Ian McEwan. O galardão é o reconhecimento das personalidades cujo trabalho criativo ou de investigação representa uma contribuição relevante para a cultura universal nos campos da literatura ou da linguística.
No ano passado, o vencedor foi o escritor libanês Amin Maalouf. Vargas Llosa, Camilo José Cela, Günter Grass, Doris Lessing, Paul Auster, Cláudio Magris, Amos Oz foram alguns dos outros galardoados em edições anteriores na área das Letras.
Para saber mais em : DN Artes
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