
Neste espaço pretende-se divulgar actividades culturais/educativas/lúdicas ou simplesmente participar, partilhar opiniões, leituras, viajar...
10 janeiro, 2009
Taschen edita Jazz Covers de Joaquim Paulo

Livraria Poesia Incompleta
07 janeiro, 2009
Entrei numa livraria

A invenção do dia claro, José de Almada Negreiros, In Manifestos e Conferências, Ed. Assírio & Alvim, 2006
04 janeiro, 2009
A Estrela

Eu caminhei na noite
E entre o silêncio e frio
Só uma estrela secreta me guiava.
Grandes perigos na noite me apareceram:
Da minha estrela julguei que eu a julgara
Verdadeira sendo ela só reflexo
Duma cidade a néon enfeirada.
A minha solidão me pareceu coroa.
Sinal de perfeição em minha fronte.
Mas vi quando no vento me humilhava
Que a coroa que eu levava era dum ferro
Tão pesado, que toda me dobrava.
Do frio das montanhas eu pensei:
«Minha pureza me cerca e me rodeia».
Porém meu pensamento apodreceu
E a pureza das coisas cintilava
E eu vi que a limpidez não era eu.
E a fraqueza da carne e a miragem do espírito
Em monstruosa voz se transformaram:
Pedi às pedras do monte que falassem
Mas elas como pedras se calaram.
Sozinha me vi, delirante e perdida
E uma estrela serena me espantava.
E eu caminhei na noite, minha sombra
De gestos desmedidos me cercava
Silêncio e medo
Nos confins dos desertos caminhavam:
Então vi chegar ao meu encontro
Aqueles que uma estrela iluminava
E assim me disseram: «Vem connosco
Se também vens seguindo aquela estrela».
Então soube que a estrela me seguia.
Era real e não imaginada.
Grandes e humanas miragens nos mostraram
Em direcções distantes nos chamaram
E a sombra dos três homens sobre a terra
Ao lado dos meus passos caminhava.
E eu espantada vi que aquela estrela
Para cidade dos homens nos guiava.
E a estrela do céu parou em cima
Duma rua sem cor e sem beleza
Onde a luz tinha o mesmo tom que a cinza
Longe do verde-azul da Natureza.
Ali não vi as coisas que eu amava
Nem o brilho do sol nem o da água.
Ao lado do hospital e da prisão
Entre o agiota e o templo profanado
Onde a rua é mais negra e mais sem luz
E onde tudo parece abandonado
Um lugar pela estrela foi marcado.
Nesse lugar pensei: Quando deserto
Atravessei para encontrar aquilo
Que morava entre os homens tão perto.
02 janeiro, 2009
Receita de Ano Novo
Para você ganhar um belíssimo Ano Novo
Não precisa chorar de arrependido
por Carlos Drummond de Andrade
01 janeiro, 2009
Eslováquia na zona Euro
31 dezembro, 2008
28 dezembro, 2008
MARIA JOÃO PIRES NO SILÊNCIO DE UMA NOTA

24 dezembro, 2008
A noite de Natal

Natal de Fernando Pessoa
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.
E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.
Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho frio e Natal não.
Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.
_______________________
Nasce um deus. Outros morrem. A Verdade
Nem veio nem se foi: o Erro mudou.
Temos agora uma outra Eternidade,
E era sempre melhor o que passou.
Cega, a Ciência a inútil gleba lavra.
Louca, a Fé vive o sonho do seu culto.
Um novo deus é só uma palavra.
Não procures nem creias: tudo é oculto.
15 dezembro, 2008
Vozes Afonsinas

C/INTERVALO
PEQUENO AUDITÓRIO
13 dezembro, 2008
«Terra» de Mariza entre os dez melhores álbuns do ano

12 dezembro, 2008
Prémio Pessoa 2008

Ler notícia completa no Público
11 dezembro, 2008
Livro Antigo
William Turneronde em tempos anunciaram o amargor da noite
e a humidade tremenda das insónias
o mar
o mar ao longe
debruça-se então para o interior do livro
lê qualquer coisa sobre o coração dos líquenes
ou deambula de sílaba em sílaba onde
os dedos se mancham de tinta e no cérebro
ergue-se uma planta de cinza noite adiante
fechou o livro ao amanhecer
era como se tivesse envelhecido séculos
com as violetas
fecha a persiana e adormece
Al Berto, O Medo
08 dezembro, 2008
Anita na web ...

Esta célebre personagem que ficciona o universo infantil de muitas crianças é de origem belga “Martine” e tem tradução em muitos países do mundo.
07 dezembro, 2008
Morreu o escritor Alçada Baptista

Ler notícia completa do Público: aqui
António Alçada Baptista nasceu em 1927, na Covilhã. Licenciado em Direito, esteve ligado ao jornalismo e à edição. Em 1971, publica o seu primeiro livro
Títulos
Documentos Políticos (1970)
Reflexões Sobre Deus (1971)
Peregrinação Interior I – Reflexões Sobre Deus (1971)
O Tempo Das Palavras (1973)
Conversas Com Marcelo Caetano (1973)
Peregrinação Interior II – O Anjo Da Esperança (1982)
Os Nós E Os Laços (1985)
Catarina Ou O Sabor Da Maçã (1988)
Tia Suzana. Meu Amor (1989)
O Riso De Deus (1994)
Sarah Maclachlan
U want me 2
Angel
Spend all your time waiting
for that second chance
for a break that would make it okay
there's always one reason
to feel not good enough
and it's hard at the end of the day
I need some distraction
oh beautiful release
memory seeps from my veins
let me be empty
and weightless and may be
I'll find some peace tonight
in the arms of an angel
fly away from here
from this dark cold hotel room
and the endlessness that you fear
you are pulled from the wreckage
of your silent reverie
you're in the arms of the angel
may you find some comfort there
so tired of the straight line
and everywhere you turn
there's vultures and thieves at your back
and the storm keeps on twisting
you keep on building the lie
that you make up for all that you lack
it don't make no difference
escaping one last time
it's easier to believe in this sweet madness oh
this glorious sadness that brings me to my knees
in the arms of an angelfly away from here
from this dark cold hotel room
and the endlessness that you fear
you are pulled from the wreckage
of your silent reverie
you're in the arms of the angel
may you find some comfort there
you're in the arms of the angel
may you find some comfort here
29 novembro, 2008
Levantado do Chão - Edição Especial

24 novembro, 2008
Le Cancre
Mais il dit oui avec le coeur
Il dit oui à ce qu’il aime
Il dit non au professeur
Il est debout
On le questionne
Et tous les problèmes sont posés
Soudain le fou rire le prend
Et il efface tout
Les chiffres et les mots
Les dates et les noms
Les phrases et les pièges
Et malgré les menaces du maître
Sous les huées des enfants prodiges
Avec des craies de toutes les couleurs
Sur le tableau noir du malheur
Il dessine le visage du bonheur.
Jacques PRÉVERT, Paroles (1945)
©1972 Editions Gallimard
Museu de Sines, Casa Vasco da Gama

11h00 – Inauguração, com a presença de S. Exa. o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva
17 novembro, 2008
Os Gigantes da Montanha
OS GIGANTES DA MONTANHA
de Luigi Pirandello
De 13 Novembro a 21 de Dezembro de 2008
Teatro do Bairro Alto, Lisboa
3ª a sábado às 21:30h. Domingo às 16:00h
Tradução: Luis Miguel Cintra
Encenação: Christine Laurent
Cenário e figurinos: Cristina Reis
Desenho de luz: Daniel Worm D’Assumpção
Distribuição: David Almeida, Dinis Gomes, Luís Lima Barreto, Luis Miguel Cintra, Márcia Breia, Paulo Moura Lopes, Pedro Lacerda, Pedro Lamas, Ricardo Aibéo, Rita Durão, Rita Loureiro, Sofia Marques e Tiago Matias.
16 novembro, 2008
Miguel Telles da Gama no Centro de Arte de Sines

PINTURA E ESCULTURA NA GALERIA PEPPER'S

António Bartolo
Armanda Passos
Artur Bual
Chichorro15 novembro, 2008
11 novembro, 2008
Ensaio sobre a Cegueira nas salas de cinema
10 novembro, 2008
Prix Goncourt 2008 - Atiq Rahimi

O Prémio Goncourt, o mais prestigioso das letras francesas, foi atribuído nesta segunda-feira ao escritor de origem afegã Atiq Rahimi pelo romance Syngué sabour. Pierre de patience.
Escritor e cineasta de origem afegã, Atiq Rahimi, de 46 anos, é autor de quatro romances, mas Syngué sabour é seu primeiro livro escrito directamente em francês.
Atiq Rahimi é autor também de Milles maison du rêve et de la terreur ("Mil casas de sonho e de terror", 2002) e Retour imaginaire ("Regresso imaginário", 2005). Os seus livros são publicados pela editora P.O.L.
O escritor adaptou ele mesmo o seu primeiro romance, Terre et cendres ("Terra e cinzas", 2000), ao cinema, e este primeiro filme foi selecionado em 2004 no Festival de Cannes , tendo ganho o prémio "Regard sur l'avenir".
Em 1984, abandona o Afeganistão em guerra e vai para o Paquistão , mais tarde pede exílio politico em França. Aí, na Sorbonne, obtém um doutoramento de comunicação audiovisual.
08 novembro, 2008
A Viagem do Elefante, de José Saramago

Escrita dez anos após a atribuição do Prémio Nobel, A Viagem do Elefante mostra-nos um Saramago em todo o seu esplendor literário."
"O livro narra uma viagem de um elefante que estava em Lisboa, e que tinha vindo da Índia, um elefante asiático que foi oferecido pelo nosso rei D. João III ao arquiduque da Áustria Maximiliano II (seu primo). Isto passa-se tudo no século XVI, em 1550, 1551, 1552. E, portanto, o elefante tem de fazer essa caminhada, desde Lisboa até Viena, e o que o livro conta é isso, é essa viagem."



Malangatana







