27 abril, 2011

Pedro e Inês pelo Grupo de Teatro O Bando no CAS



CAS - Auditório
30 de Abril
22h00



Pretendendo revisitar e reinventar a história de Pedro e Inês e partindo do texto inédito “Inês Morre”, de Miguel Jesus - o qual caminha progressivamente dum registo dramático e realista para o poético e para o metafórico - o Teatro O Bando convidou Anatoly Praudin, director do Experimental Stage of Baltic House, em S. Petersburgo, a criar um espectáculo onde a sua visão externa, profundamente influenciada pela tradição teatral russa, pudesse levantar novas inquietações sobre esta lenda e espalhar uma nova luz sobre este mito. Uma grande história por uma grande companhia, no palco do Centro de Artes de Sines.

22 abril, 2011

Livraria Bertrand do Chiado - mais antiga do mundo



Desde que abriu em 1732, a Livraria Bertrand do Chiado nunca deixou de funcionar. É por isso que entrou para o Guiness como a livraria mais antiga do mundo ainda em actividade.

A Livraria Bertrand do Chiado foi reconhecida pelo Guiness como a livraria mais antiga do mundo ainda em actividade. O atestado, certificado pelo Guiness Book of Records, está exposto desde ontem à noite no interior da loja.

A livraria Bertrand do Chiado está em funcionamento desde 1732 e o processo de candidatura a livraria mais antiga do mundo obedeceu “a uma rigorosa prestação de provas”. Foi necessário confirmar que a actividade da livraria não foi interrompida ao longo destes anos e para isso contribuíram o historiador contemporâneo e colaborador da LisbonWalker, José Antunes; o sociólogo Miguel Cabrita; Ana Salvado, que no momento da candidatura era subdirectora do Instituto Nacional para a Reabilitação; o escritor, historiador e crítico de arte José Augusto-França, entre outros.

A primeira Bertrand, fundada por Pedro Faure em 1732, abriu portas na Rua Direita do Loreto, em Lisboa. Mais tarde, em 1755, quando já era o genro de Faure, Pierre Bertrand que dirigia a livraria foi instalar-se junto da Capela de Nossa Senhora das Necessidades por causa do Grande Terramoto. Dezoito anos depois, em 1773, a Bertrand voltou a abrir as portas na já reconstruída baixa pombalina. No texto de José António Saraiva, “Bertrand – a história de uma editora” é-nos dito pelo historiador que a Bertrand teve 11 nomes e conheceu quatro moradas.


Notícia completa no Público

18 abril, 2011

Manet, inventeur du Moderne - Musée d'Orsay

Exposition Manet, inventeur du moderne
Musée d’Orsay - Paris
5 avril - 3 juillet 2011



Edouard Manet (1832-1883)
Amazone/l'été, 1882. Fondation Thyssen- Bornemisza, Madrid



Plus qu'une rétrospective monographique, Manet, inventeur du Moderne entend explorer et éclairer  la situation historique d'Edouard Manet (1832-1883), entre l'héritage réaffirmé du romantisme, l'impact de ses contemporains et le flux médiatique de son époque.
Moderne, Manet l'est situation historique d'Edouard Manet (1832-1883), entre l'héritage réaffirmé du romantisme, l'impact de ses contemporains encore en défiant les maîtres anciens, de Fra Angelico à Vélasquez. Cette exposition repense de même les multiples liens que le peintre a résolument noués ou dénoués avec la sphère publique et politique. Car la modernité est aussi affaire d'inscription, voire d'opposition. Le parcours s'attarde donc sur l'enseignement de Thomas Couture, l'impulsion de Baudelaire, la réforme de l'art religieux, l'imaginaire érotique, l'art du fragment(é), le rapport à la peinture féminine (Berthe Morisot, Eva Gonzalès), la tentation mondaine, son impressionnisme décalé comme sa complicité avec le Mallarmé le plus noir.





Bande annonce de l'exposition Manet au musée... por musee-orsay

16 abril, 2011

Dias da Música - CCB

 
15, 16 e 17 Abr 2011
DIAS DA MÚSICA EM BELÉM
DA EUROPA AO NOVO MUNDO 1883-1945  

LeV - Literatura em Viagem 2011


6ª edição do LEV - Literatura em Viagem, um festival internacional de literatura, que se irá realizar entre os dias 16 e 19 de Abril, na Biblioteca Municipal Florbela Espanca, em Matosinhos.

Ao longo de 4 dias, um vasto leque de iniciativas terá espaço e tempo, designadamente mesas-redondas, lançamentos de livros, exposições e concertos de música clássica.

12 abril, 2011

Arte Portuguesa do Século XIX (1850-1910) - MNAC


ARTE PORTUGUESA DO SÉCULO XIX (1850-1910)
MUSEU NACIONAL DE ARTE CONTEMPORÂNEA - MUSEU DO CHIADO 

CURADORIA DE MARIA DE AIRES SILVEIRA

07.04.2011 - 12.06.2011




José Malhoa 
(1855-1933)
Clara 
1903
óleo sobre tela
MNAC-Museu do Chiado, inv. 1604

Arte Portuguesa do Século XIX (1850-1910)
Arte Portuguesa do Século XIX (1850-1910) é a primeira de três grandes exposições que inauguram o ano do Centenário do Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, criado por decreto da República em 26 de Maio de 1911.
Perante a impossibilidade de revelar a verdadeira dimensão e a diversidade do acervo numa única exposição, optou-se por apresentar os três períodos da colecção (1850-1910, 1910-1960 e 1960-2011) em três momentos expositivos sucessivos, que cobrem toda a história da arte portuguesa, de 1850 até à actualidade. 
A primeira destas exposições corresponde ao núcleo fundador da colecção que, historicamente, antecede a criação do MNAC. Através de 100 obras fundamentais dos maiores artistas deste período, exploram-se as rupturas e permanências da arte portuguesa do século XIX (1850-1910), em seis núcleos temáticos que traduzem o espírito da geração romântica e as novidades das propostas naturalistas, entre a descoberta da luz e das atmosferas, a paisagem e os costumes, a afirmação da figura popular, o retrato, o intimismo e os simbolismos de finais de século. 
H.B.
ARTISTAS REPRESENTADOS
Simões de Almeida, Alfredo de Andrade, Tomás da Anunciação, Carlos de Bragança, José de Brito, António Carneiro, José Ferreira Chaves, Ernesto Condeixa, Luciano Freire, Adriano de Sousa Lopes, Teixeira Lopes, Alfredo Keil, Artur Loureiro, Miguel Ângelo Lupi, Duarte Faria e Maia, José Malhoa, Luís de Menezes, Francisco Metrass, Marques de Oliveira, António José Patrício, Columbano Bordalo Pinheiro, Sousa Pinto, Silva Porto, Henrique Pousão, António Ramalho, Carlos Reis, José Veloso Salgado, Francisco dos Santos, João Cristino da Silva, Aurélia de Sousa, Soares dos Reis, João Vaz.


10 abril, 2011

Mon Père est Femme de Ménage de Saphia Azzeddine


Réalisé par Saphia Azzeddine


Avec François Cluzet, Jérémie Duvall, Nanou Garcia, entre autres.

Genre : Comédie dramatique

Durée : 01h20min Année de production : 2010

Distributeur : ARP Sélection

04 abril, 2011

GOTAN PROJECT | TANGO 3.0 TOUR

Gotan Project Multimedia 1




"É já na próxima semana, dia 08 de Abril que os Gotan Project voltam a subir ao palco do Coliseu dos Recreios, para um espectáculo alucinante de música e audiovisual.

Tudo o que prometem é dar-nos o seu ritmo, próprio, único, intenso para dançar ao som tango electrónico.

Phillipe Cohen Solal, Eduardo Makaroff e Christoph H. Müller, estão já no seu sétimo álbum, dos quais La Revancha del Tango obteve maior sucesso, e trazem nos a Lisboa o TANGO 3.0.

O Tango 3.0 foi lançado em Abril de 2010 pela XL Recordings e possui como principais singles ‘Rayuela’ e ‘La Gloria’. Conta também com participações especiais e colaborações como a de Dr. John na ‘Tango Square’ ou o autor argentino Julio Cortázar em ‘Rayuela’.

Este álbum aparece depois de alguns rumores de que a banda iria acabar, e é a prova de que o "projecto Tango" não tem intenções de parar pois a receptividade por parte do público cresce dia a pós dia…"



in http://www.peventertainment.pt/PageGen.aspx?WMCM_PaginaId=27691&eventoId=27932

02 abril, 2011

Exposition Odilon Redon au Grand Palais

 Grand Palais, Galeries Nationales, Paris
 23 mars - 20 juin 2011

Peintre de l’imaginaire et du subconscient, contemporain des impressionnistes, Odilon Redon (Bordeaux 1840 – Paris 1916) demeure un artiste à part.

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Odilon Redon (1840-1916)

Profil sur méandres rouges, pastel, vers 1900. Musée d’Orsay, Paris © service presse Rmn-Grand Palais / Hervé Lewandowski


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Odilon Redon (1840-1916)
Buste d’homme aux yeux clos, entouré de fleurs. Aquarelle et mine de plomb, vers 1905-1914 © service presse Rmn-Grand Palais / Michelle Bellot

29 março, 2011

Aniversário (poema de Fernando Pessoa)


Aniversário Fernando Pessoa

(Álvaro de Campos)


No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,

Eu era feliz e ninguém estava morto.

Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,

E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.



No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,

Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,

De ser inteligente para entre a família,

E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.

Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.

Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.



Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,

O que fui de coração e parentesco.

O que fui de serões de meia-província,

O que fui de amarem-me e eu ser menino,

O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...

A que distância!...

(Nem o eco...)


O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!


O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,

Pondo grelado nas paredes...

O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhaslágrimas),


O que eu sou hoje é terem vendido a casa,

É terem morrido todos,

É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...



No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...

Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!

Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,

Por uma viagem metafísica e carnal,

Com uma dualidade de eu para mim...

Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!



Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...

A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,

O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado —,

As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...



Pára, meu coração!

Não penses! Deixa o pensar na cabeça!

Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!

Hoje já não faço anos.

Duro.

Somam-se-me dias.

Serei velho quando o for.

Mais nada.

Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...


O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...





in, Poesia, Álvaro de Campos

Assírio & Alvim

28 março, 2011

Mísia agraciada pelo governo francês



Mísia vai ser novamente agraciada pelo governo francês. É a segunda vez que Mísia é agraciada pelo governo francês. Em Janeiro de 2004 foi condecorada pelo Ministro da cultura francês, Jean-Jacques Aillagon, com o grau de Cavaleiro desta mesma Ordem. Um ano depois, recebeu do Presidente da Câmara de Paris, Bertrand Delanoë, a Grande Medalha de Vermeil da Cidade. A fadista vai receber as insígnias de Oficial da Ordem das Artes e Letras do Embaixador de França em Portugal, Pascal Teixeira da Silva. A cerimónia está marcada para 30 de Março no Palácio de Santos, em Lisboa.
Este ano Mísia, além do lançamento do novo álbum totalmente constituído por fados tradicionais com letras escritas por mulheres, irá actuar em Nova Iorque, no âmbito da apresentação do filme “Passione”, de John Turturro.

Souto de Moura vence o prémio Pritzker 2011

ishot 10 500x305 Estádio Municipal de Braga

Estádio Municipal de Braga


Casa das Histórias - Paula Rego, Cascais

Souto Moura vence o prémio Pritzker 2011, o Nobel da arquitectura.


"Durante as últimas três décadas, Eduardo Souto Moura produziu um corpo de trabalho que é do nosso tempo mas que também tem ecos da arquitectura tradicional. Os seus edifícios apresentam uma capacidade única de conciliar características opostas, como o poder e a modéstia, a coragem e a subtileza”, pode-se ler no comunicado emitido pelo júri do prémio.


Entre os projectos mencionados, o júri destacou a obra do Estádio Municipal Braga, mais conhecido como o estádio AXA, construído numa antiga pedreira.

Nascido em 1952, no Porto, Eduardo Souto Moura é o segundo arquitecto português a receber esta distinção, depois de Álvaro Siza Vieira ter vencido em 1992.

Eduardo Souto Moura sucede , assim, a nomes como Oscar Niemeyer, Frank Gehry, Jean Nouvel e Rem Koolhaas. Entre as suas obras mais conhecidas, destacam-se, além do Estádio Municipal de Braga, a Casa das Histórias em Cascais, a Casa das Artes no Porto, a Estação de Metro da Trindade, o Centro de Arte Contemporânea de Bragança, o Hotel do Bom Sucesso em Óbidos, o Mercado da Cidade de Braga, a Marginal de Matosinhos-Sul, o Crematório de Kortrijk (Bélgica), o Pavilhão de Portugal na 11ª Bienal de Arquitectura de Veneza (Itália) ou a Casa Llabia (Espanha).

in Público

27 março, 2011

"Poesia" de Lee Chang-Dong



Sinopse:Uma avó, com um neto problemático a seu cargo, é desafiada, pela primeira vez na vida, a escrever um poema. E, enquanto tenta encontrar a beleza presente no seu quotidiano, enfrenta a realidade nua e crua que existe, muito além da sua imaginação, apercebendo-se de que a vida talvez não seja tão bela como supunha...

Festivais e Prémios:- Festival de Cannes 2010 - Melhor Argumento

Actores: Yun Junghee - Soon-mi
An Naesang - Pai de Kibum
Kim Hira - M. Kang
Lee David - Jongwook

27 de Março - Dia Mundial do Teatro


No dia 27 de Março comemora-se o Dia Mundial do Teatro. Espectáculos teatrais, encontros e eventos celebram essa arte, numa tentativa de destacar o seu significado e a sua importância. O Dia Mundial do Teatro foi criado em 1961, pelo Instituto Internacional de Teatro, ligado à Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

20 março, 2011

21 de Março - Dia Mundial da Poesia





Pudesse Eu
Pudesse eu não ter laços nem limites
Ó vida de mil faces transbordantes
Para poder responder aos teus convites
Suspensos na surpresa dos instantes! 

Sophia de Mello Breyner Andresen
__________
Autopsicografia

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
Fernando Pessoa
________
Vestígios
noutros tempos

quando acreditávamos na existência da lua

foi-nos possível escrever poemas e

envenenávamo-nos boca a boca com o vidro moído

pelas salivas proibidas - noutros tempos

os dias corriam com a água e limpavam

os líquenes das imundas máscaras



hoje

nenhuma palavra pode ser escrita

nenhuma sílaba permanece na aridez das pedras

ou se expande pelo corpo estendido

no quarto do zinabre e do álcool - pernoita-se



onde se pode - num vocabulário reduzido e

obcessivo - até que o relâmpago fulmine a língua

e nada mais se consiga ouvir



apesar de tudo

continuamos e repetir os gestos e a beber

a serenidade da seiva - vamos pela febre

dos cedros acima - até que tocamos o místico

arbusto estelar

e

o mistério da luz fustiga-nos os olhos

numa euforia torrencial



Al Berto

19 março, 2011

Fête de la francophonie






A festa da francofonia organizada em Portugal entre 14 e 20 de Março, é uma ocasião
para relembrar que setenta Estados e governos conduzem em 2011 uma acção comum
Este ano, sob o signo dos prazeres partilhados, esta festa pretende desvendar algumas
das riquezas culturais dos países que ela reúne, em torno da língua francesa em toda a
sua diversidade. Esta acção situa-se no contexto da promoção, na Europa e no mundo,
da diversidade linguística e da abertura intercultural.
Portugal é por essência um país da globalização; francofonia e lusofonia têm muitos
pontos em comum e muitas coisas a dizer-se.
A língua francesa e as culturas francófonas são reconhecidas em Portugal pelas suas
contribuições intelectuais, artísticas – ou gastronómicas – e por todos os pensamentos
e valores humanistas que estes sustentam. Desejamos que este tema dos prazeres
partilhados seja seja uma vez mais este ano a ocasião para dar a conhecer estas várias
dimensões e revelar aos lusófonos a diversidade e a beleza de todos estes sabores
linguísticos e culturais francófonos.
A festa da francofonia é realizada em Portugal por um grupo amigável de parceiros e
Embaixadas. Desejamo-vos a todos uma alegre festa da francofonia.

HYMNE À LA FRANCOPHONIE


Philippe Richard, installé depuis vingt en Chine, en 2009, a réuni vingt enfants de 4 à 12 ans, déjà ou futurs francophones, pour interpréter une de ses chansons, un hymne à la Francophonie, dans un clip qui sera présenté lors du gala d’ouverture de la Semaine de la Francophonie organisé par l’Association des francophones de Pékin (mars 2009) et ouvert à tous les amis de la Francophonie.



FRANCOPHONIE
Paroles et musique : Philippe Richard

Je suis né(e) en Europe en France Moi en Océanie Je suis né(e) en Afrique Et moi en Amérique Je suis né(e) en Asie

NOUS SOMMES TOUS DES ENFANTS DU MONDE DE PAYS DIFFERENTS MAIS NOS MOTS ET NOS CHANTS JOUENT A LA MEME RONDE ECOUTEZ DANS LE VENT

FRANCOPHONIE, MELODIE FRANCOPHONIE, C’EST MA VIE

J’ai grandi en Europe en France Moi en Océanie J’ai grandi en Afrique Et moi en Amérique J’ai grandi en Asie

NOUS SOMMES TOUS DES ENFANTS DU MONDE, DE PAYS DIFFERENTS MAIS NOS MOTS ET NOS CHANTS JOUENT A LA MEME RONDE, ECOUTEZ DANS LE VENT

FRANCOPHONIE, MELODIE FRANCOPHONIE, C’EST MA VIE

FRANCOPHONIE, POESIE FRANCOPHONIE, POUR LA VIE POUR LA VIE

17 março, 2011

um poema de Al Berto

Caspar David Friedrich (1774-1840)

a leitura dos dias faz-se a partir de vitrais de água
e sombra de palavras
paisagens cidades descobertas algures sob os dedos
estranguladas na incerteza mineral da noite
onde o cansaço me devora impedindo-me de prosseguir

e ao aproximar-me do centro vertiginoso da página
o movimento da mão torna-se lento e a caligrafia meticulosa
a sede devassa a escassez dos corpos
o monólogo embate
despenha-se pelas brancas margens da desolação

o enigma de escrever para me manter vivo
a memória desaguando a pouco e pouco no esquecimento perfeito
para que nada sobreviva fora deste corpo viandante

vou assinalar os percursos da ausência e as visões
doutros lugares de sossegados amarantos... alimentar a escrita
com o sangue de cidades e de facas engorduradas
onde os corpos adquirem a violência noctívaga da fala
desfazendo-se depois na carícia viscosa dos néons

mas existe sempre um qualquer lume eterno
um coração feliz à esquina dos sonhos
surge agora o deserto que toda a noite procurei
está em cima desta mesa de trabalho no meio das palavras
donde nascem indescifráveis sinais... irrompe
o movimento doutro corpo colado ao aparo da caneta
desprende-se da folha de papel agride-me e foge
deixando-me as mãos tolhidas num fio de tinta


Al Berto, O Medo

07 março, 2011

O Discurso do Rei de Tom Hooper




  • Título Original: The King´s Speech
  • Intérpretes: Colin Firth, Geoffrey Rush, Helena Bonham Carter, Guy Pearce, Derek Jacobi, Timothy Spall, Michael Gambon
  • Realização: David Seidler
  • Distribuido em Portugal por: ZON Lusomundo
  • Género: Drama/História‎‎
  • Ficha Técnica: Duração: 1h58m | Origem: EUA, 2010

Após a morte de seu pai, o Rei George V, e da escandalosa abdicação do Rei Eduardo VIII, Bertie, que toda a sua vida sofreu de um debilitante problema de fala, é coroado Rei George VI de Inglaterra. Com o país à beira de uma guerra e a necessitar desesperadamente de um líder, a sua mulher, Elizabeth, futura Rainha-mãe, encaminha o marido para um excêntrico terapeuta da fala, Lionel Logue. Depois de um começo difícil, os dois homens iniciam uma terapia pouco ortodoxa e acabam por formar um vínculo inquebrável. Com a ajuda da sua família, do seu governo e de Winston Churchill, o Rei vai superar a gaguez e tornar-se numa inspiração para o povo.



Filme vencedor de 4 Óscares de 2011 nas seguintes categorias:

Melhor Filme
Melhor Realizador
Melhor Actor Principal
Melhor Argumento Original


02 março, 2011

Arquitecto João Luis Carrilho da Graça agraciado pelo governo francês


O arquitecto português vai ser homenageado pelo seu trabalho, nesta quinta-feira, pelo embaixador de França em Portugal, Pascal Teixeira da Silva. João Luis Carrilho da Graça vai receber as insígnias de Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras.

Em comunicado, a embaixada francesa explicou que "o governo francês pretende homenagear o talento de um dos mais prestigiados arquitectos portugueses, reconhecido a nível internacional"

Entre as suas importantes obras contam-se o Teatro e Auditório de Poitiers (TAP) em França, o Núcleo Arqueológico do Castelo de São Jorge em Lisboa, o Museu do Oriente, a Escola Superior de Música de Lisboa, o Centro de Documentação e Informação no Palácio de Belém, o Pavilhão do Conhecimento dos Mares da Expo 98, a Recuperação e Musealização das Ruínas de São Paulo em Macau e a Escola Superior de Comunicação Social em Lisboa.

O arquitecto deixará ainda a sua marca no futuro de Lisboa, com o novo Terminal de Cruzeiros de Santa Apolónia que deverá ficar concluído em 2013.

Ao longo da sua carreira, João Luis Carrilho da Graça já foi distinguido com a Ordem do Mérito da República Portuguesa e foi agraciado pela Associação Internacional dos Críticos de Arte em 1992, pelo conjunto da sua obra. Do seu currículo fazem ainda parte os prémios "Luzboa 2004", o Prémio Fernando Pessoa em 2008 e o Prémio Piranesi Prix de Rome em 2010.

in Público

28 fevereiro, 2011

Exposição de Varatojo

Annie Girardot est décédée

Annie Girardot est décédée

L'actrice Annie Girardot est décédée "paisiblement" lundi à l'hôpital Lariboisière à Paris, à l'âge de 79 ans, a annoncé à l'AFP sa petite-fille Lola Vogel. "Elle est partie paisiblement. Maman et moi étions à ses côtés", a déclaré Lola Vogel, petite-fille d'Annie Girardot. Elle souffrait depuis plusieurs années de la maladie d'Alzheimer, révélée au public par sa famille en 2006 et dont elle était devenue un symbole, après avoir accepté de se faire filmer pour le documentaire Ainsi va la vie de Nicolas Baulieu.

in Le Point.fr

22 fevereiro, 2011

Prémio Autores SPA/RTP 2011

Vencedores da 2ª Edição dos Prémios Melhor Autor SPA/RTP:

CINEMA

Melhor Argumento: "Mistérios de Lisboa", de Carlos Saboga;

Melhor Actriz: Beatriz Batarda, em "Duas Mulheres";

Melhor Actor: Cláudio da Silva, no "Filme do Desassossego";

Melhor Filme: "Filme do Desassossego", de João Botelho.

ARTES VISUAIS

Melhor Exposição de Artes Plásticas: "Viva a República!", de Henrique Cayatte;

Melhor Trabalho de Fotografia: "Street Photography – Exposição Tributo", de Rui Palha;

Melhor Trabalho Cenográfico: "Húmus", de Luís Castro.

MÚSICA

Melhor Canção: "Retrato", de Mário Cláudio e Bernardo Sassetti (no disco Carlos do Carmo e Bernardo Sassetti);

Melhor Disco: "Mongrel", de Mário Laginha Trio;

Melhor Trabalho de Música Erudita: "Concerto para Piano", de Sérgio Azevedo.

LITERATURA

Melhor Ficção Narrativa: "Uma Viagem à Índia", de Gonçalo M. Tavares;

Melhor Livro de Poesia: "Depois de Dezembro", de António Carlos Cortez.

Melhor Literatura Infanto-Juventil: "A Contradição Humana", de Afonso Cruz.

TEATRO

Melhor Texto Original: "A Casa dos Anjos", de Luís Mário Lopes;

Melhor Actriz: Isabel Abreu, em "BlackBird";

Melhor Actor: Miguel Guilherme, em "O Senhor Puntila e o seu Criado Matti";

Melhor Espectáculo de Teatro: "Quixote", de João Brites.

DANÇA

Melhor Coreografia: "Paisagens - Onde o Negro é Cor", de Paulo Ribeiro.

RÁDIO

Melhor Programa de Rádio: "Pessoal e... Transmissível", de Carlos Vaz Marques (TSF).

TELEVISÃO

Melhor Programa de Informação: "Condenados", de Sofia Pinto Coelho (SIC).

Melhor Programa de Ficção: "Noite sangrenta", de Tiago Guedes e Frederico Serra (RTP)

Melhor Programa de Entretenimento: "As Horas do Douro", de António Barreto e Joana Pontes (RTP)

PRÉMIOS ESPECIAIS

Melhor Programação Autárquica: Câmara Municipal de Lisboa;

Autor Internacional: Patrice Chéreau;

Vida e Obra: Eduardo Lourenço.

21 fevereiro, 2011

"5 minutos de jazz" - 45 anos

Rádio: José Duarte celebra 45 anos de «Cinco minutos de jazz»

Para o radialista José Duarte, cinco minutos é o tempo certo para mostrar uma música jazz e é isso mesmo que tem feito há 45 anos com o mais antigo programa de rádio em Portugal.

"Cinco minutos de jazz" foi estreado a 21 de Fevereiro de 1966 na Rádio Renascença e está actualmente no ar na Antena 1 da RDP, sempre antes das 22:00 e das 04:00, porque o jazz é uma música da noite, disse José Duarte, 73 anos, à agência Lusa.

José Duarte tinha 28 anos quando estreou este programa de rádio. Já tinha experiência aos microfones e já se dedicava à divulgação do jazz numa época em que esta era uma música mal vista, pouco conhecida. "Não existia, não havia quase nada. Um amigo meu, um grande radialista, o João Martins, disse-me assim: 'Vamos fazer cinco minutos de jazz?'. E assim ficou", recordou José Duarte.

O programa tem um conceito simples: José Duarte faz uma introdução, mostra uma música e no final deixa uma breve explicação. "Às vezes finge um engasgo, um engano, só para sobressaltar os ouvintes naqueles cinco minutos, diz entre risos. "É muito mais difícil fazer cinco minutos do que uma hora. Mas é uma fórmula justa, porque se pode resumir aí tudo o que é preciso saber sobre o jazz", defende.

O primeiro programa foi há 45 anos, mas os "Cinco minutos de jazz", que hoje somados são centenas de horas, sofreram uma interrupção em 1975, no período logo a seguir à revolução de Abril. "Rebentaram com os emissores da Renascença" e depois o silêncio do programa prolongou-se por vários anos. Até que em 1984 foi recuperado para a Rádio Comercial e transferido em 1993 para a rádio pública.

in Diário Digital

Correntes d'escritas 2011


O Encontro de Escritores de Expressão Ibérica, Correntes D'Escritas 2011, que terá lugar de 23 a 26 de fevereiro, irá trazer à Póvoa de Varzim cerca de 65 escritores de 12 países. Muitas atividades estão previstas: conversas, lançamentos de livros, debates, visitas a escolas...

Programa completo: aqui

Gala 2011 Prémio Autores SPA/RTP

Destaque


2ª Gala do Prémio Autor,hoje às 21h

A gala decorre no Centro Cultural de Belém, numa parceria da SPA com a RTP, que a transmite em direto. Serão entregues os Prémios Autor aos criadores que mais se destacaram no ano passado nas diversas disciplinas de criação que a SPA abarca.

Lista completa dos nomeados: aqui

12 fevereiro, 2011

Paula Rego honoris causa



A Universidade de Lisboa atribui, ontem, o grau de doutora honoris causa à pintora portuguesa Paula Rego.

No âmbito das comemorações do Centenário da Universidade de Lisboa, esta distinção «procura expressar a importância da arte para a universidade e para a sociedade», justifica a instituição.

Paula Rego recebeu já o título Honorary Doctor em 1999 pelas Universidades de St. Andrews, na Escócia, e de East Anglia, em Norwich. Em 2000 foi a vez da Rhode Island School of Design, nos Estados Unidos, dois anos depois foi o London Institute e, em 2005, foi distinguida pelas universidades de Roehampton e de Oxford.

in SOL

11 fevereiro, 2011

Jodi Beiber vence World Press Photo 2010


O retrato de uma mulher afegã, mutilada no nariz, valeu ao repórter fotográfico sul-africano Jodi Beiber o grande prémio do concurso internacional World Press Photo 2010, foi hoje anunciado em Amesterdão.

A fotografia, que fez a capa da revista Time a 01 de agosto de 2010, revela uma jovem afegã de 18 anos, Bibi Aisha, a quem o marido cortou o nariz e as orelhas por ela ter voltado para a família acusando-o de maus tratos.

Embora este ato de violência cause choque, para o júri do World Press Photo o retrato demonstra a dignidade da jovem afegã perante um caso de violência contra as mulheres.

Diário Digital / Lusa