MAR

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28 dezembro, 2008

MARIA JOÃO PIRES NO SILÊNCIO DE UMA NOTA


Excelente documentário que a RTP2 exibiu, ontem, sobre a maior pianista portuguesa da actualidade.Parabéns.


Para mais informação: aqui

24 dezembro, 2008

A noite de Natal




«(...) Então Joana foi ter com os primos. Daí a uns minutos apareceram as pessoas grandes e foram todos para a mesa. Tinha começado a festa do Natal.Havia no ar um cheiro de canela e de pinheiro. Em cima da mesa tudo brilhava: as velas, as facas, os copos, as bolas de vidro, as pinhas doiradas. E as pessoas riam e diziam umas as outras: "Bom Natal". Os copos tilintavam com um barulho de alegria e de festa. E vendo tudo isto Joana pensava:-Com certeza que a Gertrudes se enganou. 0 Natal é uma festa para toda a gente. Amanhã o Manuel vai-me contar tudo. Com certeza que ele também tem presentes.E consolada com esta esperança Joana voltou a ficar quase tão alegre como antes.0 jantar do Natal era igual ao de todos os anos. Primeiro veio a canja, depois o bacalhau assado, depois os perus, depois os pudins de ovos, depois as rabanadas, depois os ananazes. No fim do jantar levantaram-se todos, abriu-se de par em par a porta e entraram na sala.As luzes eléctricas estavam apagadas. Só ardiam as velas do pinheiro.Joana tinha nove anos e já tinha visto nove vezes a árvore do Natal. Mas era sempre como se fosse a primeira vez. Da árvore nascia um brilhar maravilhoso que pousava sobre todas as coisas. Era como se o brilho de uma estrela se tivesse aproximado da Terra. Era o Natal. E por isso uma árvore se cobria de luzes e os seus ramos se carregavam de extraordinários frutos em memória da alegria que, numa noite muito antiga, se tinha espalhado sobre a Terra.E no presépio as figuras de barro, o Menino, a Virgem, São José, a vaca e o burro, pareciam continuar uma doce conversa que jamais tinha sido interrompida. Era uma conversa que se via e não se ouvia.Joana olhava, olhava, olhava. As vezes lembrava-se do seu amigo Manuel. Um dos primos puxou-a por um braço.- Joana, ali estão os teus presentes.Joana abriu um por um os embrulhos e as caixas: a boneca, a bola, os livros cheios de desenhos a cores, a caixa de tintas. À sua volta todos riam e conversavam. Todos mostravam uns aos outros os presentes que tinham tido, falando ao mesmo tempo.E Joana pensava:-Talvez o Manuel tenha tido um automóvel.E a festa do Natal continuava. As pessoas grandes sentaram-se nas cadeiras e nos sofás a conversar e as crianças sentaram-se no chão a brincar. Até que alguem disse:- São onze horas e meia. São quase horas da missa. E são horas de as crianças se irem deitar.Então as pessoas começaram a sair.0 pai e a mãe de Joana tambem saíram- Boa noite, minha querida. Bom Natal - disseram eles. E a porta fechou-se.Daí a um instante saíram as criadas. (...)»

in A Noite de Natal, de Sophia de Mello Breyner Andresen

Natal de Fernando Pessoa

Chove. É dia de Natal
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.

E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.

Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho frio e Natal não.

Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.

_______________________

Nasce um deus. Outros morrem. A Verdade
Nem veio nem se foi: o Erro mudou.
Temos agora uma outra Eternidade,
E era sempre melhor o que passou.

Cega, a Ciência a inútil gleba lavra.
Louca, a Fé vive o sonho do seu culto.
Um novo deus é só uma palavra.
Não procures nem creias: tudo é oculto.

15 dezembro, 2008

Vozes Afonsinas


Centro Cultural de Belém

Canções europeias do Renascimento e vilancicos ibéricos (séculos XV-XVII),


16 Dez 2008 - 19:00
C/INTERVALO
PEQUENO AUDITÓRIO

VOZES AFONSINAS
MARIA REPAS GONÇALVES soprano
SUSANA CONDE TEIXEIRA mezzo soprano
GONÇALO PINTO GONÇALVES tenor
SÉRGIO PEIXOTO tenor
VICTOR GASPAR barítono
MADALENA CABRAL rabeque
PEDRO SOUSA SILVA flautas de bisel
NUNO TORKA MIRANDA alaúde e guitarra renascentista
MANUEL PEDRO FERREIRA direcção e apresentação

13 dezembro, 2008

«Terra» de Mariza entre os dez melhores álbuns do ano


O álbum "Terra", de Mariza, editado a 30 de Junho em Portugal, foi considerado um dos dez melhores do mundo na área da "world music" por três publicações britânicas.


Ler notícia completa em Visão on-line.

11 dezembro, 2008

Livro Antigo

William Turner


violetas secas entre páginas de um livro
onde em tempos anunciaram o amargor da noite
e a humidade tremenda das insónias

o mar
o mar ao longe

debruça-se então para o interior do livro
lê qualquer coisa sobre o coração dos líquenes
ou deambula de sílaba em sílaba onde
os dedos se mancham de tinta e no cérebro
ergue-se uma planta de cinza noite adiante

fechou o livro ao amanhecer
era como se tivesse envelhecido séculos
com as violetas
fecha a persiana e adormece

Al Berto, O Medo

08 dezembro, 2008

Anita na web ...


"Anita é um sucesso editorial com mais de 40 anos que tem deliciado gerações e gerações!" consta (e é verdade!!) no site da Editorial Verbo, a Editora que publica esta colecção.

A colecção da "Anita", escrita por Gilbert Delague e ilustrada por Marcel Marlier, iniciou-se em 1954 com o título Anita na Quinta, pela conhecida editora francesa Casterman.

Esta célebre personagem que ficciona o universo infantil de muitas crianças é de origem belga “Martine” e tem tradução em muitos países do mundo.
Mas se, hoje, falo desta colecção que, obviamente, li na minha infância e, bem mais tarde, de novo como mãe, deve-se ao facto de, ontem, na Pública, ter lido o artigo Anita 2.0 que refere o regresso, em força, da Anita ao mundo da web, mais concretamente no Twitter.


Será que estamos perante um caso de Anitamania ... se levar algumas crianças à descoberta e ao prazer da leitura, tudo bem...

07 dezembro, 2008

Morreu o escritor Alçada Baptista


O escritor António Alçada Baptista morreu hoje, aos 81 anos.

Ler notícia completa do Público:
aqui


António Alçada Baptista nasceu em 1927, na Covilhã. Licenciado em Direito, esteve ligado ao jornalismo e à edição. Em 1971, publica o seu primeiro livro

Títulos
Documentos Políticos (1970)
Reflexões Sobre Deus (1971)
Peregrinação Interior I – Reflexões Sobre Deus (1971)
O Tempo Das Palavras (1973)
Conversas Com Marcelo Caetano (1973)
Peregrinação Interior II – O Anjo Da Esperança (1982)
Os Nós E Os Laços (1985)
Catarina Ou O Sabor Da Maçã (1988)
Tia Suzana. Meu Amor (1989)
O Riso De Deus (1994)

Sarah Maclachlan

Closer - O melhor de Sarah Maclachlan num duplo CD.

U want me 2



Angel


Spend all your time waiting
for that second chance
for a break that would make it okay
there's always one reason
to feel not good enough
and it's hard at the end of the day
I need some distraction
oh beautiful release
memory seeps from my veins
let me be empty
and weightless and may be
I'll find some peace tonight

in the arms of an angel
fly away from here
from this dark cold hotel room
and the endlessness that you fear
you are pulled from the wreckage
of your silent reverie
you're in the arms of the angel
may you find some comfort there

so tired of the straight line
and everywhere you turn
there's vultures and thieves at your back
and the storm keeps on twisting
you keep on building the lie
that you make up for all that you lack
it don't make no difference
escaping one last time
it's easier to believe in this sweet madness oh
this glorious sadness that brings me to my knees

in the arms of an angelfly away from here
from this dark cold hotel room
and the endlessness that you fear
you are pulled from the wreckage
of your silent reverie
you're in the arms of the angel
may you find some comfort there
you're in the arms of the angel
may you find some comfort here

29 novembro, 2008

Levantado do Chão - Edição Especial


MODO DE LER editores e livreiros, lda - PORTUGÁLIA EDITORA - Grupo FUNDAÇÃO AGOSTINHO FERNANDES uniram-se para lançar uma nova edição do livro Levantado do Chão, de José Saramago para comemorar os dez anos da atribuição do Prémio Nobel da Literatura.

Esta edição especial, em caixa cartonada, contém dez pinturas de Armando Alves e uma série de fotografias sobre o Alentejo e ainda uma carta de Pilar del Río intitulada «Levantar-se do chão». (ler excerto)

24 novembro, 2008

Le Cancre

Il dit non avec la tête
Mais il dit oui avec le coeur
Il dit oui à ce qu’il aime
Il dit non au professeur
Il est debout
On le questionne
Et tous les problèmes sont posés
Soudain le fou rire le prend
Et il efface tout
Les chiffres et les mots
Les dates et les noms
Les phrases et les pièges
Et malgré les menaces du maître
Sous les huées des enfants prodiges
Avec des craies de toutes les couleurs
Sur le tableau noir du malheur
Il dessine le visage du bonheur.

Jacques PRÉVERT, Paroles (1945)
©1972 Editions Gallimard


Museu de Sines, Casa Vasco da Gama


Hoje, 24 de Novembro,dia do município, é inaugurado o núcleo sede do Museu de Sines e a Casa de Vasco da Gama, instalados nos edifícios interiores do Castelo, acabados de restaurar.


O horário da inauguração é o seguinte:
11h00 – Inauguração, com a presença de S. Exa. o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva

Até às 15h00 – Animação musical

Até às 18h00 – Visitas

17 novembro, 2008

Os Gigantes da Montanha

OS GIGANTES DA MONTANHA
de Luigi Pirandello

De 13 Novembro a 21 de Dezembro de 2008
Teatro do Bairro Alto, Lisboa


3ª a sábado às 21:30h. Domingo às 16:00h

Tradução: Luis Miguel Cintra
Encenação: Christine Laurent
Cenário e figurinos: Cristina Reis
Desenho de luz: Daniel Worm D’Assumpção

Distribuição: David Almeida, Dinis Gomes, Luís Lima Barreto, Luis Miguel Cintra, Márcia Breia, Paulo Moura Lopes, Pedro Lacerda, Pedro Lamas, Ricardo Aibéo, Rita Durão, Rita Loureiro, Sofia Marques e Tiago Matias.

16 novembro, 2008

Miguel Telles da Gama no Centro de Arte de Sines

O Centro de Artes de Sines, em parceria com a Galeria 111, recebe uma exposição do pintor Miguel Telles da Gama.

CAS - Centro de Exposições

15 Novembro - 31 Dezembro

Todos os dias, 14h00-20h00

PINTURA E ESCULTURA NA GALERIA PEPPER'S

Na Galeria Pepper's (Caldas da Rainha) encontra-se uma exposição colectiva de pintura e de escultura. Dela fazem parte obras de Alfredo Luz, António Bartolo, Armanda Passos, Artur Bual, Cruzeiro Seixas, Florentina Resende, José de Guimarães, Malangatana, Nadir Afonso, Nemésio Pedrajas, Roberto Chichorro e de Varatojo. A exposição vai estar patente até 31 de Dezembro.

Algumas das obras apresentadas pertencem ao acervo da Galeria São Mamede, outras foram retiradas dos blogs dos próprios artistas.


Alfredo Luz


António Bartolo

Armanda Passos

Artur Bual

Chichorro
Florentina Resende

José de Guimarães
Malangatana

Nadir Afonso

Nemesio Pedrajas
Roberto Chichorro
Varatojo

11 novembro, 2008

Ensaio sobre a Cegueira nas salas de cinema

"Blindness" (Ensaio sobre a Cegueira), o filme de Fernando Meirelles baseado no romance de José Saramago tem a sua estreia prevista nas salas de cinema portuguesas para 13 de Novembro. Com interpretação de Julianne Moore, Mark Ruffalo e Gael García Bernal, o filme do realizador brasileiro Fernando Meirelles teve antestreia mundial em Maio, na abertura do Festival de Cinema de Cannes.

10 novembro, 2008

Prix Goncourt 2008 - Atiq Rahimi



O Prémio Goncourt, o mais prestigioso das letras francesas, foi atribuído nesta segunda-feira ao escritor de origem afegã Atiq Rahimi pelo romance Syngué sabour. Pierre de patience.
Escritor e cineasta de origem afegã, Atiq Rahimi, de 46 anos, é autor de quatro romances, mas Syngué sabour é seu primeiro livro escrito directamente em francês.

É considerado um livro poético, composto de frases curtas e ritmadas, onde Rahimi descreve a realidade opressiva da sociedade afegã.
Atiq Rahimi é autor também de Milles maison du rêve et de la terreur ("Mil casas de sonho e de terror", 2002) e Retour imaginaire ("Regresso imaginário", 2005). Os seus livros são publicados pela editora P.O.L.
O escritor adaptou ele mesmo o seu primeiro romance, Terre et cendres ("Terra e cinzas", 2000), ao cinema, e este primeiro filme foi selecionado em 2004 no Festival de Cannes , tendo ganho o prémio "Regard sur l'avenir".


Nasceu em 1962, em Cabul (Afeganistão). Estudou no liceu franco-afegão Estiqlal de Cabul e literatura na universidade. Hoje, Atiq Rahimi vive e trabalha em Paris
Em 1984, abandona o Afeganistão em guerra e vai para o Paquistão , mais tarde pede exílio politico em França. Aí, na Sorbonne, obtém um doutoramento de comunicação audiovisual.

Lista dos laureados do Prix Goncourt de 1903 a 2008:

• 1903 : John Antoine Nau, Force ennemie , La Plume.

• 1904 : Léon Frapié, La Maternelle, Librairie Universelle.

• 1905 : Claude Farrère, Les Civilisés, Ollendorf.

• 1906 : Jérôme et Jean Tharaud Dingley, l'illustre écrivain , Pelletan.

• 1907 : Emile Moselly, Terres lorraines, Plon.

• 1908 : Francis de Miomandre, Ecrits sur l'eau, Editions du Feu.

• 1909 : Marius-Ary Leblond, En France, Fasquelle.

• 1910 : Louis Pergaud, De Goupil à Margot, Mercure de France.

• 1911 : Alphonse de Chateaubriant, Monsieur des Lourdines, Grasset.

• 1912 : André Savignon, Filles de la pluie, Grasset.

• 1913 : Marc Elder, Le Peuple de la mer, Oudin.

• 1914 : Adrien Bertrand, l'Appel du Sol (décerné en 1916), Calman-Lévy.

• 1915 : René Benjamin, Gaspard, Fayard.

• 1916 : Henri Barbusse, Le Feu, Flammarion.

• 1917 : Henri Malherbe, La Flamme au poing, Albin Michel.

• 1918 : Georges Duhamel, Civilisation, Mercure de France.

• 1919 : Marcel Proust, A l'ombre des jeunes filles en fleur, Gallimard.

• 1920 : Ernest Pérochon, Nêne, Georges Clouzot (repris ensuite par Plon).

• 1921 : René Maran, Batouala, Albin Michel.

• 1922 : Henry Béraud, Le vitriol de la lune et Le martyre de l'obèse, Albin Michel.

• 1923 : Lucien Fabre, Rabevel ou Le Mal des ardents, Gallimard.

• 1924 : Thierry Sandre, Le Chèvrefeuille, le Purgatoire, le Chapitre XIII, Gallimard.

• 1925 : Maurice Genevoix, Raboliot, Grasset.

• 1926 : Henry Deberly, Le Supplice de Phèdre, Gallimard.

• 1927 : Maurice Bedel Jérôme, 60° Latitude Nord, Gallimard.

• 1928 : Maurice Constantin Weyer, Un Homme se penche sur son passé, Rieder.

• 1929 : Marcel Arland, L'Ordre, Gallimard.

• 1930 : Henri Fauconnier, Malaisie, Stock.

• 1931 : Jean Fayard, Mal d'amour, Fayard.

• 1932 : Guy Mazeline, Les Loups, Gallimard.

• 1933 : André Malraux, La Condition humaine, Gallimard.

• 1934 : Roger Vercel, Capitaine Conan, Albin Michel.

• 1935 : Joseph Peyré, Sang et Lumière, Grasset.

• 1936 : Maxence Van Der Meersch, L'Empreinte de Dieu, Albin Michel.

• 1937 : Charles Plisnier, Faux Passeports, Corrêa.

• 1938 : Henri Troyat, L'Araigne ,Plon.

• 1939 : Philippe Heriat, Les Enfants gâtés, Gallimard.

• 1940 : Francis Ambrière, Les Grandes vacances (décerné en 1946), La Nouvelle France.

• 1941 : Henri Pourrat, Vent de Mars , Gallimard.

• 1942 : Marc Bernard, Pareil à des enfants, Gallimard.

• 1943 : Marius Grout, Passage de l'Homme (décerné en 1944), Gallimard.

• 1944 : Elsa Triolet, Le premier accroc coûte 200 Francs (décerné en 1945), Denoël.

• 1945 : Jean-Louis Bory, Mon village à l'heure allemande, Flammarion.

• 1946 : Jean-Jacques Gautier, Histoire d'un Fait divers ,Julliard.

• 1947 : Jean-Louis Curtis, Les Forêts de la Nuit, Julliard.

• 1948 : Maurice Druon, Les Grandes familles, Julliard.

• 1949 : Robert Merle , Week-end à Zuydcoote, Gallimard.

• 1950 : Paul Colin, Les Jeux sauvages, Gallimard.

• 1951 : Julien Gracq, Le Rivage des Syrtes (Refusé par l'auteur), José Corti.

• 1952 : Béatrice Beck Léon Morin, prêtre, Gallimard.

• 1953 : Pierre Gascar, Les Bêtes, Le Temps des morts, Gallimard.

• 1954 : Simone de Beauvoir, Les Mandarins, Gallimard.

• 1955 : Roger Ikor, Les Eaux mêlées, Albin Michel.

• 1956 : Romain Gary (alias Emile Ajar, voir année 1975), Les racines du ciel, Gallimard.

• 1957 : Roger Vailland, La Loi, Gallimard.

• 1958 : Francis Walder, Saint Germain ou la Négociation, Gallimard.

• 1959 : André Schwartz-Bart, Le dernier des Justes, Seuil.

• 1960 : Vintila Horia , Dieu est né en exil (Le prix attribué à cet auteur lui a été retiré ensuite en raison de révélations sur son passé fasciste), Fayard.

• 1961 : Jean Cau, La Pitié de Dieu, Gallimard.

• 1962 : Anna Langfus, Les Bagages de sable, Gallimard.

• 1963 : Armand Lanoux, Quand la mer se retire, Julliard.

• 1964 : Georges Conchon, L'Etat sauvage, Albin Michel.

• 1965 : Jacques Borel, L'Adoration, Gallimard.

• 1966 : Edmonde Charles-Roux, Oublier Palerme, Grasset.

• 1967 : André Pieyre de Mandiargues, La Marge, Gallimard.

• 1968 : Bernard Clavel, Les Fruits de l'hiver, Robert Laffont.

• 1969 : Félicien Marceau, Creezy, Gallimard.

• 1970 : Michel Tournier, Le Roi des Aulnes, Gallimard.

• 1971 : Jacques Laurent, Les Bêtises, Grasset.

• 1972 : Jean Carrière, L'Epervier de Maheux, Jean-Jacques Pauvert.

• 1973 : Jacques Chessex, L'Ogre, Grasset.

• 1974 : Pascal Lainé, La Dentellière, Gallimard.

• 1975 : Emile Ajar (alias Romain Gary, voir année 1956), La vie devant soi, Mercure de France.

• 1976 : Patrick Grainville, Les Flamboyants, Seuil.

• 1977 : Didier Decoin, John l'enfer, Seuil.

• 1978 : Patrick Modiano, Rue des boutiques obscures, Gallimard.

• 1979 : Antonine Maillet, Pélagie la Charette, Grasset.

• 1980 : Yves Navarre, Le Jardin d'acclimatation, Flammarion.

• 1981 : Lucien Bodard, Anne-Marie, Grasset.

• 1982 : Dominique Fernandez, Dans la main de l'Ange, Grasset.

• 1983 : Frédérick Tristan, Les Égarés, Balland.

• 1984 : Marguerite Duras, L'Amant, Minuit.

• 1985 : Yann Queffélec, Les Noces barbares, Gallimard.

• 1986 : Michel Host, Valet de nuit, Grasset.

• 1987 : Tahar ben Jelloun, La Nuit sacrée, Seuil.

• 1988 : Erik Orsenna, L'Exposition coloniale, Seuil.

• 1989 : Jean Vautrin, Un grand pas vers le Bon Dieu, Grasset.

• 1990 : Jean Rouaud, Les Champs d'honneur, Minuit.

• 1991 : Pierre Combescot, Les Filles du Calvaire, Grasset.

• 1992 : Patrick Chamoiseau, Texaco, Gallimard.

• 1993 : Amin Maalouf, Le Rocher de Tanios, Grasset.

• 1994 : Didier Van Cauwelaert, Un Aller simple, Albin Michel.

• 1995 : Andreï Makine, Le Testament français, Mercure de France.

• 1996 : Pascale Roze, Le Chasseur Zéro, Albin Michel.

• 1997 : Patrick Rambaud, La Bataille, Grasset.

• 1998 : Paule Constant, Confidence pour confidence, Gallimard.

• 1999 : Jean Echenoz, Je m'en vais, Minuit.

• 2000 : Jean-Jacques Schuhl, Ingrid Caven , Gallimard.

• 2001 : Jean-Christophe Rufin, Rouge Brésil , Gallimard.

• 2002 : Pascal Quignard, Les Ombres errantes, Grasset.

• 2003 : Jacques-Pierre Amette, La Maîtresse de Brecht, Grasset.

• 2004 : Laurent Gaudé, Le Soleil des Scorta , Actes Sud.

• 2005 : François Weyergans, Trois jours chez ma mère, Grasset.

• 2006 : Jonathan Littell, Les Bienveillantes ,Gallimard.

• 2007 : Gilles Leroy, Alabama song, Mercure de France.

• 2008 : Atiq Rahimi,Syngué sabour -Pierre de patience, POL.

08 novembro, 2008

A Viagem do Elefante de José Saramago



O lançamento do novo livro de José Saramago, A Viagem do Elefante, ocorreu 5ª feira (6 de Novembro).


Trata-se de um conto histórico do Nobel português, baseado em pouquíssimos dados.

"Neste livro, escrito em condições de saúde muito precárias não sabemos o que mais admirar - o estilo pessoal do autor exercido ao nível das suas melhores obras; uma combinação de personagens reais e inventadas que nos faz viver simultaneamente na realidade e na ficção; um olhar sobre a humanidade em que a ironia e o sarcasmo, marcas da lucidez implacável do autor, se combinam com a compaixão solidária com que o autor observa as fraquezas humanas.
Escrita dez anos após a atribuição do Prémio Nobel, A Viagem do Elefante mostra-nos um Saramago em todo o seu esplendor literário."


O autor resumiu assim a obra:
"O livro narra uma viagem de um elefante que estava em Lisboa, e que tinha vindo da Índia, um elefante asiático que foi oferecido pelo nosso rei D. João III ao arquiduque da Áustria Maximiliano II (seu primo). Isto passa-se tudo no século XVI, em 1550, 1551, 1552. E, portanto, o elefante tem de fazer essa caminhada, desde Lisboa até Viena, e o que o livro conta é isso, é essa viagem."

27 outubro, 2008

PNETliteratura


Divulgação de um novo site, muito interessante, sobre literatura, deixo o comentário de Luís Carmelo, Editor e Coordenador da PNETliteratura:


"A literatura é um rio que se reconhece, hoje em dia, através de uma identidade multifacetada: um vastíssimo esteio de afluentes que disputa os limites de uma fronteira sempre impossível de traçar.É neste limbo dinâmico, ponteado por marés imprevistas, que o site PNETliteratura se situa.Sem dizer que não à turbulência ou à contingência. Interrogando, enquanto publica; dando a ver, enquanto relativa."

26 outubro, 2008

Jacques Brel - 30 anos

Foi no dia 9 de Outubro de 1978 que Jacques Romain Georges Brel partiu... Já lá vão 30 anos ... Apenas para relembrar ...



From: Verseautoujours



From: PLbrettfan

A Faca não Corta o Fogo - Herberto Helder

Foi extremamente difícil comprar o último livro de Herberto Helder, editado pela Assíro & Alvim. Para quem vive fora dos grandes centros, torna-se quase impossível. Foi necessário deslocar-me à capital e aí calcorrear livrarias e grandes centros livreiros para ouvir sempre a mesma resposta: "lamentamos, mas está esgotado!". Até que me lembrei da existência de uma livraria, num centro comercial, um pouco escondida, mas com uma oferta de títulos de qualidade excepcional. E lá estava ele, em cima do balcão!
Não me lembro, durante a minha vida de leitora ( já razoavelmente longa)de ter procurado tanto... mas a alegria de, finalmente, o ter na mão compensa ...

Transcrevo o primeiro poema. Assim, quem não comprou o livro sempre poderá usufruir da escrita de Herberto Helder. (prometo transcrever mais)

No sorriso louco das mães batem as leves
gotas de chuva. Nas amadas
caras loucas batem e batem
os dedos amarelos das candeias.
Que balouçam. Que são puras.
Gotas e candeias puras. E as mães
aproximam-se soprando os dedos frios.
Seu corpo move-se
pelo meio dos ossos filiais, pelos tendões
e orgãos mergulhados,
e as calmas mães intrínsecas sentam-se
nas cabeças filiais.
Sentam-se, e estão ali num silêncio demorado e apressado,
vendo tudo,
e queimando as imagens, alimentando as imagens,
enquanto o amor é cada vez mais forte.
E bate-lhes nas caras, o amor leve.
O amor feroz.
E as mães são cada vez mais belas.
Pensam os filhos que elas levitam.
Flores violentas batem nas suas pálpebras.
Elas respiram ao alto e em baixo. São
silenciosas.
E a sua cara está no meio das gotas particulares
da chuva,
em volta das candeias. No contínuo
escorrer dos filhos.
As mães são as mais altas coisas
que os filhos criam, porque se colocam
na combustão dos filhos, porque
os filhos são como invasores dentes-de-leão
no terreno das mães.
E as mães são poços de petróleo nas palavras dos filhos,
e atiram-se, através deles, como jactos
para fora da terra.
E os filhos mergulham em escafandros no interior
de muitas águas,
e trazem as mães como polvos embrulhados nas mãos
e na agudez de toda a sua vida.
E o filho senta-se com a sua mãe à cabeceira da mesa,
e através dele a mãe mexe aqui e ali,
nas chávenas e nos garfos.
E através da mãe o filho pensa
que nenhuma morte é possível e as águas
estão ligadas entre si
por meio da mão dele que toca a cara louca
da mãe que toca a mão pressentida do filho.
E por dentro do amor, até somente ser possível
amar tudo,
e ser possível tudo ser reencontradopor dentro do amor.

23 outubro, 2008

Entre les Murs (A Turma ) estreia em Portugal


O filme «Entre les murs» (A Turma), de Laurent Cantet, Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2008 e candidato ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, abre, no dia 29, a Festa do Cinema Francês, em Faro. E pode ser visto, nas salas de cinéma do país, a partir do dia 30.


"O filme, centrado nas dificuldades de um professor perante alunos de um liceu num bairro problemático de Paris, não é uma obra "sobre a autoridade" na escola, afirmou hoje (22 de Outubro) em Lisboa o realizador Laurent Cantet.

Premiado com a Palma de Ouro no último festival de Cannes, o filme retrata o quotidiano de uma turma multiétnica de um liceu francês e baseia-se num livro de François Bégaudeau, que interpreta o papel de professor, contracenando com actores não profissionais.

"Este filme não é um documentário, não procurei dar uma imagem global da escola, mas contar o que se passa nesta turma entre este professor e estes 25 alunos. Quis também escolher os momentos em que há tensão, diálogo", afirmou Laurent Cantet aos jornalistas, quando questionado sobre as críticas que têm sido feitas por alguns professores.
"Os professores a que a imprensa tem dado voz são críticos em relação ao filme", disse o realizador, acrescentando que, se fosse feita uma sondagem, haveria mais professores a considerá-lo interessante.
"Os professores são uma profissão muito exposta e protegem-se por detrás das paredes da escola", sublinhou o realizador, explicando que "A Turma" (Entre les Murs, no original) não é um filme "para falar de autoridade".
Laurent Cantet, 47 anos, disse também que o fez numa dupla perspectiva, sem privilegiar o ponto de vista de professores ou de alunos.
"A turma transforma-se numa tribuna em que cada um pode falar", adiantou Laurent, indicando que a sua preocupação foi falar do tipo de relações que se podem estabelecer entre um professor e os seus alunos.
A ideia de escola apresentada neste filme não corresponde à do tempo de Laurent Cantet, dado que há 30 anos "não havia este tipo de `mistura` de origens e de meios sociais muito diferentes", explicou o realizador, pai de dois adolescentes que frequentam uma escola da periferia de Paris.
O realizador explicou ainda que gosta de trabalhar associando actores profissionais e não profissionais, o que considera uma "experiência enriquecedora", e adiantou acreditar que os jovens escolhidos para participar nesta obra ficaram motivados.
"Foi importante verem o seu talento reconhecido, algo a que não estão muito habituados", indicou Cantet.

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20 outubro, 2008

O Ultimo Eça - Paris

Conferências Internacionais
O Último Eça
Centro Cultural da Fundação Calouste Gulbenkian, Paris

21 Outubro - 18h30

Programa:

Conferência Apresentada por Marie-Hélène Piwnik

Héritières portugaises d’Emma Bovary:l’adultère féminin dans l’oeuvre d’Eça de Queiroz
por Elena Losada Soler,
université de Barcelona
e
Eça de Queiroz au seuil de la modernité por Lucette Petit,
université Paris III-Sorbonne Nouvelle


O Jogo do Anjo

Pois é! Já li o novo livro de Carlos Ruiz Zafón e recomendo vivamente.
O espaço é Barcelona,o mesmo de A sombra do Vento, a intriga gira à volta de livros e livrarias. O que muito me agrada! Depois, mistura-se com amor, amizade, ciúmes, e .... mais não digo!
Garanto que o autor "cozinhou" muito bem a intriga, no final de cada capítulo, ele deixa os ingredientes necessários para o apuramento do seguinte. Pelo que temos de o ler de um só fôlego.


Apresentação do O Jogo do Anjo (From: eljuegodelangel)


Imagens sobre O Jogo do Anjo (From: eljuegodelangel)

18 outubro, 2008

Grace - Hall of Mirrors

1. Lost
2. Open Road
3. Imagine One Day
4. Just Look Away
5. Bang Bang
6. Gambler
7. Working Together
8. To The East
9. Geisha
10. Butterfly
11. Go Your Way
12. Who Will Tell Them
13. New Day
14. All You'Ll Need


From: mimydu49 - Imagine on day

17 outubro, 2008

Novas leituras nas bancas das livrarias



"Em O Jogo do Anjo, o catalão Carlos Ruiz Zafón explora novos ângulos da cidade onde ambientou A Sombra do Vento, sucesso que já ultrapassou a marca dos 10 milhões de exemplares em todo o mundo e, no Brasil, já figura há mais de um ano na lista de mais vendidos. Enquanto guia seus leitores por cenários familiares, como a pequena livraria Sempere e Filhos e o mágico Cemitério dos Livros, Zafón constrói uma história que mistura o amor pelos livros, a paixão e a amizade. Na Barcelona dos anos 20, David Martín é um jovem escritor fracassado, obcecado por um amor impossível e abatido por uma doença fatal. Até que vê sua sorte mudar ao receber uma oferta irrecusável. "


Sinopse
Mestre das paixões, neste romance Sándor Márai dedica-se não aos triângulos amorosos mas a outras questões igualmente susceptíveis de despertar emoções fortes: o que une um grupo de jovens revoltados contra tudo e a tudo dispostos.E arrisca-se a levar o leitor ao centro de um enredo de erros e fúrias, cumplicidades e traições, sofrimento e cobardia – de inconfessáveis atracçõese de ambíguas repulsas. Porque trata das vicissitudes e aventuras de um grupo de rapazes, ou melhor, um bando, como se definem a si próprios, no final da Primavera de 1918, numa pequena cidade da Hungria distante da frente e onde a vida, aparentemente calma, é profundamente abalada pela guerra.Entregues a si próprios enquanto os pais combatem na frente, estes rapazes decidem libertar os demónios da sua revolta impelidos por um ódio ardente contra o mundo, pela sua imaginação e pela sua arrogância –e também por um erotismo, tão mais aceso quanto mais implícito –, deixando a guerra para o mundo dos adultos e inventando jogos demasiado perigosos. Um obscuro actorque se torna o seu mentor oculto, envolvendo-os nas suas perversas tramóias, acabará conduzindo-os a um trágico e inevitável epílogo



Sinopse
Por encomenda do seu editor, um famoso escritor sul-africano radicado em Sydney, na Austrália, escreve um livro com as suas opiniões sobre os temas mais quentes do nosso tempo: conflitos étnicos, terrorismo, globalização, desastres ecológicos, experiências genéticas. Como já não é capaz de digitar os seus próprios textos, o velho escritor contrata uma vizinha, a jovem e sedutora filipina Anya, para transcrever as fitas onde grava as suas polémicas reflexões.
Diário de Um Mau Ano entrelaça esse «livro dentro do livro»com os relatos íntimos, na primeira pessoa, de Anyae do próprio escritor. O pessoal e o universal iluminam-se reciprocamente, colocando em evidência a dificuldade de comunicação entre a tradicional cultura humanista do velho autor e a energia irreverente da jovem dactilógrafa. Entretanto, Alan, o ganancioso namorado de Anya, troça de tudo aquilo em que o escritor acredita e conspira contra ele.
Comprovando mais uma vez o seu domínio sobre várias vozes, génerose registosnarrativos, Coetzee discute ao mesmo tempo o mundo contemporâneo e a sua representação no imaginário e na literatura.