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31 março, 2012

Essência dos Madredeus





Beatriz Nunes é a nova voz dos Madredeus. "Essência" é o novo disco com que os Madredeus se preparam para festejar os seus 25 anos. São novas versões de 13 temas selecionados entre as quase duas centenas que fazem parte do repertório da banda.


À guitarra clássica de Pedro Ayres de Magalhães e aos sintetizadores de Carlos Maria Trindade, juntam-se agora as cordas de Varrecoso e de António Figueiredo e Luís Clode.O disco, a editar na próxima segunda-feira, será apresentado na digressão internacional assinalará os 25 anos dos Madredeus a partir de 16 de abril, e que irá passar por cidades como Istambul, Londres, Viena de Áustria, Colónia, Munique e Basileia.


Ler mais: Expresso

Joana Vasconcelos à Versailles

Joana Vasconcelos, artiste portugaise née à Paris, sera la première de son genre à investir Versailles. (Photo François Bouchon/ Le Figaro)
Joana Vasconcelos, artiste portugaise née à Paris, sera la première de son genre à investir Versailles. (Photo François Bouchon/ Le Figaro) Crédits photo : FRANCOIS BOUCHON/FRANCOIS BOUCHON


Joana Vasconcelos, dans la Chambre de Reine, à Versailles. (Photo François Bouchon/ Le Figaro)

Joana Vasconcelos, dans la Chambre de Reine, à Versailles. (Photo François Bouchon/ Le Figaro) 
Crédits photo : FRANCOIS BOUCHON/FRANCOIS BOUCHON



Du 19 juin au 30 septembre, Joana Vasconcelos sera la première femme à exposer dans les appartements royaux, après une lignée d'artistes mâles, Jeff Koons, Xavier Veilhan et Takashi Murakami. Programme et portrait.


Pour qui ne connaît pas encore Joana Vasconcelos, artiste de Lisbonne mais née à Paris en 1971, la rencontre au Château de Versailles risque d'être aussi détonnante que détonante.

in, Le Figaro

30 março, 2012

Waters of march/águas de março





Um texto de Montaigne

"Montaigne" visto por Enki Bilal


A Virtude Pura não Existe nos Dias de Hoje


Numa época tão doente como esta, quem se ufana de aplicar ao serviço da sociedade uma virtude genuína e pura, ou não sabe o que ela é, já que as opiniões se corrompem com os costumes (de facto, ouvi-os retratarem-na, ouvi a maior parte glorificar-se do seu comportamento e formular as suas regras: em vez de retratarem a virtude, retratam a pura injustiça e o vício, e apresentam-na assim falsificada para educação dos príncipes), ou, se o sabe, ufana-se erradamente e, diga o que disser, faz mil coisas que a sua consciência reprova. 
(...) Em tal aperto, a mais honrosa marca de bondade consiste em reconhecer o erro próprio e o alheio, empregar todas as forças a resistir e a obstar à inclinação para o mal, seguir contra a corrente dessa tendência, esperar e desejar que as coisas melhorem. 

Michel de Montaigne, in 'Ensaios - Da Vaidade'

O que é ler?

   

A LER convidou alguns dos autores que passaram pelas Correntes d'Escritas, entre 23 e 25 de fevereiro, para um desafio em ano de 25º aniversário. Pedro Rosa Mendes, Maria do Rosário Pedreira, Luis Sepúlveda, Sandro William Junqueira, Ana Luísa Amaral, Jaime Rocha, João Luís Barreto Guimarães e Manuel António Pina formam o primeiro elenco de uma trilogia de testemunhos inéditos. Os próximos vídeos serão exibidos brevemente. 

27 março, 2012

Dia Mundial do Teatro



"O teatro, que nada pode para corrigir os costumes, muito pode para mudá-los."
Jean-Jacques Rousseau

“O prazer é a mais nobre função da actividade teatral.”
Bertolt Brecht

"O teatro é a poesia que sai do livro e se faz humana."
Federico García Lorca




26 março, 2012

Congresso Internacional “Pedro e Inês: o futuro do passado”



Trata-se de uma iniciativa que irá encerrar as comemorações dos 650 anos da transladação de Inês de Castro de Coimbra para Alcobaça.


Programa completo em Fundação Inês de Castro

25 março, 2012

Morreu Antonio Tabucchi (24-09-43/25-03-2012)

 
                                                      Foto retirada de sicnotícias

"O ponto de encontro entre a criação artística e a vida vivida talvez esteja naquele espaço privilegiado que é o sonho. " Antonio Tabucchi


O escritor italiano Antonio Tabucchi morreu em Lisboa com 68 anos. Tabucchi, que tinha uma longa ligação com Portugal, era considerado dos nomes maiores da literatura italiana.


Autor de livros como “Afirma Pereira” (1993), que foi adaptado ao cinema com Marcello Mastroianni no papel principal, e "Notturno Indiano" (1984), era também professor de Língua e Literatura Portuguesas na Universidade de Siena. 

Um último livro de Tabucchi, "O Tempo Envelhece Depressa", será editado no próximo mês pela Dom Quixote.

Nascido em Pisa, em 1943, conhecia Portugal desde os 22 anos e considerava-o o seu “país de adopção”. Apaixonado pela obra de Fernando Pessoa, traduziu e dirigiu a edição italiana dos textos do autor. 

Entre outras obras, Antonio Tabucchi escreveu uma comédia teatral sobre Pessoa. Recebeu o Prémio Médicis, por “Notturno Indiano”, e o Prémio Campiello, por “Afirma Pereira. “Pequenos equívocos sem importância”, “Une baule pieno di gente”, “Os últimos três dias de Fernando Pessoa”, “A cabeça perdida de Damasceno Monteiro” e “Está a fazer-se cada vez mais tarde” são outros títulos do autor.

in Público online

24 março, 2012

Concerto de Abertura do Festival Terras Sem Sombra - Sines

 



Começa hoje o Festival “Terras sem Sombra” de Música Sacra 2012. O concerto de abertura deste evento decorre na Igreja Matriz de Sines, às 21h30, com uma obra de Rossini – a Petite Messe Solennelle. Sob a direcção de Giovanni Andreoli vão cantar em Sines a soprano María Bayo, a mezzosoprano María José Montiel, o tenor Alexandre Guerrero e o barítono Damián del Castillo. A este elenco associam-se os pianistas Marta Zabaleta e Miguel Borges Coelho e Kodo Yamagishi assume a interpretação ao harmónio. Como moldura vocal vai estar em palco o Coro do Teatro Nacional de São Carlos.


 O Festival Terras Sem Sombra de Música Sacra, o mais destacado do género em Portugal, está de regresso com um cartaz transversal no campo das artes, da cultura e da biodiversidade. Fundado em 2003, este projecto cedo cativou a atenção internacional pela notoriedade do seu programa, contribuindo para trazer nova vida ao Alentejo com a força criativa e o talento luminoso de compositores, intérpretes e artistas de reconhecimento internacional. Assistir aos espectáculos e demais actividades do Festival é realizar uma itinerância, de periodicidade quinzenal, pelas Igrejas Históricas da Diocese de Beja, numa (re)visita ao coração das tradições alentejanas e às profundas ...

consultar programa: aqui

21 março, 2012

Um poema de Al Berto (1948-1997

 

Os Amigos

no regresso encontrei aqueles
que haviam estendido o sedento corpo
sobre infindáveis areias

tinham os gestos lentos das feras amansadas
e o mar iluminava-lhes as máscaras
esculpidas pelo dedo errante da noite

prendiam sóis nos cabelos entrançados
lentamente
moldavam o rosto lívido como um osso
mas estavam vivos quando lhes toquei
depois
a solidão transformou-os de novo em dor
e nenhum quis pernoitar na respiração
do lume

ofereci-lhes mel e ensinei-os a escutar
a flor que murcha no estremecer da luz
levei-os comigo
até onde o perfume insensato de um poema
os transmudou em remota e resignada ausência

Al Berto, in O Medo

Um poema de Eugénio de Andrade (1923-2005)

 




Entre Março e Abril

Que cheiro doce e fresco,
por entre a chuva,
me traz o sol,
me traz o rosto,
entre março e abril,
o rosto que foi meu,
o único
que foi afago e festa e primavera?

Oh cheiro puro e só da terra!
não das mimosas,
que já tinham florido
no meio dos pinheiros;
não dos lilases,
pois era cedo ainda
para mostrarem
o coração às rosas;
mas das tímidas, dóceis flores
de cor difícil,
entre limão e vinho,
entre marfim e mel
abertas no canteiro, junto ao tanque

Frésias,
ó pura memória
de ter cantado –
pálidas, fragrantes,
entre chuva e sol
e chuva
- que mãos vos colhem,
agora que estão mortas
as mãos que foram minhas?

Eugénio de Andrade, in Chuva sobre o Rosto

Um poema de Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004)

 


Um poema exemplar

Um poema exemplar: em linhas como: 
 «Cidade, rumor e vaivém sem paz das ruas, 
 Ó vida suja, hostil, inutilmente gasta, 
Saber que existe o mar e existem praias nuas, 
Montanhas sem nome e planícies mais vastas 
 Que o mais vasto desejo, 
 E eu estou em ti fechada e apenas vejo 
 Os muros e as paredes e não vejo 
 Nem o crescer do mar nem o mudar das luas. 
 Saber que tomas em ti a minha vida 
 E que arrastas pela sombra das paredes 
 A minha alma que fora prometida 
 Às ondas brancas e às florestas verdes» 

Sophia Andresen, in Livro Sexto

Um poema de Fernando Pessoa/Álvaro de Campos (1888-1935)

 

Trabalho de Paulo Miguel Pinheiro Martinho (2010)

publicado no seu blogue http://madeiraviva.blogspot.com/


Todas as cartas de amor são 
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem 
Ridículas. 

Também escrevi em meu tempo cartas de amor, 
Como as outras, 
Ridículas. 

As cartas de amor, se há amor, 
Têm de ser 
Ridículas. 

 Mas, afinal, 
Só as criaturas que nunca escreveram 
Cartas de amor 
É que são 
Ridículas. 

Quem me dera no tempo em que escrevia 
Sem dar por isso 
Cartas de amor 
Ridículas. 

A verdade é que hoje 
As minhas memórias 
Dessas cartas de amor 
É que são 
Ridículas. 

(Todas as palavras esdrúxulas, 
Como os sentimentos esdrúxulos, 
São naturalmente 
Ridículas).

Álvaro de Campos, in Poesia Completa

Poemas de Guillaume Apollinaire (1880-1918)



___________________

C'est

C'est la réalité des photos qui sont sur mon cœur que je veux
Cette réalité seule elle seule et rien d'autre
Mon cœur le répète sans cesse comme une bouche d'orateur et le redit
À chaque battement
Toutes les autres images du monde sont fausses
Elles n'ont pas d'autre apparence que celle des fantômes
Le monde singulier qui m'entoure métallique végétal
Souterrain
Ô vie qui aspire le soleil matinal
Cet univers singulièrement orné d'artifices
N'est-ce point quelque œuvre de sorcellerie
Comme on pouvait l'étudier autrefois
À Tolède
Où fut l'école diabolique la plus illustre
Et moi j'ai sur moi un univers plus précis plus certain
Fait à ton image

Guillaume Apollinaire

Um poema de Arthur RIMBAUD (1854-1891)

 


Voyelles

A noir, E bla
nc, I rouge, U vert, O bleu : voyelles,
Je dirai quelque jour vos naissances latentes :
A, noir corset velu des mouches éclatantes
Qui bombinent autour des puanteurs cruelles,

Golfes d'ombre ; E, candeurs des vapeurs et des tentes,
Lances des glaciers fiers, rois blancs, frissons d'ombelles ;
I, pourpres, sang craché, rire des lèvres belles
Dans la colère ou les ivresses pénitentes ;

U, cycles, vibrements divins des mers virides,
Paix des pâtis semés d'animaux, paix des rides
Que l'alchimie imprime aux grands fronts studieux ;

O, suprême Clairon plein des strideurs étranges,
Silences traversés des Mondes et des Anges ;
- O l'Oméga, rayon violet de Ses Yeux !

poemas de Safo e de Anacreonte


A grande poetisa nasceu na ilha de Lesbos por volta do VII século a.C.,  deixou  nove volumes dedicados à poesia lírica que foram reunidos posteriormente na biblioteca de Alexandria.

Da beleza (fr. 16 PLF)


Uns dizem que é uma hoste de cavalaria, outros de infantaria;
outros dizem ser uma frota de naus, na terra negra,
a coisa mais bela: mas eu digo ser aquilo
que se ama.

Muito fácil é tornar isto compreensível
a toda e qualquer pessoa: ela que de longe
à raça humana sobrelevava em beleza, Helena,
o nobre marido

deixou e foi a navegar até Tróia.
Nem da filha nem dos pais amados
quis de todo saber, mas arrastou-a…



… agora de Anactória me lembrei,
embora ela esteja ausente:

eu quereria antes ver o seu amoroso andar
e o brilho refulgente do seu rosto
do que ver os carros e a infantaria dos Lídios
com suas armas.

Safo, in Poesia Grega de Álcman a Teócrito, tradução de Frederico Lourenço

_________________

 
                                                  Busto romano de Anacreonte - Louvre


Poeta lírico grego nascido em Teos ( ~ 572 - 488 a. C.) , na Jônia, Ásia Menor, um dos mais importantes no dialeto jônico



Hino a Dioníso (fr. 357 PMG)

Soberano, com quem o Amor subjugador
e as ninfas de olhos azuis
 
e a purpúrea Afrodite,
brincam, quando estás 
nos altos píncaros  das montanhas! 
Suplico-te; e tu de espírito compassivo
vem até mim, par ouvires
a minha grata prece.
Sê bom conselheiro de Cleobulo,
para que o meu amor,
ó Dioniso,ele aceite. 

Anacreonte, idem

20 março, 2012

Descoberto novo quadro de Van Gogh

Reprodução do quadro agora atribuído a Van Gogh 
                                 Reprodução do quadro agora atribuído a Van Gogh (Imagem: DR)


Foi acrescentado mais um quadro à obra de Vincent Van Gogh: “Natureza morta com flores do prado e rosas”, é uma pintura em óleo que foi feita por cima de uma outra, da autoria do artista, que representava dois homens praticando luta livre. As flores do prado e rosas de Van Gogh estarão expostas a partir desta terça-feira, primeiro dia da Primavera, na Holanda.

Notícia completa in Público

Prémio Vida Literária para o poeta João Rui de Sousa

(Foto: Fernando Bento)


O poeta, ensaísta e crítico literário João Rui de Sousa foi distinguido por unanimidade com o prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores/Caixa Geral de Depósitos de 2012.


Nascido em 1928, em Lisboa, João Rui de Sousa é poeta, ensaísta, crítico literário e investigador (integrou a equipa do Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea de 1982 a 1993). No ano passado, doou o seu espólio literário à Biblioteca Nacional de Portugal. O seu acervo é constituído por cartas de/a António Ramos Rosa, Eugénio Lisboa, João Bigotte Chorão, João Palma-Ferreira, Jorge de Sena, José Carlos Gonzalez, Luís Amaro, Luiz Pacheco, Natália Correia, Pedro da Silveira, e ainda correspondência com Egito Gonçalves, Eugénio de Andrade, Fernando Guimarães, Herberto Hélder, Liberto Cruz, Maria Alzira Seixo ou Matilde Rosa Araújo. 


Das suas obras de poesia fazem parte “Circulação” (1960), “A Hipérbole na Cidade” (1960), “A Habitação dos Dias” (1962), “Meditação em Samos” (1970), “Corpo Terrestre” (1972) e, em 1983, reuniu os poemas publicados com inéditos em “O Fogo Repartido”. Na década seguinte editou “Enquanto a Noite, a Folhagem” (1991), “Palavra Azul e Quando” (1991), “Sonetos de Cogitação e Êxtase” (1994), “Obstinação do Corpo” (1996) e “Respirar pela Água” (1998). 

Mais recentemente deu à estampa “Os Percursos, as Estações” (2000), “Obra Poética: 1960-2000” (2002), “Lavra e Pousio” (2005) e “Quarteto Para as Próximas Chuvas” (2008), que foi distinguido com o Prémio Nacional António Ramos Rosa e o Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes.

No ensaio, João Rui de Sousa publicou “Fernando Pessoa Empregado de Escritório” (1985; 2º ed. revista e aumentada, 2010), “Este Rio de Quatro Afluentes” (1988), “António Ramos Rosa ou o Diálogo com o Universo” (1988). 

João Rui de Sousa é ainda editor literário da antologia de poemas de Adolfo Casais Monteiro (1973) e das “Poesias Completas” do mesmo autor (1993). 

18 março, 2012

La Tour Eiffel


Depuis l’exposition universelle de 1889, la Tour Eiffel est inscrite dans le patrimoine mondial. Elle est aujourd’hui un symbole de la France. 

Comme symbole de modernité et d’avant-garde, la Tour a inspiré de nombreux poètes, peintres et photographes. En voici quelques exemples:


Toile de Robert Delaunay 
Robert Delaunay - Tour rouge (1912)




Toile de Marc Chagall 
Marc Chagall - Paris (1912)


Haute, fine, élancée, la vieille dame
Sur ses quatre pieds dressée,
A une prestance, madame, que vous
Pourriez lui envier lorsqu’on l’habille
De fer elle est jeune fille en habit ferreux !
Un trait luminescent dressé comme un doigt
De fée, vers un ciel à l’esprit broussailleux.
C’est comme si l’humanité criait « pouce »
Dans son cahot son ivresse douce, son vertige
Qui n’attend pas. Au bas, c’est la foule
Les autobus, les autos pointillant la lumière
Que tu ériges vers un plafond trop bas.
Trop bas et trop gras pour qu’il t’entende
Douter de ce que tu vois par-dessus les toits.
Tu vois Notre Dame qui t’inquiète, c’est ton
Passé. Ton avenir ? De cette masse sombre
Et sculptée tu ne vois rien jaillir.
Et ton doute s’éternisera jusqu’à l’aube
Qui, du fond du ciel, va venir. Alors c’est à
Lui, sous la pluie, que tu demanderas !
« O ciel, mon ami, quel avenir pour Paris ? »
Et sans doute te répondra-t-il « En réalité
Je ne sais pas du tout, tout cela reste à venir.

André SERRA ( 27.04.06 )

 



« … Autour du cou charmant Eiffel
la belle girafe en dentelle
rendez-vous de pigeons voyageurs inconnus
et laisse en bas l’azur éloquent choir
au bord de l’eau…
Le chant du Paveur. »

Jean Cocteau - Le Cap de Bonne Esperance.


Brassaï 
                                                          photo de   Brassaï

Claude Monet et ses nymphéas

Claude Monet affirmait que son jardin n'avait été créé que pour le plaisir des yeux. Claude Monet (Paris, 1840 - Giverny, 1926) : "Nymphéas" (1907), huile sur toile, 87 x 92 cm. The Art Institute of Chicago, Etats-Unis.
 © Visipix


Pour Claude Monet, la nuance et la complexité de la lumière étaient plus importantes que le sujet du tableau. Illustration avec les deux variantes d'un tableau. Claude Monet (Paris, 1840 - Giverny, 1926) : "Nymphéas" (1905), huile sur toile, 89 x 100 cm. Museum of Fine Arts, Boston, Etats-Unis.
© Visipix 


« J’ai mis du temps à comprendre mes nymphéas… Je les cultivais sans songer à les peindre… Un paysage ne vous imprègne pas en un jour… Et puis, tout d’un coup, j’ai eu la révélation des féeries de mon étang. J’ai pris ma palette. Depuis ce temps, je n’ai guère eu d’autre modèle. »
Monet

in FCM

16 março, 2012

Pour les enfants belges de Lommel et d'Heverlee et leurs familles

 



JE T'AI QUITTEE, MAMAN

J'ai quitté pour toujours mon enveloppe charnelle
Je suis parti rejoindre ce bout de paradis
Certains ont allumé quelques bouts de chandelle
Et tentent de partager ta douleur infinie.

Je ne te verrai plus comme chaque matin,
Je ne serai plus là pour te prendre la main
Et tu n'entendras plus mes rires et mes pleurs
Je ne te verrai plus, ô maman de douceur.

Je ne construirai plus avec toi le chemin
Qui me faisait grandir, qui me donnait envie
Tu préparais pour moi de très beaux lendemains
Et tu m'accompagnais dans mes projets de vie.

Je te vois chaque nuit faire de longs cauchemars
Et toutes ces questions qui martèlent ton cerveau
Sans réponse, obsédantes, et pourquoi ce caveau
Pardon, maman, pardon, j'ai laché les amarres.

Tu ne seras jamais comme avant, non jamais
Tu survivras, peut-être, à ce coup asséné
Tu verras chaque instant tes entrailles saigner
Jusqu'à ton dernier souffle, tu seras foudroyée.

Vivre à travers rien d'autre qu'un souvenir hagard,
Vivre avec la douleur qui sans cesse te hante
Vivre sans ma présence, mais vivre encore un soir
Regarder une photo comme seul rempart
Et vivre au quotidien le deuil et la tourmente.

Raymond VALCKE, poète chocquois.
16 mars 2012

Angélique Ionatos na Gulbenkian

 

Angélique Ionatos
MÚSICAS DO MUNDO

Sábado, 24 Mar 2012
21:00
Grande Auditório


ANGELIQUE IONATOS (cantora / guitarra)
DAVID BRACCINI (violino)
CÉSAR STROSCIO (bandoneón)
CLAUDE TCHAMITCHIAN (contrabaixo)

Eros y Muerte

Angélique Ionatos deixou a Grécia aos 15 anos e foi a partir de aí que mais se aproximou da cultura do seu país. Começou a cantar os grandes poetas gregos e este espectáculo – Eros e Morte - resulta do fascínio pelo canto que as mulheres de Creta improvisavam para contar a vida dos mortos, cruzando textos de autores franceses e gregos.



site oficial de Angélique Ionatos

Fête de la francophonie - Institut Français du Portugal

 

FÊTE DE LA FRANCOPHONIE
  Du 19 au 24 mars

 Plusieurs pays francophones s'unissent et de nombreuses activités sont au programme. Cinéma, musique, théâtre, littérature, arts visuels, concours, gastronomie...! Consultez notre programme, ou blog : www.fetedelafrancophonie.com 

08 março, 2012

um poema de José Luís Peixoto


   La Rêverie, 1877 - Pierre-Auguste Renoir
               

A Mulher Mais Bonita do Mundo

estás tão bonita hoje. quando digo que nasceram
flores novas na terra do jardim, quero dizer
que estás bonita.

entro na casa, entro no quarto, abro o armário,
abro uma gaveta, abro uma caixa onde está o teu fio
de ouro.

entre os dedos, seguro o teu fino fio de ouro, como
se tocasse a pele do teu pescoço.

há o céu, a casa, o quarto, e tu estás dentro de mim.

estás tão bonita hoje.

os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.

estás dentro de algo que está dentro de todas as
coisas, a minha voz nomeia-te para descrever
a beleza.

os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.

de encontro ao silêncio, dentro do mundo,
estás tão bonita é aquilo que quero dizer.

José Luís Peixoto, in A Casa, a Escuridão