MAR

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21 novembro, 2011

"A Travessia (da Memória)" - Teatro do Mar

http://www.centrodeartesdesines.com.pt/programacao/2011/201111/imagens/g_travessia_tm.jpg


O Teatro do Mar apresenta, no dia 26 de novembro, às 22h00, no Largo Poeta Bocage, a performance multimédia “A Travessia (da Memória)”, no âmbito do Programa de Regeneração Urbana de Sines.


"Mar-de-Leva", de Al Berto, é a base de inspiração para a criação de uma performance multimédia e multidisciplinar, de rua, que aborda, de forma alegórica, poética e visual, algumas das memórias da cidade: as suas pessoas, as artesanais profissões, sobretudo as de rua, o cante, as paisagens esquecidas, o mar como guardião de todos os tesouros e a escrita do poeta que, através da arte das palavras, eterniza os momentos, imprimindo-os, como pérolas de tinta, no papel do imaginário coletivo.


“A Travessia” funde o teatro físico com o circo (trapézio e dança aérea), o vídeo, a música, também cantada ao vivo, e as artes plásticas. São intérpretes os atores da Companhia, os alunos das suas Oficinas de Artes Cénicas, algumas pessoas da comunidade que têm regularmente participado noutros eventos do Teatro do Mar, bem como artistas convidados de diferentes áreas (música, vídeo, artes plásticas).

In CAS

19 novembro, 2011

Leonardo da Vinci, Pintor na Corte de Milão



A exposição foca-se no período de 18 anos, entre as décadas de 1480 e 1490, que o pintor passou ao serviço de Ludovico Maria Sforza, Duque de Milão, e onde criou algumas das suas obras mais famosas.

Das 20 pinturas de Leonardo da Vinci que se sabe terem sobrevivido até aos dias de hoje, a National Gallery reuniu nove para a exposição. Em declarações reproduzidas pelo "Financial Times", Luke Syson, curador da exposição, destaca a relevância da coleção.

Ler mais em Expresso


Poema de Miguel Torga


                                                                Foto de Willy Ronis

Sísifo 


Recomeça…
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
E vendo
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.


Miguel Torga, Diário XIII

14 novembro, 2011

Prémio Eugénio de Andrade 2011

Eugénio de Andrade
                                                Óleo sobre tela (35x25) de Ana Paula Lopes

O volume “A Criança que Ri.” valeu a Carlos Torres Figueiredo – um nome até agora desconhecido no mundo literário – o Prémio de Poesia Eugénio de Andrade, lançado este ano pelo editor portuense José da Cruz Santos e pela chancela Modo de Ler.


Esta primeira edição do prémio teve um júri presidido por Luís Adriano Carlos, em representação da Modo de Ler, e incluiu também Inês Lourenço, Jorge Sousa Braga, José Manuel Mendes, Miguel Moura (em representação da família herdeira de Eugénio de Andrade) e Luís Miguel Queirós.

O júri escolheu “A Criança que Ri.” por unanimidade, de um conjunto de cerca de meia centena de obras enviadas a concurso.

O prémio – no valor de 10 mil euros e com o patrocínio do BPI, da Rosto Editora e dos herdeiros de Eugénio de Andrade – vai ser entregue a Carlos Torres Figueiredo numa cerimónia pública a realizar no Porto a 19 de Janeiro de 2012, dia do nascimento do poeta de “As Mãos e os Frutos”.

Está previsto que o Prémio de Poesia Eugénio de Andrade tenha periodicidade bienal.

in Público online

12 novembro, 2011

Djibloho - cidade projectada de raiz por atelier português - Ideias do Futuro



A futura capital da Guiné Equatorial será uma cidade totalmente nova desenvolvida pelo atelier de arquitetura português Ideias do Futuro. Segundo este gabinete esta será a primeira capital mundial a depender apenas de energias renováveis.

A futura capital da Guiné Equatorial, denominada Djibloho será uma cidade planeada de raíz. O presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo foi o grande impulsionador deste projeto.

Djibloho foi desenvolvida pelo atelier de arquitectura português Ideias do Futuro. Esta cidade será “um novo polo de atração da população” e terá cerca de 160 mil habitantes distribuídos por 8150 hectares.

Segundo a empresa portuguesa, foram consideradas as raízes culturais do país no planeamento da cidade priveligiando também "a sustentabilidade nas mais variadas vertentes”. O gabinete sublinha ainda que “este projeto pretende criar a primeira capital mundial inteiramente dependente de energias renováveis e sustentáveis”.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico










08 novembro, 2011

Prix Femina 2011

Jayne Mansfield 1967 - Prix Femina 2011

Prix Femina
 Simon Liberati 
Jayne Mansfield 1967
 Grasset

Dire son nom - Prix Femina étranger 2011

Femina Étranger
Francisco Goldman
Dire son nom
Christian Bourgois

L'homme qui se prenait pour Napoléon : Pour une histoire politique de la folie - Prix Femina essai 2011

Fémina Essai
Laure Murat
L'homme qui se prenait pour Napoléon
Gallimard

Tiago Patrício - Vencedor do Prémio Agustina Bessa-Luís


Tiago Manuel Ribeiro Patrício, 32 anos, vencedor do Prémio Revelação Agustina-Bessa Luís com o romance "Trás-os-Montes", afirmou que começou a escrevê-lo "quando tinha 19 anos" quando tentou melhoria de nota para entrar na Universidade.


Na ata do júri, presidido pelo escritor Vasco Graça Moura, salientam-se "as qualidades de escrita reportadas à dureza de um universo infantil numa aldeia de Trás-os-Montes e à maneira como o estilo narrativo encontra uma sugestiva economia na expressão e comportamentos das personagens".
O Prémio, instituído pela Estoril Sol em 2008 por ocasião do seu 50.º aniversário, distingue um romance inédito de autor português até 35 anos, sem qualquer obra publicada no género.

07 novembro, 2011

Exposição de Graça Morais na Cooperativa Árvore, Porto



A pintora Graça Morais tem patente  a exposição “2011: A Caminhada do Medo”, na Árvore – Cooperativa de Atividades Artísticas, no Porto, até 20 de novembro. As pinturas e desenhos refletem os sentimentos da autora em relação às notícias da crise que são transmitidas diariamente pelos órgãos de comunicação social.

06 novembro, 2011

Busto de Sophia de Mello Breyner Andresen

Inauguração do busto decorreu esta manhã (foto ASF)

A escritora Sophia de Mello Breyner Anderson foi esta manhã homenageada no Jardim Botânico da cidade do Porto.

A partir deste domingo, os jardins da antiga Quinta do Campo Alegre, hoje Jardim Botânico, terão um busta da poetisa portuguesa.
Foi desta forma que a Universidade do Porto decidiu homenagear Sophia de Mello Breyner Anderson, dedicando-lhe uma escultura na residência onde a escritora viveu.

Para assinalar o momento, a Universidade do Porto realizou esta manhã uma cerimónia, que foi presidida pelo seu reitor, José Marques dos Santos, e que contou com a presença dos familiares da poetisa.

Por Carlos Vara in abola.pt

Sophia de Mello Breyner homenageada hoje com inauguração no Jardim Botânico do Porto


O Jardim Botânico do Porto vai receber um busto de Sophia de Mello Breyner Andresen, numa iniciativa da Universidade do Porto e da Fundação Engenheiro António de Almeida.

A Universidade do Porto (UP) e a Fundação Engenheiro António de Almeida uniram forças para adornar o Jardim Botânico do Porto com um busto de Sophia de Mello Breyner Andresen, numa iniciativa em que a família da poetisa teve papel ativo.

Sete anos após a morte da poetisa surge a homenagem da UP, que celebra a obra de Sophia junto ao Jardim dos Jotas, num Jardim Botânico que fez parte da sua história e marcou a sua obra.

Parte da vida de Sophia de Mello Breyner Andresen foi passada na Quinta do Campo Alegre, de pertença familiar desde 1895, que se tornaria o Jardim Botânico em 1949. Terá sido por lá que aconteceria a primeira experiência com a poesia de Sophia, ainda criança. Apesar do espaço ser agora pertença do Estado português, a ligação da família continua, com a requalificação da Casa Andresen a terminar no início desde ano.

A apresentação do busto acontece no domingo, dia 6 de novembro, pelas 11h00. Pelo espaço vão passar o reitor da UP, José Marques dos Santos, António Fernando Silva, diretor da Faculdade de Ciências da UP, e do presidente da Fundação Engenheiro António de Almeida, Fernando Aguiar-Branco. Miguel Sousa Tavares, filho de Sophia, também marcará presença, juntamente com outros familiares da poetisa.

in JPN

05 novembro, 2011

Livraria Palavra de Viajante


                                        Rua de São Bento, n.º 30, em Lisboa

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São Bento de portas abertas aos viajantes e numa antiga loja de guarda-chuvas, para maior protecção: quando menos se esperava, abriu em Lisboa um livraria de viagens, que se torna caso único. A Palavra de Viajante quer ser o ponto de encontro de todos os amantes das viagens e dos livros. E até tem um café com sabores do mundo.


in Fugas online

Colóquio dedicado a Ruy Belo

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Aconteceu na Fundação Gulbenkian, em Lisboa, um colóquio internacional de dois dias dedicado a Ruy Belo, a pretexto dos 50 anos decorridos sobre a primeira edição do seu livro de estreia: "Aquele Grande Rio Eufrates" (1961).

Estiveram presentes estudiosos da sua obra, mas também de especialistas da poesia portuguesa do século XX e da teoria e crítica literárias, nacionais e estrangeiros.

No encontro -- organizado por Paula Morão, professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Nuno Júdice, professor da Universidade Nova de Lisboa, escritor e diretor da revista Colóquio/Letras, da Fundação Gulbenkian, e Teresa Belo, viúva do poeta --, foram abordadas diversas facetas da obra do escritor, os seus universos de referência e sobre o lugar que ela ocupa na poesia contemporânea.

@ Agência Lusa (adaptado)

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As velas da memória

Há nos silvos que as manhãs me trazem
chaminés que se desmoronam:
são a infância e a praia os sonhos de partida
Abrir esse portão junto ao vento que a vida
aquém ou além desta me abre?
Em que outro mundo ouvi o rouxinol
tão leve que o voo lhe aumentava as asas?
Onde adiava ele a morte contra os dias
essa primeira morte?
Vinham núpcias sem conto na inconcebível voz
Que plenitude aquela: cantar
como quem não tivesse nenhum pensamento.
Quem me deixou de novo aqui sentado à sombra
deste mês de junho? Como te chamas tu
que me enfunas as velas da memória ventilando: «aquela vez...»?
Quando aonde foi em que país?
Que vento faz quebrar nas costas destes dias
as ondas de uma antiga música que ouvida
obriga a recuar a noite prometida
em círculos quebrados para além das dunas
fazendo regressar rebanhos de alegrias
abrindo em plena tarde um espaço ao amor?
Que morte vem matar a lábil curva da dor?
Que dor me faz doer de não ter mais que morrer?
E ouve-se o silêncio descer pelas vertentes da tarde
chegar à boca da noite e responder

In Aquele Grande Rio Eufrates

Prix Médicis 2011

Ce qu'aimer veut dire

Prix Médicis 2011
Mathieu Lindon
Ce qu'aimer veut dire
POL

Couverture : Une femme fuyant l'annonce

Prix Médicis Étranger
David Grossman
Une femme fuyant l'annonce
Seuil

Couverture : Dans les forêts de Sibérie

Prix Médicis Essais
Sylvain Tesson
Dans les forêts de Sibérie
Gallimard

04 novembro, 2011

Exposição de Picasso em Cascais



Obras de Pablo Picasso para ver em Cascais | © DR


«Le Carnet de La Californie»
3 de novembro 2011 a 8 de Janeiro de 2012.
                                                          Centro Cultural de Cascais 

Uma exposição da obra gráfica de Pablo Picasso, com 39 trabalhos realizados em diversas técnicas durante a época em que viveu em Cannes. 

A exposição  resulta de um protocolo de colaboração estabelecido em 1997 entre a Fundação Bancaja, detentora das obras, e a Fundação D. Luís I, que gere o espaço cultural em conjunto com a Câmara Municipal de Cascais. 
Com sede em Valência, Espanha, a Fundação Bancaja é uma entidade privada que possui a maior coleção da obra gráfica do artista.

Esta exposição cobre o período em que Pablo Picasso (1881-1973) viveu com a sua mulher Jacqueline Roque, entre 1955 e 1960, na mansão La Californie rodeada por jardins, em Cannes.

Os esboços realizados pelo pintor e depois reproduzidos na série «Le Carnet de La Californie», adquirida pela Fundação Bancaja em 2007, constituem o ponto de partida das obras em exposição.
A apresentação da série é complementada com gravuras e livros ilustrados do pintor, também pertencentes à coleção.
Nestes, Picasso utilizou várias técnicas gráficas, como a gravura calcográfica, água-tinta, linóleo e litografia.


in TVI24