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06 novembro, 2017

O Anjo Mudo de Al Berto






É a segunda vez que leio O Anjo Mudo integralmente e de seguida. Normalmente, e muitas vezes, leio apenas um ou dois textos e fico a pensar, em silêncio, porque a escrita de Al Berto provoca este efeito. É uma escrita para ser sentida. 

Este livro, muito autobiográfico, reúne vários textos do poeta publicados na imprensa e em catálogos de exposições, entre 1985 e 1993. Está dividido em quatro partes. Nas três primeiras, temos textos sobre viagens, lugares, terras, encontros, a infância, o processo de escrita, emoções, desassossegos… Na quarta, Al Berto enaltece alguns escritores que, de certa forma, influenciaram a sua escrita, o seu pensamento, a sua forma de ser. Partindo de factos e personagens reais, ele constrói o seu texto. 

Gosto sobretudo do tom confidencial e metafórico da escrita de Al Berto. 
Recomendo vivamente a leitura da sua escrita, neste pequeno livro de 155 páginas, ou na sua poesia compilada em O Medo.


"Porque é do silêncio poroso do anjo mudo, da fala incandescente do seu olhar que, de quando em quando, surge o poema" (p. 55)

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