O protagonista desta história é uma criança de dez anos que nos narra a história da sua avó Babushka, doente com cancro nos pulmões contraído em Chernobyl. Como sobrevivente, emigra para o Canadá onde vive com os seus netos, Andrei e o narrador (não chagamos a saber o seu nome).
A história em si é cativante uma vez que a criança vai tentar de tudo para salvar a sua avó. Há momentos ternurentos e momentos divertidos. A criança, que se considera o homenzinho da casa, é muito curiosa e muito instruída, porém, e apesar de ter já um “rico vocabulário”, confunde certas palavras (xenofilia e xenofobia; ornitologia e oncologia, macroscópio e microscópio,… ). Estes equívocos fazem-nos sorrir um pouco e revelam a inocência própria das crianças.
Porém (é a palavra preferida do narrador, e, tal como ele, também eu a repito), há certos momentos, sobretudo quando a criança nos revela os seus pensamentos sobre os mais diversos temas (políticos, religiosos, sociais, ou outros) que me causam uma certa perplexidade, na medida em que me questiono se o narrador já tem maturidade para tais considerações.
Apesar deste aspecto, recomendo a leitura do livro porque o mais relevante é o carinho que uma criança de dez anos revela pela sua avó idosa e doente e a esperança de lhe curar os pulmões destruídos pelos “ares venenosos de Chernobyl”.




















