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18 fevereiro, 2014

15ª edição de Correntes d'Escritas



Póvoa de Varzim, o 15º Correntes d’Escritas – Encontro de Escritores de Expressão Ibérica – decorre de 20 a 22 de fevereiro com janela aberta para o mar.

Embora o livro seja “a personagem principal do Correntes d’Escritas”, diferentes personagens secundárias interagem neste enredo nomeadamente: arte, cinema, teatro e fotografia.





13 fevereiro, 2014

Cartoonista português vence Press Cartoon Europe



Rodrigo de Matos venceu o Grande Prémio Press Cartoon Europe com um trabalho sobre futebol e a crise económica portuguesa.

O Press Cartoon Europe é uma iniciativa do organismo Press Cartoon Belgium, para distinguir os melhores cartoons publicados em jornais, revistas e meios de comunicação na Internet, oriundos da Europa.

Rodrigo Matos conquistou o Grande Prémio com um cartoon que revela um mendigo com uma tigela nas mãos, a ser servido com uma concha onde está colocada uma bola de futebol, fazendo referência à crise económica em Portugal e ao apuramento de Portugal para o campeonato do mundo, este ano, no Brasil.


06 fevereiro, 2014

A menina que roubava livros






Trata-se da adaptação do livro de Markus Zusak e conta a história de uma menina que transforma a vida de todos ao seu redor quando é levada para viver com sua nova família na Segunda Guerra Mundial na Alemanha. Ela aprende a ler com a sua nova família e com um judeu refugiado, que eles escondem, na cave. Para estas duas personagens, o poder das palavras e da imaginação são um  escape dos tumultuosos acontecimentos que vão acontecendo nos subúrbios duma pobre cidade alemã. A Menina que Roubava Livros é uma história de uma sobrevivente perante a violência humana, mas também sobre a amizade.

A Menina que Roubava Livros


02 fevereiro, 2014

Ernest & Celestine ganha Magritte do melhor filme



O filme de animação Ernest & Celestine ganha três Magritte: o do melhor filme, o do melhor realizador e o do melhor som.






Realização: Benjamin Renner; Vincent Patar; Stéphane Aubier

Casting: Lambert Wilson (Ernest) e Pauline Brunner (Celestine)

Data: 12 dezembro 2012

Género: filme de animação

Duração: 1 hora e 19 minutos

Filmagem: França


31 janeiro, 2014

Nominations aux Césars









La liste des nommés :

Meilleur film : Les Garçons et Guillaume, à table ! (Guillaume Gallienne), L'Inconnu du lac (Alain Guiraudie), La Vie d'Adèle (Abdellatif Kechiche), Neuf Mois ferme (Albert Dupontel), Jimmy P. (Psychothérapie d'un Indien des plaines) , Le Passé Asghar Farhadi) et La Vénus à la fourrure (Roman Polanski).

Meilleur réalisateur : Abdellatif Kechiche (La Vie d'Adèle), Asghar Farhadi (Le Passé), Albert Dupontel (9 mois ferme), Alain Guiraudie (L'Inconnu du lac), Arnaud Desplechin (Jimmy P. - Psychothérapie d'un Indien des plaines), Guillaume Gallienne (Les Garçons et Guillaume, à table !) et Roman Polanski (La Vénus à la fourrure).

Meilleure actrice : Fanny Ardant (Les Beaux jours), Bérénice Bejo (Le Passé),Catherine Deneuve (Elle s'en va), Sara Forestier (Suzanne), Sandrine Kiberlain (9 mois ferme), Emmanuelle Seigner (Vénus à la fourrure), Léa Seydoux (La Vie d'Adèle).

Meilleur acteur : Mathieu Amalric (Vénus à la fourrure), Albert Dupontel (9 mois ferme), Guillaume Gallienne (Les garçons et Guillaume, à table !), Fabrice Lucchini(Alceste à bicyclette), Michel Bouquet (Renoir) et Mads Mikkelsen (Michael Kohlhaas).

Meilleure actrice dans un second rôle : Marisa Borini (Un Château en Italie), Françoise Fabian (Les Garçons et Guillaume, à table !), Julie Gayet (Quai d'Orsay), Adèle Haenel (Suzanne), Géraldine Pailhas (Jeune et Jolie).

Meilleur acteur dans un second rôle : Niels Arestrup (Quai d'Orsay), Patrick Chesnais (Les Beaux Jours), Patrick d'Assumcao (L'Inconnu du lac), François Damiens (Suzanne) et Olivier Gourmet (Grand Central).

Meilleur espoir féminin : Lou de Laâge (Jappeloup), Pauline Etienne (La Religieuse),
Adèle Exarchopoulos (La Vie d'Adèle), Golshifteh Farahani (Syngué Sabour - Pierre de patience), Marine Vacth (Jeune et Jolie).

Meilleur espoir masculin : Paul Bartel (Les Petits Princes), Pierre Deladonchamps(L'Inconnu du lac), Paul Hamy (Suzanne), Vincent Macaigne (La Fille du 14 juillet) et
Nemo Schiffman (Elle s'en va).

Meilleur premier film : La Bataille de Solférino (Justine Triet), La Cage dorée(Ruben Alves), En solitaire (Christophe Offenstein), La Fille du 14-Juillet (Antonin Peretjatko) et
Les Garçons et Guillaume, à table ! (Guillaume Gallienne).

Meilleure adaptation : Guillaume Gallienne (Les Garçons et Guillaume, à table !), Arnaud Desplechin, Julie Peyr, Kent Jones (Jimmy P.), Antonin Baudry, Christophe Blain, Bertrand Tavernier (Quai d'Orsay), David Ives, Roman Polanski (La Vénus à la fourrure) et Kechiche, Ghalya Lacroix (La Vie d'Adèle).

Meilleur film documentaire : Comment j'ai détesté les maths (Olivier Peyon), Le Dernier des injustes (Claude Lanzmann), Il était une forêt (Luc Jacquet), La Maison de la radio (Nicolas Philibert) et Sur le chemin de l'école (Pascal Plisson).

Meilleur scénario : Albert Dupontel (9 mois ferme), Philippe Le Guay (Alceste à bicyclette), Alain Guiraudie (L'Inconnu du lac), Asghar Farhadi (Le Passé) et
Katell Quillévéré, Mariette Désert (Suzanne).

Meilleurs costumes : Florence Fontaine (L'Ecume des jours), Madeline Fontaine(L'Extravagant Voyage du jeune et prodigieux T.S. Spivet), Olivier Bériot (Les Garçons et Guillaume, à table !), Anina Diener (Michael Kohlhaas) et Pascaline Chavanne (Renoir).

Meilleurs décors : Stéphane Rozenbaum (L'Ecume des jours), Aline Bonetto (L'Extravagant Voyage du jeune et prodigieux T.S. Spivet), Sylvie Olivé (Les Garçons et Guillaume, à table !), Yan Arlaud (Michael Kohlhaas) et Benoît Barouh(Renoir).

Meilleur film d'animation de long-métrage : Aya de Yopougon (Marguerite Abouet, Clément Oubrerie), Loulou l'incroyable secret (Eric Omond) et Ma Maman est en Amérique, elle a rencontré Buffalo Bill (Marc Boréal, Thibaut Chatel).

Meilleur film d'animation de court-métrage : Lettres de femmes (Augusto Zanovello) et Mademoiselle Kiki et les Montparnos (Amélie Harrault).

Meilleur court-métrage : Avant que de tout perdre (Xavier Legrand), Bambi(Sébastien Lifshitz), La Fugue (Jean-Bernard Marlin), Les Lézards (Vincent Mariette) et Marseille la nuit (Marie Monge).

Meilleur film étranger : Blue Jasmine, de l'Américain Woody Allen, Django Unchained, de son compatriote Quentin Tarantino, Gravity, du Mexicain Alfonso Cuaron, Biancanieves, de l'Espagnol Pablo Berger, Alabama Monroe, du Belge Félix Van Groeningen, Dead Man Talking, du Belge Patrick Ridremont, et La Grande Bellezza, de l'Italien Paolo Sorrentino.

Meilleure musique : Alceste à bicyclette, Casse-tête chinois, L'Ecume des jours, Michael Kohlhaas et La Vénus à la fourrure.

Meilleure photographie : L'Extravagant voyage du jeune et prodigieux T. S. Spivet, L'Inconnu du lac, Michael Kohlhaas, Renoir et La Vie d'Adèle.

Meilleur montage : La Vie d'Adèle, Les Garçons et Guillaume, à table !, 9 mois ferme, L'Inconnu du lac et Le Passé.

Meilleur son : Les Garçons et Guillaume, à table !, Michael Kohlhaas, Renoir, L'Inconnu du lac, Le Passé et La Vie d'Adèle.



28 janeiro, 2014

Leituras de janeiro

       


Reler Eça é sempre oportuno e muitíssimo atual.
O deus das moscas é um livro perturbador que nos deixa a pensar sobre a problemática da condição humana e do que significa viver em sociedade... Um livro a ler.

27 janeiro, 2014

Entrevista a Antonio G. Iturbe a propósito de ‘A Bibliotecária de Auschwitz’





Escritor espanhol foi conhecer a sobrevivente do Holocausto que manteve uma biblioteca secreta em Auschwitz. E escreveu a sua história. Agora, passou por Portugal para promover o livro, que já lhe valeu um prémio “pela qualidade literária” e pela “defesa dos valores humanos”.



Foi doloroso escrever o romance?

O livro conta um momento terrível da História da Humanidade. E não podes transmitir emoção se não te emocionas... Como em todas as coisas, há uma parte boa e uma má. Foi doloroso, mas aprendi muito. Aprendi que não há que perder a esperança. Neste momento, em Espanha, toda a gente está deprimida e pessimista, só se fala da crise. Bom. Estas pessoas atravessaram a obscuridade mais negra de todas, sem nunca perderem a vontade de lutar. Construiram uma escola e mantiveram uma biblioteca ilegal. Mantiveram a esperança e a energia para fazer coisas. É um grande ensinamento. Se nos abandonamos ao pessimismo, paralizamos.

Que efeito espera que o livro tenha no leitor?

É difícil. Quando escrevemos, fazemo-lo para os leitores, porque nós, autores, já conhecemos a história. Se nos sentamos ao computador para construir e polir as frases, é para os outros. Por outro lado, o leitor não existe. É uma abstração. E quase sempre acabas por escrever para ti próprio. Escreves o que gostarias de ler. Mas não é uma pergunta de resposta fácil.

Este livro é também declaração de amor aos livros?

Totalmente. Mas é natural: eu adoro livros. Sou uma pessoa normal, com uma existência corriqueira, mas os livros fizeram com que a minha vida fosse especial. Ao ler, vivi grandes aventuras. Dei a volta ao Mundo, conheci histórias de amor tremendas, casos criminais incríveis. Os livros multiplicaram a minha vida por muitas. Não teria tido tempo – ou coragem – para viver todas as vidas que os livros me proporcionaram. Por isso, estou-lhes muito grato. Quando entro numa biblioteca, entro como numa Igreja – é um local de reverência para mim.


Entrevista completa in Correio da Manhã

21 janeiro, 2014

De Al Berto ... um tesouro!




as palavras foram alinhavadas pelos preguiçosos dedos
o texto transparece na claridade das manchas de tinta

Al Berto 


19 janeiro, 2014

Um poema de Eugénio de Andrade


Robert Doisneau



Urgentemente 

É urgente o Amor, 
É urgente um barco no mar. 

É urgente destruir certas palavras 
ódio, solidão e crueldade, 
alguns lamentos, 
muitas espadas. 

É urgente inventar alegria, 
multiplicar os beijos, as searas, 
é urgente descobrir rosas e rios 
e manhãs claras. 

Cai o silêncio nos ombros, 
e a luz impura até doer. 
É urgente o amor, 
É urgente permanecer. 


 Eugénio de Andrade



12 janeiro, 2014

Mário de Carvalho vence Prémio Fundação Inês de Castro





Mário de Carvalho venceu o Prémio Literário Fundação Inês de Castro 2013 com o livro de contos A Liberdade de Pátio.

O prémio foi atribuído por unanimidade  por um júri composto pelo catedrático José Carlos Seabra, pelo escritor Mário Cláudio, pelo poeta e ensaísta Fernando Guimarães, pelo tradutor e poeta Frederico Lourenço e pelo escritor e crítico literário Pedro Mexia.

Maria do Rosário Pedreira, Pedro Tamen, Teolinda Gersão, José Tolentino de Mendonça, Hélia Correia e Gonçalo M. Tavares venceram as edições anteriores do Prémio Literário. 

A Fundação atribuíu ao poeta Gastão Cruz o prémio de carreira.

in Público.


11 janeiro, 2014

Um poema de Al Berto (data de aniversário)





às vezes...quando acordava
era porque tínhamos chegado

ficava a bordo encostado às amuradas
horas a fio
espiava a cidade as colinas inclinando-se
para a noite lodosa do rio
e o balouçar do barco enchia-me de melancolia

a noite trazia-me aragens com cheiro a corpos suados
cantares e danças em redor de fogos que eu não sabia
o ruído dos becos a luz fosca dum bar
se descesse a terra encontrar-te-ia ... tinha a certeza
para o voo frenético do sexo
e num suspiro talvez alagássemos os umbrais da noite
mas ficava preso ao navio ... hipnotizado
com o coração em desordem
os dedos explorando nervosos as ranhuras da madeira
os pregos ferrugentos as cordas
as luzes do cais revelavam-se corpos fugidios
penumbras donde se escapavam ditos obscenos
gemidos agudos sibilantes risos que despertavam em mim
a vontade sempre urgente de partir


in Salsugem

10 janeiro, 2014

Tintin nasceu há 85 anos








Tintin, o famoso repórter belga que protagonizou centenas de páginas de aventuras de banda desenhada, faz hoje 85 anos, desde que se apresentou a 10 de janeiro de 1929 no suplemento juvenil Le Petit Vingtième.

Acompanhado pelo fox terrier Milu, Tintin é considerado uma das mais populares personagens de banda desenhada, criada pelo belga George Remi (Hergé). A obra, composta por 24 aventuras, é traduzida em 77 línguas. 




08 janeiro, 2014

1º ENCONTRO «LITERATURA:PRESENTE, FUTURO»




A URGÊNCIA DA LITERATURA
Que livros e leitores queremos? Que país temos?
Helena Buescu e Antonio Carlos Cortez

Centro Cultural de Belém
11 e 12 Jan 2014 - 10:00 às 12:30 e 14:30 às 17:00 

Sala Luís de Freitas Branco
Entrada Livre 


Numa época de "crise das humanidades" e de necessidade de recuperar um convívio franco e salutar com o nosso património literário, convidamos diversos agentes culturais (instituições, escritores, ilustradores, professores e académicos, jornalistas, editores, livreiros) a pensar a literatura. Fortemente mediatizado, o mundo de hoje impele a juventude para outras formas de distracção e mesmo de alienação. Quando ler parece ser sinónimo de mero entretenimento, que leitores estamos a formar? Como se formam leitores com espírito crítico? Atendendo ao combate contra a iliteracia em Portugal, várias entidades associam-se à Fundação Centro Cultural de Belém para pensar a literatura que se escreve e se lê no nosso país, acentuando a urgência de fazer regressar aos programas escolares uma formação humanística.

in CCB

05 janeiro, 2014

Morreu Eusébio (1942-2014)



Eusébio faleceu esta madrugada em Lisboa, vítima de paragem cardiorrespiratória. Tinha 71 anos. Fica a memória e o exemplo de um homem humilde e dedicado.



04 janeiro, 2014

Um poema de Nuno Júdice


Chuva

Chove como sempre. E,
sempre que chove,
as pessoas abrigam-se
(as que não estavam à
espera que chovesse);
ou abrem, simplesmente,
o chapéu-de-chuva - de
preferência com fecho
automático. Porque, quando
chove, todos temos de
fazer alguma coisa: até
nós, que estamos dentro
de casa. Vão, uns, até
à janela, comentando:
“Que Inverno!”; sentam-se,
outros, com um papel
à frente: e escrevem
um poema, como este.

in Poesia Reunida 1967 - 2000

02 janeiro, 2014

Leituras de Dezembro

      

Dois livros encantadores que se lêem de uma assentada. Recomendo vivamente.


Um poema de Sebastião da Gama










"Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.

Chegamos? Não chegamos?

Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos,
basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria
ao que desconhecemos
e ao que é do dia-a-dia.

Chegamos? Não chegamos?

─ Partimos. Vamos. Somos."


31 dezembro, 2013

Um poema de Miguel Torga



Tempo

Tempo — definição da angústia.
Pudesse ao menos eu agrilhoar-te
Ao coração pulsátil dum poema!
Era o devir eterno em harmonia.
Mas foges das vogais, como a frescura
Da tinta com que escrevo.
Fica apenas a tua negra sombra:
— O passado,
Amargura maior, fotografada.

Tempo...
E não haver nada,
Ninguém,
Uma alma penada
Que estrangule a ampulheta duma vez!

Que realize o crime e a perfeição
De cortar aquele fio movediço
De areia
Que nenhum tecelão
É capaz de tecer na sua teia! 



 in Cântico do Homem

30 dezembro, 2013

A Paisagem Nórdica do Museu do Prado no MNAA


Museu Nacional de Arte Antiga 

03-12-2013 a 30-03-2014. 



Obras-primas do Museu do Prado em Lisboa. São 57 as pinturas pertencentes ao museu madrileno, de grandes mestres da paisagem do século XVII que podem ser vistas no MNAA.


A mostra resulta de um acordo formalizado pelos directores das duas instituições: António Filipe Pimentel, do Museu Nacional de Arte Antiga, e Miguel Zugaza, do Museu do Prado. Este acordo inédito e de renovação automática determina uma série de iniciativas entre os dois museus, incluindo a divulgação e estudo dos respectivos acervos.

“Rubens, Brueghel, Lorrain - A Paisagem Nórdica do Museu do Prado” é a primeira iniciativa. Comissariada por Teresa Posada Kubissa, conservadora do Museu do Prado na área de pintura flamenga e Escolas do Norte (até 1700), a exposição viajou por algumas cidades espanholas antes de chegar à capital portuguesa.



25 dezembro, 2013

um Poema de Fernando Pessoa





Chove. É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal
E o frio que ainda é pior.

E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.

Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho frio e Natal não.

Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se vai mais uma quadra
Sinto mais Natal nos pés.

Não quero ser dos ingratos
Mas, com este obscuro céu,
Puseram-me nos sapatos
Só o que a chuva me deu.

Fernando Pessoa, In Poesia 1918-1930 

20 dezembro, 2013

de Al Berto




O mar está cor de chumbo, o dia arrasta-se húmido, não me apetece fazer nada,sento-me em frente à janela e tento esvaziar-me de pensamentos  mais complexos que me assolam.

desejar que, repentinamente, o mar recuasse até à linha do horizonte, significaria tê-lo de volta aqui, ao pé de mim, um instante depois, nas minhas costas.

Al Berto, Diários

13 dezembro, 2013

Maria Mota, galardoada com o Prémio Pessoa 2013




A investigadora Maria Manuel Mota foi distinguida com o Prémio Pessoa 2013, anunciou hoje o júri, em Sintra, pelos seus estudos sobre a malária. O Prémio Pessoa é concedido anualmente à pessoa de nacionalidade portuguesa que durante esse período e na sequência de uma atividade anterior tiver sido protagonista de uma intervenção particularmente relevante e inovadora na vida artística, literária ou científica do País.


Reunido em Seteais o Júri do Prémio Pessoa 2013, constituído por Francisco Pinto Balsemão (Presidente), Fernando Faria de Oliveira (Vice-Presidente), António Barreto, Diogo Lucena, Eduardo Souto de Moura, João Lobo Antunes, José Luís Porfírio, Maria de Sousa, Mário Soares, Rui Magalhães Baião, Rui Vieira Nery e Viriato Soromenho-Marques decidiu atribuir o Prémio Pessoa 2013 a Maria Manuel Mota.

Maria Manuel Mota nasceu no Porto em Abril de 1971, licenciou-se em Biologia pela Universidade do Porto, onde também fez o Mestrado em Imunologia e doutorou-se em Parasitologia Molecular na University College of London.

Depois de um pós doutoramento na New York University Medical Center, foi investigadora principal no Instituto Gulbenkian da Ciência. È, desde 2005, investigadora principal do Instituto de Medicina Molecular e Professora da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. A sua área científica é a malária, uma das causas principais de mortalidade a nível mundial. O grupo que constitui tem desenvolvido investigação fundamental com vista a esclarecer os mecanismos pelos quais o parasita se desenvolve no hospedeiro humano.


11 dezembro, 2013

Morreu Nadir Afonso





O arquiteto e pintor, Nadir Afonso, mestre da abstração geométrica, morreu hoje aos 93 anos.

Após ter vivido a infância em Chaves, onde nasceu a 4 de Dezembro de 1920, Nadir Afonso mudou-se para o Porto, onde foi estudar Arquitetura em 1938 na Escola de Belas-Artes. Estudou também em França, na Beaux-Arts de Paris, onde chega em 1946.

Foi da sua geração a figura que mais frutos colheu dos contactos com a vanguarda internacional: “Viveu em Paris. Trabalhou com Le Corbusier, foi colega do [compositor] Xenákis, que também foi arquitecto, foi amigo e colega de Vasarely. Também trabalhou com o Niemeyer em São Paulo. Expôs na Galeria Denise René, centro das vanguardas construtivistas do pós-guerra em Paris.”


Foi depois do período brasileiro, entre 1952 e 1954, que Nadir Afonso decidiu abandonar definitivamente a arquitetura para se dedicar em exclusivo à pintura.

No período das décadas de 1940 e 1950, distante de Portugal, “realiza uma obra por vezes mal avaliada na extensão, complexidade e actualidade das suas propostas". "É ele que faz a primeira pintura cinética em Portugal”, continua Pedro Lapa, referindo-se ao objecto cinético Espacillimité (1956). Por último, Lapa refere os muitos livros que escreveu e publicou, “desenvolvendo uma actividade de teorização e reflexão ímpar no contexto dos artistas portugueses das sua geração”.


07 dezembro, 2013

EUA: Português vence prémio internacional de psicologia










Nos EUA, o professor catedrático António Damásio foi distinguido com o Prémio Grawemeyer 2014 na área da Psicologia. O português foi condecorado pela hipótese que apresentou sobre os marcadores somáticos, que mostra a forma como as emoções influenciam a tomada de decisões. 

Segundo a 'Temas e Debates', editora que chancela as obras do investigador, o Prémio Grawemeyer para Psicologia, entregue anualmente pela Universidade de Louisville, no Kentucky, tem vindo a distinguir "os mais destacados estudiosos da cognição e da neurociência pelas suas ideias revolucionárias". 

Damásio, de 69 anos, é titular da cátedra David Dornsife de Neurociência, professor de psicologia e neurologia e ainda director do Brain and Creativity Institute (Instituto do Cérebro e da Criatividade).


in Boas Notícias sapo.pt

05 dezembro, 2013

Um Adeus a Madiba


Nelson Mandela
18 julho 1918 - 5 dezembro 2013


Vencedores do Prémio Portugal Telecom de Literatura




O romance O Sonâmbulo Amador, do escritor brasileiro José Luiz Passos, é o grande vencedor da 11ª edição do Prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa, escolhido entre os vencedores de cada categoria - romance, conto e poesia - tendo também recebido o prémio de melhor livro de romance. O anúncio foi feito numa cerimónia realizada no auditório Ibirapuera, em São Paulo, no Brasil.


Os outros livros vencedores da noite foram Essa coisa brilhante que é a chuva, de Cíntia Moscovich, na categoria de contos, e Sentimental, de Eucanaã Ferraz, na categoria de poesia.


02 dezembro, 2013

Maria Velho da Costa vence prémio Vida Literária da APE





O prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (APE), foi atribuído esta segunda-feira à romancista Maria Velho da Costa. A decisão foi unânime e o presidente da APE, José Manuel Mendes, justificou a escolha sublinhando a “criatividade da escritora”, o seu “percurso pessoal e literário”, e ainda o modo inventivo como a autora, que já recebera em 2002 o prémio Camões, trabalha a língua portuguesa.

Nascida em Lisboa em 1938, Maria Velho da Costa estreou-se em 1966 com O Lugar Comum, é co-autora das célebres Novas Cartas Portuguesas (1972) e escreveu alguns dos mais significativos romances da ficção portuguesa posterior ao 25 de Abril, como Casas Pardas (1977), Missa in Albis (1988) ou o mais recente Myra (2008), que venceu os prémios PEN, Máxima, Correntes d’Escrita e DST. A sua obra, que vem sendo traduzida desde os anos 70 nas principais línguas europeias, revolucionou como poucas o romance em língua portuguesa.

in Público


Miguel Torga, José Saramago, Sophia de Mello Breyner Andresen, Óscar Lopes, José Cardoso Pires, Eugénio de Andrade, Urbano Tavares Rodrigues, Mário Cesariny, Vítor Aguiar e Siva, Maria Helena da Rocha Pereira e João Rui de Sousa são os outros distinguidos com o Prémio Vida Literária, que não era atribuído desde 1990.

Exposição Lisboa em Pessoa



Local da Exposição: Aeroporto de Lisboa (chegadas – Praça Cilindro)
Duração: de 25 de Novembro de 2013 a 31 de Janeiro de 2014

Organização: Casa Fernando Pessoa
Curadoria: Inês Pedrosa


"Fernando Pessoa (1888-1935), considerado o maior poeta português do século XX e um dos mais destacados criadores da literatura mundial, viveu dentro do planeta das palavras de uma forma vertiginosa, desdobrando-se em personagens tão reais como ele próprio – os heterónimos. 
Ao universo composto pelo poeta da natureza Alberto Caeiro, pelo neoclassicista Ricardo Reis e pelo decadente, futurista e modernista Álvaro de Campos, Pessoa acrescentou ainda muitas outras figuras, entre as quais um detective, um frade, um filósofo, vários tradutores, diaristas, um fidalgo que se suicida, uma mulher corcunda que está a morrer de tuberculose e um astrólogo (Rafael Baldaya que, além de conceber cartas astrológicas de amigos, clientes e personalidades da História universal, desenhou os mapas astrológicos do próprio Pessoa e dos seus três principais heterónimos, tendo-se também dedicado ao estudo do ocultismo).
A Bernardo Soares, um fictício ajudante de guarda-livros classificado como semi-heterónimo por ter uma personalidade semelhante à do autor, foi atribuído o Livro do Desassossego. Esta obra em prosa tornou mundialmente conhecido Fernando Pessoa, a partir da sua edição, em 1982. 
Pessoa caracterizou o seu projecto literário como “um drama em gente, em vez de em actos”, e cultivou a arte do fingimento: “Eu simplesmente sinto com a imaginação”.
Lisboa foi mais do que o cenário da prodigiosa arquitectura literária de Pessoa – foi a sua casa (feita de muitas moradas), o seu porto de abrigo e desabrigo, a sua segurança funcionária e o seu desvario, território de encontros e oceano de solidão. Como escreveu Teresa Rita Lopes, no prefácio ao guia de Lisboa que o próprio Poeta escreveu (“Lisboa: o que o turista deve ver”, edição Livros Horizonte): “Para Pessoa, Lisboa foi mais do que uma cidade, foi a pátria, condensadamente. E desde que nela lançou âncora, em 1905, nunca mais daí saíu”. 
Comemorando os 125 anos de nascimento deste escritor universal, a Casa Fernando Pessoa – a morada de Pessoa nos seus últimos 15 anos de vida, de 1920 a 1935 – recupera as suas ruas e trajectos, as suas deambulações e os seus lugares em Lisboa, a sua cidade e, por isso mesmo, cidade-símbolo da sua extraordinária aventura literária."

Inês Pedrosa, Directora da Casa Fernando Pessoa


Mais informação e fotos em: http://www.lisboaempessoa.com/galeria.html

01 dezembro, 2013

III Congresso Internacional Fernando Pessoa





Após três dias de encantamento, no Teatro Aberto, ilustres pessoanos desassossegaram com comunicações riquíssimas os muitos participantes que aí acorreram. Terminou, ontem, o III Congresso Internacional de Fernando Pessoa, em Lisboa e no final da sessão foi atribuída a Ordem do Desassossego. Nesta edição, foram quatro os agraciados: Teresa Rita Lopes, Richard Zenith, Patrick Quillier e António Carrapatoso. 
Teresa Rita Lopes é a pessoana portuguesa mais consagrada de sempre. 
O norte-americano Richard Zenith é o Prémio Pessoa 2013 e o mais reconhecido investigador internacional do poeta português.
Patrick Quillier é o responsável pela tradução e edição da maior parte da obra de Fernando Pessoa publicada em França.
António Carrapatoso é o responsável pela decisão da Vodafone em patrocinar a digitalização integral da biblioteca particular de Pessoa, tornando-a disponível para consulta na internet, de forma gratuita, em todo o mundo.
Para finalizar o evento, os participantes foram contemplados com a leitura magnífica do poema Ultimatum de Álvaro de Campo, por Diogo Dória.