Neste espaço pretende-se divulgar actividades culturais/educativas/lúdicas ou simplesmente participar, partilhar opiniões, viajar...
30 outubro, 2012
25 outubro, 2012
As Idades do Mar - Exposição no Museu Calouste Gulbenkian

A Evasão de Rochefort, 1881 - Édouard MANET (1832-1883) | Paris, musée d’Orsay © 2012.
White Images/Scala, Florence
White Images/Scala, Florence
Óleo sobre tela 80 x 73 cm Paris, Musée d’Orsay Inv. RF 1984-158

Figura de Branco, Biarritz, 1906 | Joaquín SOROLLA BASTIDA (1863-1923).
Óleo sobre tela 63 x 91,5 cm Museo Sorolla, Madrid n.º inv. 773
As Idades do Mar
Museu Calouste Gulbenkian
26 outubro 2012 - 27 janeiro 2013
26 outubro 2012 - 27 janeiro 2013
O mar é o tema central da exposição que o Museu Calouste Gulbenkian vai apresentar a partir do dia 26 de outubro, na Galeria de Exposições Temporárias da Fundação. Em exposição vão estar mais de uma centena de obras, dos séculos XVI ao XX, provenientes de 51 instituições nacionais e estrangeiras, com o apoio excecional do Museu d’Orsay.
Van Goyen, Lorrain, Turner, Constable, Friedrich, Courbet, Boudin, Manet, Monet, Signac, Fattori, Sorolla, Klee, De Chirico, Hopper, são alguns dos 89 autores presentes na exposição com obras de superior qualidade. Também a pintura portuguesa, através de Henrique Pousão, Amadeo de Souza-Cardoso, João Vaz, Maria Helena Vieira da Silva e Menez, entre outros, contribuirá para esta abordagem exaustiva e por vezes inesperada de um motivo tão fascinante – e simultaneamente com especial significado na história e cultura portuguesas.
Van Goyen, Lorrain, Turner, Constable, Friedrich, Courbet, Boudin, Manet, Monet, Signac, Fattori, Sorolla, Klee, De Chirico, Hopper, são alguns dos 89 autores presentes na exposição com obras de superior qualidade. Também a pintura portuguesa, através de Henrique Pousão, Amadeo de Souza-Cardoso, João Vaz, Maria Helena Vieira da Silva e Menez, entre outros, contribuirá para esta abordagem exaustiva e por vezes inesperada de um motivo tão fascinante – e simultaneamente com especial significado na história e cultura portuguesas.
Mais informação em FCG
24 outubro, 2012
Diários de Al Berto
Amanhã , nas livrarias um novo livro de Al Berto com edição e apresentação de Golgona Anghel
Sinopse
Embora não haja uma organização definida pelo autor, nem indicações quanto à edição dos diários, Al Berto alimentava o corpo dos cadernos com notas e esboços, acreditando, por vezes, que esse devir-obra da sua própria vida pudesse ganhar uma dimensão diferente, uma outra "força", "outra leitura" se ponderasse a sua publicação. Decidimos agora, de acordo com a vontade dos herdeiros legais e, ao mesmo tempo, fazendo eco do desejo de Al Berto, tornar públicos estes documentos privados. Nestes Diários sobressai o registo diário de algo que servia para um uso pessoal e íntimo. Estamos perante um corpus que se expõe a si mesmo, que se dá no ritmo efervescente da criação mas também na sua fragilidade, na dúvida.
Índice:
Prefácio "Caminhos nocturnos, incertas travessias" ..... 9
Critérios de edição ..... 21
Diário 1982 ..... 25
Diário 1984 . ... 54
Diário 1985 . ... 201
Diário 1991 . ... 311
Diário 1994 . ... 399
Prefácio "Caminhos nocturnos, incertas travessias" ..... 9
Critérios de edição ..... 21
Diário 1982 ..... 25
Diário 1984 . ... 54
Diário 1985 . ... 201
Diário 1991 . ... 311
Diário 1994 . ... 399
Diário 1996 - 1997 . ... 469
Diário 1995 -1997 . ... 529
Diário 1995 -1997 . ... 529
Quarta. 8 maio 91 / Lx.
(...)
Todos os dias se torna mais difícil encontrar um sentido para a vida.
(...)
um grande desespero isto tudo, este país, esta cidade, esta gente. e, apesar de tudo, amo este país, sou louco por Lisboa (...) mas faltam heróis, faltam pessoas com carisma - falta gente que saiba dizer e viver enormidades. é tudo demasiado mesquinho, muito comadres de cá para lá, pequenino. (...) Volta Camilo! E não esqueças a bengala! há que zurzir de novo...zurzir. (p. 396)
Informação retirada da página Wook.pt
20 outubro, 2012
Valérie Rouzeau - Prémio Apollinaire

O Prémio Apollinaire, considerado como o "Goncourt da poesia", foi atribuído a Valérie Rouzeau pela antologia Vrouz publicada no mês de março, pela Table Ronde.

"Bonne qu’à ça ou rien
Je ne sais pas nager pas danser pas conduire
De voiture même petite
Pas coudre pas compter pas me battre pas baiser
Je ne sais pas non plus manger ni cuisiner
(Vais me faire cuire un œuf)
Quant à boire c’est déboires."
"Aussi je est un hôte d’on ne sait qui ni quoi
Mystère en bout de course comme à la balançoire
La vie assujettit drôlement ses invités
Alors je vante le vent par ma lucarne ouverte
Et je ne confonds pas auspices avec hospices
Rouzeau avec réseau dentiste avec temps triste
Pater avec par terre pleure avec meurs meurs meurs
Tu pisseras moins moins moins
Mon poème ne compte pas davantage
Que la conversation bruyante de mon prochain
M’empêchant de poursuivre par ici sauf A fermer ma lucarne ou la repeindre en bleu
Appeler ma prochaine
Ou m’écrier au feu."
Je ne sais pas nager pas danser pas conduire
De voiture même petite
Pas coudre pas compter pas me battre pas baiser
Je ne sais pas non plus manger ni cuisiner
(Vais me faire cuire un œuf)
Quant à boire c’est déboires."
"Aussi je est un hôte d’on ne sait qui ni quoi
Mystère en bout de course comme à la balançoire
La vie assujettit drôlement ses invités
Alors je vante le vent par ma lucarne ouverte
Et je ne confonds pas auspices avec hospices
Rouzeau avec réseau dentiste avec temps triste
Pater avec par terre pleure avec meurs meurs meurs
Tu pisseras moins moins moins
Mon poème ne compte pas davantage
Que la conversation bruyante de mon prochain
M’empêchant de poursuivre par ici sauf A fermer ma lucarne ou la repeindre en bleu
Appeler ma prochaine
Ou m’écrier au feu."
Vrouz, Table Ronde, 2012
19 outubro, 2012
3 poemas de Manuel António Pina


Imagem retirada do blog "Guardador de livros"Algumas coisas
A morte e a vida morrem
e sob a sua eternidade fica
só a memória do esquecimento de tudo;
também o silêncio de aquele que fala se calará.
Quem fala de estas
coisas e de falar de elas
foge para o puro esquecimento
fora da cabeça e de si.
O que existe falta
sob a eternidade;
saber é esquecer, e
esta é a sabedoria e o esquecimento.
in Aquele que Quer Morrer, Regra do Jogo, 1978
Na biblioteca
O que não pode ser dito
guarda um silêncio
feito de primeiras palavras
diante do poema, que chega sempre demasiadamente tarde,
quando já a incerteza
e o medo se consomem
em metros alexandrinos.
Na biblioteca, em cada livro,
em cada página sobre si
recolhida, às horas mortas em que
a casa se recolheu também
virada para o lado de dentro,
as palavras dormem talvez,
sílaba a sílaba,
o sono cego que dormiram as coisas
antes da chegada dos deuses.
Aí, onde não alcançam nem o poeta
nem a leitura,
o poema está só.
‘E, incapaz de suportar sozinho a vida, canta.’
in Poesia, Saudade da Prosa - uma antologia pessoal , Assírio & Alvim, 2011
Todas as palavras
As que procurei em vão,
principalmente as que estiveram muito perto,
como uma respiração,
e não reconheci,
ou desistiram e
partiram para sempre,
deixando no poema uma espécie de mágoa
como uma marca de água impresente;
as que (lembras-te?) não fui capaz de dizer-te
nem foram capazes de dizer-me;
as que calei por serem muito cedo,
e as que calei por serem muito tarde,
e agora, sem tempo, me ardem;
as que troquei por outras (como poderei
esquecê-las desprendendo-se longamente de mim?);
as que perdi, verbos e
substantivos de que
por um momento foi feito o mundo
e se foram levando o mundo.
E também aquelas que ficaram,
por cansaço, por inércia, por acaso,
e com quem agora, como velhos amantes sem
desejo, desfio memórias,
as minhas últimas palavras.
in Todas as palavras - poesia reunida, Assírio & Alvim, 2012
Morreu Manuel António Pina (1943-2012)

Imagem Lusa
Morreu esta tarde no Porto o poeta Manuel António Pina, 68 anos, Prémio Camões 2011. A sua obra poética está reunida no volume Todas as Palavras (2012), editado pela Assírio & Alvim.
Manuel António Pina, 68 anos, nasceu no Sabugal em 1943, e licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra. Para além de poeta também um consagrado autor de literatura infanto-juvenil. Ao longo de mais de 30 anos foi colunista do Jornal de Notícias. A sua obra está publicados em Espanha, França, Dinamarca, Alemanha, Países Baixos, Croácia, Bulgária, Rússia e Estados Unidos.
Manuel António Pina estreou-se na poesia em 1974 com o livro “Ainda Não É o Fim nem o Princípio do Mundo Calma É Apenas Um Pouco Tarde”. No ano anterior publicara o seu primeiro livro para crianças, “O País das Pessoas de Pernas para o Ar”.
Reconhecido como um dos melhores cronistas de língua portuguesa, Manuel António Pina publicou dezenas de livros de poesia e de literatura para crianças, mas só em 2003 se aventurou na ficção “para adultos”, com “Os Papéis de K.” O seu mais recente livro é "Todas as palavras - Poesia reunida", publicado este ano.
Além do Prémio Camões que lhe foi atribuído em 2011, Manuel António Pina foi distinguido ao longo da sua longa carreira literária e jornalística com inúmeros prémios, nomeadamente o Prémio de Poesia da Casa da Imprensa (1978) ; Prémio Gulbenkian (1987); Prémio Nacional de Crónica Press Club/ Clube de Jornalistas (1993); Prémio da Crítica, da Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos Literários" (2002); Prémio de poesia Luís Miguel Nava (2003) e Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores/CTT (2005).
A sua obra está traduzida em França (francês e corso), Estados Unidos, Espanha (espanhol, galego e catalão), Dinamarca, Alemanha, Países Baixos, Rússia, Croácia e Bulgária.
in notícias.sapo.pt
11 outubro, 2012
Mo Yan ganha Prémio Nobel da Literatura 2012

Foto: Reuters
O escritor chinês Mo Yan venceu o Nobel da Literatura pelo trabalho que o comité considerou ser de um "realismo alucinatório".
Mo Yan, de 57 anos, consegue conjugar "com realismo alucinatório, lendas, histórias e elementos contemporâneos", destacou a Academia Sueca.
Em Portugal foi publicado em 2007 o livro "Peito grande, ancas largas", traduzido por João Martins e editado pela Ulisseia.
Mo Yan (pseudónimo literário de Guan Moye) nasceu, em 1956, na província de Shandong, "no seio de uma família pobre" e "foi forçado a abandonar a escola primária durante a Revolução Cultural (1966-76)".
A sua primeira obra literária, um conto que começou a escrever enquanto ainda era soldado, saiu em 1981. Seis anos depois publicou um romance de grande sucesso, "Red Sorghum". Em 2011, Mo Yan ganhou o Premio Mao Dun, o mais importante galardão literário oficial do país, e foi eleito vice-presidente da Associação dos Escritores da China.
O seu mais recente romance, "Frog", aborda um tema especialmente sensível: a prática de abortos forçados na China devido à drástica política de controlo da natalidade imposta há três décadas sob a fórmula "um casal, um filho".
"Em todos os países há certas restrições à escrita", disse o autor numa entrevista concedida há dois anos à revista Time.
Mo Yan considera que "um escritor deve enterrar os seus pensamentos e transmiti-los através dos personagens dos seus romances".
O pseudónimo que criou significa, aliás, "não fales".
Mo Yan considera que "um escritor deve enterrar os seus pensamentos e transmiti-los através dos personagens dos seus romances".
O pseudónimo que criou significa, aliás, "não fales".
in SicNotícias
10 outubro, 2012
"Agnoia", novo espetáculo do Teatro do Mar

“Agnoia” - Teatro do Mar
12 e 13 de outubro - 22h00
Castelo de Sines
Uma criação de Julieta Aurora Santos, a peça utiliza como cenário um carrossel verdadeiro, metáfora do “carrossel da vida”.
“Agnoia” é um espetáculo com uma narrativa de caráter poético, físico e visual. O seu título tem uma dupla raiz: do grego, ignorância, e, do português, o estado do doente que não conhece nada do que o cerca.
Tendo o cenário como base conceptual, “Agnoia” trabalha “as dicotomias consciência e realidade, humanidade e animalidade, inocência e perversidade, sonho e pesadelo” e reflete sobre “a natureza humana, numa permanente rotação onde o tempo - invenção humana - condiciona as ações e controla o pensamento”, conforme se lê no seu texto de apresentação.
“Agnoia” apresenta várias questões sobre o “carrossel da vida”: “E se o carrossel da vida pudesse parar ou fazer-nos retroceder? E se houvesse a possibilidade de experimentar outros caminhos, se realmente nos pudéssemos ver de fora ou mergulhar mais profundamente dentro de nós próprios? E se reduzíssemos a velocidade vertiginosa dos dias de modo a aproveitar mais cada instante? E se nunca tivéssemos perdido a capacidade de reconhecer a magia da vida e a beleza das coisas simples?”
in CM Sines
FICHA TÉCNICA
Dramaturgia e Encenação Julieta Aurora SANTOS | Atores Carlos CAMPOS, Luís João MOSTEIAS, Sandra SANTOS, Sérgio VIEIRA | Conceito Plástico Julieta Aurora SANTOS | Cenografia e Adereços / Construção Hugo CUSTÓDIO, Carlos CAMPOS | Figurinos e Caracterização Maria MATOS, Sandra SANTOS | Banda Sonora Tiago INUIT | Apoio ao Movimento Bruno ALEXANDRE | Desenho e Operação de Luz Hugo CUSTÓDIO | Direção Técnica Luís João MOSTEIAS | Operação de Som Maria MATOS | Produção Executiva e Promoção Artur CHAINHO | Secretariado Sónia CUSTÓDIO | Foto cartaz Christophe DESSAIGNE (www.midnight-digital.com) | Cartaz Ana GIL | Produção CONTRA REGRA - AAC
09 outubro, 2012
Edward Hopper (1882-1967) au Grand Palais

Edward Hopper, Nighthawks, 1942, Chicago, The Art Institute of Chicago, Friends of American Art Collection
© The Art Institute of Chicago

Edward Hopper, Chop suey Collection de Barney A. Ebsworth
© Collection particulière
Grand Palais du 10 octobre 2012 au 28 janvier 2013
Cette rétrospective est la plus grande exposition parisienne du peintre américain organisée à Paris. 164 œuvres dont 128 peintures, aquarelles, gravures et illustrations, et certains de ses chefs-d’œuvre comme le fameux bar avec ses « oiseaux de nuits ». 55 tableaux sur la centaine qu'il a peints pendant sa période de maturité.
Les peintures d’Edward Hopper ont la simplicité trompeuse des mythes, l’évidence des images d’Epinal. Chacune d’elles est un condensé des savoirs hypothétiques, des rêves que nous inspire l’Amérique. Expression des sentiments les plus poignants, ou pures constructions mentales, ces peintures donnent lieu aux interprétations les plus contradictoires.
Romantique, réaliste, symboliste, et même formaliste, Hopper a été enrôlé tour à tour sous toutes les bannières. C’est cette complexité, signe de la richesse de cette oeuvre que s’efforce d’éclairer cette exposition.
Romantique, réaliste, symboliste, et même formaliste, Hopper a été enrôlé tour à tour sous toutes les bannières. C’est cette complexité, signe de la richesse de cette oeuvre que s’efforce d’éclairer cette exposition.
Conçue chronologiquement, elle se compose de deux grandes parties : la première, consacrée aux années de formation, rapproche les œuvres de Hopper de celles de ses contemporains et de celles, découvertes à Paris, qui ont pu l’inspirer. La seconde partie à l’art de la maturité, des premières peintures emblématiques de son style personnel à ses œuvres ultimes.
Commissaire
Didier Ottinger, directeur adjoint du MNAM – Centre Pompidou
Didier Ottinger, directeur adjoint du MNAM – Centre Pompidou
01 outubro, 2012
Hélio Oiticica - Museu é o Mundo

Museu Colecção Berardo
Centro Cultural de Belém
21.09.2012 - 06.01.2013
21.09.2012 - 06.01.2013
No âmbito do Ano do Brasil em Portugal, o Museu Colecção Berardo dedica uma exposição à obra de Hélio Oiticica (1937-1980). O artista plástico brasileiro é considerado um dos artistas mais revolucionários do sec.XX e é cconhecido pelas suas criações inovadoras intituladas, por ele, como “arte amiga do ambiente”.
A exposição intitulada “Museu é o Mundo”, com curadoria de Fernando Cocchiarle e César Oiticica Filho (sobrinho do artista), abrange todos os períodos da sua produção, e inclui cerca de 117 obras, filmes, fotografias e documentos de grande interesse e actualidade, que serão apresentados cronologicamente, começando com o Grupo Frente, Metaesquemas, Pinturas Brancas, Bilaterais, Relevos Espaciais, Penetráveis, Bólides, Parangolés e Cosmococas.
A exposição intitulada “Museu é o Mundo”, com curadoria de Fernando Cocchiarle e César Oiticica Filho (sobrinho do artista), abrange todos os períodos da sua produção, e inclui cerca de 117 obras, filmes, fotografias e documentos de grande interesse e actualidade, que serão apresentados cronologicamente, começando com o Grupo Frente, Metaesquemas, Pinturas Brancas, Bilaterais, Relevos Espaciais, Penetráveis, Bólides, Parangolés e Cosmococas.

Parangolé1- P25 Capa 21 -Xoxoba- 1968 Fotografia: César Oiticica Filho
30 setembro, 2012
23 setembro, 2012
Paulo Nozolino no BES Arte & Finança
Europa, 1993-2003, Paulo Nozolino
Usura
20 de setembro 2012 a 4 de janeiro de 2013
BES Arte e Finança, em Lisboa
Usura é o título da próxima exposição de Paulo Nozolino, que será inaugurada no dia 20 de Setembro no espaço BES Arte e Finança, em Lisboa. O nome (inspirado no canto XLV do poeta Ezra Pound, litania crítica dos ganhos provenientes dos juros), a sala escolhida (ligada a um banco) e a profunda crise económico-financeira que hoje atinge Portugal e a Europa podiam fazer antever uma mostra em tom amargo. Contudo, a intenção de Usura é mais profunda e procurará apelar "à memória dentro da actualidade e à compreensão da actualidade dentro da História". Os nove trípticos escolhidos com o comissário Sérgio Mah abordam acontecimentos fracturantes do século XX, num vasto comentário visual sobre "a infâmia" de certos "desvios traumáticos da Humanidade no decurso da modernidade capitalista" (Auschwitz, o declínio da Europa, o 11 de Setembro...). Motivado por uma abordagem que procura relacionar (confrontar, justapor) imagens, Nozolino recupera ainda conjuntos mais difíceis de situar no tempo e no espaço, relativos ao desaparecimento do mundo rural, à religião, à morte e à imigração. Para um fotógrafo que construiu obra sobretudo a partir de imagens únicas, esta exposição é particularmente relevante pelo facto de reunir pela primeira vez quase todos os seus trípticos, que começaram a ganhar forma em 1999, com Untitled, Blodelsheim. Este momento, marca, aliás, uma viragem na maneira como passa a encarar a exposição do seu trabalho, mais interessada em potenciar a observação relacional e estimular uma consciência crítica a partir de um movimento dialéctico entre imagens".
in Jornal Público, suplemento Ipsilon
(Quase) todos os trípticos de Nozolino 08.08.2012 - Sérgio B. Gomes
in Jornal Público, suplemento Ipsilon
(Quase) todos os trípticos de Nozolino 08.08.2012 - Sérgio B. Gomes
15 setembro, 2012
«Porta do Paraíso» 27 anos de restauro
A «Porta do Paraíso», obra icónica do Renascimento, é um dos ex-libris de Florença.
E após um longo período de restauro, pode ser agora contemplada no Museu da Catedral de Florença. ( A porta que está no Batistério é uma réplica).
Oito toneladas de bronze e ouro constituem a obra de Lorenzo Ghiberti (1378-1455), construída entre 1426 e 1452. Ghiberti contou com a ajuda de outros artistas como Donatello, Luca della Robbia ou Benozzo Gozzoli, para construir a obra de 3,10 metros de largura, 5,20 metros de altura e 11 centímetros de espessura.
E após um longo período de restauro, pode ser agora contemplada no Museu da Catedral de Florença. ( A porta que está no Batistério é uma réplica).
Oito toneladas de bronze e ouro constituem a obra de Lorenzo Ghiberti (1378-1455), construída entre 1426 e 1452. Ghiberti contou com a ajuda de outros artistas como Donatello, Luca della Robbia ou Benozzo Gozzoli, para construir a obra de 3,10 metros de largura, 5,20 metros de altura e 11 centímetros de espessura.
05 setembro, 2012
Novo livro de Al Berto para a rentrée
O poeta Al Berto tinha um diário. Embora não haja uma organização definida pelo autor, nem ele tenha deixado indicações quanto à edição dos diários, a editora Assírio & Alvim decidiu "de acordo com a vontade dos herdeiros legais e, ao mesmo tempo, fazendo eco do desejo de Al Berto, tornar públicos estes documentos privados". Na conferência de apresentação da rentrée do grupo da Porto Editora, esses Diários do poeta de O Medo foram anunciados como uma das apostas para Outubro. "Não se trata de ir coscuvilhar uma gaveta perdida do poeta" explicou Vasco David da Assírio & Alvim, que assegura que esta obra "surpreenderá" não só pelo "olhar que fornece em relação à vida privada de Al Berto", mas também porque ali surgem pela primeira vez trechos que foram depois aproveitados para os seus livros. Além de "uma janela para a vida", os Diários de Al Berto são "uma janela para a obra".
Isabel Coutinho in Público
João Tordo é finalista do Prémio Literário Europeu
foto Paulo
Spranger / Global Imagens
O escritor João Tordo é o único autor português entre os
finalistas da 6.ª edição do Prémio Literário Europeu, cujo vencedor será
conhecido, em Bruxelas, a 5 de dezembro.
O escritor João Tordo foi selecionado pela edição francesa de "O Bom Inverno"
("Le Bon Hiver"), traduzido por Dominique Nedellec, e publicado pela Actes
Sud.
"O Bom Inverno" conta a história de um escritor frustrado e hipocondríaco que
se desloca a Budapeste, Hungria, onde acaba por conhecer um escritor italiano
mais jovem, mais enérgico e muito pouco sensato.
O jovem escritor italiano convence-o a ir com ele até Sabaudia, em Itália,
onde o famoso produtor de cinema Dom Metzger reúne um leque de convidados
excêntricos numa casa escondida no meio de um bosque.
Além de "O Bom Inverno", a Actes Sud publicou, de João Tordo, o romance "As
Três Vidas" ("Le Domaine Du Temps").
19 agosto, 2012
O MODERNISMO FELIZ: ART DÉCO EM PORTUGAL
António Soares (1894 – 1978)
No terrasse do Café des Plaires
C.1925
Óleo sobre tela, 33 x 36 cm
Col. MNAC-Museu do Chiado. Inv. 654
No terrasse do Café des Plaires
C.1925
Óleo sobre tela, 33 x 36 cm
Col. MNAC-Museu do Chiado. Inv. 654
Mário Eloy (1900 – 1951)
Retrato do bailarino Francis
1930
Óleo sobre tela, 160 x 120 cm
Col. MNAC- Museu do Chiado. Inv. 1470
José de Almada Negreiros (1893 – 1970)
A sesta
1939
Carvão sobre papel, 68 x 100 cm
Col. MNAC-Museu do Chiado. Inv. 986
Francisco Franco (1885-1955)
Torso de mulher
1922
Bronze, 115 x 56 x 43 cm
Col. MNAC- Museu do Chiado. Inv. 1629-A
«O MODERNISMO FELIZ: ART DÉCO EM PORTUGAL
PINTURA; DESENHO; ESCULTURA, 1912-1960»
28.06.2012 - 28.10.2012
MNAC- Museu do Chiado
A presente exposição sobre o estilo Art Déco em Portugal permite uma releitura renovada e inovadora do nosso fenómeno Modernista, e, maioritariamente, daquele gosto que, originalmente, se estendeu do domínio do desenho às restantes expressões artísticas ditas 'maiores', como a Pintura, a Escultura e a Arquitetura, mas também ao grafismo e publicidade, à cenografia, ao cinema, às artes da decoração e, finalmente, à própria vida quotidiana e suas aspirações modernas de cosmopolitismo e felicidade.
Rui Afonso Santos
Comissário
mais informação em MNAC- Museu do Chiado
A Noiva no 104, em Paris
O 104, em Paris, expõe a obra principal de Joana Vasconcelos. Recusada para a exposição de Versailles, A Noiva (lustre de 25000 tampões higiénicos) pode ser vista até ao dia 18 de setembro.
Atualmente, Joana Vasconcelos tem em exposição 17 obras no Palácio de Versalhes, em Paris, e “A Noiva” foi recusada pela organização com a justificação de que não se adequava ao espaço.
No entanto, a artista foi convidada a expor a peça no centro cultural Centquatre, também em Paris, cuja programação inclui exposições e espectáculos de teatro, música e dança.
No entanto, a artista foi convidada a expor a peça no centro cultural Centquatre, também em Paris, cuja programação inclui exposições e espectáculos de teatro, música e dança.
17 agosto, 2012
Sines em Jazz 2012
Sexto Festival Sines em Jazz, programado para os dias 23, 24 e 25 de agosto, no auditório do Centro de Artes. Cada dia do festival é composto por três concertos noturnos.
Quinta, 23 de agosto21h30: The Mingus Project
22h45: Cornettada
00h00: Cró! (Galiza)
Sexta, 24 de agosto
21h30: KOLME
22h45: Elisa Rodrigues
00h00: Kekko Fornarelli Trio (Itália)
Sábado, 25 de agosto
21h30: RED Trio
22h45: Joana Sá + Pedro Sousa + Manuel Mota + Margarida Garcia
00h00: Kubik
Mais informações: CAS
16 agosto, 2012
Trilhos pela Beira Interior
Oledo
Proença-a-Velha
Monsanto
Monsanto
Monsanto
Monsanto
Idanha-a-Velha
Idanha-a-Velha
Idanha-a-Velha
Idanha-a-Velha
09 agosto, 2012
Um poema de Mário Cesariny

| O poeta chorava... |
O poeta chorava o poeta buscava-se todo o poeta andava de pensão em pensão comia mal tinha diarreias extenuantes nelas buscava Uma estrela talvez a salvação? O poeta era sinceríssimo honesto total raras vezes tomava o eléctrico em podendo voltava não podendo ver-se-ia tudo mais ou menos a cair de vergonha mais ou menos como os ladrões E agora o poeta começou por rir rir de vós ó manutensores da afanosa ordem capitalista comprou jornais foi para casa leu tudo quando chegou à página dos anúncios o poeta teve um vómito que lhe estragou as únicas que ainda tinha e pôs-se a rir do logro é um tanto sinistro mas é inevitável é um bem é uma dádiva Tirai-lhe agora os poemas que ele próprio despreza negai-lhe o amor que ele mesmo abandona caçai-o entre a multidão crucificai-o de novo mas com mais requinte. Subsistirá. É pior do que isso. Prendei-o. Viverá de tal forma que as próprias grades farão causa com ele. E matá-lo não é solução. O poeta O Poeta O POETA DESTROI-VOS Mário Cesariny |
07 agosto, 2012
Morreu Robert Bréchon (1920- 2012)
O ensaísta literário Robert Bréchon, 92
anos, faleceu na sexta-feira, informou hoje a Biblioteca Nacional de Portugal
(BNP), no seu sítio na Internet.
A BNP afirma que Bréchon era "um dos mais importantes especialistas
estrangeiros na vida e obra, de Fernando Pessoa".
"Robert Bréchon iniciou os seus contactos com a língua portuguesa quando foi
diretor do Liceu Francês no Rio de Janeiro, tendo mais tarde dirigido o Institut
Français de Lisboa e desempenhado funções de conselheiro cultural da embaixada
de França, em que sucedeu a Pierre Hourcade", escreve a BNP.
O ensaísta viveu na capital portuguesa de 1962 a 1968, tendo conhecido "o
meio literário português", conforme a BNP que lembra o facto de Bréchon ter sido
"amigo de Ramos Rosa, através do qual conheceu autores como Sophia de Mello
Breyner Andresen, Herberto Helder, Vergílio Ferreira e Ruy Cinatti, e descobriu
a obra de Pessoa, especialmente pelo contacto com Jacinto Prado Coelho e João
Gaspar Simões".
"Fernando Pessoa et ses personnages", publicado na revista Critique, nº 251,
em abril de 1968, foi o seu primeiro artigo sobre o poeta de "A Mensagem".
O investigador francês "produziu numerosos artigos, ensaios e prefácios, mas
também conferências, não só sobre a obra de Pessoa, em que se destacou, mas
sobre outros autores da literatura portuguesa contemporânea, como José Régio,
Vitorino Nemésio e António Ramos Rosa".
in DN
Caetano Veloso faz 70 anos.
Às vezes no silêncio da noite,
eu fico imaginando nós dois
Eu fico ali sonhando acordado,
juntando o antes o agora e o depois
Porque você me deixa tão solto?
Porque você não cola em mim?
Tô me sentindo muito sozinho
Não sou nem quero ser o seu dono,
É que um carinho as vezes cai bem
Eu tenho os meus desejos e planos secretos,
Só abro pra você mais ninguém
Porque você me esquece e some?
E se eu me interessar por alguém?
E se ela de repente me ganha?
Quando a gente gosta
É claro que a gente cuida.
Fala que me ama
Só que é da boca pra fora
Ou você me engana ou não está madura
Onde está você agora?
24 julho, 2012
Corto Maltese: Viagem à Aventura, em Evora

Fórum Eugénio de Almeida
25 de julho - 2 de dezembro de 2012
51 obras de Hugo Pratt, desde aguarelas a tinta da china e guache,
que retratam uma das muitas viagens da personagem de banda desenhada Corto
Maltese, é apresentada em Évora na Fundação Eugénio de Almeida. A mostra apresenta viagens de Corto Maltese de Veneza a
África, de Samarcanda à Polinésia, do Caribe à ilha de Escondida.
Corto Maltese chega a Évora quando se assinalam os
45 anos da criação do personagem de Pratt.
22 julho, 2012
Caricaturas de escritores no metro de Lisboa
António com Fernando Pessoa
Algumas figuras do Portugal do século XX “desfilam”, desde a passada terça-feira, na nova estação de Metro do Aeroporto. A responsabilidade é do cartoonista António, a quem o Metropolitano de Lisboa encomendou a decoração artística da nova estação. São 48 painéis que representam 49 personagens, já que Gago Coutinho e Sacadura Cabral partilham o mesmo painel.
David Mourão Ferreira
Mário Cesariny
Sophia de Mello Breyner
Eça de Queirós
Natália Correia
José Cardoso Pires
António Lobo Antunes
Alexandre O' Neil
Ferreira de Castro
Aquilino Ribeiro
Vitorino Nemésio
Vergílio Ferreira
Agostinho da Silva
António Sérgio
Fotos retiradas do site http://paramimtantofaz.blogspot.pt/
Subscrever:
Mensagens (Atom)















