MAR

MAR

23 setembro, 2012

Paulo Nozolino no BES Arte & Finança

 
 
 
Europa, 1993-2003, Paulo Nozolino 

 
Usura
 20 de setembro 2012 a 4 de janeiro de 2013
 BES Arte e Finança, em Lisboa

Usura é o título da próxima exposição de Paulo Nozolino, que será inaugurada no dia 20 de Setembro no espaço BES Arte e Finança, em Lisboa. O nome (inspirado no canto XLV do poeta Ezra Pound, litania crítica dos ganhos provenientes dos juros), a sala escolhida (ligada a um banco) e a profunda crise económico-financeira que hoje atinge Portugal e a Europa podiam fazer antever uma mostra em tom amargo. Contudo, a intenção de Usura é mais profunda e procurará apelar "à memória dentro da actualidade e à compreensão da actualidade dentro da História". Os nove trípticos escolhidos com o comissário Sérgio Mah abordam acontecimentos fracturantes do século XX, num vasto comentário visual sobre "a infâmia" de certos "desvios traumáticos da Humanidade no decurso da modernidade capitalista" (Auschwitz, o declínio da Europa, o 11 de Setembro...). Motivado por uma abordagem que procura relacionar (confrontar, justapor) imagens, Nozolino recupera ainda conjuntos mais difíceis de situar no tempo e no espaço, relativos ao desaparecimento do mundo rural, à religião, à morte e à imigração. Para um fotógrafo que construiu obra sobretudo a partir de imagens únicas, esta exposição é particularmente relevante pelo facto de reunir pela primeira vez quase todos os seus trípticos, que começaram a ganhar forma em 1999, com Untitled, Blodelsheim. Este momento, marca, aliás, uma viragem na maneira como passa a encarar a exposição do seu trabalho, mais interessada em potenciar a observação relacional e estimular uma consciência crítica a partir de um movimento dialéctico entre imagens".

in Jornal Público, suplemento Ipsilon
(Quase) todos os trípticos de Nozolino
08.08.2012 - Sérgio B. Gomes

 
 
 
 

15 setembro, 2012

«Porta do Paraíso» 27 anos de restauro

 
 

A «Porta do Paraíso», obra icónica do Renascimento,  é um dos ex-libris de Florença.
E após um longo período de restauro,  pode ser agora contemplada no Museu da Catedral de Florença. ( A porta  que está no Batistério é uma réplica).

Oito toneladas de bronze e ouro constituem a obra de Lorenzo Ghiberti (1378-1455), construída entre 1426 e 1452. Ghiberti contou com a ajuda de outros artistas como Donatello, Luca della Robbia ou Benozzo Gozzoli, para construir a obra de 3,10 metros de largura, 5,20 metros de altura e 11 centímetros de espessura.

             

05 setembro, 2012

Novo livro de Al Berto para a rentrée




O poeta  Al Berto tinha um diário. Embora não haja uma organização definida pelo autor, nem ele tenha deixado indicações quanto à edição dos  diários, a editora Assírio & Alvim decidiu "de acordo com a vontade dos herdeiros  legais e, ao mesmo tempo, fazendo eco do desejo de Al Berto, tornar públicos estes documentos privados". Na conferência  de apresentação da rentrée do grupo da Porto Editora, esses Diários  do poeta de O Medo foram anunciados como uma das apostas para Outubro. "Não se trata de ir coscuvilhar uma gaveta perdida do poeta" explicou Vasco David da Assírio & Alvim, que assegura que esta obra "surpreenderá" não só pelo "olhar que fornece em relação à vida privada de Al Berto", mas também porque ali surgem pela primeira vez trechos que foram depois aproveitados para os seus livros. Além de "uma janela para a vida", os Diários de Al Berto são "uma janela para a obra".
 
Isabel Coutinho in Público

João Tordo é finalista do Prémio Literário Europeu

foto Paulo Spranger / Global Imagens
 
 
O escritor João Tordo é o único autor português entre os finalistas da 6.ª edição do Prémio Literário Europeu, cujo vencedor será conhecido, em Bruxelas, a 5 de dezembro.
O escritor João Tordo foi selecionado pela edição francesa de "O Bom Inverno" ("Le Bon Hiver"), traduzido por Dominique Nedellec, e publicado pela Actes Sud.
"O Bom Inverno" conta a história de um escritor frustrado e hipocondríaco que se desloca a Budapeste, Hungria, onde acaba por conhecer um escritor italiano mais jovem, mais enérgico e muito pouco sensato.
O jovem escritor italiano convence-o a ir com ele até Sabaudia, em Itália, onde o famoso produtor de cinema Dom Metzger reúne um leque de convidados excêntricos numa casa escondida no meio de um bosque.
 
Além de "O Bom Inverno", a Actes Sud publicou, de João Tordo, o romance "As Três Vidas" ("Le Domaine Du Temps").

Notícia completa em JN

 

19 agosto, 2012

O MODERNISMO FELIZ: ART DÉCO EM PORTUGAL


António Soares (1894 – 1978)
 No terrasse do Café des Plaires
C.1925
Óleo sobre tela, 33 x 36 cm
Col. MNAC-Museu do Chiado. Inv. 654


Mário Eloy (1900 – 1951)
Retrato do bailarino Francis
1930
Óleo sobre tela, 160 x 120 cm
Col. MNAC- Museu do Chiado. Inv. 1470


José de Almada Negreiros (1893 – 1970)
A sesta
1939
Carvão sobre papel, 68 x 100 cm
Col. MNAC-Museu do Chiado. Inv. 986


Francisco Franco (1885-1955)
Torso de mulher
1922
Bronze, 115 x 56 x 43 cm
Col. MNAC- Museu do Chiado. Inv. 1629-A




«O MODERNISMO FELIZ: ART DÉCO EM PORTUGAL
PINTURA; DESENHO; ESCULTURA, 1912-1960»

28.06.2012 - 28.10.2012
MNAC- Museu do Chiado


A presente exposição sobre o estilo Art Déco em Portugal permite uma releitura renovada e inovadora do nosso fenómeno Modernista, e, maioritariamente, daquele gosto que, originalmente, se estendeu do domínio do desenho às restantes expressões artísticas ditas 'maiores', como a Pintura, a Escultura e a Arquitetura, mas também ao grafismo e publicidade, à cenografia, ao cinema, às artes da decoração e, finalmente, à própria vida quotidiana e suas aspirações modernas de cosmopolitismo e felicidade.

Rui Afonso Santos
Comissário

mais informação em MNAC- Museu do Chiado

A Noiva no 104, em Paris


                                   Joana Vasconcelos au 104© - 2012 / Christine Siméone


O 104, em Paris, expõe a obra principal de Joana Vasconcelos. Recusada para a exposição de Versailles, A Noiva (lustre de 25000 tampões higiénicos) pode ser vista até ao dia 18 de setembro.

Atualmente, Joana Vasconcelos tem em exposição 17 obras no Palácio de Versalhes, em Paris, e “A Noiva” foi recusada pela organização com a justificação de que não se adequava ao espaço.

No entanto, a artista foi convidada a expor a peça no centro cultural Centquatre, também em Paris, cuja programação inclui exposições e espectáculos de teatro, música e dança.

17 agosto, 2012

Sines em Jazz 2012



Sexto Festival Sines em Jazz, programado para os dias 23, 24 e 25 de agosto, no auditório do Centro de Artes. Cada dia do festival é composto por três concertos noturnos.  
Quinta, 23 de agosto
         21h30: The Mingus Project            
         22h45: Cornettada
         00h00: Cró! (Galiza)


Sexta, 24 de agosto
         21h30: KOLME
         22h45: Elisa Rodrigues
         00h00: Kekko Fornarelli Trio (Itália) 

                
Sábado, 25 de agosto
         21h30: RED Trio
         22h45: Joana Sá + Pedro Sousa + Manuel Mota + Margarida Garcia
         00h00: Kubik

       

  Mais informações: CAS

16 agosto, 2012

Trilhos pela Beira Interior

 Oledo

 Proença-a-Velha

                                                                         Monsanto


    Monsanto


   Monsanto

    Monsanto


  Idanha-a-Velha

 Idanha-a-Velha


 Idanha-a-Velha

 Idanha-a-Velha


09 agosto, 2012

Um poema de Mário Cesariny




O poeta chorava...

O poeta chorava
o poeta buscava-se todo
o poeta andava de pensão em pensão
comia mal tinha diarreias extenuantes
nelas buscava Uma estrela   talvez a salvação?
O poeta era sinceríssimo
honesto
total
raras vezes tomava o eléctrico
em podendo
voltava
não podendo
ver-se-ia
tudo mais ou menos
a cair de vergonha
mais ou menos
como os ladrões



E agora o poeta começou por rir
rir de vós ó manutensores
da afanosa ordem capitalista
comprou jornais foi para casa leu tudo
quando chegou à página dos anúncios
o poeta teve um vómito que lhe estragou
as únicas que ainda tinha
e pôs-se a rir do logro é um tanto sinistro
mas é inevitável é um bem é uma dádiva



Tirai-lhe agora os poemas que ele próprio despreza
negai-lhe o amor que ele mesmo abandona
caçai-o entre a multidão
crucificai-o de novo mas com mais requinte.
Subsistirá. É pior do que isso.
Prendei-o. Viverá de tal forma
que as próprias grades farão causa com ele.
E matá-lo não é solução.
O poeta
O Poeta
O POETA DESTROI-VOS



Mário Cesariny

07 agosto, 2012

Morreu Robert Bréchon (1920- 2012)



O ensaísta literário Robert Bréchon, 92 anos, faleceu na sexta-feira, informou hoje a Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), no seu sítio na Internet.

A BNP afirma que Bréchon era "um dos mais importantes especialistas estrangeiros na vida e obra, de Fernando Pessoa".
"Robert Bréchon iniciou os seus contactos com a língua portuguesa quando foi diretor do Liceu Francês no Rio de Janeiro, tendo mais tarde dirigido o Institut Français de Lisboa e desempenhado funções de conselheiro cultural da embaixada de França, em que sucedeu a Pierre Hourcade", escreve a BNP.
O ensaísta viveu na capital portuguesa de 1962 a 1968, tendo conhecido "o meio literário português", conforme a BNP que lembra o facto de Bréchon ter sido "amigo de Ramos Rosa, através do qual conheceu autores como Sophia de Mello Breyner Andresen, Herberto Helder, Vergílio Ferreira e Ruy Cinatti, e descobriu a obra de Pessoa, especialmente pelo contacto com Jacinto Prado Coelho e João Gaspar Simões".
"Fernando Pessoa et ses personnages", publicado na revista Critique, nº 251, em abril de 1968, foi o seu primeiro artigo sobre o poeta de "A Mensagem".
O investigador francês "produziu numerosos artigos, ensaios e prefácios, mas também conferências, não só sobre a obra de Pessoa, em que se destacou, mas sobre outros autores da literatura portuguesa contemporânea, como José Régio, Vitorino Nemésio e António Ramos Rosa".

in DN

Caetano Veloso faz 70 anos.





Às vezes no silêncio da noite,
eu fico imaginando nós dois
Eu fico ali sonhando acordado,
juntando o antes o agora e o depois

Porque você me deixa tão solto?
Porque você não cola em mim?
Tô me sentindo muito sozinho

Não sou nem quero ser o seu dono,
É que um carinho as vezes cai bem
Eu tenho os meus desejos e planos secretos,
Só abro pra você mais ninguém

Porque você me esquece e some?
E se eu me interessar por alguém?
E se ela de repente me ganha?

Quando a gente gosta
É claro que a gente cuida.
Fala que me ama
Só que é da boca pra fora
Ou você me engana ou não está madura
Onde está você agora?

24 julho, 2012

Corto Maltese: Viagem à Aventura, em Evora


Fórum Eugénio de Almeida
 25 de julho - 2 de dezembro de 2012

51 obras de Hugo Pratt, desde aguarelas  a tinta da china e guache, que retratam uma das muitas viagens da personagem de banda desenhada Corto Maltese, é apresentada em Évora na Fundação Eugénio de Almeida. A mostra apresenta viagens de Corto Maltese de Veneza a África, de Samarcanda à Polinésia, do Caribe à ilha de Escondida.

Corto Maltese chega a Évora quando se assinalam os 45 anos da criação do personagem de Pratt.

22 julho, 2012

Caricaturas de escritores no metro de Lisboa

António com Fernando Pessoa


Algumas figuras do Portugal do século XX “desfilam”, desde a passada terça-feira, na nova estação de Metro do Aeroporto. A responsabilidade é do cartoonista António, a quem o Metropolitano de Lisboa encomendou a decoração artística da nova estação. São 48 painéis que representam 49 personagens, já que Gago Coutinho e Sacadura Cabral partilham o mesmo painel. 


David Mourão Ferreira


Mário Cesariny

Sophia de Mello Breyner

Eça de Queirós


Natália Correia

José Cardoso Pires

António Lobo Antunes

Alexandre O' Neil

Ferreira de Castro

Aquilino Ribeiro

Vitorino Nemésio

Vergílio Ferreira

Agostinho da Silva

António Sérgio


Fotos retiradas do site http://paramimtantofaz.blogspot.pt/



09 julho, 2012

Um poema de Al Berto

Snow Storm-Steam-Boat off a Harbour's Mouth. JMW Turner. 1842.



Euforia

cai neve no cérebro vivo do imaculado - dizem
que estes milagres só são possíveis com rosas e
enganos - precisamente no segundo em que a insónia
transmuda os metais diurnos em estrume do coração
dizem também
que um duende dança na erecção do enforcado - o fulgor
dos sémenes venenosos alastra no brilho dos olhos e
um sussurro de tinta preta aflora os lábios
fere a mão de gelo que se aproxima da boca
o vómito da luz ergue-se
das palavras ditas em surdina
a seguir vem o sono
e o miraculado entra no voo dos cisnes
o dia cansa-se
na brutalidade com que a voz se atira contra as paredes
abrindo fendas
em toda a extensão das veias e dos tendões
quando desperta com o crepúsculo
o miraculado olha-nos fixamente e sorri
dá-nos uma rosa em forma de estilete - fechamos os olhos
sabendo que este é o maior engano
da eternidade

Al Berto