Neste espaço pretende-se divulgar actividades culturais/educativas/lúdicas ou simplesmente participar, partilhar opiniões, viajar...
16 junho, 2010
13 junho, 2010
Al Berto
étreinte - Pablo PicassoCartas
Quando o vento se levanta e passa, tua cabeça adormecida põe-se a brilhar. Em redor dela um halo de sombra onde a minha mão entra, vagarosamente, pedindo-te um sinal.
Procuro o rosto com os dedos afiados pelo desejo. Toco a alba das pálpebras que, de súbito, se abrem para mim.
Um fio de luz coalha na saliva do lábio.
Ouvimos o mar, como se tivéssemos encostado a cabeça ao peito um do outro. Mas não há repouso nesta paixão.
O dia cresce, sem luz - e os pássaros soltam-se do pólen dos sonhos, embatem contra os nossos corpos.
Nada podemos fazer.
Um risco de passos ensaguentados alastra pelo chão da cidade. A noite cerca-nos, devora-nos. Estamos definitivamente sozinhos.
Começamos, então, a imitar a vida um do outro. E, abraçados, amamo-nos como se fosse a última vez...
O tempo sempre esteve aqui, e eu passei por ele quase sempre sozinho.
No entanto, recordo, deixaste-me sobre a pele um rasgão que já não dói. Mas quando a memória da noite consegue trazer-te intacto, fecho os olhos, o corpo e a alma latejam de dor.
Dantes, o olhar seduzia e matava outro olhar. Agora, odeio-te por não me pertenceres mais. Odeio-te. Abro os olhos. Regresso ao meu corpo e odeio-te. E, quem sabe se no meio de tanto ódio não te perdoaria - mas ambos sabemos que o perdão não existe.
Se fugias, perseguia-te. Mas o olhar começava a cegar. Sentia-te, já não te via. E o pior é que o tacto também esqueceu, rapidamente, a sensualidade da pele e o calor do sexo. O rosto aprendido de cor.
Hoje, tudo se sobrepõe. Nomes, rostos, gestos, corpos, lugares...um montão de cinzas que me deixaste como herança.
Não devo perder tempo com o ciúme. A paixão desgastou-me. E nunca houve mais nada na minha vida - paixão ou ódio.
Só isto: se me aparecesses agora, tenho a certeza, matava-te.
Procuro o rosto com os dedos afiados pelo desejo. Toco a alba das pálpebras que, de súbito, se abrem para mim.
Um fio de luz coalha na saliva do lábio.
Ouvimos o mar, como se tivéssemos encostado a cabeça ao peito um do outro. Mas não há repouso nesta paixão.
O dia cresce, sem luz - e os pássaros soltam-se do pólen dos sonhos, embatem contra os nossos corpos.
Nada podemos fazer.
Um risco de passos ensaguentados alastra pelo chão da cidade. A noite cerca-nos, devora-nos. Estamos definitivamente sozinhos.
Começamos, então, a imitar a vida um do outro. E, abraçados, amamo-nos como se fosse a última vez...
O tempo sempre esteve aqui, e eu passei por ele quase sempre sozinho.
No entanto, recordo, deixaste-me sobre a pele um rasgão que já não dói. Mas quando a memória da noite consegue trazer-te intacto, fecho os olhos, o corpo e a alma latejam de dor.
Dantes, o olhar seduzia e matava outro olhar. Agora, odeio-te por não me pertenceres mais. Odeio-te. Abro os olhos. Regresso ao meu corpo e odeio-te. E, quem sabe se no meio de tanto ódio não te perdoaria - mas ambos sabemos que o perdão não existe.
Se fugias, perseguia-te. Mas o olhar começava a cegar. Sentia-te, já não te via. E o pior é que o tacto também esqueceu, rapidamente, a sensualidade da pele e o calor do sexo. O rosto aprendido de cor.
Hoje, tudo se sobrepõe. Nomes, rostos, gestos, corpos, lugares...um montão de cinzas que me deixaste como herança.
Não devo perder tempo com o ciúme. A paixão desgastou-me. E nunca houve mais nada na minha vida - paixão ou ódio.
Só isto: se me aparecesses agora, tenho a certeza, matava-te.
Al Berto, O Anjo Mudo
Isabel Soveral – Le Navigateur du Soleil Incandescent
Le Navigateur du Soleil Incandescent / quatrième lettre de Isabel Soveral teve a sua estreia absoluta no Sábado, 12 de Junho, inserida no programa do Cascais Days / Dias de Cascais – Miso Music 25.
Le Navigateur du Soleil Incandescent /quatrième lettre é uma peça para flauta, clarinete, piano, violino, violoncelo & electrónica, sendo interpretada pelo Sond’Ar-te Electric Ensemble, dirigido por Pedro Neves.
Sobre a obra fica um texto escrito pela compositora:
Le Navigateur du Soleil Incandescent /quatrième lettre é uma peça para flauta, clarinete, piano, violino, violoncelo & electrónica, sendo interpretada pelo Sond’Ar-te Electric Ensemble, dirigido por Pedro Neves.
Sobre a obra fica um texto escrito pela compositora:
O texto Le Navigateur du Soleil Incandescent ,de Al Berto, articula-se na conjugação dois planos emocionais: um melancólico, bastante lírico, em que Al Berto retrata o amor, a saudade do amor, a fantasia de uma saudade; e outro, em que Al Berto retrata a solidão: a solidão em Al Berto é a solidão do terror, o estado de revolta e de desespero. É neste plano que aparece o seu texto mais autobiográfico.
Do texto original, trabalhei com o poeta uma sequência de fragmentos, que articulados de forma cronológica em relação ao texto inicial, dão forma ao enredo do ciclo no qual se inclui esta obra: Le Navigateur du Soleil Incadescent /quatrième lettre para grupo de câmara e sons electrónicos. Resulta uma sequência de monólogos, em que o personagem, o Navegador, se entrega ao desespero/melancolia da ausência de um amor que o salve do seu destino solitário.
Isabel Soveral
in http://ideias-soltas.net/2010/06/11/isabel-soveral-le-navigateur-du-soleil-incandescent-em-estreia/
Do texto original, trabalhei com o poeta uma sequência de fragmentos, que articulados de forma cronológica em relação ao texto inicial, dão forma ao enredo do ciclo no qual se inclui esta obra: Le Navigateur du Soleil Incadescent /quatrième lettre para grupo de câmara e sons electrónicos. Resulta uma sequência de monólogos, em que o personagem, o Navegador, se entrega ao desespero/melancolia da ausência de um amor que o salve do seu destino solitário.
Isabel Soveral
in http://ideias-soltas.net/2010/06/11/isabel-soveral-le-navigateur-du-soleil-incandescent-em-estreia/
Al Berto 11/1/1948 - 13/6/1997
Powered By: VideoBuzz
pequeníssimos recados escritos à pressa
amachucados nos dedos
foi bela a madressilva
subindo pela noite da morada esquecida
pedras exactas poeiras perfumadas
bichos de lume dormitando na flexibilidade da argila
areias cobertas de insectos ossos dentes
e o rio por onde partem as noites de cansaço
luminosa floração luas ácidas despenhando-se
fendas de terra cidades costeiras pássaros
frágeis caminhos desvendados em pleno voo
durante a lucidez tremenda do sonho
restam-me os corredores de vidro
onde posso afagar os restos carbonizados do corpo
abro a porta que dava acesso ao rosto
desço os degraus musgosos do pátio
atravesso o jardim de alvenaria onde vivi
todo este tempo antes de me precipitar
Al Berto
10 junho, 2010
«Parfums de Lisbonne» IV edição


Está a deccorrer até 27 de Junho o Parfums de Lisbonne, festival de urbanidades cruzadas entre lisboa e Paris, organizado pela Companhia de teatro bilingue Cá & Lá /Ici & Là, com a colaboração do centro Cultural Português em Paris, dos Leitores de português e da Cátedra Lindley Cintra e da Mairie do 14ème arrondissement de Paris. Festival multidisciplinar - cinema, teatro, poesia, dança, música - e com a habitual programação de cinema na sala MK2 de Beaubourg, o Festival tem como tema «A Festa». Este ano também faz uma abordagem à celebração do centenário da República Portuguesa. Este ocorre em interacção com o público, na rua, em bairros de Paris, Lisboa e Caldetes(Catalunha).
05 junho, 2010
03 junho, 2010
Festival Silêncio 2010

Festival Silêncio 2010 decorre de 16 a 26 de Junho, em Lisboa. Espectáculos, workshops, debates e masterclass integram o programa da 2ª edição do Festival!
Agora que só se fala de futebol...
"Também o futebol deixou de acreditar em prodígios. Agora só importa a técnica. Ora, a técnica não é outra coisa senão o biquini no corpo pulsante da moça. O prodígio é aquilo que o biquini esconde."
José Eduardo Agualusa, in crónica "Nelson Rodrigues, Papa, samba e futebol" da revista Ler, Junho 2010.
Joaquim Gonçalves e Miguel Pirrayt na Secundária Poeta Al Berto
31 maio, 2010
Prémio Camões 2010 atribuído a Ferreira Gullar

Júri atribuiu ao escritor brasileiro Ferreira Gullar o maior prémio de prestígio da língua portuguesa.
Ferreira Gullar (José Ribamar Ferreira), nasceu no dia 10 de Setembro de 1930, na cidade de São Luiz, capital do Maranhão, quarto filho dos onze que teriam seus pais, Newton Ferreira e Alzira Ribeiro Goulart.
Site oficial: http://literal.terra.com.br/ferreira_gullar/
BIBLIOGRAFIA
1. Individuais
Poesia:
Um pouco acima do chão, 1949
A luta corporal, 1954
Poemas, 1958
João Boa-Morte, cabra marcado para morrer (cordel), 1962
Quem matou Aparecida? (cordel), 1962
A luta corporal e novos poemas, 1966
História de um valente, (cordel, na clandestinidade, como João Salgueiro), 1966
Por você por mim, 1968
Dentro da noite veloz, 1975
Poema sujo, 1976
Na vertigem do dia, 1980
Crime na flora ou Ordem e progresso, 1986
Barulhos, 1987
O formigueiro, 1991
Muitas vozes, 1999
Poemas reunidos:
Toda poesia, 1980
Antologias:
Antologia poética, 1977
Ferreira Gullar - seleção de Beth Brait, 1981
Os melhores poemas de Ferreira Gullar - seleção de Alfredo Bosi, 1983
Poemas escolhidos, 1989
Poesia completa, teatro e prosa, org. de Antonio Carlos Secchin, 2008
Contos:
Gamação, 1996
Cidades inventadas, 1997
Teatro:
Um rubi no umbigo, 1979
Crónicas:
A estranha vida banal, 1989
O menino e o arco-íris, 2001
Memórias:
Rabo de foguete - Os anos de exílio, 1998
Biografia:
Nise da Silveira: uma psiquiatra rebelde, 1996
Ensaios:
Teoria do não-objeto, 1959
Cultura posta em questão, 1965
Vanguarda e subdesenvolvimento, 1969
Augusto do Anjos ou Vida e morte nordestina, 1977
Tentativa de compreensão: arte concreta, arte neoconcreta - Uma contribuição brasileira, 1977
Uma luz no chão, 1978
Sobre arte, 1983
Etapas da arte contemporânea: do cubismo à arte neoconcreta, 1985
Indagações de hoje, 1989
Argumentação contra a morte da arte, 1993
"O Grupo Frente e a reação neoconcreta", 1998
Cultura posta em questão/Vanguarda e subdesenvolvimento, 2002
Rembrandt, 2002
Relâmpagos, 2003
Disco:
Antologia poética de Ferreira Gullar (música de Egberto Gismonti), 1979
Televisão:
Adaptações:
Episódios da série "Aplauso", Rede Globo, 1979:
- Ilha das cabras, Ugo Betti
- As pequenas raposas, Lilian Helmann
- A lição, Eugéne Ionesco
- O preço, Arthur Miller
- Judas em Sábado de Alelúia, Martins Penna
- Só o faraó tem alma, Silveira Sampaio
Textos originais:
Dona Felinta Cardoso, a rainha do agreste, 1979
Episódios do seriado "Carga Pesada", Rede Globo, 1980:
- Em nome da santa
- O foragido
- Lance final
- Disputa
- Peru de Natal
Episódios do seriado "Obrigado doutor", Rede Globo, 1981:
- A crise
- Uma bela adormecida
- Go home
- Arma branca
- O comício
- O bode
Insensato coração, "Quarta nobre", Rede Globo, 1983.
Obras traduzidas pelo autor:
Teatro:
Ubu rei, Alfred Jarry, 1972
Cyrano de Bergerac, Edmond Rostand, 1985
Lés pays des éléphants, Louis-Charles Sirjacq, 1989
As mil e uma noites, 2000
Don Quixote de la Mancha, Cervantes, 2002
Literatura infanto-juvenil:
Fábulas, La Fontaine, 1997
Um gato chamado Gatinho, 2000
O rei que mora no mar, 2001
2. Em parceria:
Teatro:
Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come, com Oduvaldo Viana Filho, 1966
A saída? Onde fica a saída?, com Antônio Carlos Fontoura e Armando Costa, 1967
Dr. Getúlio, sua vida e sua glória, com Dias Gomes, 1968
Televisão:
Araponga, com Dias Gomes e Lauro César Muniz, 1990
As noivas de Copacabana, com Dias Gomes e Marcílio Moraes, 1992
Imprensa:
"O cavalheiro da esperança" (entrevista com o arquiteto Oscar Niemeyer), com Bruno Tolentino, 1997
26 maio, 2010
Luandino Vieira
25 maio, 2010
"O murro" de João Negreiros
Poema feito à Imagem - "O Murro" from Abraham Tark on Vimeo.
O murro
ontem disseram-me que eu era razoável e eu parti
todos os dentes a quem me disse tal coisa
é que não aguentei
porque não insultou minha mãezinha e seus hábitos
conjugais como eu estava à espera?
porque não insultou a minha mãezinha afirmando
que todos os homens do globo poderiam ser o meu
paizinho?
porque não me disse que cheirava mal?
porque não me inventou uma corcunda?
porque não aproveitou conjugando as duas
correntes e descreveu minha mãezinha como
um ser desprovido de higiene e com protuberâncias
dorsais que rivalizariam com os picos da Europa?
chamar-me a mim razoável?!
eu que sou extraordinário de tão ruim
eu que estou nos pólos com os iões
eu que faço tudo para me destacar
violo meninas em plena avenida para depois salvar
o mundo
dou o antídoto aos venenos e o veneno sem antídoto
mato pessoas que idolatro e amo tudo a quem não
gosto
eu que sou magnânimo na intermitência da ruindade
eu rei dos povos e súbdito dos mendigos
eu sou o contrário do razoável
ninguém me ama com medo de se apaixonar
todos me batem com jeito de açoitar o puro-sangue
que se habituou ao cheiro da glória que não se quer
render á vida para procriar
eu sou o Deus triste que está na lama das estrelas
o imperador de palácios vazios
o vagabundo de séquito interminável
a divindade a quem faltam promessas
o risco sem medo
a justiça sem pecador
vivo para lá da lei na origem dos decretos
chamar-me a mim razoável quando sou limpo
sem rasuras
sem razão
chamar coerente a quem inventou a loucura é dar pão
aos patos quando o mar está revolto
dá-me antes um murro em plena face
resvalando a jeito de me partir o nariz para depois
me tratares
com curativos pintados de bonecos de infância que
estava no armário dos medicamentos
ser razoável é pior que mau
é melhor que bom
e é igual a mais ou menos
ser razoável é nem sequer estar
é estar sem querer
é comer sem gosto
é borrar sem cheiro
é morrer sem choro
é cantar sem alma
é estragar o que está precisamente maduro
é esquecer o que acabou de se fazer
é dar as costas à felicidade e o virar de cara ao
infortúnio
ser razoável é ser medíocre ser medíocre é pior que
mau
é melhor que bom
e é igual a qualquer coisa
dá-me antes outro murro para retomar os sentidos e
me lembrar que no extremo está a virtude
nos pólos está mais frio e as criaturas são mais brancas
mais pretas
com mais chifres
e mais longe de casa porque abominam o que é
doméstico
o cão de colo que me perdoe mas sou o urso polar
o esquimó fresquinho que o menino não chega a
lamber porque está no fundo da arca paraalém do rio
mais gelado e do pingo do nariz
chamar-me a mim razoável é chamar ao homem
selvagem e à mulher mulher dele
chamar-me a mim razoável é chamar é chamar a vós também
que levais os ouvidos tapados
chamar-me a mim razoável é dizer a mim e a todos
que não há hipótese de mudar isto para melhor
chamar-me a mim razoável é dizer a mim e a todos
que não há hipótese de mudar isto para pior
chamar-me a mim razoável é dizer a mim e a todos
que estamos a mudar tudo para mais ou menos
exijam o murro em plena face
gritem pelo murro
façam o abaixo-assinado pelo murro
mil milhões de assinaturas pelo murro em plena face
recebamo-lo com um sorriso com menos dentes
e sangue a escorrer livre
e o sangue que nos escoa da boca vai dar cor a isto
vai-vos sujar os casaquinhos imaculados que se
venderão a preços simbólicos nas feiras e por maquias
estratosféricas nas lojas de haute-couture
e na impossibilidade de encontrar o equilíbrio
o conforto
o quentinho
o meio
encontramos a humanidade que é feita de defeitos
amores impossíveis
rotas ocasionais
céus carregados
searas em chama
florestas virgens
assomos de bravura
loucuras temporárias
e tranquilidades passageiras
e tu que levas os dentes partidos só porque alguém
não te quis perfeito sabes agora a importância de
saber
tu que lavas a boca no chafariz na despedida do
incisivo sabes agora ao que vens
ao que venho
ao que vimos
sabes agoraque somos
somos tudo
somos completamente tudo
somos o que sobra do sorriso depois dos dentes se
afogarem pela rapidez do rio
João Negreiros in a verdade dói e pode estar errada
24 maio, 2010
"Nature Capitale" coloca a agricultura na maior avenida de Paris



Fotos retiradas de express.fr
A Avenida Champs-Elysées foi interditada ao trânsito, ontem e hoje, para uma exposição inédita: apresentar ao homem citadino a importância da agricultura. A iniciativa transformou o coração de Paris num campo florido, com pastagens para alimentação de gado e exposição de animais, dando assim, novos odores, cores e sons à paisagem urbana.
Para saber mais em lepoint.fr ou nature capitale
Para saber mais em lepoint.fr ou nature capitale
23 maio, 2010
LUNG BOONMEE RALUEK CHAT (ONCLE BOONMEE CELUI QUI SE SOUVIENT DE SES VIES ANTERIEURES)
Oncle Boonmee celui qui se souvient de ses vies antérieures
Bande annonce vost anglais publié par CineMovies.fr - Les sorties ciné en vidéo
Apichatpong WEERASETHAKUL - Réalisation
Apichatpong WEERASETHAKUL - Scénario & Dialogues
Yukontorn MINGMONGKON - Images
Charin PENGPANICH - Images
Sayombhu MUKDEEPROM - Images
Akekarat HOMLAOR - Décors
Lee CHATAMETIKOOL - Montage
Akritchalerm KALAYANAMITR - Son
Koichi SHIMIZU - Son
Acteurs:
Natthakarn APHAIWONK - Huay (épouse de Boonmee)
Sakda KAEWBUADEE - Tong
Geerasak KULHONG - Boonsong (fils de Boonmee)
Jenjira PONGPAS - Jen
Thanapat SAISAYMAR - Oncle Boonmee
Synopsis
Oncle Boonmee souffre d’une insuffisance rénale aigüe et décide de finir ses jours auprès des siens à la campagne. Étrangement, les fantômes de sa femme décédée et de son fils disparu lui apparaissent et le prennent sous leurs ailes. Méditant sur les raisons de sa maladie, Boonmee va traverser la jungle avec sa famille jusqu’à une grotte au sommet d’une colline - le lieu de naissance de sa première vie...
Oncle Boonmee souffre d’une insuffisance rénale aigüe et décide de finir ses jours auprès des siens à la campagne. Étrangement, les fantômes de sa femme décédée et de son fils disparu lui apparaissent et le prennent sous leurs ailes. Méditant sur les raisons de sa maladie, Boonmee va traverser la jungle avec sa famille jusqu’à une grotte au sommet d’une colline - le lieu de naissance de sa première vie...
Festival de Cannes 2010
Le Palmarès du Festival de Cannes 2010:
Longs métrages
Palme d'Or
LUNG BOONMEE RALUEK CHAT (ONCLE BOONMEE CELUI QUI SE SOUVIENT DE SES VIES ANTÉRIEURES) réalisé par Apichatpong WEERASETHAKUL
Grand Prix
DES HOMMES ET DES DIEUX réalisé par Xavier BEAUVOIS
Prix de la mise en scène
Mathieu AMALRIC pour TOURNÉE
Prix du scénario
LEE Chang-dong pour POETRY
Prix d'interprétation féminine
Juliette BINOCHE dans COPIE CONFORME réalisé par Abbas KIAROSTAMI
Prix d'interprétation masculine Ex-aequo
Javier BARDEM dans BIUTIFUL réalisé par Alejandro GONZÁLEZ IÑÁRRITU
Elio GERMANO dans LA NOSTRA VITA réalisé par Daniele LUCHETTI
Prix du Jury
UN HOMME QUI CRIE réalisé par Mahamat-Saleh HAROUN
Courts métrages
Palme d'Or du court métrage
CHIENNE D'HISTOIRE réalisé par Serge AVÉDIKIAN
Prix du Jury - court métrage
MICKY BADER (MICKY SE BAIGNE) réalisé par Frida KEMPFF
Prix Un Certain Regard - Fondation Groupama Gan pour le Cinéma
HAHAHA réalisé par HONG Sangsoo
Prix du Jury - Un Certain Regard
OCTUBRE (OCTOBRE) réalisé par Daniel VEGA, Diego VEGA
Prix d'interprétation féminine Un Certain Regard
LOS LABIOS (LES LEVRES) interprété par Victoria RAPOSO, Eva BIANCO, Adela SANCHEZ
Premier Prix de la Cinéfondation
TAULUKAUPPIAAT (LES MARCHANDS DE TABLEAUX) réalisé par Juho KUOSMANEN
Deuxième Prix de la Cinéfondation
COUCOU-LES-NUAGES réalisé par Vincent CARDONA
Troisième Prix de la Cinéfondation Ex-aequo
HINKERORT ZORASUNE réalisé par Vatche BOULGHOURJIAN
JA VEC JESAM SVE ONO ŠTO ŽELIM DA IMAM réalisé par Dane KOMLJEN
Longs métrages
Palme d'Or
LUNG BOONMEE RALUEK CHAT (ONCLE BOONMEE CELUI QUI SE SOUVIENT DE SES VIES ANTÉRIEURES) réalisé par Apichatpong WEERASETHAKUL
Grand Prix
DES HOMMES ET DES DIEUX réalisé par Xavier BEAUVOIS
Prix de la mise en scène
Mathieu AMALRIC pour TOURNÉE
Prix du scénario
LEE Chang-dong pour POETRY
Prix d'interprétation féminine
Juliette BINOCHE dans COPIE CONFORME réalisé par Abbas KIAROSTAMI
Prix d'interprétation masculine Ex-aequo
Javier BARDEM dans BIUTIFUL réalisé par Alejandro GONZÁLEZ IÑÁRRITU
Elio GERMANO dans LA NOSTRA VITA réalisé par Daniele LUCHETTI
Prix du Jury
UN HOMME QUI CRIE réalisé par Mahamat-Saleh HAROUN
Courts métrages
Palme d'Or du court métrage
CHIENNE D'HISTOIRE réalisé par Serge AVÉDIKIAN
Prix du Jury - court métrage
MICKY BADER (MICKY SE BAIGNE) réalisé par Frida KEMPFF
Prix Un Certain Regard - Fondation Groupama Gan pour le Cinéma
HAHAHA réalisé par HONG Sangsoo
Prix du Jury - Un Certain Regard
OCTUBRE (OCTOBRE) réalisé par Daniel VEGA, Diego VEGA
Prix d'interprétation féminine Un Certain Regard
LOS LABIOS (LES LEVRES) interprété par Victoria RAPOSO, Eva BIANCO, Adela SANCHEZ
Premier Prix de la Cinéfondation
TAULUKAUPPIAAT (LES MARCHANDS DE TABLEAUX) réalisé par Juho KUOSMANEN
Deuxième Prix de la Cinéfondation
COUCOU-LES-NUAGES réalisé par Vincent CARDONA
Troisième Prix de la Cinéfondation Ex-aequo
HINKERORT ZORASUNE réalisé par Vatche BOULGHOURJIAN
JA VEC JESAM SVE ONO ŠTO ŽELIM DA IMAM réalisé par Dane KOMLJEN
08 maio, 2010
05 maio, 2010
Aux arbres citoyens - Yannick Noah
Ce titre est extrait de l'album : Charango
Année de sortie : 2006 Label : Sony BMG Music
Aux Arbres Citoyens
Le ciment dans les plaines
Coule jusqu'aux montagnes
Poison dans les fontaines,
Dans nos campagnes
De cyclones en rafales
Notre histoire prend l'eau
Reste notre idéal
"Faire les beaux"
S'acheter de l'air en barre
Remplir la balance :
Quelques pétrodollars
Contre l'existence
De l'équateur aux pôles,
Ce poids sur nos épaules
De squatters éphémers...
Maintenant c'est plus drôle
Puisqu'il faut changer les choses
Aux arbres citoyens !
Il est grand temps qu'on propose
Un monde pour demain !
Aux arbres citoyens
Quelques baffes à prendre
La veille est pour demain
Des baffes à rendre
Faire tenir debout
Une armée de roseaux
Plus personne à genoux
Fait passer le mot
C'est vrai la terre est ronde
Mais qui viendra nous dire
Qu'elle l'est pour tout le monde...
Et les autres à venir...
Puisqu'il faut changer les choses
Aux arbres citoyens !
Il est grand temps qu'on propose
Un monde pour demain !
Puisqu'il faut changer les choses
Aux arbres citoyens !
Il est grand temps qu'on s'oppose
Un monde pour demain !
plus le remps de savoir à qui la faute
De compter la chance ou les autres
Maintenant on se bat
Avec toi moi j'y crois
Puisqu'il faut changer les choses
Aux arbres citoyens !
Il est grand temps qu'on propose
Un monde pour demain !
Yannick Noah
in ados.fr
04 maio, 2010
ROBERT DESNOS no Institut Franco-Portugais
06 de Maio - 19h00 - IFP
teatro 5ªf, 19h00
Descritivo:
Leitura encenada, concebida e interpretada por Éric Cénat e Patrice Delbourg.
Produção: Théâtre de l Imprévu em parceria com a Bibliothèque francophone de Limoges.
Uma Selecção Le Printemps des Poètes.
Espectáculo em francês.
Lugar: Institut Franco-Portugais
Morada: Avenida Luís Bívar, 91 / 1050-143 Lisboa
Produção: Théâtre de l Imprévu em parceria com a Bibliothèque francophone de Limoges.
Uma Selecção Le Printemps des Poètes.
Espectáculo em francês.
Lugar: Institut Franco-Portugais
Morada: Avenida Luís Bívar, 91 / 1050-143 Lisboa
02 maio, 2010
Roger Federer no Open do Estoril 2010

A 21ª edição do Estoril Open arrancou este sábado com a primeira jornada de encontros reservada às fases de qualificação do maior torneio de ténis internacional realizado anualmente em PortugalPara saber mais: http://pt.estorilopen.net/
Às mães - 3 poemas

Jan Vermeer
Palavras para a Minha Mãe
mãe, tenho pena. esperei sempre que entendesses
as palavras que nunca disse e os gestos que nunca fiz.
sei hoje que apenas esperei, mãe, e esperar não é suficiente.
pelas palavras que nunca disse, pelos gestos que me pediste
tanto e eu nunca fui capaz de fazer, quero pedir-te
desculpa, mãe, e sei que pedir desculpa não é suficiente.
às vezes, quero dizer-te tantas coisas que não consigo,
a fotografia em que estou ao teu colo é a fotografia
mais bonita que tenho, gosto de quando estás feliz.
lê isto: mãe, amo-te.
eu sei e tu sabes que poderei sempre fingir que não
escrevi estas palavras, sim, mãe, hei-de fingir que
não escrevi estas palavras, e tu hás-de fingir que não
as leste, somos assim, mãe, mas eu sei e tu sabes.
José Luís Peixoto, in "A Casa, a Escuridão"
____________________
Mãe...
Mãe — que adormente este viver dorido,
E me vele esta noite de tal frio,
E com as mãos piedosas ate o fio
Do meu pobre existir, meio partido...
Que me leve consigo, adormecido,
Ao passar pelo sítio mais sombrio...
Me banhe e lave a alma lá no rio
Da clara luz do seu olhar querido...
Eu dava o meu orgulho de homem — dava
Minha estéril ciência, sem receio,
E em débil criancinha me tornava.
Descuidada, feliz, dócil também,
Se eu podesse dormir sobre o teu seio,
Se tu fosses, querida, a minha mãe!
Antero de Quental, in "Sonetos"_______________________
Mãe
Mãe:
Que desgraça na vida aconteceu,
Que ficaste insensível e gelada?
Que todo o teu perfil se endureceu
Numa linha severa e desenhada?
Como as estátuas, que são gente nossa
Cansada de palavras e ternura,
Assim tu me pareces no teu leito.
Presença cinzelada em pedra dura,
Que não tem coração dentro do peito.
Chamo aos gritos por ti — não me respondes.
Beijo-te as mãos e o rosto — sinto frio.
Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes
Por detrás do terror deste vazio.
Mãe:
Abre os olhos ao menos, diz que sim!
Diz que me vês ainda, que me queres.
Que és a eterna mulher entre as mulheres.
Que nem a morte te afastou de mim!
Miguel Torga, in 'Diário IV'
mãe, tenho pena. esperei sempre que entendesses
as palavras que nunca disse e os gestos que nunca fiz.
sei hoje que apenas esperei, mãe, e esperar não é suficiente.
pelas palavras que nunca disse, pelos gestos que me pediste
tanto e eu nunca fui capaz de fazer, quero pedir-te
desculpa, mãe, e sei que pedir desculpa não é suficiente.
às vezes, quero dizer-te tantas coisas que não consigo,
a fotografia em que estou ao teu colo é a fotografia
mais bonita que tenho, gosto de quando estás feliz.
lê isto: mãe, amo-te.
eu sei e tu sabes que poderei sempre fingir que não
escrevi estas palavras, sim, mãe, hei-de fingir que
não escrevi estas palavras, e tu hás-de fingir que não
as leste, somos assim, mãe, mas eu sei e tu sabes.
José Luís Peixoto, in "A Casa, a Escuridão"
____________________
Mãe...
Mãe — que adormente este viver dorido,
E me vele esta noite de tal frio,
E com as mãos piedosas ate o fio
Do meu pobre existir, meio partido...
Que me leve consigo, adormecido,
Ao passar pelo sítio mais sombrio...
Me banhe e lave a alma lá no rio
Da clara luz do seu olhar querido...
Eu dava o meu orgulho de homem — dava
Minha estéril ciência, sem receio,
E em débil criancinha me tornava.
Descuidada, feliz, dócil também,
Se eu podesse dormir sobre o teu seio,
Se tu fosses, querida, a minha mãe!
Antero de Quental, in "Sonetos"_______________________
Mãe
Mãe:
Que desgraça na vida aconteceu,
Que ficaste insensível e gelada?
Que todo o teu perfil se endureceu
Numa linha severa e desenhada?
Como as estátuas, que são gente nossa
Cansada de palavras e ternura,
Assim tu me pareces no teu leito.
Presença cinzelada em pedra dura,
Que não tem coração dentro do peito.
Chamo aos gritos por ti — não me respondes.
Beijo-te as mãos e o rosto — sinto frio.
Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes
Por detrás do terror deste vazio.
Mãe:
Abre os olhos ao menos, diz que sim!
Diz que me vês ainda, que me queres.
Que és a eterna mulher entre as mulheres.
Que nem a morte te afastou de mim!
Miguel Torga, in 'Diário IV'
25 abril, 2010
Feira do Livro de Lisboa - 80ª Edição

A 80ª edição da Feira do Livro de Lisboa, organizada pela APEL começa, este ano, a 29de Abril e prolonga-se até 16 de Maio, contando, também com novo horário, stands e programação.
Programa:
Dia 29 de ABRIL
14h30 - Dá-me um livro... Conta-me uma história. Que história é esta do livro que tu me dás, que queres conhecer e ainda não sabes ler? (Espaço Bibliotecas Municipais de Lisboa).
18h30 - República e Monarquia, debate moderado por Maria João Costa (Aud. APEL).
Dia 30
17h - Apresentação da obra Angelina Vidal - Escritora, jornalista, republicana, revolucionária e socialista (Aud. APEL).
21h15 - Stonesbones & Bad Spaguetti, folk/bluegrass (Palco Central)
Dia 1 de MAIO
11h30 - Histórias com cheiros (Espaço Bibliotecas Municipais de Lisboa).
18h30 - Os melhores livros do ano, debate moderado por José Mário Silva (Aud. APEL).
Dia 2
11h - Saxofones pedagógicos 4teto de saxofones: Pedro e o Lobo (Palco Central).
17h30 - Livros infantis, debate moderado por Luís Caetano (Aud. APEL).
Dia 3
21h15 - Nanã Sousa Dias 4teto, jazz/ /fusão (Palco Central).
Dia 4
14h30 - Oficinas de Expressão. Ouvimos histórias que nos encantam, para com as mãos criarmos a nossa própria história (Espaço Bibliotecas Municipais de Lisboa).
19h30 - Convesas com... Clara Pinto Correia (Espaço EDP).
Dia 5
14h30 - Aqui há ninho, aprender a construir um ninho artificial (Espaço Bibliotecas Municipais de Lisboa).
21h15 - Raspa de Tacho 4teto, música brasileira (Palco Central)
Dia 6
18h30 - Livro com arte, debate moderado por João Morales (Aud. APEL).
21h15 - Politonia 4teto, jazz (Palco Central).
Dia 7
18h30 - Os livros da minha vida, debate moderado por Filipa Melo (Aud. APEL).
21h15 - Jazz à Sexta: El Fad (Palco Central).
Dia 8
17h30 - Debate sobre os mistérios do sono, com Teresa Paiva e Helena Rebelo Pinto (Praça Verde).
21h15 - Kumpania Algazarra Octeto, ska/músicas do mundo (Palco Central).
Dia 9
11h - Exposição Reinventar e Ilustração, a partir de ilustrações de André Letria e Danuta (Espaço EDP).
17h30 - Bruxas, vampiros e zombies, debate moderado por Luís Caetano (Aud. APEL).
Dia 10
14h30 - Árvores de Lisboa, construção de painéis ilustrativos das espécies arbóreas de Lisboa.
21h15 - Poezz 5teto, poesia/jazza (Palco Central).
Dia 11
21h - Lisboa e a República, debate moderado por António Reis.
21h15 - Intempore 4teto de cordas, música clássica (Palco Central).
Dia 12
21h15 - Mistura Fina 4teto, jazz/soul/ /R&B (Palco Central).
Dia 13
21h15 - Laura Ferreira 4teto, jazz vocal (Palco Central).
21h30 - Literatura bíblica e música (Aud. APEL).
Dia 14
18h30 - Poesia portuguesa no séc. XXI, debate moderado por José Mário Silva (Aud. APEL).
21h15 - Jazz à Sexta: Septeto do Hot Clube de Portugal (Palco Central).
Dia 15
15h - Bullying: Da impotência à violência, com Tânia Pais, Ana Almeida e Ana Vasconcelos (Espaço EDP).
Dia 16
11h - Crokorócódilo, marionetas de fios (Palco Central).
18h - Quero ser autor, e agora?, debate moderado por Filipa Melo (Aud. APEL)
in Visão on line
As ervas daninhas de Alain Resnais
Um filme de Alain Resnais com Sabine Azéma, André Dussollier, Emmanuelle Devos, Mathieu Almaric
(France)
Género : Drama - Duração : 1H44 mn
Apresentadono Festival de Cannes a 20 de Maio de 2009
16 abril, 2010
Fotografia inédita de Rimbaud


Uma fotografia inédita de Arthur Rimbaud, que mostra o poeta sentado numa varanda do Hotel de l’Univers, em Aden, na Abissínia, foi encontrada por acaso por dois livreiros numa feira de rua de antiguidades. A imagem, a única que existe de boa qualidade mostrando Rimbaud adulto, não está datada, mas os dois livreiros, Jacques Desse e Alban Caussé, acreditam que pode ter sido captada no início de 1880.
A descoberta, que aconteceu há cerca de dois anos, foi um puro acaso. A fotografia, que mostra um grupo de seis homens e uma mulher, fazia parte de um conjunto de imagens de Aden e chamou a atenção de Desse e Caussé por ter escrito na parte de trás Hotel de l’Univers – um dos dois estabelecimentos hoteleiros administrados por franceses na colónia, e precisamente aquele em que Rimbaud estivera instalado em Aden, onde viveu os últimos anos da sua vida, antes de morrer em França, aos 37 anos.
São muito raras as imagens de Rimbaud durante o período em que viveu em África, e em nenhuma é possível distinguir claramente os traços do seu rosto. Na que agora os dois livreiros divulgaram o rosto vê-se nitidamente, os olhos tristes, um pequeno bigode.
Para confirmarem as suspeitas de que poderia tratar-se do poeta, os dois homens pediram a ajuda de Jean-Jacques Lefrère, biógrafo de Rimbaud, que, ao fim de uma investigação, e de comparações com as imagens de adolescência do poeta, confirmou que se trata efectivamente dele.
in Público online
A descoberta, que aconteceu há cerca de dois anos, foi um puro acaso. A fotografia, que mostra um grupo de seis homens e uma mulher, fazia parte de um conjunto de imagens de Aden e chamou a atenção de Desse e Caussé por ter escrito na parte de trás Hotel de l’Univers – um dos dois estabelecimentos hoteleiros administrados por franceses na colónia, e precisamente aquele em que Rimbaud estivera instalado em Aden, onde viveu os últimos anos da sua vida, antes de morrer em França, aos 37 anos.
São muito raras as imagens de Rimbaud durante o período em que viveu em África, e em nenhuma é possível distinguir claramente os traços do seu rosto. Na que agora os dois livreiros divulgaram o rosto vê-se nitidamente, os olhos tristes, um pequeno bigode.
Para confirmarem as suspeitas de que poderia tratar-se do poeta, os dois homens pediram a ajuda de Jean-Jacques Lefrère, biógrafo de Rimbaud, que, ao fim de uma investigação, e de comparações com as imagens de adolescência do poeta, confirmou que se trata efectivamente dele.
in Público online
Al Berto Poeta de Sines Homem do Mundo em exposição no CCEN
VALORES DO SÍTIO DE SINES
CENTRO CULTURAL EMMÉRICO NUNES
17 de Abril a 29 de Maio
2ª Feira a Sábado
14h30-18h30
CENTRO CULTURAL EMMÉRICO NUNES
17 de Abril a 29 de Maio
2ª Feira a Sábado
14h30-18h30


15 abril, 2010
Centro Pompidou agora também em Metz
model, courtesy shigeru ban architects
Um dos novos museus da actualidade está prestes a ser inaugurado: o Centro Pompidou de Metz, projectado por Shigeru Ben e por Jean de Gastines, abrirá as suas portas ao público durante o mês de Maio.
A escolha de Metz para novo Centro Pompidou corresponde à ideia que, como a arte, Metz é uma cidade que reflecte a sua época sem deixar de preparar o futuro. Assim o objectivo do Centro Pompidou é surpreender o visitante, a partir das 60 000 obras apresentadas.
Estas obras estão acolhidas num edifício que representa só por si uma obra arquitectónica. Estende-se à volta de uma seta de 77 metros de altura para recordar o ano da abertura do museu parisiense.
A primeira exposição “Chefs d’oeuvre” apresentará obras, na maioria provenientes do museu de arte moderna parisiense.
A escolha de Metz para novo Centro Pompidou corresponde à ideia que, como a arte, Metz é uma cidade que reflecte a sua época sem deixar de preparar o futuro. Assim o objectivo do Centro Pompidou é surpreender o visitante, a partir das 60 000 obras apresentadas.
Estas obras estão acolhidas num edifício que representa só por si uma obra arquitectónica. Estende-se à volta de uma seta de 77 metros de altura para recordar o ano da abertura do museu parisiense.
A primeira exposição “Chefs d’oeuvre” apresentará obras, na maioria provenientes do museu de arte moderna parisiense.
08 abril, 2010
Livraria Buchholz reabre as portas

"A quarta vida da Buchholz, de 65 anos, começa hoje às 18 horas, com o concerto da cantora Maria Viana, com Júlio Resende no piano, e com descontos de 10% em todos os livros. Quarta, porque começou em 1943 na Avenida da Liberdade, em 1965 passou para Rua Duque de Palmela e em 2008 ganhou uma irmã gémea no Chiado."
mais em ionline
mais em ionline
03 abril, 2010
Diabo na Cruz passaram pelo CAS
Diabo na Cruz estiveram hoje no CAS e foram endiabrados. Jorge Cruz, B Fachada, João Pinheiro, Bernardo Barata e João Gil formam um grupo de músicos que vão, certamente, conquistar muitos adeptos para a nova proposta musical que alia a música popular portuguesa ao rock. Surpreendente e muitíssimo agradável.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



