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31 maio, 2010

Prémio Camões 2010 atribuído a Ferreira Gullar


Júri atribuiu ao escritor brasileiro Ferreira Gullar o maior prémio de prestígio da língua portuguesa.

Ferreira Gullar (José Ribamar Ferreira), nasceu no dia 10 de Setembro de 1930, na cidade de São Luiz, capital do Maranhão, quarto filho dos onze que teriam seus pais, Newton Ferreira e Alzira Ribeiro Goulart.

Site oficial:
http://literal.terra.com.br/ferreira_gullar/


BIBLIOGRAFIA

1. Individuais

Poesia:

Um pouco acima do chão, 1949

A luta corporal, 1954

Poemas, 1958

João Boa-Morte, cabra marcado para morrer (cordel), 1962

Quem matou Aparecida? (cordel), 1962

A luta corporal e novos poemas, 1966

História de um valente, (cordel, na clandestinidade, como João Salgueiro), 1966

Por você por mim, 1968

Dentro da noite veloz, 1975

Poema sujo, 1976

Na vertigem do dia, 1980

Crime na flora ou Ordem e progresso, 1986

Barulhos, 1987

O formigueiro, 1991

Muitas vozes, 1999

Poemas reunidos:

Toda poesia, 1980

Antologias:

Antologia poética, 1977

Ferreira Gullar - seleção de Beth Brait, 1981

Os melhores poemas de Ferreira Gullar - seleção de Alfredo Bosi, 1983

Poemas escolhidos, 1989

Poesia completa, teatro e prosa, org. de Antonio Carlos Secchin, 2008

Contos:

Gamação, 1996

Cidades inventadas, 1997

Teatro:

Um rubi no umbigo, 1979

Crónicas:

A estranha vida banal, 1989

O menino e o arco-íris, 2001

Memórias:

Rabo de foguete - Os anos de exílio, 1998

Biografia:

Nise da Silveira: uma psiquiatra rebelde, 1996

Ensaios:

Teoria do não-objeto, 1959

Cultura posta em questão, 1965

Vanguarda e subdesenvolvimento, 1969

Augusto do Anjos ou Vida e morte nordestina, 1977

Tentativa de compreensão: arte concreta, arte neoconcreta - Uma contribuição brasileira, 1977

Uma luz no chão, 1978

Sobre arte, 1983

Etapas da arte contemporânea: do cubismo à arte neoconcreta, 1985

Indagações de hoje, 1989

Argumentação contra a morte da arte, 1993

"O Grupo Frente e a reação neoconcreta", 1998

Cultura posta em questão/Vanguarda e subdesenvolvimento, 2002

Rembrandt, 2002

Relâmpagos, 2003

Disco:

Antologia poética de Ferreira Gullar (música de Egberto Gismonti), 1979

Televisão:

Adaptações:

Episódios da série "Aplauso", Rede Globo, 1979:
- Ilha das cabras, Ugo Betti
- As pequenas raposas, Lilian Helmann
- A lição, Eugéne Ionesco
- O preço, Arthur Miller
- Judas em Sábado de Alelúia, Martins Penna
- Só o faraó tem alma, Silveira Sampaio

Textos originais:

Dona Felinta Cardoso, a rainha do agreste, 1979

Episódios do seriado "Carga Pesada", Rede Globo, 1980:
- Em nome da santa
- O foragido
- Lance final
- Disputa
- Peru de Natal

Episódios do seriado "Obrigado doutor", Rede Globo, 1981:
- A crise
- Uma bela adormecida
- Go home
- Arma branca
- O comício
- O bode

Insensato coração, "Quarta nobre", Rede Globo, 1983.

Obras traduzidas pelo autor:

Teatro:


Ubu rei, Alfred Jarry, 1972
Cyrano de Bergerac, Edmond Rostand, 1985
Lés pays des éléphants, Louis-Charles Sirjacq, 1989
As mil e uma noites, 2000
Don Quixote de la Mancha, Cervantes, 2002

Literatura infanto-juvenil:

Fábulas, La Fontaine, 1997
Um gato chamado Gatinho, 2000
O rei que mora no mar, 2001

2. Em parceria:

Teatro:

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come, com Oduvaldo Viana Filho, 1966

A saída? Onde fica a saída?, com Antônio Carlos Fontoura e Armando Costa, 1967

Dr. Getúlio, sua vida e sua glória, com Dias Gomes, 1968

Televisão:

Araponga, com Dias Gomes e Lauro César Muniz, 1990

As noivas de Copacabana, com Dias Gomes e Marcílio Moraes, 1992

Imprensa:

"O cavalheiro da esperança" (entrevista com o arquiteto Oscar Niemeyer), com Bruno Tolentino, 1997

26 maio, 2010

Luandino Vieira

Ontem, o Dia de África foi comemorado na Escola Secundária Poeta Al Berto com José Luandino Vieira. O escritor encantou com as suas estórias alunos, professores e funcionárias.




25 maio, 2010

"O murro" de João Negreiros

Poema feito à Imagem - "O Murro" from Abraham Tark on Vimeo.



O murro

ontem disseram-me que eu era razoável e eu parti
todos os dentes a quem me disse tal coisa

é que não aguentei

porque não insultou minha mãezinha e seus hábitos
conjugais como eu estava à espera?

porque não insultou a minha mãezinha afirmando
que todos os homens do globo poderiam ser o meu
paizinho?

porque não me disse que cheirava mal?

porque não me inventou uma corcunda?

porque não aproveitou conjugando as duas
correntes e descreveu minha mãezinha como
um ser desprovido de higiene e com protuberâncias
dorsais que rivalizariam com os picos da Europa?

chamar-me a mim razoável?!

eu que sou extraordinário de tão ruim

eu que estou nos pólos com os iões

eu que faço tudo para me destacar

violo meninas em plena avenida para depois salvar
o mundo

dou o antídoto aos venenos e o veneno sem antídoto

mato pessoas que idolatro e amo tudo a quem não
gosto


eu que sou magnânimo na intermitência da ruindade

eu rei dos povos e súbdito dos mendigos

eu sou o contrário do razoável

ninguém me ama com medo de se apaixonar

todos me batem com jeito de açoitar o puro-sangue
que se habituou ao cheiro da glória que não se quer
render á vida para procriar

eu sou o Deus triste que está na lama das estrelas

o imperador de palácios vazios

o vagabundo de séquito interminável

a divindade a quem faltam promessas

o risco sem medo

a justiça sem pecador

vivo para lá da lei na origem dos decretos

chamar-me a mim razoável quando sou limpo
sem rasuras

sem razão

chamar coerente a quem inventou a loucura é dar pão
aos patos quando o mar está revolto

dá-me antes um murro em plena face
resvalando a jeito de me partir o nariz para depois
me tratares
com curativos pintados de bonecos de infância que
estava no armário dos medicamentos

ser razoável é pior que mau

é melhor que bom

e é igual a mais ou menos

ser razoável é nem sequer estar

é estar sem querer

é comer sem gosto

é borrar sem cheiro

é morrer sem choro

é cantar sem alma

é estragar o que está precisamente maduro

é esquecer o que acabou de se fazer

é dar as costas à felicidade e o virar de cara ao
infortúnio

ser razoável é ser medíocre ser medíocre é pior que
mau

é melhor que bom

e é igual a qualquer coisa

dá-me antes outro murro para retomar os sentidos e
me lembrar que no extremo está a virtude

nos pólos está mais frio e as criaturas são mais brancas

mais pretas

com mais chifres

e mais longe de casa porque abominam o que é
doméstico

o cão de colo que me perdoe mas sou o urso polar
o esquimó fresquinho que o menino não chega a
lamber porque está no fundo da arca paraalém do rio
mais gelado e do pingo do nariz

chamar-me a mim razoável é chamar ao homem
selvagem e à mulher mulher dele

chamar-me a mim razoável é chamar é chamar a vós também
que levais os ouvidos tapados

chamar-me a mim razoável é dizer a mim e a todos
que não há hipótese de mudar isto para melhor

chamar-me a mim razoável é dizer a mim e a todos
que não há hipótese de mudar isto para pior

chamar-me a mim razoável é dizer a mim e a todos
que estamos a mudar tudo para mais ou menos

exijam o murro em plena face
gritem pelo murro

façam o abaixo-assinado pelo murro

mil milhões de assinaturas pelo murro em plena face

recebamo-lo com um sorriso com menos dentes
e sangue a escorrer livre

e o sangue que nos escoa da boca vai dar cor a isto

vai-vos sujar os casaquinhos imaculados que se
venderão a preços simbólicos nas feiras e por maquias
estratosféricas nas lojas de haute-couture

e na impossibilidade de encontrar o equilíbrio

o conforto

o quentinho

o meio

encontramos a humanidade que é feita de defeitos

amores impossíveis

rotas ocasionais

céus carregados

searas em chama

florestas virgens

assomos de bravura

loucuras temporárias

e tranquilidades passageiras

e tu que levas os dentes partidos só porque alguém
não te quis perfeito sabes agora a importância de
saber

tu que lavas a boca no chafariz na despedida do
incisivo sabes agora ao que vens

ao que venho

ao que vimos

sabes agoraque somos

somos tudo

somos completamente tudo

somos o que sobra do sorriso depois dos dentes se
afogarem pela rapidez do rio


João Negreiros in a verdade dói e pode estar errada

24 maio, 2010

"Nature Capitale" coloca a agricultura na maior avenida de Paris




Fotos retiradas de express.fr
A Avenida Champs-Elysées foi interditada ao trânsito, ontem e hoje, para uma exposição inédita: apresentar ao homem citadino a importância da agricultura. A iniciativa transformou o coração de Paris num campo florido, com pastagens para alimentação de gado e exposição de animais, dando assim, novos odores, cores e sons à paisagem urbana.

Para saber mais em lepoint.fr ou nature capitale









23 maio, 2010

LUNG BOONMEE RALUEK CHAT (ONCLE BOONMEE CELUI QUI SE SOUVIENT DE SES VIES ANTERIEURES)

Crédits:
Apichatpong WEERASETHAKUL - Réalisation
Apichatpong WEERASETHAKUL - Scénario & Dialogues
Yukontorn MINGMONGKON - Images
Charin PENGPANICH - Images
Sayombhu MUKDEEPROM - Images
Akekarat HOMLAOR - Décors
Lee CHATAMETIKOOL - Montage
Akritchalerm KALAYANAMITR - Son
Koichi SHIMIZU - Son

Acteurs:
Natthakarn APHAIWONK - Huay (épouse de Boonmee)
Sakda KAEWBUADEE - Tong
Geerasak KULHONG - Boonsong (fils de Boonmee)
Jenjira PONGPAS - Jen
Thanapat SAISAYMAR - Oncle Boonmee

Synopsis
Oncle Boonmee souffre d’une insuffisance rénale aigüe et décide de finir ses jours auprès des siens à la campagne. Étrangement, les fantômes de sa femme décédée et de son fils disparu lui apparaissent et le prennent sous leurs ailes. Méditant sur les raisons de sa maladie, Boonmee va traverser la jungle avec sa famille jusqu’à une grotte au sommet d’une colline - le lieu de naissance de sa première vie...

Festival de Cannes 2010

Le Palmarès du Festival de Cannes 2010:

Longs métrages

Palme d'Or
LUNG BOONMEE RALUEK CHAT (ONCLE BOONMEE CELUI QUI SE SOUVIENT DE SES VIES ANTÉRIEURES) réalisé par Apichatpong WEERASETHAKUL

Grand Prix
DES HOMMES ET DES DIEUX réalisé par Xavier BEAUVOIS

Prix de la mise en scène
Mathieu AMALRIC pour TOURNÉE

Prix du scénario
LEE Chang-dong pour POETRY

Prix d'interprétation féminine
Juliette BINOCHE dans COPIE CONFORME réalisé par Abbas KIAROSTAMI

Prix d'interprétation masculine Ex-aequo
Javier BARDEM dans BIUTIFUL réalisé par Alejandro GONZÁLEZ IÑÁRRITU
Elio GERMANO dans LA NOSTRA VITA réalisé par Daniele LUCHETTI

Prix du Jury
UN HOMME QUI CRIE réalisé par Mahamat-Saleh HAROUN

Courts métrages
Palme d'Or du court métrage
CHIENNE D'HISTOIRE réalisé par Serge AVÉDIKIAN

Prix du Jury - court métrage
MICKY BADER (MICKY SE BAIGNE) réalisé par Frida KEMPFF


Prix Un Certain Regard - Fondation Groupama Gan pour le Cinéma
HAHAHA réalisé par HONG Sangsoo

Prix du Jury - Un Certain Regard
OCTUBRE (OCTOBRE) réalisé par Daniel VEGA, Diego VEGA

Prix d'interprétation féminine Un Certain Regard
LOS LABIOS (LES LEVRES) interprété par Victoria RAPOSO, Eva BIANCO, Adela SANCHEZ

Premier Prix de la Cinéfondation
TAULUKAUPPIAAT (LES MARCHANDS DE TABLEAUX) réalisé par Juho KUOSMANEN

Deuxième Prix de la Cinéfondation
COUCOU-LES-NUAGES réalisé par Vincent CARDONA

Troisième Prix de la Cinéfondation Ex-aequo
HINKERORT ZORASUNE réalisé par Vatche BOULGHOURJIAN
JA VEC JESAM SVE ONO ŠTO ŽELIM DA IMAM réalisé par Dane KOMLJEN

05 maio, 2010

Aux arbres citoyens - Yannick Noah


Ce titre est extrait de l'album : Charango
Année de sortie : 2006 Label : Sony BMG Music


Aux Arbres Citoyens

Le ciment dans les plaines
Coule jusqu'aux montagnes
Poison dans les fontaines,
Dans nos campagnes

De cyclones en rafales
Notre histoire prend l'eau
Reste notre idéal
"Faire les beaux"

S'acheter de l'air en barre
Remplir la balance :
Quelques pétrodollars
Contre l'existence

De l'équateur aux pôles,
Ce poids sur nos épaules
De squatters éphémers...
Maintenant c'est plus drôle

Puisqu'il faut changer les choses
Aux arbres citoyens !
Il est grand temps qu'on propose
Un monde pour demain !

Aux arbres citoyens
Quelques baffes à prendre
La veille est pour demain
Des baffes à rendre

Faire tenir debout
Une armée de roseaux
Plus personne à genoux
Fait passer le mot

C'est vrai la terre est ronde
Mais qui viendra nous dire
Qu'elle l'est pour tout le monde...
Et les autres à venir...

Puisqu'il faut changer les choses
Aux arbres citoyens !
Il est grand temps qu'on propose
Un monde pour demain !

Puisqu'il faut changer les choses
Aux arbres citoyens !
Il est grand temps qu'on s'oppose
Un monde pour demain !


plus le remps de savoir à qui la faute
De compter la chance ou les autres
Maintenant on se bat
Avec toi moi j'y crois

Puisqu'il faut changer les choses
Aux arbres citoyens !
Il est grand temps qu'on propose
Un monde pour demain !

Yannick Noah

in ados.fr

04 maio, 2010

ROBERT DESNOS no Institut Franco-Portugais



ROBERT DESNOS 1900-1945.
L HOMME QUI PORTAIT EN LUI
TOUS LES RÊVES DU MONDE

06 de Maio - 19h00 - IFP
teatro 5ªf, 19h00

Descritivo:
Leitura encenada, concebida e interpretada por Éric Cénat e Patrice Delbourg.

Produção: Théâtre de l Imprévu em parceria com a Bibliothèque francophone de Limoges.

Uma Selecção Le Printemps des Poètes.

Espectáculo em francês.
Lugar: Institut Franco-Portugais
Morada: Avenida Luís Bívar, 91 / 1050-143 Lisboa

02 maio, 2010

Roger Federer no Open do Estoril 2010


A 21ª edição do Estoril Open arrancou este sábado com a primeira jornada de encontros reservada às fases de qualificação do maior torneio de ténis internacional realizado anualmente em Portugal

Para saber mais:
http://pt.estorilopen.net/

Às mães - 3 poemas


Jan Vermeer



Palavras para a Minha Mãe

mãe, tenho pena. esperei sempre que entendesses
as palavras que nunca disse e os gestos que nunca fiz.
sei hoje que apenas esperei, mãe, e esperar não é suficiente.

pelas palavras que nunca disse, pelos gestos que me pediste
tanto e eu nunca fui capaz de fazer, quero pedir-te
desculpa, mãe, e sei que pedir desculpa não é suficiente.

às vezes, quero dizer-te tantas coisas que não consigo,
a fotografia em que estou ao teu colo é a fotografia
mais bonita que tenho, gosto de quando estás feliz.

lê isto: mãe, amo-te.

eu sei e tu sabes que poderei sempre fingir que não
escrevi estas palavras, sim, mãe, hei-de fingir que
não escrevi estas palavras, e tu hás-de fingir que não
as leste, somos assim, mãe, mas eu sei e tu sabes.

José Luís Peixoto, in "A Casa, a Escuridão"

____________________

Mãe...

Mãe — que adormente este viver dorido,
E me vele esta noite de tal frio,
E com as mãos piedosas ate o fio
Do meu pobre existir, meio partido...

Que me leve consigo, adormecido,
Ao passar pelo sítio mais sombrio...
Me banhe e lave a alma lá no rio
Da clara luz do seu olhar querido...

Eu dava o meu orgulho de homem — dava
Minha estéril ciência, sem receio,
E em débil criancinha me tornava.

Descuidada, feliz, dócil também,
Se eu podesse dormir sobre o teu seio,
Se tu fosses, querida, a minha mãe!

Antero de Quental, in "Sonetos"_______________________

Mãe

Mãe:
Que desgraça na vida aconteceu,
Que ficaste insensível e gelada?
Que todo o teu perfil se endureceu
Numa linha severa e desenhada?

Como as estátuas, que são gente nossa
Cansada de palavras e ternura,
Assim tu me pareces no teu leito.
Presença cinzelada em pedra dura,
Que não tem coração dentro do peito.

Chamo aos gritos por ti — não me respondes.
Beijo-te as mãos e o rosto — sinto frio.
Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes
Por detrás do terror deste vazio.

Mãe:
Abre os olhos ao menos, diz que sim!
Diz que me vês ainda, que me queres.
Que és a eterna mulher entre as mulheres.
Que nem a morte te afastou de mim!

Miguel Torga, in 'Diário IV'

25 abril, 2010

Feira do Livro de Lisboa - 80ª Edição


A 80ª edição da Feira do Livro de Lisboa, organizada pela APEL começa, este ano, a 29de Abril e prolonga-se até 16 de Maio, contando, também com novo horário, stands e programação.


Programa:
Dia 29 de ABRIL
14h30 - Dá-me um livro... Conta-me uma história. Que história é esta do livro que tu me dás, que queres conhecer e ainda não sabes ler? (Espaço Bibliotecas Municipais de Lisboa).
18h30 - República e Monarquia, debate moderado por Maria João Costa (Aud. APEL).

Dia 30
17h - Apresentação da obra Angelina Vidal - Escritora, jornalista, republicana, revolucionária e socialista (Aud. APEL).
21h15 - Stonesbones & Bad Spaguetti, folk/bluegrass (Palco Central)

Dia 1 de MAIO
11h30 - Histórias com cheiros (Espaço Bibliotecas Municipais de Lisboa).
18h30 - Os melhores livros do ano, debate moderado por José Mário Silva (Aud. APEL).

Dia 2
11h - Saxofones pedagógicos 4teto de saxofones: Pedro e o Lobo (Palco Central).
17h30 - Livros infantis, debate moderado por Luís Caetano (Aud. APEL).

Dia 3
21h15 - Nanã Sousa Dias 4teto, jazz/ /fusão (Palco Central).

Dia 4
14h30 - Oficinas de Expressão. Ouvimos histórias que nos encantam, para com as mãos criarmos a nossa própria história (Espaço Bibliotecas Municipais de Lisboa).
19h30 - Convesas com... Clara Pinto Correia (Espaço EDP).

Dia 5
14h30 - Aqui há ninho, aprender a construir um ninho artificial (Espaço Bibliotecas Municipais de Lisboa).
21h15 - Raspa de Tacho 4teto, música brasileira (Palco Central)

Dia 6
18h30 - Livro com arte, debate moderado por João Morales (Aud. APEL).
21h15 - Politonia 4teto, jazz (Palco Central).

Dia 7
18h30 - Os livros da minha vida, debate moderado por Filipa Melo (Aud. APEL).
21h15 - Jazz à Sexta: El Fad (Palco Central).

Dia 8
17h30 - Debate sobre os mistérios do sono, com Teresa Paiva e Helena Rebelo Pinto (Praça Verde).
21h15 - Kumpania Algazarra Octeto, ska/músicas do mundo (Palco Central).

Dia 9
11h - Exposição Reinventar e Ilustração, a partir de ilustrações de André Letria e Danuta (Espaço EDP).
17h30 - Bruxas, vampiros e zombies, debate moderado por Luís Caetano (Aud. APEL).

Dia 10
14h30 - Árvores de Lisboa, construção de painéis ilustrativos das espécies arbóreas de Lisboa.
21h15 - Poezz 5teto, poesia/jazza (Palco Central).

Dia 11
21h - Lisboa e a República, debate moderado por António Reis.
21h15 - Intempore 4teto de cordas, música clássica (Palco Central).

Dia 12
21h15 - Mistura Fina 4teto, jazz/soul/ /R&B (Palco Central).

Dia 13
21h15 - Laura Ferreira 4teto, jazz vocal (Palco Central).
21h30 - Literatura bíblica e música (Aud. APEL).

Dia 14
18h30 - Poesia portuguesa no séc. XXI, debate moderado por José Mário Silva (Aud. APEL).
21h15 - Jazz à Sexta: Septeto do Hot Clube de Portugal (Palco Central).

Dia 15
15h - Bullying: Da impotência à violência, com Tânia Pais, Ana Almeida e Ana Vasconcelos (Espaço EDP).

Dia 16
11h - Crokorócódilo, marionetas de fios (Palco Central).
18h - Quero ser autor, e agora?, debate moderado por Filipa Melo (Aud. APEL)

in Visão on line

As ervas daninhas de Alain Resnais


Um filme de Alain Resnais com Sabine Azéma, André Dussollier, Emmanuelle Devos, Mathieu Almaric
(France)
Género : Drama - Duração : 1H44 mn
Apresentadono Festival de Cannes a 20 de Maio de 2009

16 abril, 2010

Fotografia inédita de Rimbaud




Uma fotografia inédita de Arthur Rimbaud, que mostra o poeta sentado numa varanda do Hotel de l’Univers, em Aden, na Abissínia, foi encontrada por acaso por dois livreiros numa feira de rua de antiguidades. A imagem, a única que existe de boa qualidade mostrando Rimbaud adulto, não está datada, mas os dois livreiros, Jacques Desse e Alban Caussé, acreditam que pode ter sido captada no início de 1880.

A descoberta, que aconteceu há cerca de dois anos, foi um puro acaso. A fotografia, que mostra um grupo de seis homens e uma mulher, fazia parte de um conjunto de imagens de Aden e chamou a atenção de Desse e Caussé por ter escrito na parte de trás Hotel de l’Univers – um dos dois estabelecimentos hoteleiros administrados por franceses na colónia, e precisamente aquele em que Rimbaud estivera instalado em Aden, onde viveu os últimos anos da sua vida, antes de morrer em França, aos 37 anos.

São muito raras as imagens de Rimbaud durante o período em que viveu em África, e em nenhuma é possível distinguir claramente os traços do seu rosto. Na que agora os dois livreiros divulgaram o rosto vê-se nitidamente, os olhos tristes, um pequeno bigode.

Para confirmarem as suspeitas de que poderia tratar-se do poeta, os dois homens pediram a ajuda de Jean-Jacques Lefrère, biógrafo de Rimbaud, que, ao fim de uma investigação, e de comparações com as imagens de adolescência do poeta, confirmou que se trata efectivamente dele.

in Público online

Al Berto Poeta de Sines Homem do Mundo em exposição no CCEN

VALORES DO SÍTIO DE SINES
CENTRO CULTURAL EMMÉRICO NUNES
17 de Abril a 29 de Maio
2ª Feira a Sábado
14h30-18h30





15 abril, 2010

Centro Pompidou agora também em Metz

model, courtesy shigeru ban architects


Um dos novos museus da actualidade está prestes a ser inaugurado: o Centro Pompidou de Metz, projectado por Shigeru Ben e por Jean de Gastines, abrirá as suas portas ao público durante o mês de Maio.

A escolha de Metz para novo
Centro Pompidou corresponde à ideia que, como a arte, Metz é uma cidade que reflecte a sua época sem deixar de preparar o futuro. Assim o objectivo do Centro Pompidou é surpreender o visitante, a partir das 60 000 obras apresentadas.

Estas obras estão acolhidas num edifício que representa só por si uma obra arquitectónica. Estende-se à volta de uma seta de 77 metros de altura para recordar o ano da abertura do museu parisiense.

A primeira exposição “Chefs d’oeuvre” apresentará obras, na maioria provenientes do museu de arte moderna parisiense.

08 abril, 2010

Laço Branco de Michael Haneke no CAS

Hoje, às 22h no CAS


Livraria Buchholz reabre as portas


"A quarta vida da Buchholz, de 65 anos, começa hoje às 18 horas, com o concerto da cantora Maria Viana, com Júlio Resende no piano, e com descontos de 10% em todos os livros. Quarta, porque começou em 1943 na Avenida da Liberdade, em 1965 passou para Rua Duque de Palmela e em 2008 ganhou uma irmã gémea no Chiado."

mais em ionline

03 abril, 2010

Diabo na Cruz passaram pelo CAS

Diabo na Cruz estiveram hoje no CAS e foram endiabrados. Jorge Cruz, B Fachada, João Pinheiro, Bernardo Barata e João Gil formam um grupo de músicos que vão, certamente, conquistar muitos adeptos para a nova proposta musical que alia a música popular portuguesa ao rock. Surpreendente e muitíssimo agradável.


29 março, 2010

Prémio Pritzker para Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa


O Prémio Pritzker, o mais conceituado galardão de arquitectura do mundo, foi hoje entregue aos arquitectos japoneses Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa. O júri elogia o uso que Sejima e Nishizawa fazem da luz e das transparências nos edifícios que desenharam um pouco por todo o mundo - do Japão à Holanda, passando pela Alemanha, Inglaterra, Espanha ou França. São os autores do edifício do New Museum de Nova Iorque (2007) e estão a desenvolver o projecto para o pólo multifuncional Serralves 21, que deverá albergar as reservas da Fundação de Serralves.

A dupla de arquitectos pertence à firma SANAA e representa a quarta vez que profissionais japoneses recebem o Pritzker - os três primeiros foram Kenzo Tange (1987), Fumihiko Maki (1993) e Tadao Ando (1995). O vencedor de 2009 foi o suíço Peter Zumthor e o prémio distinguiu recentemente Zaha Hadid (2004) ou Jean Nouvel (2008).

O júri, que revelou hoje a sua escolha, elogia Sejima e Nishizawa pela "criação de edifícios que interagem de forma bem sucedida com os seus contextos e com as actividades que contêm, criando uma sensação de preenchimento e riqueza de experiências". Outro adjectivos para se aplicarem ao seu trabalho: "delicado, poderoso, preciso, fluido e engenhoso", lê-se na agência Reuters.

A directora executiva do Pritzker, Martha Thorne, acrescenta ainda que a arquitectura desta dupla "explora as ideias de leveza e transparência e força as fronteiras destes conceitos a ir até novos extremos".

Sejima e Nishizawa são responsáveis pelo Pavilhão de Vidro do Museu de Arte de Toledo (2006), pelo New Museum de Nova Iorque (2007), o O-Museum em Nagano (Japão) e o Museu do Século XXI de Arte Contemporânea em Kanazawa (também no Japão, 2004), o De Kunstline Theatre na Holanda (2007), a Escola Zollverein de Gestão e Design em Essen (Alemanha, 2006) e o edifício temporário no relvado do Pavilhão Serpentine, em Londres. Também desenharam o Rolex Learning Center, na Escola Politécnica Federal em Lausanne, Suíça (nas imagens) em 2009.

27 março, 2010

Prémio Agustina Bessa-Luís para Raquel Ochoa

Raquel Ochoa, autora de 29 anos, venceu o Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís com o romance A Casa-Comboio.

O Prémio Agustina Bessa-Luís, destinado a obras inéditas de escritores com menos de 35 anos, esteve aberto a concurso no ano passado mas não foi atribuído devido à “falta de qualidade das obras a concurso”.

O enredo deste primeiro romance vencedor “baseia-se na aventura de uma família indo-portuguesa, originária de Damão, que sobrevive e se adapta à turbulenta História mundial do último século, evocando uma saga nos tempos em que a Índia longínqua era portuguesa. Quatro gerações habitam Nagar-Aveli, Damão e, por fim, Lisboa. Uma casa é abandonada para sempre. Este romance histórico é baseado num relato verídico”.

Mais informação no Público e textos da autora para ler no seu blogue,O mundo lê-se a viajar

in Os Meus Livros



Sinopse
Uma família indo-portuguesa. Um século de história. Quatro gerações que evocam 450 anos de aventura mítica, nos quais a Índia longínqua era portuguesa. Em pano de fundo, a partida, o acaso e a sorte de quem se vê constantemente obrigado a fazer as malas, o desenraizamento, a inquietação, o inesperado, a imprevisibilidade dos destinos que se cruzam. A imagem dada pelo título é elucidativa: uma casa em movimento. Uma beleza poética singular. Uma verdadeira revelação.

Salon du Livre à Paris



http://www.salondulivreparis.com/

21 março, 2010

Um poema de João Negreiros

"é agora que os mato agora": curta-metragem de Sérgio Castro com João Negreiros



é agora que os mato agora


é agora

é a esses que eu mato agora

é agora

é a esses que eu quero agora

é agora

os que são melhores do que eu que eu mato agora

é agora que os mato por inveja

e depois por pena

e depois por medo

e depois por raiva

raiva louca roxa que me leva o sangue às ideias

é agora

é já

nem mais um de espera

é agora que os desfaço

nem mais um de vida

é agora que os mato com a angústia que levo destes anos todos

é agora a hora da vingança que não leva a nada mas que eu preciso para respirar de novo o ar dos homens

para ser de novo um homem

é agora que eu preciso de matar alguém para estar cá de novo como dantes antes de me darem conta do sorriso que veio no segundo a seguir ao parto

é agora que os mato agora

para me encontrar

para lhes dar o que merecem mesmo sabendo não ser justo

vou-me preparar e comprar a gabardina mais coçada dos filmes de acção para me dar o primeiro gozo da vida depois da montra da drogaria partida pelo tijolo

é agora que os rasgo sem frases de libertação

mas com o urro de quem perdeu a voz pelo meio das humilhações

a dignidade que me ficou para trás irei recuperá-la nos vossos trémulos corpos no momento do abate

é agora que mato todos os que estiveram quase a fazer-me o mesmo

iam fazer-me o mesmo

quase me fizeram o mesmo

já praticamente me fizeram

já praticamente me fizeram o mesmo

eles fizeram-me antes

vou fazê-lo depois

vou fazê-los

vou comer-lhes o sangue e os olhos para que não me vejam chorar nem mais uma vez

tem que ser

tem mesmo que ser

nem podia ser de outra forma

eles obrigam-me

obrigaram-me

empunharam-me a arma

ergueram-me os pulsos a tapar o Sol com a baioneta

eles levam o veneno no copo para que eu fuja do brinde e lhes dê a sede de beber

é agora

é agora que os mato agora

aos que estavam quase a

assassino-os a sangue-frio em legítima defesa pois sei

sei muito bem

sei-os demais

são iguais a mim

eu estou a matá-los

se são iguais a mim matar-me-ão mais tarde

se são como eu penso

vão acabar comigo

por isso mato-os agora

pronto

matei

pronto

morreram

pronto

já está

pronto

não há

pronto

não há ninguém

não vive ninguém

matei-os antes de ir

termina assim

eles eram iguais mas

se eram iguais

se eram mesmo iguais deviam ter pensado o mesmo que eu

matando-me no preciso momento

mas não

não pensaram

não eram

eram outros

diferentes

não pensavam

não queriam

não quiseram

não fizeram

não porque estou cá

não lhes li os pensamentos

não sabia

eles foram-se sem dizer ao que vinham

e eu fiquei a pensar no que fiz

estou a pensar no que fiz

e eles não pensam porque não o fizeram

eu fiz primeiro

sou o primeiro a fazer

sou o primeiro a fazer

sou o inventor do mal

sou o primeiro a fazer

sou o assassino

sou o primeiro a fazer

sou o carrasco

sou o primeiro a fazer

sou eterno

sou o primeiro a fazer o mal

sou o último

o que ficou para trás

estarei sempre atrás

a assobiar a sombra do remorso

sou o que vos quis como a ele

como a si

como vós

e arrumo os barbitúricos de novo no armarinho

e lambo as feridas das arestas do revólver

e rasgo a fronha da almofada para devolver as penas ao ar

espero toda a vida por sobreviventes

e no fim dela mato-me


in a verdade dói e pode estar errada, de João Negreiros

Simone Veil entre à l'Académie Française


Ancienne ministre, ancienne présidente du Parlement Européen, ancienne membre du Conseil constitutionnel... et personnalité préférée des Français, Simone Veil fait son entrée à l’Académie Française, près d’un an et demi après son élection.

Simone Veil sera la sixième femme à entrer à l'Académie Française. Elle succède à Marguerite Yourcenar (1980), Jacqueline de Romilly (1988), Hélène Carrère d’Encausse (1990), Florence Delay (2000) et Assia Djebar (2006).

Cette nomination est un symbole : non seulement cette libératrice des Droits des Femmes rejoint une Institution où seulement 5 femmes avant-elles ont accédé au titre d’Immortelle (sur 708 Académiciens) ; mais c’est surtout une consécration pour cette femme de 82 ans qui a survécu à la Shoah et mené des combats politiques difficiles tels que le droit à l’avortement. Décidément, Simone Veil s’est souvent retrouvé comme une femme seule au milieu des hommes tout au long de sa vie.

Opiário de Álvaro de Campos por Wordsong

Um poema de Al Berto

embebedavas-te
na travessia daquele verão bebias muito vinho
na vertigem de fogosos corpos pouco sabias
acerca do ciúme e da traição

confiavas demasiado em ti eras alto e magro
nunca traficaras armas em Harrar
tinhas o peito cansado o andar lento
e jamais pernoitaras sob o céu de Alexandria

escuta
a partir de hoje abandono-te para sempre
ao silêncio de quem escreve versos
em Portugal
tens trinta e sete anos como Rimbaud
talvez seja tempo de começares a morrer

Al Berto

Um poema de Rimbaud

Trois baisers

Elle était fort déshabillée
Et de grands arbres indiscrets
Aux vitres penchaient leur feuillée
Malignement, tout près, tout près.

Assise sur ma grande chaise,
Mi-nue, elle joignait les mains.
Sur le plancher frissonnaient d'aise
Ses petits pieds si fins, si fins.

— Je regardai, couleur de cire,
Un petit rayon buissonnier
Papillonner comme un sourire
À son sein blanc, — mouche au rosier !

— Je baisai ses fines chevilles.
Elle eut un doux rire brutal
Qui s'égrenait en claires trilles,
Un joli rire de cristal.

Les petits pieds sous la chemise
Se sauvèrent : "Veux-tu finir !"
— La première audace permise,
Elle feignait de me punir !

— Pauvrets palpitants sous ma lèvre,
Je baisai doucement ses yeux :
— Elle jeta sa tête mièvre
En arrière : "Ah ! c'est encor mieux !

Monsieur, j'ai deux mots à te dire..."
— Je lui jetai le reste au sein
Dans un baiser. — Elle eut un rire,
Un bon rire qui voulait bien...

Elle était fort déshabillée
Et de grands arbres indiscrets
Aux vitres penchaient leur feuillée
Malignement, tout près, tout près.


Arthur Rimbaud

Dois poemas de Pablo Neruda

Nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.

Pablo Neruda

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Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo.

Pablo Neruda

Um poema de Eugénio de Andrade

Entre os teus lábios
é que a loucura acode,
desce à garganta,
invade a água.

No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.

Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.

Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.

Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha.

Eugénio de Andrade

Um poema de Sophia de Mello Breyner

Biografia


Tive amigos que morriam, amigos que partiam

Outros quebravam o seu rosto contra o tempo.

Odiei o que era fácil

Procurei-te na luz, no mar, no vento.


Sophia de Mello Breyner Andresen