MAR

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06 novembro, 2019

Obra poética - Vol. 1, de Sophia de Mello Breyner Andresen



OPINIÃO

Para assinalar os 100 anos do nascimento de Sophia nada melhor do que ler a sua obra. Volto regularmente à sua poesia. Tudo nela faz sentido. É uma poesia sensível, escrita de forma clara, com palavras certas e concretas. Neste primeiro volume, o mar cruza a sua obra. O mar como lugar de liberdade. O mar associado a outros elementos como praia, noite, jardim, deuses, heróis, cidade (como oposição, como “vida suja”), casa, vento, sentimentos, poemas… 

As ondas quebraram uma a uma 
Eu estava só com a areia e a espuma 
Do mar que cantava só pra mim. 


Aparentemente simples, a sua escrita capta o real, é crítica e interventiva. Claro que a sua interpretação é subjectiva, depende de quem lê e de como se lê. Porém, surpreendente e emocionante porque o leitor, apesar da sua interpretação não consegue discernir o real do imaginado. 

Esgotei o meu mal, agora 
Queria tudo esquecer, tudo abandonar 
Caminhar pela noite fora 
Num barco em pleno mar. 

Mergulhar as mãos nas ondas escuras 
Até que elas fossem essas mãos 
Solitárias e puras 
Que eu sonhei ter

Recomendo-vos Sophia! Eu, voltarei! Porque gosto do seu apelo! 

Nas praias que são o rosto branco das amadas mortas 
Deixarei que o teu nome se perca repetido 

Mas espera-me: 
Pois por mais longos que sejam os caminhos 
Eu regresso.



05 agosto, 2019

Um poema de Sophia




PÁTRIA

Por um país de pedra e vento duro

Por um país de luz perfeita e clara

Pelo negro da terra e pelo branco do muro


Pelos rostos de silêncio e de paciência

Que a miséria longamente desenhou

Rente aos ossos com toda a lentidão

Dum longo relatório irrecusável.


E pelos rosto iguais ao sol e ao vento

E pela limpidez das tão amadas

Palavras sempre ditas com paixão

Pela cor e pelo peso das palavras

Pelo concreto silêncio limpo de palavras

Donde se erguem as coisas nomeadas

Pela nudez das palavras deslumbradas.



- Pedra rio, vento, casa

Pranto, dia, canto, alento

Espaço raiz e água

Ó minha Pátria e meu centro


Eu minha vida daria

E vivo neste tormento


Sophia de Mello Breyner Andresen, in Livro Sexto



Evocação de Sophia de Alberto Vaz da Silva



OPINIÃO

Alberto Vaz da Silva na introdução de Evocação de Sophia refere que o objectivo deste pequeno e belíssimo texto, escrito, em parte, para assinalar o terceiro aniversário da morte de Sophia, era “pôr em evidência os principais feixes de energias e vertentes psicológicas que em um e no outro caso melhor esclarecem a personalidade ímpar da homenageada, com o objectivo único de mais verdadeiramente a dar a conhecer e fazer admirar.”. 

Penso que o fez muito bem e de forma discreta, mas acrescentarei que para além da sua evocação há mais duas, a do prefácio escrita por Maria Velho da Costa e a do posfácio por José Tolentino Mendonça. Pelo que direi que a Evocação de Sophia está escrito a três mãos o que só engrandece o livro. Nas 17 páginas do prefácio, fica clara a cumplicidade e a amizade entre as duas amigas, Maria e Sophia. 
“Mimava-a a ela, e ela a mim, nesses dias rosados de Primavera na casa da Meia Praia”
“Pus-me então a invocar Sophia e uns seus momentos, cenas vivas, comigo.”
São estas cenas vivas que tornam este prefácio tão especial e diferente do habitual. 

A quem ama a escrita de Sophia, recomendo vivamente este livro. Para quem conhece bem a sua obra, poder-se-á afirmar que não traz nada de novo. Porém a abordagem é diferente, é subtil, é delicada. E isso encantou-me.


25 março, 2019

Um poema de Sophia


O mar dos meus olhos

Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma

E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
Da praia onde foram felizes

Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os homens...
Há mulheres que são maré em noites de tardes...
e calma

Sophia de Mello Breyner Andresen, in Obra Poética





25 abril, 2017

25 de Abril, sempre!

                                 

25 de Abril


Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo




Sophia de Mello Breyner Andresen, in 'O Nome das Coisas'

08 março, 2016

Dia Internacional da Mulher




O mar dos meus olhos


Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma

E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
Da praia onde foram felizes

Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os homens...
Há mulheres que são maré em noites de tardes...
e calma


Sophia de Mello Breyner Andresen, in Obra Poética

02 julho, 2014

Sophia de Mello Breyner Andresen no Panteão Nacional





O corpo da escritora Sophia de Mello Breyner Andresen, falecida há dez anos, foi hoje trasladado do cemitério de Carnide para o Panteão Nacional, em Lisboa. 

A Assembleia da República, no passado 20 de fevereiro passado, decidiu por unanimidade a concessão de honras de Panteão Nacional à escritora. 

Falecida aos 84 anos, Sophia de Mello Breyner Andresen foi autora de oito títulos de literatura infanto-juvenil, de vários livros de poesia, entre os quais "O Nome das Coisas" e "Coral", de obras de ensaio, designadamente "O Nu na Antiguidade Clássica", contos, como "Histórias da Terra e do Mar", e teatro,“O Bojador” e "O Colar", tendo traduzido vários autores, como Dante e William Shakespeare.


______________


Mar

I

De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua,
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.


II

Cheiro a terra as árvores e o vento
Que a Primavera enche de perfumes
Mas neles só quero e só procuro
A selvagem exalação das ondas
Subindo para os astros como um grito puro.



in Poesia, 1944













25 abril, 2014

25 de abril ... 40 anos



ilustração de Rie Nakajima


Esta é a madrugada que eu esperava
o dia inicial inteiro e limpo
onde emergimos da noite e do silêncio
e livres habitamos a substância do tempo

Sophia de Mello Breyner Adresen

06 novembro, 2013

Um poema de Sophia de Mello Breyner Andresen



                                                                      Foto retirada da net 

Este é o tempo
Da selva mais obscura

Até o ar azul se tornou grades
E a luz do sol se tornou impura

Esta é a noite
Densa de chacais
Pesada de amargura

Este é o tempo em que os homens renunciam.


in Mar Novo

06 dezembro, 2012

Morreu Oscar Niemeyer (15-12-1907 / 6-12-2012)





  O brasileiro que revolucionou a Arquitetura Moderna, com a introdução da linha curva e novas possibilidades de utilização do betão, morreu hoje aos 104 anos no Rio de Janeiro. Oscar Niemeyer deixa meio milhar de obras, entre as quais a cidade de Brasília.

Ler mais:expresso.sapo.pt
 
Brasília

Brasília
Desenhada por Lúcio Costa Niemeyer e Pitágoras
Lógica e lírica
Grega e brasileira
Ecuménica
Propondo aos homens de todas as raças
A essência universal das formas justas
Brasília despojada e lunar como a alma de um poeta
muito jovem
Nítida como Babilónia
Esguia como um fuste de palmeira
Sobre a lisa página do planalto
A arquitectura escreveu a sua própria paisagem
 
O Brasil emergiu do barroco e encontrou o seu número
 
No centro do reino de Ártemis
— Deusa da natureza inviolada —
No extremo da caminhada dos Candangos
No extremo da nostalgia dos Candangos
Athena ergueu sua cidade de cimento e vidro
Athena ergueu sua cidade ordenada e clara como um pensamento
 
E há no arranha-céus uma finura delicada de coqueiro

Sofia de Mello Breyner Andresen , in Geografia, 1967
 
 

 

06 novembro, 2012

Um poema de Sophia


Foto GR (Porto Covo)


OS AMIGOS


Voltar ali onde
A verde rebentação da vaga
A espuma o nevoeiro o horizonte a praia
Guardam intacta a impetuosa
Juventude antiga –
Mas como sem os amigos
Sem a partilha o abraço a comunhão

Respirar o cheiro a alga da maresia
E colher a estrela do mar em minha mão



Sophia de Mello Breyner Andreses, in Musa

21 março, 2012

Um poema de Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004)

 


Um poema exemplar

Um poema exemplar: em linhas como: 
 «Cidade, rumor e vaivém sem paz das ruas, 
 Ó vida suja, hostil, inutilmente gasta, 
Saber que existe o mar e existem praias nuas, 
Montanhas sem nome e planícies mais vastas 
 Que o mais vasto desejo, 
 E eu estou em ti fechada e apenas vejo 
 Os muros e as paredes e não vejo 
 Nem o crescer do mar nem o mudar das luas. 
 Saber que tomas em ti a minha vida 
 E que arrastas pela sombra das paredes 
 A minha alma que fora prometida 
 Às ondas brancas e às florestas verdes» 

Sophia Andresen, in Livro Sexto

20 dezembro, 2011

Prémios da Academia Portuguesa irão chamar-se Sophia


Os prémios que a Academia Portuguesa de Cinema quer atribuir à melhor produção cinematográfica irão chamar-se Sophia, em homenagem à poeta Sophia de Mello Breyner Andresen, disse à Agência Lusa o presidente da associação, Paulo Trancoso.

A Academia Portuguesa de Cinema, que reuniu na segunda-feira em assembleia-geral, aprovou o regulamento dos galardões.

De acordo com o produtor Paulo Trancoso, os prémios serão anuais e pretendem distinguir o cinema português em vinte categorias, como melhor filme, realizador, ator e atriz, banda sonora, fotografia, argumento original e adaptado, curta-metragem, documentário e filme estrangeiro.Os Sophia serão os prémios portugueses de cinema à semelhança dos que existem nos Estados Unidos (Óscares), em França (Césares), em Espanha (Goya) ou no Reino Unido (Bafta).

A primeira edição dos prémios decorrerá em 2012, possivelmente em abril ou em junho, dependendo do acordo que for alcançado com uma das estações de televisão para a transmissão da cerimónia, disse Paulo Trancoso.

Os nomeados serão conhecidos no primeiro trimestre de 2012.

A Academia Portuguesa de Cinema, também conhecida por Associação Portuguesa das Artes e Ciências Cinematográficas, foi juridicamente fundada em inícios de julho.

O produtor Paulo Trancoso foi eleito o primeiro presidente da direção da Academia Portuguesa de Cinema.

A atriz e deputada Inês de Medeiros e o realizador e produtor Fernando Vendrell foram eleitos, respetivamente, presidentes da Assembleia Geral e Conselho Fiscal.

Como vice-presidentes foram eleitos a atriz Anabela Teixeira (direção), a diretora de casting Patrícia Vasconcelos (assembleia geral) e a atriz Dalila Carmo (conselho fiscal).

O objetivo da criação desta Academia é ajudar a impulsionar e defender a produção de cinema português e aproximá-la do público, disse Paulo Trancoso.

Numa altura difícil para o cinema português, que aguarda nova legislação, tem um fundo de financiamento (FICA) paralisado e deverá contar com redução de apoios por parte do Instituto do Cinema e Audiovisual, Paulo Trancoso sublinhou que "é preciso ajudar a pensar positivo num momento tão crítico".

Diário Digital / Lusa

06 novembro, 2011

Busto de Sophia de Mello Breyner Andresen

Inauguração do busto decorreu esta manhã (foto ASF)

A escritora Sophia de Mello Breyner Anderson foi esta manhã homenageada no Jardim Botânico da cidade do Porto.

A partir deste domingo, os jardins da antiga Quinta do Campo Alegre, hoje Jardim Botânico, terão um busta da poetisa portuguesa.
Foi desta forma que a Universidade do Porto decidiu homenagear Sophia de Mello Breyner Anderson, dedicando-lhe uma escultura na residência onde a escritora viveu.

Para assinalar o momento, a Universidade do Porto realizou esta manhã uma cerimónia, que foi presidida pelo seu reitor, José Marques dos Santos, e que contou com a presença dos familiares da poetisa.

Por Carlos Vara in abola.pt

Sophia de Mello Breyner homenageada hoje com inauguração no Jardim Botânico do Porto


O Jardim Botânico do Porto vai receber um busto de Sophia de Mello Breyner Andresen, numa iniciativa da Universidade do Porto e da Fundação Engenheiro António de Almeida.

A Universidade do Porto (UP) e a Fundação Engenheiro António de Almeida uniram forças para adornar o Jardim Botânico do Porto com um busto de Sophia de Mello Breyner Andresen, numa iniciativa em que a família da poetisa teve papel ativo.

Sete anos após a morte da poetisa surge a homenagem da UP, que celebra a obra de Sophia junto ao Jardim dos Jotas, num Jardim Botânico que fez parte da sua história e marcou a sua obra.

Parte da vida de Sophia de Mello Breyner Andresen foi passada na Quinta do Campo Alegre, de pertença familiar desde 1895, que se tornaria o Jardim Botânico em 1949. Terá sido por lá que aconteceria a primeira experiência com a poesia de Sophia, ainda criança. Apesar do espaço ser agora pertença do Estado português, a ligação da família continua, com a requalificação da Casa Andresen a terminar no início desde ano.

A apresentação do busto acontece no domingo, dia 6 de novembro, pelas 11h00. Pelo espaço vão passar o reitor da UP, José Marques dos Santos, António Fernando Silva, diretor da Faculdade de Ciências da UP, e do presidente da Fundação Engenheiro António de Almeida, Fernando Aguiar-Branco. Miguel Sousa Tavares, filho de Sophia, também marcará presença, juntamente com outros familiares da poetisa.

in JPN

20 março, 2011

21 de Março - Dia Mundial da Poesia





Pudesse Eu
Pudesse eu não ter laços nem limites
Ó vida de mil faces transbordantes
Para poder responder aos teus convites
Suspensos na surpresa dos instantes! 

Sophia de Mello Breyner Andresen
__________
Autopsicografia

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
Fernando Pessoa
________
Vestígios
noutros tempos

quando acreditávamos na existência da lua

foi-nos possível escrever poemas e

envenenávamo-nos boca a boca com o vidro moído

pelas salivas proibidas - noutros tempos

os dias corriam com a água e limpavam

os líquenes das imundas máscaras



hoje

nenhuma palavra pode ser escrita

nenhuma sílaba permanece na aridez das pedras

ou se expande pelo corpo estendido

no quarto do zinabre e do álcool - pernoita-se



onde se pode - num vocabulário reduzido e

obcessivo - até que o relâmpago fulmine a língua

e nada mais se consiga ouvir



apesar de tudo

continuamos e repetir os gestos e a beber

a serenidade da seiva - vamos pela febre

dos cedros acima - até que tocamos o místico

arbusto estelar

e

o mistério da luz fustiga-nos os olhos

numa euforia torrencial



Al Berto

17 janeiro, 2011

Colóquio Internacional Sophia de Mello Breyner Andresen


Espólio de Sophia de Mello Breyner Andresen
Doação do Espólio, Exposição e Colóquio

Assinalando a entrega do Espólio de Sophia de Mello Breyner Andresen à Biblioteca Nacional de Portugal, terá lugar, no edifício desta instituição, no dia 26 de Janeiro de 2011, uma sessão com o programa seguinte:

...........................................................................................................................

16H
Cerimónia de assinatura do termo de doação do espólio de SMBA
pelo Director da BNP, Jorge Couto, e pelos filhos da Autora.


16H15
Usarão da palavra alguns membros da Comissão de Honra,
amigos da Autora.

18H
Leitura de Poemas por Beatriz Batarda e Luís Miguel Cintra.

18H30
Inauguração da exposição “Sophia de Mello Breyner Andresen
– Uma vida de poeta”, que será apresentada pelas Comissárias,
Paula Morão e Teresa Amado.

...........................................................................................................................

Nos dias 27 e 28 de Janeiro terá lugar nas instalações da Fundação Gulbenkian o COLÓQUIO INTERNACIONAL SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN, promovido por Maria Andresen de Sousa Tavares e realizado com a colaboração do Centro Nacional de Cultura.

A confluência nestes três dias da cerimónia de entrega do Espólio, da abertura da Exposição e da realização do Colóquio visa sublinhar a importância da obra da Autora, ao mesmo tempo que se proporciona a investigadores portugueses e estrangeiros o acesso a documentos (autógrafos e outros) que possibilitarão novas perspectivas de estudo.

Para levar a cabo estes projectos foi determinante a cooperação do Centro Nacional de Cultura através do empenho do seu presidente, Guilherme d'Oliveira Martins, assim como de Teresa Tamen e Conceição Reis Gomes.

As iniciativas referidas assinalam a conclusão da primeira fase de trabalho sobre este Espólio, que consistiu na inventariação - organização, classificação e identificação - dos documentos. Estas tarefas foram realizadas entre Setembro de 2008 e Setembro de 2010, por Manuela Vasconcelos (técnica da BNP) e por Maria Andresen de Sousa Tavares, com a participação temporária de Luísa Sarsfield Cabral. O trabalho decorreu nas instalações do Centro Nacional de Cultura, que disponibilizou para esse efeito todo o apoio logístico necessário. A equipa contou com o apoio financeiro da Fundação Calouste Gulbenkian e do Banco Português de Investimento.


A obra de Sophia na Colóquio/Letras

A obra de Sophia na Colóquio/Letras


O novo número da revista Colóquio/Letras é dedicado, em grande parte, à obra de Sophia de Mello Breyner Andresen, no mês em que se realiza o congresso internacional sobre a autora e que decorrerá nos dias 27 e 28 de Janeiro na Fundação Gulbenkian, em colaboração com o Centro Nacional de Cultura.


Giulia Lanciani, Piero Ceccucci, Pedro Eiras, Richard Zenith, Luis Maffei, Rosa Maria Martelo, Paula Morão, Teresa Amado e Maria Andresen de Sousa Tavares assinam artigos sobre a obra e o espólio da autora de Livro Sexto. São ainda publicados depoimentos de Gastão Cruz, Michel Chandeigne, Ponç Pons e Eucanaã Ferraz. A crónica é de Miguel Sousa Tavares – Roma, Piazza Navona.


Para além do vasto número de recensões, abrangendo as mais diversas áreas, dão-se a conhecer inéditos de Yves Bonnefoy, António Osório, Pedro Tamen, Ana Luísa Amaral e Eucanaã Ferraz. Yves Bonnefoy e Ana Marques Gastão assinam artigos no âmbito da temática Literatura e outras Artes. As imagens deste número são do artista plástico Jorge Martins.


21 março, 2010

Um poema de Sophia de Mello Breyner

Biografia


Tive amigos que morriam, amigos que partiam

Outros quebravam o seu rosto contra o tempo.

Odiei o que era fácil

Procurei-te na luz, no mar, no vento.


Sophia de Mello Breyner Andresen