OPINIÃO
Neste espaço pretende-se divulgar actividades culturais/educativas/lúdicas ou simplesmente participar, partilhar opiniões, viajar...
06 novembro, 2019
Obra poética - Vol. 1, de Sophia de Mello Breyner Andresen
OPINIÃO
05 agosto, 2019
Um poema de Sophia
PÁTRIA
Por um país de pedra e vento duro
Por um país de luz perfeita e clara
Pelo negro da terra e pelo branco do muro
Pelos rostos de silêncio e de paciência
Que a miséria longamente desenhou
Rente aos ossos com toda a lentidão
Dum longo relatório irrecusável.
E pelos rosto iguais ao sol e ao vento
Palavras sempre ditas com paixão
Pela cor e pelo peso das palavras
Pelo concreto silêncio limpo de palavras
Donde se erguem as coisas nomeadas
Pela nudez das palavras deslumbradas.
- Pedra rio, vento, casa
Pranto, dia, canto, alento
Espaço raiz e água
Ó minha Pátria e meu centro
Eu minha vida daria
E vivo neste tormento
Evocação de Sophia de Alberto Vaz da Silva
OPINIÃO
São estas cenas vivas que tornam este prefácio tão especial e diferente do habitual.
25 março, 2019
Um poema de Sophia
O mar dos meus olhos
Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma
E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
Da praia onde foram felizes
Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os homens...
Há mulheres que são maré em noites de tardes...
e calma
Sophia de Mello Breyner Andresen, in Obra Poética
25 abril, 2018
25 abril, 2017
25 de Abril, sempre!
08 março, 2016
Dia Internacional da Mulher
O mar dos meus olhos
Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma
E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
Da praia onde foram felizes
Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os homens...
Há mulheres que são maré em noites de tardes...
e calma
Sophia de Mello Breyner Andresen, in Obra Poética
02 julho, 2014
Sophia de Mello Breyner Andresen no Panteão Nacional

______________
Mar
I
De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua,
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.
II
Cheiro a terra as árvores e o vento
Que a Primavera enche de perfumes
Mas neles só quero e só procuro
A selvagem exalação das ondas
Subindo para os astros como um grito puro.
in Poesia, 1944
25 abril, 2014
25 de abril ... 40 anos

Esta é a madrugada que eu esperava
o dia inicial inteiro e limpo
onde emergimos da noite e do silêncio
e livres habitamos a substância do tempo
06 novembro, 2013
Um poema de Sophia de Mello Breyner Andresen
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| Foto retirada da net |
Este é o tempo
Da selva mais obscura
Até o ar azul se tornou grades
E a luz do sol se tornou impura
Esta é a noite
Densa de chacais
Pesada de amargura
Este é o tempo em que os homens renunciam.
in Mar Novo
06 dezembro, 2012
Morreu Oscar Niemeyer (15-12-1907 / 6-12-2012)

Ler mais:expresso.sapo.pt
Desenhada por Lúcio Costa Niemeyer e Pitágoras
Lógica e lírica
Grega e brasileira
Ecuménica
Propondo aos homens de todas as raças
A essência universal das formas justas
Nítida como Babilónia
Esguia como um fuste de palmeira
Sobre a lisa página do planalto
A arquitectura escreveu a sua própria paisagem
— Deusa da natureza inviolada —
No extremo da caminhada dos Candangos
No extremo da nostalgia dos Candangos
Athena ergueu sua cidade de cimento e vidro
Athena ergueu sua cidade ordenada e clara como um pensamento
06 novembro, 2012
Um poema de Sophia
Voltar ali onde
A verde rebentação da vaga
A espuma o nevoeiro o horizonte a praia
Guardam intacta a impetuosa
Juventude antiga –
Mas como sem os amigos
Sem a partilha o abraço a comunhão
Respirar o cheiro a alga da maresia
E colher a estrela do mar em minha mão
Sophia de Mello Breyner Andreses, in Musa
21 março, 2012
Um poema de Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004)
Um poema exemplar
Um poema exemplar: em linhas como:
20 dezembro, 2011
Prémios da Academia Portuguesa irão chamar-se Sophia


06 novembro, 2011
Busto de Sophia de Mello Breyner Andresen

A partir deste domingo, os jardins da antiga Quinta do Campo Alegre, hoje Jardim Botânico, terão um busta da poetisa portuguesa.
Foi desta forma que a Universidade do Porto decidiu homenagear Sophia de Mello Breyner Anderson, dedicando-lhe uma escultura na residência onde a escritora viveu.
Para assinalar o momento, a Universidade do Porto realizou esta manhã uma cerimónia, que foi presidida pelo seu reitor, José Marques dos Santos, e que contou com a presença dos familiares da poetisa.
Sophia de Mello Breyner homenageada hoje com inauguração no Jardim Botânico do Porto
20 março, 2011
21 de Março - Dia Mundial da Poesia

Pudesse Eu
Pudesse eu não ter laços nem limites
Ó vida de mil faces transbordantes
Para poder responder aos teus convites
Suspensos na surpresa dos instantes!
Sophia de Mello Breyner Andresen__________Autopsicografia
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.Fernando Pessoa________
Vestígios
noutros tempos
quando acreditávamos na existência da lua
foi-nos possível escrever poemas e
envenenávamo-nos boca a boca com o vidro moído
pelas salivas proibidas - noutros tempos
os dias corriam com a água e limpavam
os líquenes das imundas máscaras
hoje
nenhuma palavra pode ser escrita
nenhuma sílaba permanece na aridez das pedras
ou se expande pelo corpo estendido
no quarto do zinabre e do álcool - pernoita-se
onde se pode - num vocabulário reduzido e
obcessivo - até que o relâmpago fulmine a língua
e nada mais se consiga ouvir
apesar de tudo
continuamos e repetir os gestos e a beber
a serenidade da seiva - vamos pela febre
dos cedros acima - até que tocamos o místico
arbusto estelar
e
o mistério da luz fustiga-nos os olhos
numa euforia torrencial
Al Berto
17 janeiro, 2011
Colóquio Internacional Sophia de Mello Breyner Andresen

16H 18H |
A confluência nestes três dias da cerimónia de entrega do Espólio, da abertura da Exposição e da realização do Colóquio visa sublinhar a importância da obra da Autora, ao mesmo tempo que se proporciona a investigadores portugueses e estrangeiros o acesso a documentos (autógrafos e outros) que possibilitarão novas perspectivas de estudo.
Para levar a cabo estes projectos foi determinante a cooperação do Centro Nacional de Cultura através do empenho do seu presidente, Guilherme d'Oliveira Martins, assim como de Teresa Tamen e Conceição Reis Gomes.
As iniciativas referidas assinalam a conclusão da primeira fase de trabalho sobre este Espólio, que consistiu na inventariação - organização, classificação e identificação - dos documentos. Estas tarefas foram realizadas entre Setembro de 2008 e Setembro de 2010, por Manuela Vasconcelos (técnica da BNP) e por Maria Andresen de Sousa Tavares, com a participação temporária de Luísa Sarsfield Cabral. O trabalho decorreu nas instalações do Centro Nacional de Cultura, que disponibilizou para esse efeito todo o apoio logístico necessário. A equipa contou com o apoio financeiro da Fundação Calouste Gulbenkian e do Banco Português de Investimento.
A obra de Sophia na Colóquio/Letras

21 março, 2010
Um poema de Sophia de Mello Breyner
Tive amigos que morriam, amigos que partiam
Outros quebravam o seu rosto contra o tempo.
Odiei o que era fácil
Procurei-te na luz, no mar, no vento.
Sophia de Mello Breyner Andresen








