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10 outubro, 2019

Afonso Reis Cabral vence Prémio José Saramago 2019



                                                                    créditos SIC Notícias (net)

Afonso Reis Cabral venceu o Prémio Literário José Saramago. O anúncio foi feito no dia 8 pela presidente do júri, Guilhermina Gomes, na sede da Fundação José Saramago, na Casa dos Bicos, em Lisboa.
O escritor de 29 anos foi distinguido com o romance Pão de Açúcar que retrata a vida de Gisberta, uma transexual que foi assassinada na cidade do Porto, em 2006.

O Prémio José Saramago é atribuído pela Fundação Círculo de Leitores, a cada dois anos, a jovens autores com idade não superior a 35 anos, que escrevam uma obra literária em língua portuguesa.

21 setembro, 2019

A maior flor do mundo, de José Saramago


SINOPSE

E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos?
Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar?

OPINIÃO

A maior flor do mundo é uma linda história para crianças e adultos. Neste primeiro conto infantil, Saramago integra a história como personagem, interagindo com o leitor, colocando questões sobre a sua capacidade de escrever histórias para crianças e propondo mesmo que sejam estas a reescrever a história.

Claro que nesta simples e curta história há um ensinamento. Outra coisa não se esperaria do autor. Através de uma coisa muito simples como regar uma flor que, no entanto, exigiu esforço por parte da criança, se demonstram valores como a esperança, a perseverança e o amor.


23 julho, 2019

História do Cerco de Lisboa de José Saramago



SINOPSE

«Há muito que Raimundo Silva não entrava no castelo. Decidiu-se a ir lá. O autor conta a história de um narrador que conta uma história, entre o real e o imaginário, o passado e o presente, o sim e o não. Num velho prédio do bairro do Castelo, a luta entre o campeão angélico e o campeão demoníaco. Raimundo Silva quer ver a cidade. Os telhados. O Arco Triunfal da Rua Augusta, as ruínas do Carmo. Sobe à muralha do lado de São Vicente. Olha o Campo de Santa Clara. Ali assentou arraiais D. Afonso Henriques e os seus soldados. Raimundo Silva "sabe por que se recusaram os cruzados a auxiliar os portugueses a cercar e a tomar a cidade, e vai voltar para casa para escrever a História do Cerco de Lisboa. Uma obra em que um revisor lisboeta introduz a palavra "não" num texto do século XII sobre a conquista de Lisboa aos mouros pelos cruzados.» (Diário de Notícias, 9 de outubro de 1998)


OPINIÃO

Neste romance de Saramago estamos perante um diálogo entre a história e a literatura, o que nos permite encarar os factos de uma forma mais atraente. Temos a história do Cerco de Lisboa levado a cabo por D. Afonso Henriques em 1147 contra os mouros que ocupavam Lisboa e a história de Raimundo Silva, revisor de uma editora lisboeta, escrevendo, por sua vez, a história do cerco. 

Durante a revisão da História do Cerco de Lisboa Raimundo Silva decide colocar a palavra NÃO numa página e alterar assim os factos da história do Cerco de Lisboa. 

“uma palavra que o historiador não escreveu, que em nome da verdade histórica não poderia ter escrito nunca, a palavra Não, agora o que o livro passo a dizer é que os cruzados Não auxiliarão os portugueses a conquistar Lisboa, assim está escrito e portanto passou a ser verdade,” (p. 50) 

A introdução desta simples palavra na história, vai causar primeiramente perturbações no seu comportamento e posteriormente alterações na sua vida. 

Mais uma vez estamos perante a mestria de Saramago na construção de personagens complexas. Ao atribuir a profissão de revisor a Raimundo, e ao escolher um romance histórico como o objecto revisado, Saramago coloca questões sobre a veracidade dos factos, sobre a aquisição e construção dos conhecimentos, sobre a objectividade/subjectividade do historiador. 

De forma irónica e numa escrita complexa, Saramago interliga os dois planos, isto é, as duas histórias que se vão desenrolando simultaneamente, a de 1147 e a actual, a de Raimundo Silva, a de 1980. Assim, Raimundo Silva ao escrever a sua versão da história, vai-se descobrindo a si próprio e vai projectando no passado a sua própria vida mesclando realidade e ficção.
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21 maio, 2018

Com o mar por meio. Uma amizade em cartas de Jorge Amado e José Saramago



Trata-se da troca de correspondência (entre 1992 e 1998) de dois grandes escritores de língua portuguesa, Jorge Amado e José Saramago. O facto de terem “o mar por meio”, não foi impedimento para que uma cumplicidade e sobretudo uma forte amizade se estabelecessem entre os dois e as suas respectivas companheiras, Zélia Gattai e Pilar del Rio. 

A leitura deste pequeno livro, permite ao leitor conhecer um pouco melhor a dimensão humana destes dois grandes vultos da nossa língua. Gostei muito.




12 março, 2018

Que Farei com Este Livro? de José Saramago




Bem ao estilo de Saramago, este livro é uma sátira à sociedade, aos vícios do reino no tempo das descobertas. 

Tendo a figura de Luís de Camões e a publicação do seu livro maior Os Lusíadas, após o regresso da Índia, como ponto fulcral deste texto dramático, Saramago põe em evidência a miséria mental da corte e dos poderosos que a integram, o oportunismo, as influências, e o poder da Inquisição. 

Luís de Camões obteve finalmente, e porque estava bem recomendado, o parecer positivo para requerer a licença de impressão do seu livro. Este foi-lhe lido pelo próprio Frei de Bartolomeu Ferreira (censor do Santo Ofício) que, de entre outros aspetos, nele refere: “ … e o Autor mostra nele muito engenho e muita erudição nas ciências humanas.”. 

Se neste tempo, a arte e a genialidade não eram reconhecidas, ou apenas por uma minoria, o mesmo se passa nos nossos dias. E é esta a intenção principal de Saramago ao escrever este livro, ora vejamos: “ Não, minha mãe, não estou conformado. Vivo em Portugal. Sei o que a experiência me ensinou. Que assim como se diz que não há dinheiro que pague o talento e o engenho, também se deveria dizer que por isso mesmo ninguém os quer pagar. Enfim, não percamos nós o ânimo. Quando o meu livro estiver publicado, talvez que el-rei mande dar-me uma tença.”

A leitura desta peça poderá servir como contextualização à abordagem da obra Os Lusíadas, nos diferentes níveis de ensino.



15 dezembro, 2014

A Viagem do Elefante adaptada para banda desenhada por João Amaral





João Amaral adaptou para banda desenhada A Viagem do Elefante, de José Saramago. 
Segundo informa a editora, este livro resulta de um trabalho de quase três anos. 

Pilar del Río escreveu no prefácio deste livro que, «o caminho até Viena é tortuoso: João Amaral sabe-o bem porque o esteve a desenhar durante mais de dois anos passo a passo. […] João Amaral estudou muito bem aquilo que José Saramago havia escrito e logo que o soube com todas as letras pintou-o para que nada na sua banda desenhada fosse falso».








06 outubro, 2014

Leituras de setembro


    

Vol. II  
                                                  Vol. III


               


De todas estas leituras, destaco o livro de Saramago por ser a sua derradeira escrita. Livro pleno de ironia, só que desta vez soube a pouco... 


                             


07 julho, 2014

Leituras de junho




                                 
  

Neste livro,  Erasmo  faz uma crítica fortíssima aos  comportamentos e pensamentos da sociedade da época (séc. XV e XVI). É a deusa da loucura, que metaforicamente justifica os maus comportamentos, mas como é louca não pode ser responsabilizada por tais actos.

Ao ler  O Elogio da Loucura, percebe-se  que a sociedade, de hoje, continua a viver com os mesmos males e problemas de séculos atrás, a hipocrisia e a falta de valores  ainda são uma constante. 

Mais uma vez, Saramago consegue surpreender o leitor com a sua escrita e com a sua capacidade de criar, de inventar. Estamos perante um enredo de duplos, personalidades, identidades. 




02 abril, 2014

Leituras de março



Dois livros autobiográficos. O primeiro relata vivências da vida quotidiana e das vicissitudes da história. O segundo aborda a vida familiar centrada na infância do narrador.
dois romances muito diferentes, mas ambos cativantes que se leem de um fôlego.


04 junho, 2013

A estátua e a pedra de José Saramago



José Saramago, neste livro, que reproduz uma conferência por ele proferida, em Turim, divide a sua obra (até à publicação do Homem Duplicado - última obra publicada no momento  da conferência) em duas fases: a da estátua e a da pedra.
A metáfora escolhida pelo autor aplica-se perfeitamente, já que na 1.ª fase, ele descreve situações e na 2.ª,  analisa-as (auto análise feita pelo próprio).
Bruno Vieira Amaral, na revista Ler deste mês, acrescenta uma 3.ª fase: a "«fase de pena», pela leveza evocativa e pelo deleite narrativo", onde   inclui a Viagem do Elefante e As Pequenas Memórias
Quem conhecer bem a obra de Saramago, não deixará de concordar com esta divisão.

27 janeiro, 2013

Lanzarote instala escultura em homenagem a José Saramago

José Saramago homenageado em Lanzarote com escultura
Fotografia © Fundação José Saramago/Direitos Reservados
 
Uma escultura de uma oliveira com quase cinco metros vai ser instalada junto à casa onde o escritor José Saramago (1922-2010) viveu, em Tías, Lanzarote, em homenagem ao Nobel da Literatura português.
 
De acordo com um comunicado da Fundação José Saramago, em Lisboa, a escultura em aço vai ser instalada na rotunda que dá acesso ao complexo onde fica a casa e a biblioteca do escritor, em Tías, no dia 18 de março, data do segundo aniversário da abertura deste espaço ao público.

A escultura, da autoria de José Perdomo a partir de um desenho de Esther Viña, ambos de Lanzarote, representa uma oliveira feita com as letras iniciais de José Saramago: o tronco é a letra "j" e os ramos são todos em forma da letra "s".
De acordo com a fundação, a iniciativa tem como objetivo deixar um testemunho da permanência de José Saramago em Lanzarote, onde se instalou em 1993, repartindo a presença na ilha com sucessivas estadas em Lisboa.
Foi em Lanzarote que escreveu o livro "Ensaio sobre a Cegueira" (1995) e todas as obras que se seguiram.
 

16 novembro, 2012

José Saramago - 90 anos

Foto retirada do site da FJS
 
 
 Dia 16 de novembro, data do nascimento de José Saramago, será doravante o Dia do Desassossego, numa iniciativa da Fundação José Saramago.
 
 
"Vivo desassossegado, escrevo para desassossegar"
José Saramago

18 outubro, 2011

Saramago's Week in NY


José & Pilar from Arte Institute on Vimeo.



During the last week of October, Arte Institute in collaboration with Pilar del Rio and director Miguel Gonçalves Mendes , will promote a week of events that intend to honor the Literature Portuguese Nobel Prize winner, José Saramago.

The events will include readings and photo exhibition at Sonnabend Gallery; Iberian Screening (featuring Portuguese and Spanish short films) at Anthology Films Archives; a concert by Noiserv; lectures at Instituto Cervantes and Rutgers University and will also conclude with the screening of the documentary "José & Pilar" at the Museum of Modern Art (MoMA).

The movie "José & Pilar" is Portugal's Oscar Submission.

This initiative joins Portugal and Spain in a celebration of José Saramago's work.

16 outubro, 2011

Leituras


Começará a ser distribuído na apresentação na Quinta de Leitura (Teatro do Campo Alegre, Porto) a 27 de Outubro de 2011.
Chegará às livrarias de todo o país a 28 de Outubro de 2011.


A meio deste mês de Outubro será publicado Claraboia, o romance que José Saramago escreveu mas nunca quis publicar em vida.

"Comissão das Lágrimas" de António Lobo Antunes


"Um doloroso canto de uma mulher torturada" foi o ponto de partida para Comissão das Lágrimas, o novo livro de António Lobo Antunes. Já nas livrarias.

18 junho, 2011

Cinzas de Saramago depositadas em Lisboa

Oliveira em Memória de José Saramago, plantada junto à Casa dos Bicos, em Lisboa




As cinzas de José Saramago foram hoje, pelas 11 horas, depositadas junto a uma oliveira centenária,  em frente à Casa dos Bicos, em Lisboa. A cerimónia  assinala o primeiro aniversário da morte do autor português e  é organizada em conjunto pela Fundação e pela Câmara Municipal de Lisboa.


No local foram, ainda, colocadas duas lápides: uma com o nome e as datas de nascimento e morte do Nobel da Literatura e outra com a última frase do livro «Memorial do Convento».

«Mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia», lê-se.






16 novembro, 2010

José Saramago, 88 anos (um poema)



Passado, Presente, Futuro

Eu fui. Mas o que fui já me não lembra:
Mil camadas de pó disfarçam, véus,
Estes quarenta rostos desiguais.
Tão marcados de tempo e macaréus.

Eu sou. Mas o que sou tão pouco é:
Rã fugida do charco, que saltou,
E no salto que deu, quanto podia,
O ar dum outro mundo a rebentou.

Falta ver, se é que falta, o que serei:
Um rosto recomposto antes do fim,
Um canto de batráquio, mesmo rouco,
Uma vida que corra assim-assim.

José Saramago, in "Os Poemas Possíveis"

30 outubro, 2010

duas citações de José Saramago

ilustração de Pedro Covo


"Uma austeridade de carácter não é defeito, pelo contrário."

"O poeta não será mais que memória fundida nas memórias, para que um adolescente possa dizer-nos que tem em si todos os sonhos do mundo, como se ter sonhos e declará-lo fosse primeira invenção sua. Há razões para pensar que a língua é, toda ela, obra de poesia."

04 outubro, 2010

Citação

Fotografia de Patrícia Reis

" O fim duma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já."

in, Viagem a Portugal, José Saramago