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01 abril, 2018

A Espada e a Azagaia de Mia Couto



Trata-se do segundo livro da trilogia “As Areias do Imperador”, narrado a três vozes, de forma alternada, descreve os últimos dias do chamado Estado de Gaza, império africano governado por Ngungunhane (Gungunhana) e a paixão entre a jovem Imani Nsambe, de etnia Vatxopi, e Germano de Melo, um jovem sargento português que se conheceram em Nkokolani, para onde o sargento foi enviado de serviço. 

O livro, rico na descrição de costumes, rituais, crenças, amores e desamores, lutas e mortes, termina com a vitória das tropas portuguesas, comandadas por Mouzinho de Albuquerque e a prisão de Gungunhana. Esta mesma guerra é a causa da separação do jovem sargento e da jovem nativa. 

É no cruzamento da vivência de Imani e das cartas trocadas entre o sargento e o seu superior, o tenente Ayres de Ornellas, que a história de vencedores e vencidos nos é contada. A magia da escrita de Mia Couto leva-nos a reflectir sobre a problemática da guerra, mas sobretudo sobre a desumanização e o poder.



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