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15 outubro, 2013

Gabriela Ruivo Trindade vence Prémio Leya


                                                      Foto retirada da internet


O romance Uma Outra Voz, escrito por uma portuguesa radicada em Londres,  retrata a emigração para África de uma família de Estremoz.


Com cerca de 300 páginas, é um romance contado a várias vozes, com personagens femininas muito fortes, em que o ponto de vista da história se vai alterando. Júdice, tal como Alegre, explicou que não se trata de uma narração simples, mas de um romance em que por vezes encontramos documentos visuais que nos permitem ver melhor o que foi essa época: “Junta fotografia com ficção.”

A obra vencedora foi escolhida por um júri que incluiu Manuel Alegre, os escritores Nuno Júdice, Pepetela e José Castello, e ainda José Carlos Seabra Pereira, da Universidade de Coimbra, Lourenço do Rosário, reitor do Instituto Superior Politécnico e Universitário de Maputo, e Rita Chaves, da Universidade de São Paulo.

Segundo o grupo Leya, esta foi, até agora, a edição “mais concorrida e internacional” do prémio, com 491 originais oriundos de 14 países. Instituído em 2008 com o objectivo de distinguir anualmente um romance inédito escrito em língua portuguesa. 



13 outubro, 2013

José Eduardo Agualusa vence prémio Fernando Namora





O último romance do escritor angolano José Eduardo Agualusa, Teoria Geral do Esquecimento, é o vencedor do Prémio Literário Fernando Namora. O júri salienta que “esta obra engrandece o apurado estilo literário da ficção do autor”.
 
A narrativa do livro de José Eduardo Agualusa centra-se em Luanda, começando nas vésperas da proclamação da independência (11 de Novembro de 1975), quando uma portuguesa decide erguer um muro para se separar do edifício onde mora, acabando por sobreviver isolada durante cerca de 30 anos.
 
Nos finalistas, para além de Agualusa estavam os escritores Afonso Cruz (Jesus Cristo Bebia Cerveja), Ana Cristina Silva (O Rei do Monte Brasil), Julieta Monginho (Metade Maior) e Rui Nunes (Barro).
 

10 outubro, 2013

Nobel da Literatura - Alice Munro





O Prémio Nobel da Literatura 2013 foi atribuído à canadiana Alice Munro, anunciou hoje a Academia de Ciências Sueca. A escritora, de 82 anos, foi apresentada como "mestre do conto contemporâneo" e é a 13ª mulher a receber este galardão.

Na biografia que divulga da escritora, a academia sueca aplaude os contos de Munro, que focam "a fragilidade da condição humana", e elogiam a "narrativa afinada" da escritora, "que se caracteriza pela clareza e pelo realismo psicológico". "Alguns críticos consideram-na um Tchekhov canadiano", acrescenta a academia. 

"As suas histórias passam-se frequentemente em pequenas localidades, onde a luta por uma existência socialmente aceitável muitas vezes resulta em relações tensas e conflitos morais - problemas que resultam de diferenças geracionais e ambições de vida que colidem", escreve ainda. Os seus textos descrevem frequentemente "eventos do dia-a-dia, mas decisivos; verdadeiras epifanias que iluminam a história e deixam questões existenciais aparecer num relâmpago". 

Munro é sobretudo conhecida pelos seus contos e publicou muitas coleções ao longo dos anos, nomeadamente "Amada Vida", "Fugas" e "O Amor de Uma Boa Mulher", publicadas em Portugal pela editora Relógio d'Água. 

in SICnotícias

07 outubro, 2013

Escritaria 2013 dedicado a Mário de Carvalho




O Festival  Escritaria, que decorreu no passado fim de semana, em  Penafiel, foi dedicado as  escritor Mário de Carvalho

É escolhida uma frase do autor homenageado para ficar para sempre inscrita nas ruas de Penafiel em forma de arte pública. Toda a cidade se envolve na homenagem. Há alusões à obra de Mário de Carvalho nas montras das lojas, painéis com fotografias e excertos das suas obras espalhados pela cidade, teatro de rua, animação e conferências.
 
Este festival que vai na sua 6ª edição  já teve edições dedicadas a António Lobo Antunes, José Saramago, Urbano Tavares Rodrigues, Agustina Bessa-Luís e Mia Couto.

Florbela conquista 6 prémios Sophia




Florbela, do realizador Vicente Alves do Ó, conquistou o maior número de prémios.  Tabu, de Miguel Gomes, foi considerado o melhor filme português do ano. Os dois foram os grandes vencedores dos novos prémios Sophia da Academia Portuguesa de Cinema, entregues numa cerimónia, no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa.
 
Florbela, baseado na biografia da poetisa Florbela Espanca, tinha  com 15 nomeações e conquistou seis prémios. Entre eles destacam-se os de Melhor Realizador (Vicente Alves do Ó), Melhor Atriz (Dalila Carmo), Melhor Atriz Secundária (Anabela Teixeira) e Melhor Fotografia (Luís Branquinho).


 



Lista dos vencedores dos prémios de cinema Sophia

Vencedores da 1ª edição  dos prémios Sophia, atribuídos pela Academia Portuguesa de Cinema:


Melhor Filme: "Tabu", Miguel Gomes.

Melhor realização: Vicente Alves do Ó, "Florbela".

Melhor ator principal: Carlos Santos, "Operação Outono".

Melhor atriz principal: Dalila Carmo, "Florbela".

Melhor ator secundário: Albano Jerónimo, "As Linhas de Wellington".

Melhor atriz secundária: Anabela Teixeira, "Florbela".

Melhor argumento original: Carlos Saboga, "As Linhas de Wellington".

Melhor argumento adaptado: Bruno de Almeida, Frederico Delgado Rosa e John Frey, "Operação Outono".

Melhor Fotografia: Luís Branquinho, "Florbela".

Melhor direcção artística: Isabel Branco, "As Linhas de Wellington".

Melhor som: Jaime Barros, Tiago Matos e Elsa Ferreira, "Florbela".

Melhor Guarda-Roupa: Sílvia Grabowski, "Florbela".

Melhor Caracterização: Íris Peleira, "As Linhas de Wellington".

Melhor Montagem: Telmo Churro e Miguel Gomes, "Tabu".

Melhor Música: The Legendary Tigerman e Rita Redshoes, "A Estrada de Palha".

Melhor Documentário em longa-metragem: "É na Terra não é na Lua", Gonçalo Tocha.

Melhor Curta-Metragem de Ficção: "Cerro Negro", João Salaviza.

Melhor Curta-Metragem de Animação: "Kali, o pequeno vampiro", Regina Pessoa.

Melhor Curta-Metragem em Formato de Documentário: "Raúl Brandão Era Um Grande Escritor", João Canijo.


Prémio Carreira Acácio de Almeida, diretor de fotografia,

Prémio Carreira José Manuel Castello Lopes, distribuidor

Prémio Carreira Laura Soveral, atriz

Prémio Sophia de Mérito e Excelência Manoel de Oliveira, realizador

Ana Cristina Silva ganha Prémio Urbano Tavares Rodrigues


Foto: Ana Cristina Silva é a vencedora da primeira edição do Prémio Literário de Novela e Romance Urbano Tavares Rodrigues, atribuído ao livro "O Rei do Monte Brasil" publicado em 2012.

Saiba mais em http://www.portaldaliteratura.com/noticias.php?id=484

#literatura #premioliterario #anacristinasilva




Ana Cristina Silva ganhou o Prémio Urbano Tavares Rodrigues - Prémio Literário de Novela e Romance Urbano Tavares Rodrigues-  com o romance O Rei do Monte Brasil.
 
O prémio, de iniciativa conjunta da FENPROF e SECRE, é atribuído pela primeira vez, em 2013.



03 outubro, 2013

Saudades...(85 anos)




Canção para a Minha Mãe


E sem um gesto, sem um não, partias!
Assim a luz eterna se extinguia!
Sem um adeus, sequer, te despedias,
Atraiçoando a fé que nos unia!

Terra lavrada e quente,
Regaço de um poeta criador,
Ias-te embora antes do sol poente,
Triste como semente sem calor!

Ias, resignada, apodrecer
À sombra das roseiras outonais!
Cor da alegria, cântico a nascer,
Trocavas por ciprestes pinheirais!

Miguel Torga, in Diário




02 outubro, 2013

Um poema de Pablo Neruda








Perto do mar a música é mais sábia

Perto do mar a música é mais sábia:
humaniza o seu som,
E põe nas suas cadências um estranho
...
estremecimento do coração.

À sua modulação humana, junta
esse gemer, esse implorar
que vem do fundo dos séculos
para na areia cantar.

Perto do mar há ternuras novas
em sua plena virtude,
e é maravilha na maravilhosa
natureza em plenitude.

Com mais eternidade nos seus timbres
grande e humilde é simultaneamente.
À alma oferece o seu recolhimento
em milagroso germinar.

À alma oferece tudo o que é vida:
o devaneio, a dor,
e tudo se torna puro e luminoso
banhado em ritmo criador.

Pablo Neruda


01 outubro, 2013

14ª Festa do Cinema Francês




A Festa do Cinema Francês está de novo em Portugal organizada pelo Institut Français du Portugal, para um mês inteiro do melhor da cinematografia francesa. São 46 os filmes exibidos em 12 salas do País. Este evento decorre entre 10 de Outubro e 10 de Novembro.
 
O reencontro entre o melhor do cinema e da cultura francesa e o nosso país vai acontecer em 7 cidades: Lisboa: 10- 20 Out; Almada: 16- 20 Out; Coimbra: 22- 26 Out; Beja: 29 Out- 03 Nov; Faro: 30 Out- 02 Nov; Guimarães: 31 Out- 04 Nov; Porto: 04- 10 Nov.
 
 
A programação completa em Festa do Cinema Francês
 
 
 
Hiroshima, mon amour, de Alain Resnais é um dos filmes que pode ser visto, em Lisboa.
 
"Mais do que um exemplar único na história da sétima arte, este filme é aquilo a que nos atrevemos a chamar um poema cinematográfico. Um casamento entre a literatura e o cinema onde ambos estabelecem uma relação de extrema complementaridade capaz de conduzir o espectador numa viagem surpreendente por entre a arte da palavra e das imagens em movimento."