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27 novembro, 2012

Valter Hugo Mãe vence Prémio Literário Portugal Telecom

  Valter Hugo Mãe
Valter Hugo Mãe
D.R.
 
O escritor português é o vencedor da décima edição do Prémio Literário Portugal Telecom 2012, com o seu romance A máquina de fazer espanhóis.
 
 A Máquina de Fazer Espanhóis é o 4º volume de uma série composta por O Nosso Reino (2004), O Remorso de Baltazar Serapião (2006, vencedor do Prémio Saramago) e O Apocalipse dos Trabalhadores (2008).
Nuno Ramos venceu na categoria de poesia e Dalton Trevisan na de conto/crónica. Os vencedores foram anunciados ontem, em S. Paulo.
O Prémio Portugal Telecom de Literatura em língua portuguesa, que nesta edição completou 10 anos, distribuiu-se pela primeira vez pelas categorias poesia, romance e conto/crónica e incluiu um Grande Prémio.

26 novembro, 2012

Populaire de Regis Roinsard

Populaire
Année: 2011
Date de Sortie: 28 Novembre 2012
Réalisateur: Regis Roinsard
Acteurs: Romain Duris, Déborah François, Berenice Béjo, Shaun Benson, Nicolas Bedos, Mélanie Bernier, ... Eddy Mitchell, Miou-Miou, Féodor Atkine, Marius Colucci
Genre: Comédie
Pays de production: France


Synopsis du film Populaire
 
Printemps 1958. Rose Pamphyle, 21 ans, vit avec son père, veuf bourru qui tient le bazar d’un petit
village normand. Elle doit épouser le fils du garagiste et est promise au destin d’une femme au foyer docile et appliquée. Mais Rose ne veut pas de cette vie. Elle part pour Lisieux où Louis Echard, 36 ans, patron charismatique d’un cabinet d’assurance, cherche une secrétaire. L’entretien d’embauche est un fiasco. Mais Rose a un don : elle tape à la machine à écrire à une vitesse vertigineuse. La jeune femme réveille malgré elle le sportif ambitieux qui sommeille en Louis… Si elle veut le poste, elle devra participer à des concours de vitesse dactylographique. Qu’importent les sacrifices qu’elle devra faire pour arriver au sommet, il s’improvise entraîneur et décrète qu’il fera d’elle la fille la plus rapide du pays, voire du monde ! Et l’amour du sport ne fait pas forcément bon ménage avec l’amour tout court…
 

Populaire : bande annonce # 1 VF

24 novembro, 2012

Dalí au centre Pompidou






Du mercredi 21 novembre 2012 au lundi 25 mars 2013
 
Disparu en 1989, le peintre et sculpteur Salvador Dali a marqué l'histoire de l'art du XXe siècle. De nationalité espagnole, Salvador Dali était un artiste aux idées contre-révolutionnaires et qui a su surprendre le monde avec ses sujets extravagants.

Cette exposition, consacrée à l'univers du peintre, sculpteur et scénariste surréaliste espagnol, vous invite à découvrir les œuvres de
Dali. 

Crédit : Centre Pompidou, 2012 Exposition Salvador Dali © Hervé Véronèse
 
EN IMAGES - Dali au Centre Pompidou
                       Crédit : Centre Pompidou, 2012 Exposition Salvador Dali © Hervé Véronèse
 
 
EN IMAGES - Dali au Centre Pompidou
                Crédit : © Salvador Dali, Fundació Gala-Salvador Dali, ADAGP, Figueres, Paris 2012

23 novembro, 2012

Um poema de Helberto Helder (23 novembro 1930)

 
 
Minha cabeça estremece com todo o esquecimento.
Eu procuro dizer como tudo é outra coisa.
Falo, penso.
Sonho sobre os tremendos ossos dos pés.
É sempre outra coisa, uma
só coisa coberta de nomes.
E a morte passa de boca em boca
com a leve saliva,
com o terror que há sempre
no fundo informulado de uma vida.
      
Sei que os campos imaginam as suas
próprias rosas.
As pessoas imaginam os seus próprios campos
de rosas. E às vezes estou na frente dos campos
como se morresse;
outras, como se agora somente
eu pudesse acordar.


Por vezes tudo se ilumina.
Por vezes canta e sangra.
Eu digo que ninguém se perdoa no tempo.
Que a loucura tem espinhos como uma garganta.
Eu digo: roda ao longe o outono,
e o que é o outono?
As pálpebras batem contra o grande dia masculino
do pensamento.


Deito coisas vivas e mortas no espírito da obra.
Minha vida extasia-se como uma câmara de tochas.


- Era uma casa - como direi? - absoluta.

Eu jogo, eu juro.
Era uma casinfância.
Sei como era uma casa louca.
Eu metias as mãos na água: adormecia,
relembrava.
Os espelhos rachavam-se contra a nossa mocidade.


Apalpo agora o girar das brutais,
líricas rodas da vida.
Há no esquecimento, ou na lembrança
total das coisas,
uma rosa como uma alta cabeça,
um peixe como um movimento
rápido e severo.
Uma rosapeixe dentro da minha ideia
desvairada.
Há copos, garfos inebriados dentro de mim.
- Porque o amor das coisas no seu
tempo futuro
é terrivelmente profundo, é suave,
devastador.


As cadeiras ardiam nos lugares.
Minhas irmãs habitavam ao cimo do movimento
como seres pasmados.
Às vezes riam alto. Teciam-se
em seu escuro terrífico.
A menstruação sonhava podre dentro delas,
à boca da noite.
Cantava muito baixo.
Parecia fluir.
Rodear as mesas, as penumbras fulminadas.
Chovia nas noites terrestres.
Eu quero gritar paralém da loucura terrestre.
- Era húmido, destilado, inspirado.
Havia rigor. Oh, exemplo extremo.
Havia uma essência de oficina.
Uma matéria sensacional no segredo das fruteiras,
com as suas maçãs centrípetas
e as uvas pendidas sobre a maturidade.
Havia a magnólia quente de um gato.
Gato que entrava pelas mãos, ou magnólia
que saía da mão para o rosto
da mãe sombriamente pura.
Ah, mãe louca à volta, sentadamente
completa.
As mãos tocavam por cima do ardor
a carne como um pedaço extasiado.


Era uma casabsoluta - como
direi? - um
sentimento onde algumas pessoas morreriam.
Demência para sorrir elevadamente.
Ter amoras, folhas verdes, espinhos
com pequena treva por todos os cantos.
Nome no espírito como uma rosapeixe.


- Prefiro enlouquecer nos corredores arqueados
agora nas palavras.
Prefiro cantar nas varandas interiores.
Porque havia escadas e mulheres que paravam
minadas de inteligência.
O corpo sem rosáceas, a linguagem
para amar e ruminar.
O leite cantante.


Eu agora mergulho e ascendo como um copo.
Trago para cima essa imagem de água interna.
- Caneta do poema dissolvida no sentido
primacial do poema.
Ou o poema subindo pela caneta,
atravessando seu próprio impulso,
poema regressando.
Tudo se levanta como um cravo,
uma faca levantada.
Tudo morre o seu nome noutro nome.


Poema não saindo do poder da loucura.
Poema como base inconcreta de criação.
Ah, pensar com delicadeza,
imaginar com ferocidade.
Porque eu sou uma vida com furibunda
melancolia,
com furibunda concepção. Com
alguma ironia furibunda.


Sou uma devastação inteligente.
Com malmequeres fabulosos.
Ouro por cima.
A madrugada ou a noite triste tocadas
em trompete. Sou
alguma coisa audível, sensível.
Um movimento.
Cadeira congeminando-se na bacia,
feita o sentar-se.
Ou flores bebendo a jarra.
O silêncio estrutural das flores.
E a mesa por baixo.
A sonhar.


Herberto Helder,  «Ou o Poema Contínuo», Assírio & Alvim, 2001

16 novembro, 2012

José Saramago - 90 anos

Foto retirada do site da FJS
 
 
 Dia 16 de novembro, data do nascimento de José Saramago, será doravante o Dia do Desassossego, numa iniciativa da Fundação José Saramago.
 
 
"Vivo desassossegado, escrevo para desassossegar"
José Saramago

12 novembro, 2012

Mapas e o Espírito da Oliveira - Graça Morais


Data:10 de Novembro 2012 a 06 de Janeiro 2013
Promotor:Câmara Municipal de Bragança | Centro de Arte Contemporânea Graça Morais
Local:Centro de Arte Contemporânea Graça Morais
 
 
 
"(...)A composição é livre, esbatem-se lógicas ao ponto de misturar universos e espaços temporais muito distintos. Simultaneamente as suas linhas de desenho deixam uma forte impressão de independência em relação ao suporte, isto é, como se fossem inteiramente autónomas e não precisassem da tela para existirem. Na maioria dos trabalhos domina a sobreposição de imagens, mas é também comum a ausência do limite dos desenhos, isto como se tivessem sido abruptamente interrompidos ou suprimidos a um todo, como se tivessem uma continuidade para além dos limites da tela, desafiando o espectador a continuá-los ou a conclui-los.
Numa reinvenção das formas, Graça Morais associa simultaneamente no mesmo plano referentes reais a figuras do fantástico, justapõe planos, faz alusões à mitologia grega ou a cenas medievais, originando o reencontro da ancestralidade com a atualidade, do real tradicional com o fantástico erudito."
 
Comissariado: Jorge da Costa

in CACGM






11 novembro, 2012

.... Al Berto

SINES, 17 de Maio 1982
 
 
5h da tarde
 
 
    Onde poderei viver em completo silêncio? Onde?
    ... Se as velas dos barcos que por aqui não passam me turvam os sonhos de branco.
    E o peso das ilhas sobre o ventre, enquanto durmo, é desumano.
    E a insónia, o tormento da continuada vigília, quando terminará?
 
Al Berto, Diários
 
 


09 novembro, 2012

Scholastique Mukasonga, Prix Renaudot 2012



Elle ne figurait pas dans la sélection, mais elle a été distinguée ce 7 novembre avec le prix Renaudot pour son quatrième livre et premier roman Notre-Dame du Nil, publié dans la collection Romans noirs chez Gallimard. La Rwandaise Scholastique se considère comme une « écrivaine francophone, pas française ». Et elle est une survivante. Aujourd’hui âgée de 56 ans, elle a perdu sa mère et 37 membres de sa famille lors du génocide rwandais en 1994.

Scholastique Mukasonga, prix Renaudot 2012.
Scholastique Mukasonga, prix Renaudot 2012.
C. Hélie/Gallimard
 
 
Née en 1956, Scholastique Mukasonga, d’origine tutsie, vit depuis 1992 en Normandie, dans le nord de la France. C’est pourquoi elle a échappé au génocide perpétré en 1994 contre son peuple. Depuis, les morts continuent à vivre en elle. Dans de nombreuses interviews, elle souligne que le génocide des Tutsis était inéluctable. Dans ses livres précédents, elle revient sur son enfance marquée par la violence, le déplacement de sa famille à Nyamata au Bugesera, une région insalubre du Rwanda, les humiliations issues des conflits ethniques, les racines de ce mal qui se termine dans une terrible purification ethnique, avec un million de morts en cent jours.
 
in RFI
 

07 novembro, 2012

Leituras

 
Desde o interior da ditadura mais repressiva do mundo, desde um país coberto por absoluto isolamento, Dentro do Segredo.
Em Abril de 2012, José Luís Peixoto foi um espectador privilegiado nas exuberantes comemorações do centenário do nascimento de Kim Il-sung, em Pyongyang, na Coreia do Norte.
Também nessa ocasião, participou na viagem mais extensa e longa que o governo norte-coreano autorizou nos últimos anos, tendo passado por todos os pontos simbólicos do país e do regime, mas também por algumas cidades e lugares que não recebiam visitantes estrangeiros há mais de sessenta anos.
A surpreendente estreia de José Luís Peixoto na literatura de viagens leva-nos através de um olhar inédito e fascinante ao quotidiano da sociedade mais fechada do mundo.
Repleto de episódios memoráveis, num tom pessoal que chega a transcender o próprio género, Dentro do Segredo é um relato sobre o outro que, ao mesmo tempo, inevitavelmente, revela muito sobre nós próprios.
O novo livro de José Luís Peixoto,Dentro do Segredo, Uma viagem na Coreia do Norte, chega às livrarias portuguesas, a 16 de Novembro de 2012.
 
informação retirada da página Quetzal

06 novembro, 2012

Um poema de Sophia


Foto GR (Porto Covo)


OS AMIGOS


Voltar ali onde
A verde rebentação da vaga
A espuma o nevoeiro o horizonte a praia
Guardam intacta a impetuosa
Juventude antiga –
Mas como sem os amigos
Sem a partilha o abraço a comunhão

Respirar o cheiro a alga da maresia
E colher a estrela do mar em minha mão



Sophia de Mello Breyner Andreses, in Musa

04 novembro, 2012

Leituras

 
 
 
Sinopse:
 
Ondjaki, o escritor angolano já bem conhecido do público por obras como o assobiador (2002), quantas madrugadas tem a noite (2004), os da minha rua (2007), AvóDezanove e o segredo do soviético (2008), entre outros títulos, sempre colocou Angola, e em particular Luanda, de onde é natural, no centro da sua escrita.

Com o presente romance, de novo aparece Luanda - a Luanda atual do pós-guerra, das especificidades do seu regime democrático, do «progresso», dos grandes negócios, do «desenrasca» - como pano de fundo de uma história que é um prodígio da imaginação e um retrato social de uma riqueza surpreendente.

Combinando com rara mestria os registos lírico, humorístico e sarcástico, os transparentes dá vida a uma vasta galeria de personagens onde encontramos todos os grupos sociais, intercalando magníficos diálogos com sugestivas descrições da cidade degradada e moderna.


Ana Teresa Pereira vence Grande Prémio de Romance e Novela da APE

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O prémio  foi atribuído por maioria a Ana Teresa Pereira, uma das cinco finalistas ao galardão, entre 103 obras admitidas ao concurso apoiado pela Secretaria de Estado da Cultura. Maria Teresa Horta, com As luzes de Leonor, Mário Cláudio com Tiago Veiga, Nuno Júdice com O Complexo de Sagitário e Teolinda Gersão com Cidade de Ulisses, foram os outros finalistas.

A autora conquistou o prémio com o romance O Lago (ed. Relógio d'Água, 2011). A história narra o envolvimento entre a atriz Jane e Tom, nome recorrente de uma personagem em outras obras da escritora, que aqui veste a pele de encenador da peça, na qual Jane participa.

Nasceu no Funchal em 1958, e estreou-se em 1989  com o romance Matar a Imagem, que venceu o Prémio Caminho de Literatura Policial. Em 2005, foi contemplado com o prémio literário atribuído pelo Pen Clube português no género da Ficção, pelo livro Se nos encontrarmos de novo, e, em 2007, ganhou o Prémio Máxima de Literatura 2007, com o seu romance A neve.