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30 junho, 2012

Fortificações de Elvas - Património Mundial





A maior fortificação abaluartada do mundo, em Elvas, foi hoje classificada como Património Mundial, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).  
As fortificações de Elvas foram classificadas, na categoria de bens culturais, ao início da tarde de hoje na 36.ª sessão do Comité do Património Mundial, que está reunido até 6 de julho, em São Petersburgo, na Rússia.
O conjunto de fortificações de Elvas, cuja fundação remonta ao reinado de D. Sancho II, é o maior do mundo na tipologia de fortificações abaluartadas terrestres, possuindo um perímetro de oito a dez quilómetros e uma área de 300 hectares.

Ler mais: Expresso

18 junho, 2012

Um poema de Al Berto


Depois da vitória de Portugal sobre a Holanda,lembrei-me de um poema de Al Berto...


 



“[...]
A noite cerca a mão inteligente do homem que possui uma cabeça transparente.
Em redor dele chove.
Podemos adivinhar um chuva espessa, negra, plúmbea.
Depois, o homem abre a mão, uma laranja surge, esvoaça.
As cidades como em todos os livros que li ardem.
Incêndios que destroem o último coração do sonho.
Mas aquele que se veste com a pele porosa da sua própria escrita olha, absorto, a laranja.
.

.
A queda da laranja provocará o poema?
A laranja voadora é, ou não é, uma laranja imaginada por um louco?
E um louco, saberá o que é uma laranja?
E se a laranja cair?  E o poema? E o poema com uma laranja a cair?
E o poema em forma de laranja?
E se eu comer a laranja, estarei a devorar o poema? A ficar louco?
E a palavra laranja existirá sem a laranja?
E a laranja voará sem a palavra laranja?
E se a laranja se iluminar a partir do seu centro, do seu gomo mais secreto, e alguém a esquecer no meio da noite – servirá o brilho da laranja para iluminar as cidades há muito mortas?

E se a laranja se deslocar no espaço – mais depressa que o pensamento, e muito mais devagar que a laranja escrita - criará uma ordem ou um caos?

[...]

Al Berto

15 junho, 2012

Festival do Silêncio 2012

 
De 26 de Junho a 1 de Julho . Lisboa

O Festival Silêncio está prestes a invadir vários espaços da cidade

O Festival Silêncio pretende devolver o poder à palavra cruzando-a com as diferentes artes e sublinhando o papel vital desta na criação artística.

De 26 de Junho a 1 de Julho, a palavra inscreve-se na vida da cidade pela mão de escritores, artistas plásticos, encenadores, músicos, actores, cineastas que exploram essa íntima relação com a linguagem.

Seja qual for o seu modus operandi, é através da palavra que grandes nomes da cena literária e artística irão partilhar com o público a sua própria visão do mundo.

Dos concertos aos espectáculos multimédia, das conversas às leituras encenadas, do cinema à poesia, cruzam-se disciplinas, práticas e públicos.

Numa época em que se valorizam as imagens em detrimento das palavras, o Festival Silêncio pretende dar voz aos criadores num palco transversal aberto à reflexão e ao debate.

Programa completo no
Site do Festival do Silêncio


JORNAL do FESTIVAL

14 junho, 2012

Joana Vasconcelos - Versailles (Paris)

Marilyn, 2011
Photomontage © Château de Versailles / DMF, Lisbon

 
Mary Poppins, 2010
Photomontage © Château de Versailles / Peter Mallet / Courtesy Haunch of Venison, Londres

Coração Independente Vermelho [Coeur Indépendant Rouge], 2005
Photomontage © Château de Versailles / DMF, Lisbon / Courtesy Atelier Joana Vasconcelos


Consultar site oficial

07 junho, 2012

Petit Gâteau de Joana Vasconcelos - Gulbenkian à Paris


du 21 juin au 29 septembre 2012

Entrée libre.
Séduisant, au même titre que les stratégies de conquête qui régissent l'époque contemporaine, Petit Gâteau se présente sous forme d'un immense cupcake construit à partir de l'empilement de diverses couches de moules à sable. Le gigantisme et la bigarrure de l'œuvre captent aussitôt l'attention du public sans laisser deviner le vide sous-jacent des volumes. Même la nourriture n'échappe pas à l'insolence des stratégies de séduction actuelles qui ne font que compenser, par une apparence exubérante, un manque d'essence.
Cette pièce est exposée dans le jardin de la Délégation en France de la Fondation Calouste Gulbenkian.

Photo © DMF, Lisboa // Courtoisie
Atelier Joana Vasconcelos


Philip Roth ganha Prémio Princípe das Astúrias 2012

Philip Roth
                                           (Sara Krulwich/The New York Times)

O romancista norte-americano Philip Roth , 79 anos, venceu o Prémio Príncipe das Astúrias para as Letras, juntando mais uma prestigiada medalha à sua vasta colecção de prémios literários. 

A escolha do autor de Pastoral Americana foi decidida por maioria, tendo havido, entre os 16 jurados do prémio espanhol, quem defendesse até à votação final o ficcionista japonês Haruki Murakami, já depois de terem ficado pelo caminho nomes como o espanhol Antonio Gala, o francês Doninique Lapierre, o colombiano Gabriel García Márquez, o guatemalteco Rodrigo Rey Rosa, o senegalês Cheikh Hamidou ou o chinês Yan Lianke.

Nesse duelo final com Murakami, talvez possa ver-se uma vitória do romance do século XX sobre o que poderá vir a ser o romance do século XXI. Na sua breve declaração, o júri destacou que “a obra narrativa de Philip Roth faz parte da grande novelística norte-americana, na tradição de [John] Dos Passos, Scott Fitzgerald, [Ernest] Hemingway, [William] Faulkner, [Saul] Bellow ou [Bernard] Malamud”.


Notícia completa em Público


A obra de Philip Roth está publicada em Portugal, sobretudo pela D. Quixote, incluindo títulos como "Pastoral Americana", "Casei com um comunista", "O complexo de Portnoy", "A mancha humana", "O fantasma sai de cena", "Todo-o-mundo", "A conspiração contra a América", "Património", "Humilhação" e "Nemésis".

05 junho, 2012

Dois poemas de Federico García Lorca (5-06-1898/19-08-1936)


de açúcar e  lúcia-lima
Oh, que planície empinada
tendo vinte sóis em cima.
Que rios postos de pé
lhe vislumbra a fantasia!
Mas continua com as flores,
enquanto de pé, na brisa,
a luz joga o xadrez
muito alto da gelosia.


de azúcar y yerbaluisa.
Oh!, qué llanura empinada
con veinte soles arriba.
que ríos puestos de pie
vislumbra su fantasía!
Pero sigue con sus flores,
mientras que de pie, en la brisa,
la luz juega el ajedrez
alto de la celosía.

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A erva cobreem silêncio
o vale pardo de teu corpo.

Já pelo arco do encontro
a cicuta vem crescendo.

Mas deixa tua lembrança.
Deixa-a sozinha em meu peito.


La hierba cubre en silencio
el valle gris de tu cuerpo.

Por el arco del encuentro
la cicuta está cresciendo.

pero deja tu recuerdo,
déjalo solo en mi pecho.


in  Antologia Poética (seleção, tradução, prólogo e notas de José Bento) pp. 73 e 367

Foto retirada do site Fundación Federico García Lorca