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31 janeiro, 2012

Helder Moura Pereira - Prémio de Poesia Luís Miguel Nava


   


Helder Moura Pereira (Setúbal, 1949) é o vencedor do Prémio de Poesia Luís Miguel Nava 2011 com o livro "Se as Coisas Não Fossem o Que São", editado pela Assírio & Alvim. O prémio, no valor de cinco mil euros, é bienal, sendo portanto referente aos livros publicados em 2009 e 2010.

Poeta, autor de uma obra extensa iniciada em 1976 com Cartucho, e também tradutor (Marquês de Sade, Guy Debord, Ernest Hemingway, Silvia Plath, Jorge Luis Borges), Helder Moura Pereira, explica a biografia disponibilizada pelo Centro de Documentação de Autores Portugueses, “tornou-se nos anos 80 um dos representantes do minimalismo pós-moderno”, e desenvolveu uma poesia “devedora da tradição anglo-saxónica”, em que faz um “minucioso rastreio dos sinais do quotidiano mais prosaico”. 

O prémio foi atribuído por um júri constituído por quatro membros da Fundação Luís Miguel Nava: Carlos Mendes de Sousa, Fernando Pinto do Amaral, Gastão Cruz e Luís Quintais, e ainda um convidado, que desta vez foi o professor, poeta e crítico Fernando JB Martinho. 

Em edições anteriores o prémio foi concedido aos poetas Sophia de Mello Breyner Andresen, Fernando Echevarría, António Franco Alexandre, Armando Silva Carvalho, Manuel Gusmão, Fernando Guimarães, Manuel António Pina, Luís Quintais, António Ramos Rosa, Pedro Tamen e A. M. Pires Cabral.

in Público

29 janeiro, 2012

26 janeiro, 2012

Fernando Pessoa na Fundação Calouste Gulbenkian

                                  Foto retirada do site Fundação Calouste Gulbenkian

    Fernando Pessoa, Plural como o Universo

DE 10 FEV 2012 A 30 ABR 2012
TODOS OS DIAS DAS 10:00 ÀS 18:00

CURADORIA: CARLOS FELIPE MOISÉS E RICHARD ZENITH
ENCERRA SEGUNDA-FEIRA E DOMINGO DE PÁSCOA 

Exposição dedicada a Fernando Pessoa e aos seus heterónimos, que pretende mostrar toda a multiplicidade da obra do grande poeta de língua portuguesa, conduzindo o visitante numa viagem sensorial pelo universo de Pessoa, para que leia, veja, sinta e ouça a materialidade das suas palavras. Com curadoria de Carlos Felipe Moisés e Richard Zenith, nesta exposição encontra-se um espaço repleto de poemas, textos, documentos, fotografias e pintura, onde se incluem raridades como a primeira edição do livro Mensagem, com uma dedicatória escrita pelo poeta.

Para mais informção: Gulbenkian

23 janeiro, 2012

As Histórias de Paula Rego em Paris

As Histórias de Paula Rego em Paris
Pormenor 'Mãe', 1997




Pela primeira vez em Paris, será apresentada uma exposição com obras representativas de Paula Rego, entre 26 de janeiro e 1 de abril, nas novas instalações da Fundação Gulbenkian, no Boulevard de La Tour Maubourg.

Comissariada por Helena de Freitas, diretora da Fundação Paula Rego – Casa das Histórias, a mostra vai reunir cerca de três dezenas de obras que incidem sobre as duas últimas décadas de trabalho da artista (1988-2009). Longe de se assumir como retrospetiva, a exposição centra-se, antes, nas séries temáticas que mais contribuíram para o reconhecimento internacional da força e originalidade de Paula Rego. O destaque vai para as pinturas de grandes formatos (pastel), mas também inclui desenhos e gravuras.

A mostra apresenta uma artista figurativa que domina a técnica e os recursos estéticos dos grandes mestres, desenvolvendo uma linguagem plástica que interpela o espectador, comovendo-o ou violentando-o. Tomando como modelo os grandes mestres, ou desenvolvendo a multiplicidade das suas fontes, através da citação de grandes autores literários, como Genet, Eça, Kafka ou Balzac, do cinema, do teatro ou da dança, e sobretudo procurando inspiração na crueza dos contos populares, Paula Rego assume-se, essencialmente, como contadora de histórias.

Nascida em Lisboa, em 1935, e tendo feito a sua formação em Londres, onde vive há várias décadas, Paulo Rego é uma das mais destacadas pintoras da atualidade. 

A exposição pode ser vista de segunda a sábado, das 9h às 18h no Boulevard de La Tour Maubourg, n.º 39, no Bairro dos Invalides. 





Gonçalo M. Tavares vence Prémio Fundação Inês de Castro

Gonçalo M. Tavares foi premiado pelo romance "Uma Viagem à Índia"
Gonçalo M. Tavares foi premiado pelo romance "Uma Viagem à Índia" (Nuno Ferreira Santos) 



O escritor Gonçalo M. Tavares venceu a quinta edição do prémio literário Fundação Inês de Castro, de Coimbra, com o romance “Uma Viagem à Índia”, foi esta segunda-feira anunciado. 


O júri do prémio Fundação Inês de Castro integrou José Carlos Seabra Pereira, Mário Cláudio, Fernando Guimarães, Frederico Lourenço e Pedro Mexia.

O romance “Uma Viagem à Índia”, editado em 2010, tem por referência “Os Lusíadas”, mas é “uma narrativa de uma viagem contemporânea, no século XXI”, como explicou o autor à agência Lusa quando o livro foi lançado.

O escritor receberá o prémio - que inclui uma escultura de João Cutileiro - a 4 de Fevereiro na Quinta das Lágrimas, em Coimbra.

Nas edições anteriores, foram distinguidos Pedro Tamen, Teolinda Gersão, José Tolentino de Mendonça e Hélia Correia.

“Uma Viagem à Índia” já valeu a Gonçalo M. Tavares o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores e o Prémio Literário Fernando Namora/Estoril Sol, tendo sido ainda finalista do prémio Portugal Telecom de Literatura.

Gonçalo M. Tavares nasceu em Angola, em 1970, e já recebeu vários prémios, enhtre eles o Prémio José Saramago 2005 e o Prémio LER/Millennium BCP 2004, ambos para o romance “Jerusalém”.

21 janeiro, 2012

Colecção de literatura de viagens dirigida por Carlos Vaz Marques.


Caderno Afegão
Um Diário de Viagem
Alexandra Lucas Coelho

O diário da viagem que a Grande Repórter do «Público» fez sozinha ao Afeganistão, em 2008, faz parte da colecção de literatura de viagens dirigida por Carlos Vaz Marques.




Caminhar no Gelo
Munique - Paris, de 23 de Novembro a 14 de Dezembro de 1974
Werner Herzog

Escrito por um dos nomes cimeiros do Novo Cinema Alemão, na colecção de literatura de viagens surge o relato de uma lenta caminhada contra a morte, num périplo por geografias inóspitas. Tradução de Isabel Castro Silva.





Cartas do Meu Magrebe
Ernesto de Sousa


As crónicas da viagem que o jornalista e artista multidisciplinar fez ao Magrebe na década de 1960. Prefácio de Isabel do Carmo.




                           

O Colosso de Maroussi
  Henry Miller

Considerado pelo próprio autor como o seu melhor livro, eis o inestimável contributo  de Henry Miller para a colecção de literatura de viagens dirigida por Carlos Vaz  Marques.





Disse-me Um Adivinho
Em Viagem pelos Mistérios do Extremo Oriente
Tiziano Terzani


A selecção de Carlos Vaz Marques dá a conhecer «um excelente livro escrito na melhor tradição do jornalismo literário... profundo, rico e reflexivo». Tradução de Margarida Periquito.






Histórias Etíopes
Manuel João Ramos

Um diário de viagem amplamente ilustrado pelo autor, num périplo pelas suas memórias pessoais e pelo imaginário colectivo etíope.


               





O Japão é Um Lugar Estranho
Viagem de Um Pai com o Seu Filho ao País da Manga e do Anime
Peter Carey

Vencedor do Booker Prize por duas vezes, Carey abre uma porta de acesso à cultura moderna japonesa.

 
    


Jerusalém
Ida e Volta
Saul Bellow

Galardoado com vários prémios, entre os quais o Nobel da Literatura, Saul Bellow figura agora na selecção de Carlos Vaz Marques com uma obra eminentemente política. Tradução de Raquel Mouta.





Morte na Pérsia
Annemarie Schwarzenbach 

Uma grande escritora da literatura do século XX, finalmente editada em português.  Tradução de Isabel Castro Silva.



  



Na Síria
Conta-me Cá Como Vives

Agatha Christie

O relato impressivo e divertido das temporadas passadas no deserto sírio, onde A. Christie desenvolveria muitos dos seus policiais. Tradução de Margarida Periquito.




 Nova Iorque
Brendan Behan

Um périplo hipnotizante, humorístico e muito pessoal pela cidade mais fascinante do mundo.  Prefácio de Enrique Vila-Matas. Tradução de Rita Graña.




Paris
Julien Green

Um retrato inesperado de Paris, escapando ao lugar-comum e ao clichê, para nos apresentar uma cidade íntima e privada, lugar de memórias e de descobertas.


   



Uma Ideia da Índia
Alberto Moravia

Mais do que relatar as peripécias e curiosidades da viagem que fez pela Índia no ano de 1961, Moravia procura determinar a essência da cultura indiana.  Tradução de Margarida Periquito.




  

Veneza
Jan Morris
Um livro inesquecível sobre a experiência de Morris na mítica cidade de Veneza. Tradução de Raquel Mouta.









         Viagem de Autocarro
        Josep Pla

O mais notável escritor catalão contemporâneo relata de forma irresistível uma viagem pela Catalunha natal.









A Viagem dos Inocentes
Ou a Nova Rota dos Peregrinos
Mark Twain
Traduzido pela primeira vez em Portugal, surge agora o primeiro livro de Mark Twain, escrito depois de uma viagem «inocente» pela Europa e pela Terra Santa. Tradução de Margarida Vale de Gato.



 
  

Viva México
Alexandra Lucas Coelho
Da brutal cidade de Juárez às ruínas pré-colombianas do sul, dos mexicanos cosmopolitas às mais utópicas personagens, eis um país que não esqueceremos, mesmo sem nunca lá aterrarmos.
    




Mais informação: Tinta da China

Novos Talentos FNAC Fotografia 2011


O trabalho Arrefeceu a cor dos teus cabelos, da autoria de Lara Jacinto, foi o vencedor.

" Arrefeceu a cor dos teus cabelos é um trabalho que pretende reflectir sobre a passagem do tempo, e sobre a influência que o tempo que decorre tem no nosso olhar e na percepção que fazemos daquilo que nos rodeia." 
                                                                                                        Lara Jacinto

      
                                     4/365   de Ana Maria Russo obteve a menção honrosa                    

"Este projecto, desenvolvido ao longo de 4 estações e 365 dias, tem o seu teatro ao longo de alguns quilómetros que separam pequenas povoações do Distrito de Santarém e de Lisboa".
 
                                                                                                   Ana Maria Russo


19 janeiro, 2012

Eugénio de Andradre (19.1.1923/13.6.2005)



Eram de longe.

Eram de longe.
Do mar traziam
o que é do mar: doçura
e ardor nos olhos fatigados. 

____________

Num exemplar das Geórgicas

Os livros. A sua cálida,
terna, serena pele. Amorosa
companhia. Dispostos sempre
a partilhar o sol
das suas águas. Tão dóceis,
tão calados, tão leais.
Tão luminosos na sua
branca e vegetal e cerrada
melancolia. Amados
como nenhuns outros companheiros
da alma. Tão musicais
no fluvial e transbordante
ardor de cada dia.

_____________
O sorriso

Creio que foi o sorriso,
sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.


16 janeiro, 2012

Globos de Ouro 2012

                                              O elenco e o realizador (Michel Hazanavicius) de «The Artist»

CINEMA:
  • Melhor Filme (Drama)
«Os Descendentes», de Alexander Payne
  • Melhor Filme (Comédia ou Musical)
«O Artista», de Michel Hazanavicius
  • Melhor Realizador
Martin Scorsese, por «A Invenção de Hugo»
  • Melhor Ator (Drama)
George Clooney, por «Os Descendentes»
  • Melhor Atriz (Drama)
Meryl Streep, por «The Iron Lady»
  • Melhor Ator (Comédia ou Musical)
Jean Dujardin, por «O Artista»
  • Melhor Atriz (Comédia ou Musical)
Michelle Williams, por «A Minha Semana com Marilyn»
  • Melhor Ator Secundário
Christopher Plummer, por «Assim é o Amor»
  • Melhor Atriz Secundária
Octavia Spencer, por «As Serviçais»
  • Melhor Argumento
Woody Allen, «Meia-Noite em Paris»
  • Melhor Filme Animado
«As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne»
  • Melhor Filme Estrangeiro
«Uma Separação» (Irão)
  • Melhor Banda Sonora Original
Ludovic Bource, «O Artista»
  • Melhor Música Original
«Masterpiece», «W.E.»

15 janeiro, 2012

Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura


Guimarães 2012, Capital Europeia da Cultura, está mesmo a começar e quase a inaugurar um ano excepcional de cultura europeia todos os dias, cada dia, na extraordinária cidade de património e cultura que já é Guimarães. 





Leituras...



Sinopse


Em Lagoeiros João Miguel Fernandes Jorge regressa à sua poesia sobre as ilhas, particularmente sobre a Madeira, a sua paisagem física, gentes e monumentos.

13 janeiro, 2012

Portugal - Cyril Pedrosa



A procura da identidade e das raízes da família é o tema principal de "Portugal", o novo livro de banda-desenhada de Cyril Pedrosa, francês luso-descendente, hoje lançado em França.

Pedrosa levou mais de três anos para acabar a obra, de quase 260 páginas, que começou em 2007, quando viajou para Portugal para participar no Festival da Amadora, e era uma das mais aguardadas edições da temporada.

Desde a capa, com o casario do Bairro Alto, até aos bastidores daquele festival e sobretudo os dias passados numa inventada Marinha da Costa, Portugal domina na quase totalidade a obra, que sai com a chancela da coleção "aire libre", da editora Dupuis.

Nascido em Poitiers e sem falar português, Cyril Pedrosa, 38 anos, cria um personagem com muitas semelhanças com ele - Simon Muchat, que fica a saber que vem da família Mucha (o T foi acrescentado em França), de Marinha da Costa.

A família de Pedrosa é da Figueira da Foz, que tem tudo a ver graficamente com a Marinha da Costa do livro, nomeadamente o cemitério, um dos locais de maior intensidade narrativa.

Pedrosa assume que o seu "Portugal" é uma mistura de ficção e de escrita autobiográfica, com muita emoção envolvida, sobretudo porque o regresso só se deu passados 23 anos e tinha ficado pouco mais que imagens difusas.


11 janeiro, 2012

Al Berto (11.01.1948 - 13.07.1997)


                                               Eugénie Chebot (canvas/oil 80cm x 60cm 2009)

Incêndio


      Primeiro alinhas as canetas de tinta permanente. Uma com tinta negra, outra com tinta azul. A terceira está vazia.
      Sentas-te e debruças-te para o caderno de capa preta. O silêncio arde por toda a casa.         Abres o caderno onde sepultaste, há dias, umas quantas palavras. E ao abri-lo caem as imagens sobre a mesa. O caderno volta a ficar branco - o caderno, a nocturna memória do mundo, a vida. Tudo branco como a morte.
      Nenhum corpo cresce, nenhuma sílaba ficou esquecida no papel, nenhum eco do coração.
      Sentado, como se estivesses sentado sobre o mar, escutas o lento bater nos confins dos ossos. Mas já nada tremula na luminosidade plúmbea do dia. Nada se acende, ou apaga nos céus.

       O dia afoga-se lentamente, na treva do mar.
      Deitas-te, então, ao lado do morto que ainda não és. E dele se liberta um anjo mudo que vem habitar teu corpo.
       A vida, como sabes, tem o tempo da areia que se escapa por entre os dedos. Areia rápida e branca. Esvoaçante.
       Agora, a ausência - a tua - é um rosto silencioso. E a tua mão está enterrada no tesouro das horas.
       Finges dormir para que a dor não deixe rastro no sangue. Nada se move dentro ou fora de ti, excepto o vento no interior dos ossos...
    Corpo aéreo, azulínea música rente à claridade da pele.

    Páras de escrever. Recostas-te na cadeira e murmuras: da paixão ficou o estremecimento de terra nos teus dentes, e a sombra de um nome rasgando o crepúsculo.
    Fechas as pálpebras. O canto ergue-se nítido, sobe ao encontro da boca.
    A teu lado está morto. Inerte e desprotegido - dentro do poema que há-de vir.
   Tocas-lhe, como se ainda se escoasse vida no seu sangue. Mas no cimo da penumbrosa montanha inicia-se o degelo. Abres os olhos, pousas a mão no papel, escreves.

    Tocar a luz, qualquer luz, não consegue ressuscitar nada. Sílaba a sílaba tudo continua imóvel. Mesmo quando as palavras se agitam e são voláteis, cortam a respiração - ou quando são vegetais e largam um fio de seiva quente na língua.
     Porque é do silencio poroso do anjo mudo, da fala incandescente do seu olhar que, de quando em quando, surge o poema.

     A febre desperta o desejo. Uma asa do anjo incendeia-se, desprende-se do corpo - estilhaça-se no éter da paisagem.
     A pouco e pouco, acordas. Ouves o assustador rumor das águas e dos astros. O calor sufoca-te.
     Continuas a não pressentir o fim do corpo. Anotas: falo da última morte para melhor celebrar a vida.

     O dia esvai-se quando, nos céus, se enchem de fogo os olhos vazios da noite.
  Vem uma tristeza escura coalhar-se-te nos lábios. Repetes as palavras que ambos conhecemos. A cinza da asa incendiada flutua, por fim, em cima da folha do caderno - e a mão percorre a memória deste corpo. Mancha o papel.

     O tempo, longe daqui - onde passam comboios - já se esqueceu. O cansaço devassa-te. Lá fora os cães ladram, onde ainda há mundo.
     Mas o mundo foi assaltado. Dele roubaste o que restava de ti. Nenhuma emoção, nenhum sentimento, te pode perturbar.
     O mar apagou teus passos. Sabes que é difícil viver sem um rastro. Mas o Poeta não necessita de um biógrafo, ou de um amante, nem de morrer violentamente - para que se perturbe o canto do homem.

     O viajante que foste espreita por trás da máscara, sorri, prossegue caminho. Afasta-se com o sangue do anjo nos lábios.

Al Berto, Anjo Mudo

10 janeiro, 2012

Edvard Munch - Centre Pompidou

Edvard Munch, L'Oeil moderne por centrepompidou

Termina a dia 23 de Janeiro a exposição de Edvard Munch no Centro Pompidou que propõe um diálogo entre a obra pictórica do pintor norueguês e o seu interesse nas mais modernas formas de representação: a fotografia e o cinema.
Sob o título Edvard Munch: o olho moderno - esta exposição, organizada com o apoio do Museu Munch de Oslo, contará com cerca de sessenta pinturas e cinquenta fotografias, além de alguns dos seus trabalhos fílmicos menos conhecidos.
O percurso expositivo dá também a conhecer como Munch esteve comprometido com a actualidade do seu tempo e a forma como se inspirou nas cenas que observava na rua ou em acontecimentos recolhidos na imprensa ou rádio.

Mais informações: http://www.centrepompidou.fr

07 janeiro, 2012

Ilustrarte 2012

De 13 de Janeiro a 8 de Abril de 2012
Inauguração 12 de Janeiro, 21h30
Museu da Electricidade
Av.Brasília, Central Tejo, Lisboa
Terça a Domingo, das 10h00 às 18h00
Entrada livre


1585 ilustradores de 65 países enviaram as suas ilustrações para a 5ª edição da ILUSTRARTE, que se afirma, uma vez mais, como um espaço de encontro e discussão da melhor ilustração para a infância internacional, mantendo Portugal na rota dos grandes eventos internacionais nesta área.

O júri desta edição, Martin Jarrie (ilustrador e pintor, francês), Isidro Ferrer(ilustrador e designer, espanhol), Isabelle Vandenabeele, (ilustradora, belga, vencedora da Ilustrarte 09), Paolo Canton (editor, italiano) e João Paulo Cotrim (escritor e jornalista, português), atribuiu o Prémio ILUSTRARTE 2012 ao ilustrador italianoValério Vidali e duas menções especiais aos trabalhos do ilustrador italiano Simone Rea e da dupla de ilustradoras suíças Nina Wehrle e Evelyn Laube.

As 150 ilustrações seleccionadas, poderão ser vistas na exposição, a inaugurar em Janeiro no Museu da Electricidade, em Lisboa. Mais um passeio pelo melhor da ilustração para a infância contemporânea, oriunda dos quatro cantos do mundo. 

05 janeiro, 2012

Maria Teresa Horta - Prémio D. Dinis 2011

Maria Teresa Horta venceu com o romance sobre a vida da marquesa de Alorna
Maria Teresa Horta venceu com o romance sobre a vida da marquesa de Alorna (Enric Vives-Rubio)


O Prémio Literário D. Dinis, instituído pela Fundação da Casa de Mateus, foi atribuído por unanimidade à escritora Maria Teresa Horta pelo romance “As Luzes de Leonor”, disse à agência Lusa fonte ligada à organização do galardão. 

Instituído em 1980 pela Fundação Casa de Mateus, em Vila Real, o galardão é atribuído a uma obra literária - de poesia, ensaio ou ficção - publicada no ano anterior ao da atribuição do prémio.

O júri desta edição foi composto pelos escritores Vasco Graça Moura, Nuno Júdice e Fernando Pinto do Amaral.

“As Luzes de Leonor”, obra lançada em 2011 pela D. Quixote, é um romance sobre a vida da marquesa de Alorna, Leonor de Almeida Portugal de Lorena e Lencastre (1750-1839), neta dos marqueses de Távora, uma mulher que se destacou na história literária e política de Portugal num período denominado por “século das luzes”.

Para o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, o romance premiado, “As Luzes de Leonor”, é “uma obra muito especial”. "É um romance onde história e literatura se cruzam de uma forma hábil, comovente e poética. Maria Teresa Horta conseguiu-o porque é uma poeta de eleição, cuja sensibilidade lhe permitiu interpretar e desenhar a biografia de uma personagem tão importante como a marquesa de Alorna”, destacou Viegas à Lusa.

A autora recordou que o livro, editado pela D. Quixote, demorou 13 anos a escrever, implicando “muita pesquisa e muita paixão”.

Notícia completa em Público online

04 janeiro, 2012

"Al Berto - O último habitante de Sines" no DIÁRIO CÂMARA CLARA

O Diário Câmara Clara, pela voz da jornalista Inês Fonseca Santos destaca a exposição patente no CCEN, em Sines, dedicada a   "Al Berto poeta de Sines, homem do mundo - O último habitante". Neste diário apresenta ainda Golgona Anghel,  escritora  que se tem dedicado ao estudo da obra de  Al Berto e que recentemente publicou um livro de poesia.



02 janeiro, 2012

UAU compra Teatro Tivoli

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A promotora de espectáculos UAU anunciou ter fechado 2011 com a aquisição do Teatro Tivoli, emblemático teatro localizado no centro de Lisboa.

A aquisição vai permitir que o Teatro Tivoli "se mantenha como sala de acolhimento", ao mesmo tempo que irá criar "condições para que a UAU aumente a sua produção de teatro", pode ler-se na página da promotora.

A aquisição vai ainda permitir "reavivar um dos mais carismáticos teatros da cidade e fazer crescer uma área importante no desenvolvimento urbano: a cultura e os eventos sociais e empresariais", escreve a UAU.

Durante 10 anos, a UAU foi responsável pelo Teatro Villaret e gere actualmente o Auditório dos Oceanos, no Casino Lisboa. Para além da gestão, dedica-se à concepção, produção e promoção de espectáculos. Só em 2011, e relativo apenas à produção nacional, a empresa produziu 55 espectáculos e 328 sessões, levando-os a 35 cidades.