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25 outubro, 2011

Andréa del Fuego vence Prémio Saramago




A escritora brasileira Andréa del Fuego, 36 anos, com o romance «Os Malaquias», é a vencedora do Prémio Literário José Saramago.  A escritora foi também distinguida, este ano, com o Prémio São Paulo Literatura.

É a sétima edição do galardão que distingue autores com obra editada em língua portuguesa, no último biénio, menores de 35 anos à data de publicação da obra.

Nelida Piñon salienta em acta citada pela Lusa o «inusitado vigor» da narrativa de Andréa del Fuego e considera o seu talento «talhado» para o Prémio Saramago. «¿Os Malaquias¿ dão-se a conhecer num intrincado jogo que a escrita controla e refaz. O resultado é misterioso mas absolutamente fascinante», afirma por seu turno a poetisa angolana Ana Paula Tavares.

Sobre «Os Malaquias», Andréa del Fuego afirmou ao diário Folha de São Paulo que a história começou «com um facto familiar pouco falado em casa». «Esse silêncio foi deixando o passado cada vez mais místico. Parti desse silêncio, desenhando o que teria sido a orfandade do meu avô Nico», contou.

Lusa (adapatado)

22 outubro, 2011

Adele - Someone Like You [Official Music Video]

200 fotografias de Frida Kahlo em exposição em Lisboa


200 fotografias de Frida Kahlo em exposição em Lisboa

Mais de 200 fotografias pertencentes à pintora mexicana Frida Kahlo estarão em exposição no Museu da Cidade, em Lisboa, a partir de 04 de novembro, foi ontem anunciado.
"Frida Kahlo, As suas fotografias" consiste "numa seleção de mais de 200 imagens das 6.500 que compõem o acervo da Casa Azul [Museu Frida Kahlo, no México], convidando ao contacto com a intimidade da artista", refere a Casa da América Latina, organizadora da mostra em parceria com a produtora Terra Esplêndida.
A exposição, "além de refletir a importância da fotografia na vida da pintora, revela os interesses que teve ao longo da vida: a família, o fascínio por Diego Rivera e outros amores, o corpo acidentado e a ciência médica, os amigos e alguns inimigos, a luta política e a arte, os índios e o passado préhispânico, a paixão pelo México e pelos mexicanos", refere a Casa da América Latina no seu site oficial.
"São fotografias que Frida colecionou por razões familiares, sentimentais e estéticas, muitas delas utilizadas como instrumento de trabalho", sustentou.
A mostra, preparada no ano passado pelo Museu Frida Kahlo, com curadoria do fotógrafo e historiador de fotografia mexicano Pablo Ortiz Monasterio, ficará patente em Lisboa até 29 de janeiro de 2012.
Frida Kahlo morreu em 1954 e o arquivo documental permaneceu encerrado durante quase cinquenta anos, até ter sido revelado ao público no verão de 2007, no âmbito das comemorações do centenário do nascimento da pintora, em 1907, e do cinquentenário da morte do marido, o muralista mexicano Diego Rivera (1886-1957).
O arquivo reúne cerca de 30.000 documentos, entre fotografias, desenhos e cartas tanto da pintora como do marido. Os documentos encontravam-se no Museu Frida Kahlo, no bairro de Coyoacãn, no sul da Cidade do México, onde permaneceram guardados em caixas até 2004, quando se iniciou a sua catalogação.
O Centro Cultural de Belém, em Lisboa, acolheu nesse ano a maior exposição de sempre realizada em Portugal da obra de Frida Kahlo, que foi visitada por 105.220 pessoas.
"Frida Kahlo" foi a maior e mais completa exposição sobre a obra da pintora mexicana realizada nas últimas décadas na Europa, e Lisboa foi a terceira e última cidade a recebê-la, depois da Tate Modern de Londres e da Fundación Caixa Galicia, em Santiago de Compostela.
in DN  Cartaz

18 outubro, 2011

Saramago's Week in NY


José & Pilar from Arte Institute on Vimeo.



During the last week of October, Arte Institute in collaboration with Pilar del Rio and director Miguel Gonçalves Mendes , will promote a week of events that intend to honor the Literature Portuguese Nobel Prize winner, José Saramago.

The events will include readings and photo exhibition at Sonnabend Gallery; Iberian Screening (featuring Portuguese and Spanish short films) at Anthology Films Archives; a concert by Noiserv; lectures at Instituto Cervantes and Rutgers University and will also conclude with the screening of the documentary "José & Pilar" at the Museum of Modern Art (MoMA).

The movie "José & Pilar" is Portugal's Oscar Submission.

This initiative joins Portugal and Spain in a celebration of José Saramago's work.

16 outubro, 2011

Leituras


Começará a ser distribuído na apresentação na Quinta de Leitura (Teatro do Campo Alegre, Porto) a 27 de Outubro de 2011.
Chegará às livrarias de todo o país a 28 de Outubro de 2011.


A meio deste mês de Outubro será publicado Claraboia, o romance que José Saramago escreveu mas nunca quis publicar em vida.

"Comissão das Lágrimas" de António Lobo Antunes


"Um doloroso canto de uma mulher torturada" foi o ponto de partida para Comissão das Lágrimas, o novo livro de António Lobo Antunes. Já nas livrarias.

15 outubro, 2011

A Perspectiva das Coisas - A Natureza-Morta na Europa

A Perspectiva das Coisas 
A Natureza-Morta na Europa 
2ª parte: Séculos XIX-XX   (1840-1955)

21 de outubro de 2011 - 8 de janeiro 2012



Dando continuidade à exposição apresentada em 2010 sobre o tema da natureza-morta na Europa, a segunda parte será dedicada à modernidade do século XIX e às alterações fundamentais ocorridas na primeira metade do século XX. A renovação do interesse pela natureza-morta por parte dos artistas da vanguarda francesa será documentada através das obras dos Realistas e também da nova linguagem do Impressionismo. Em exposição estará uma peça-chave deste contexto, a Natureza-Morta de Claude Monet, que faz parte das colecções do Museu Calouste Gulbenkian. A natureza-morta foi, no final do século XIX, tema que interessou de sobremaneira os pintores Pós-Impressionistas como Cézanne, Van Gogh e Gauguin, que estarão representados através de obras de referência.


mais informação: Museu Calouste Gulbenkian


                                                     Claude Monet

                                                           Paul Gauguin

                                                             Paul Cézanne

                                                                Pablo Picasso

                                                            Vincent Van Gogh

4ª edição do festival Escritaria


A quarta edição do festival literário Escritaria, em Penafiel, a decorrer este fim de semana, vai ser dedicado ao escritor moçambicano Mia Couto.

O festival literário incluirá conferências com vários convidados ligados a Mia Couto e à literatura lusófona.

O festival Escritaria é uma organização da Câmara de Penafiel, em colaboração com as Edições Cão Menor e destaca-se por homenagear escritores vivos.

Na edição deste ano, além do homenageado, estarão presentes em Penafiel o artista plástico Roberto Chichorro, o escritor angolano  José Eduardo Agualusa, o músico João Afonso, o jornalista António Loja Neves e o diretor artístico José Rui Martins.

10 outubro, 2011

3 poemas de Ana Luísa Amaral


 
                                                    Picasso, Mulher lendo, 1934

INTERTEXTUALIDADES

Microscópica quase,
uma migalha entre as folhas de um livro
que ando a ler.

Emprestaram-me o livro,
mas a migalha não.
No mistério mais essencial,
ela surgiu-me recatadamente
a meio de dois parágrafos solenes.
Embaraçou-me o pensamento,
quebrou-me o fio (já ténue) da leitura.
Sedutora, intrigante.

Fez-me pensar nos níveis que há de ler:
o assunto do livro
e a migalha-assunto do leitor.
(era pão a matéria consumida no meio
de dois parágrafos e os olhos
consumidos: virar a folha, duas linhas lidas
a intriga do tempo quando foi
e levantou-se a preparar o pão
voltando a outras linhas)

Fiquei com a migalha,
desconhecida oferta do leitor,
mas por jogo ou consumo
deixei-lhe uma migalha minha,
não marca de água, mas de pão também:
um tema posterior a decifrar mais tarde
em posterior leitura
alheia

De Minha Senhora de Quê, 1990.



O EXCESSO MAIS PERFEITO

Queria um poema de respiração tensa
e sem pudor.
Com a elegância redonda das mulheres barrocas
e o avesso todo do arbusto esguio.
Um poema que Rubens invejasse, ao ver,
lá do fundo de três séculos,
o seu corpo magnífico deitado sobre um divã,
e reclinados os braços nus,
só com pulseiras tão (mas tão) preciosas,
e um anjinho de cima,
no seu pequeno nicho feito nuvem,
a resguardá-lo, doce.
Um tal poema queria.

Muito mais tudo que as gregas dignidades
de equilíbrio.
Um poema feito de excessos e dourados,
e todavia muito belo na sua pujança obscura
e mística.
Ah, como eu queria um poema diferente
da pureza do granito, e da pureza do branco,
e da transparência das coisas transparentes.
Um poema exultando na angústia,
um largo rododendro cor de sangue.
Uma alameda inteira de rododendros por onde o vento,
ao passar, parasse deslumbrado
e em desvelo. E ali ficasse, aprisionado ao cântico
das suas pulseiras tão (mas tão)
preciosas.

Nu, de redondas formas, um tal poema queria.
Uma contra-reforma do silêncio.

Música, música, música a preencher-lhe o corpo
e o cabelo entrançado de flores e de serpentes,
e uma fonte de espanto polifónico
a escorrer-lhe dos dedos.
Reclinado em divã forrado de veludo,
a sua nudez redonda e plena
faria grifos e sereias empalidecer.
E aos pobres templos, de linhas tão contidas e tão puras,
tremer de medo só da fulguração
do seu olhar. Dourado.

Música, música, música e a explosão da cor.
Espreitando lá do fundo de três séculos,
um Murillo calado, ao ver que simples eram os seus
anjos
junto dos anjos nus deste poema,
cantando em conjunção com outros
astros louros
salmodias de amor e de perfeito excesso.

Gôngora empalidece, como os grifos,
agora que o contempla.
Esta contra-reforma do silêncio.
A sua mão erguida rumo ao céu, carregada
de nada —


De Vezes o Paraíso, 1998.



Silogismos

A minha filha perguntou-me
o que era para a vida inteira
e eu disse-lhe que era para sempre.

Naturalmente, menti,
mas também os conceitos de infinito
são diferentes: é que ela perguntou depois
o que era para sempre
e eu não podia falar-lhe em universos
paralelos, em conjunções e disjunções
de espaço e tempo,
nem sequer em morte.

A vida inteira é até morrer,
mas eu sabia ser inevitável a questão
seguinte: o que é morrer?

Por isso respondi que para sempre
era assim largo, abri muito os braços,
distraí-a com o jogo que ficara a meio.

(No fim do jogo todo,
disse-me que amanhã
queria estar comigo para a vida inteira)



Vozes, 2011

09 outubro, 2011

Gonçalo M. Tavares, Prémio Literário Fernando Namora/Estoril Sol 2011

Gonçalo M. Tavares volta a ser distinguido por “Uma Viagem à Índia”
                                              Foto: Nuno Ferreira Santos/arquivo

"Uma Viagem à Índia”, editado pela Caminho, já tinha recebido, em Junho, o Grande Prémio de Romance e Novela atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores (APE), em conjunto com o Ministério da Cultura (MC). O livro foi ainda distinguido com o Prémio Melhor Narrativa Ficcional 2010 da Sociedade Portuguesa de Autores e com o Prémio Especial de Imprensa Melhor Livro 2010 Ler/Booktailors.

É a história de Bloom, "herói individualista", contada em prosa sobre uma grelha estrutural adoptada de "Os Lusíadas", de Luís de Camões.

Entre os finalistas do Prémio Literário Fernando Namora/Estoril Sol 2011 encontravam-se Hélia Correia (“Adoecer”), João Tordo (“O Bom Inverno”), Pedro Rosa Mendes (“Peregrinação de Enmanuel Jhesus”) e Valter Hugo Mãe (“A Máquina de Fazer Espanhóis”). 

Notícia completa in Público

08 outubro, 2011

Mia Couto, Prémio Eduardo Lourenço 2011


O escritor moçambicano Mia Couto é o vencedor da sétima edição do Prémio Eduardo Lourenço, no valor de 10 mil euros, atribuído pelo Centro de Estudos Ibéricos (CEI), foi hoje anunciado na Guarda.

A decisão foi comunicada por João Gabriel Silva, reitor da Universidade de Coimbra, no final de uma reunião do júri, a que presidiu, realizada hoje nas instalações do CEI, naquela cidade.
Instituído em 2004, o prémio anual, que tem o nome do ensaísta Eduardo Lourenço, mentor e presidente honorífico do CEI, destina-se a galardoar personalidades ou instituições, portuguesas ou espanholas, "com intervenção relevante no âmbito da cooperação e da cultura ibérica".
Desta vez, segundo o presidente do júri, foi atribuído a Mia Couto, escritor que "alargou os horizontes da língua portuguesa e da cultura ibérica".
João Gabriel Silva disse à agência Lusa que a distinção foi entregue ao escritor Moçambicano "por unanimidade e aclamação", num conjunto de 15 concorrentes, pela importância que a sua obra representa "para o espaço ibérico".
"Todos reconhecemos a sua enorme contribuição para a cultura ibérica. Acho que é uma excelente escolha, é alguém que enormemente engrandece a cultura portuguesa e ibérica", declarou.

Ler Artigo Completo in DN
O poeta

O poeta não gosta de palavras
escreve para se ver livre delas.

A palavra
torna o poeta
pequeno e sem invenção.

Quando
sobre o abismo da morte,
o poeta escreve terra,
na palavra ele se apaga
e suja a página de areia.

Quando escreve sangue
o poeta sangra
e a única veia que lhe dói
é aquela que ele não sente.

Com raiva
o poeta inicia a escrita
como um rio desflorando o chão.
Cada palavra é um vidro em que se corta.

O poeta não quer escrever.
Apenas ser escrito.

Escrever, talvez,
apenas enquanto dorme.

COUTO, Mia, Idades Cidades Divindades

06 outubro, 2011

Tomas Tranströmer, Prémio Nobel da Literatura 2011

Tomas Tranströmer

                                                                Photo © Ulla Montan. Courtesy: Albert Bonniers Förlag


El escritor. | Reuters
Photo © Reuters


O Prémio Nobel da Literatura 2011 foi atribuído ao poeta sueco Tomas Transtromer, porque "através das suas imagens translúcidas e condensadas, ele dá-nos um novo acesso à realidade", afirmou hoje a Academia Sueca, em Estocolmo.

Tomas Transtromer nasceu a 15 de abril de 1931 em Estocolmo e, segundo a Academia Sueca, é "um dos poetas vivos mais traduzidos em todo o mundo",, cuja obra incide sobre "a morte, a História, a memória e a natureza".

O prémio Nobel da Literatura tem o valor monetário de dez milhões de coroas suecas, cerca de 1,1 milhões de euros.

A cerimónia de entrega dos Prémios Nobel 2011 realiza-se no próximo dia 10 de dezembro, na capital sueca.


Destak/Lusa | destak@destak.pt

05 outubro, 2011

Valter Hugo Mãe: "Escrevi um livro para ter um filho"

Valter Hugo Mãe: "Escrevi um livro para ter um filho"


Aos 40 anos, Valter Hugo Mãe diz que é importante "assumir a tristeza para reclamar a esperança".
O auditório da Biblioteca Almeida Garrett, no Porto acolheu, a 27 de setembro, o lançamento da última obra de Valter Hugo Mãe, três dias depois do seu lançamento em Lisboa.
(...)

A grande aventura afetiva

Crisóstomo, aos 40 anos, sentia a tristeza de não ter um filho, "via-se metade ao espelho porque se via sem mais ninguém, carregado de ausências e de silêncios (...) e pouco ou nada do que continha lhe servia de felicidade. Para dentro do homem o homem caía". Quando encontrou Camilo, de 14 anos, deixado sozinho na vida pela morte do avô, Crisóstomo "pensou que aquele era seu filho". É desta forma que Valter Hugo Mãe começa a desenhar um mosaico de personagens carregadas de ausências e que compõem, cada uma com o seu passado, os primeiros capítulos do livro. Apenas mais à frente, na narrativa, as personagens se conhecem e criam espontaneamente vontade de se pertencerem.
Numa conversa conduzida por Anabela Mota Ribeiro, Valter Hugo Mãe explicou que a tese do livro é mostrar como, espontaneamente, a vida das pessoas se entrelaça e cria uma rede de relações - uma família que se inventa. É nesse património afetivo que "nos pousamos e nos vamos segurando, algo que faz parte da inteligência de estar vivo". Nem sempre as relações de sangue são as mais importantes. Essa é a grande aventura afetiva da humanidade: "as pessoas por quem eu sou incondicionalmente", afirma o escritor. Apenas a vontade de pertencer a alguém é a definição pura de família.
Hugo Mãe afirma que escreveu este livro para ter um filho e pensa já no próximo que escreverá: "para ter uma filha - a história de uma mulher enquanto filha e de uma mulher enquanto mãe". Para o escritor, um livro é um ato de generosidade. É isso que gostaria de deixar às pessoas. Um livro tem tudo a ver com estar completo pois "o amor não é uma coisa linear".
O seu maior esforço neste livro foi fazer com que Crisóstomo fosse feliz. "Não que o Crisóstomo seja eu, mas ele é no fundo quem eu gostaria de ser", disse. Às restantes personagens, que se sentem pela metade, pela sua dimensão física ou porque são reduzidas pela sociedade, o escritor destaca a sua autenticidade. "São pessoas que não têm por que mascarar o que dizem, inspiradas nas pessoas do lugar onde vivo."

A escrita e a vida

Cada vez que começa a escrever um livro, Valter Hugo Mãe anota todos os "nomes, palavras, expressões, vozes" que lhe surgem "do nada". São momentos dispersos, que mais tarde podem ou não incorporar a narrativa. O livro será uma "versão depurada de todas essas ideias". "Tenho que chegar a um ponto no livro em que nada me incomode", realça.
Falou sobre autores: Kafka, que o fascinou sempre, a poesia de Herberto Helder, Luís Miguel Nava, Al Berto, Adília Lopes ou Clarice Lispector, a única existencialista para quem tem paciência, por ser "um fenómeno literário em redor do que é e do que não é". Saramago ou Lobo Antunes e os anos 80 são como o tempo de afirmação de ambos, que o autor considera a um nível semelhante.
Aos 40 anos, o autor revê-se na frase do livro "assumir a tristeza para reclamar a esperança. Todos temos uma distância do sofrimento. O conhecimento dessa distância, mostra a que distância estamos da felicidade".
A "solidão é sobretudo a incapacidade de ver qualquer pessoa como nos pertencendo. Somos o resultado de tanta gente, de tanta história, tão grandes sonhos vão passando de pessoa a pessoa, que nunca estaremos sós", remata.
Por Sara Pinto Rodrigues in JPN
Publicado: 05.10.2011

Coco Chanel - Palais Royal



Grand Palais, Paris, 4 octobre

Photos : Olivier Saillant







04 outubro, 2011

Jocelyne Saucier, Prix des cinq continents de la Francophonie

Il Pleuvait des Oiseaux


Le jury du Prix des Cinq continents de la Francophonie, réuni le 30 septembre au siège de l’Organisation internationale de la Francophonie (OIF) à Paris, a attribué son prix à Jocelyne Saucier (Canada-Québec) pour son roman Il pleuvait des oiseaux (Éd. XYZ).

Le jury a également décerné une Mention Spéciale à Patrice Nganang (Cameroun) pour son romanMont Plaisant (Éd. Philippe Rey).

Pour cette dixième édition, Abdou Diouf, Secrétaire général de la Francophonie, remettra ces distinctions au cours d’une cérémonie organisée à Paris, au siège de l’OIF, le vendredi 9 décembre.


Mont Plaisant

EDVARD MUNCH - "L'Oeil moderne" au Centre Pompidou

                            
                                              Exposition du 21 septembre 2011 au 9 janvier 2012 
"Le Centre Pompidou présente « Edvard Munch, l'oeil moderne », un ensemble inédit en France d'environ quatre-vingts peintures, trente œuvres sur papier, cinquante photographies et un film. Éclairant l'œuvre du célèbre peintre norvégien (1853-1944) sous un jour nouveau, cette exposition montre combien la curiosité de l'artiste pour toutes les formes de représentation de son époque a nourri son inspiration et son travail. Son expérience de la photographie, du cinéma, ses lectures de la presse illustrée ou encore ses travaux pour le théâtre ont profondément influencé une œuvre dont l'exposition dévoile la fulgurante modernité." 





Edvard Munch, Pikene på broen [Les Jeunes Filles sur le pont], 1927
                                                        Les Jeunes Filles sur le pont, 1927



                                                                          

                                                                   Puberté, 1914-1916

consulter:  lemonde.fr ; centrepompidou.fr

01 outubro, 2011

«Regeneração» Exposição de Pintura de Clotilde Fava


CAS - Foyer -1 | 1 a 30 de Outubro | Todos os dias, 14h00-20h00 | 

“Nesta maré de guerras, de terrorismos, da espiral de violência, a que estamos a assistir, Clotilde Fava sentiu a necessidade de pintar flores. Talvez na intenção de exorcizar a vertigem programada dos tempos. Hibiscos, orquídeas, antúrios, jarros e outras espécies não identificáveis surgem na superfície plástica numa explosão de cor. / Flores a que os livros de botânica atribuem nomes esquisitos, difíceis de pronunciar. Mas, para mim, estas flores são uma metáfora do corpo, contido nos seus limites e desejos, desafiando a íntima substância do sexo que gera vida.” Lourdes Féria

Fonte: Centro de Artes de Sines