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25 julho, 2011

Morreu Maria Lúcia Lepecki


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A escritora e ensaísta brasileira Maria Lúcia Lepecki morreu aos 71 anos em Lisboa, vítima de cancro.
Maria Lúcia Lepecki nasceu em Axará, no estado de Minas Gerais, no Brasil, mas estava radicada há várias décadas em Portugal, sendo uma profunda conhecedora da literatura portuguesa.
Brasileira de nascimento e portuguesa por casamento, Maria Lúcia Lepecki estudou em Paris, foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian e professora catedrática na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Maria Lúcia Lepecki licenciou-se em Filologia Românica pela Universidade de Minas Gerais e doutorou-se, em 1967, com uma dissertação sobre Camilo Castelo Branco intitulada Sentimentalismo: Contribuição para o Estudo da Técnica Romanesca de CamiloFoi professora catedrática da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde ensinou entre 1970 e 2008, e especialista nas áreas de Literatura Portuguesa dos séculos XIX e XX.


Em 2004, Maria Lúcia Lepecki recebeu o prémio de ensaio literário da Associação Portuguesa de Escritores.

19 julho, 2011

Casa de Aristides de Sousa Mendes ameaça ruir

A Casa do Passal, em Cabanas de Viriato,onde o cônsul português habitualmente passava as suas férias em família encontra-se em risco de ruir. 


Casa de Aristides Sousa Mendes


Casa de Aristides Sousa Mendes

Casa de Aristides Sousa Mendes

Casa de Aristides Sousa Mendes

(Fotos: Nuno André Ferreira/Lusa)

entrevista ao escritor Valter Hugo Mãe



O programa entrevista o escritor português , responsável por um dos momentos de maior emoção da Flip ao ler um depoimento sobre sua relação com o Brasil.

18 julho, 2011

FMM 2011 - SINES

FESTIVAL MÚSICAS DO MUNDO 2011

Ao longo de 36 concertos distribuídos por sete dias de música, Sines transporta o seu público de espectadores-descobridores numa viagem pelos sons do planeta sem paralelo no ano cultural português. Das harmonias primordiais da Rússia asiática à música urbana da África do Sul, da rebetika grega ao maloya da Ilha de Reunião, do gnawa marroquino ao flamenco extremenho, o FMM 2011 mostra o mundo musical em toda a sua diversidade.

Programa completo em  http://fmm.com.pt/

ECOS DO FADO NA ARTE PORTUGUESA SÉCULOS XIX-XXI

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                           Fotos de Luís Carvalhal



No quadro da Candidatura do Fado à Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade (UNESCO) a Câmara Municipal de Lisboa através da EGEAC/Museu do Fado promove a exposição Ecos do Fado na Arte Portuguesa Séculos XIX-XXI na Sala do Risco, no Pátio da Galé, de 7 de Julho a 17 de Setembro de 2011.

Consagrada à relação do fado com a experiência plástica nacional, a exposição propõe uma leitura integrada e multidisciplinar das representações do Fado na Arte Portuguesa dos sécs. XIX-XXI, incluindo obras de Roque Gameiro, Columbano, José Malhoa, Constantino Fernandes, Almada Negreiros, Amadeo Souza-Cardoso, Eduardo Viana, Domingos Alvarez, Bernardo Marques, Stuart Carvalhais, João Abel Manta, Carlos Botelho, Cândido da Costa Pinto, Júlio Pomar, Leonel Moura, Graça Morais, António Carmo, Paula Rego, João Vieira, Arman, Adriana Molder, João Pedro Vale, Miguel Palma e Joana Vasconcelos, entre outros testemunhos que recriaram o tema.

15 julho, 2011

Música na Arte: 3 Exposições

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No âmbito de uma parceria entre o Centro de Artes de Sines e o Centro Cultural Emmerico Nunes, são apresentadas três exposições de fotografia que exploram diferentes abordagens ao universo da música.
No Centro de Artes (foyer -1) é apresentada a mostra “Panis et Circensis”, que reúne trabalhos de quatro fotógrafos. A relação entre arte e música, paisagem e sonoridade, são alguns dos binómios que ocorrem do diálogo que André Cepeda articula entre a prática de artista e de músico; o registo da tour de uma banda de jazz realizado por António Júlio Duarte questiona a história da fotografia dita documental, no sentido de que o seu registo não é um olhar exterior mas antes uma colaboração íntima, ou parte integrante, dessa mesma partitura improvisada; o ensaio visual de Carlos Lobo, composto por imagens de várias proveniências, propõe a aproximação entre os actos revolucionários políticos e as congregações sociais que os concertos e a música provocam; os ambientes e vivências quePatrícia Almeida encontra nos festivais de música remetem para rituais remotos da nossa presença e convivência no mundo.
As exposições “OPERA”, de Augusto Alves da Silva, e “TNSC A Prospectus Archive”, de Paulo Catrica, apresentadas no Centro de Artes (sala principal) e no Centro Cultural Emmerico Nunes, respectivamente, resultam da encomenda que o Teatro Nacional de S. Carlos e a Fundação EDP fizeram a vários fotógrafos para realizarem um levantamento das instalações do único teatro de ópera do país.

Exposição de Andy Warhol, em Évora



 “Andy Warhol: Os Mistérios da Arte" 
Fundação Eugénio de Almeida, Évora
15 de julho a 13 de Novembro de 2011
Todos os dias entre as 9.30h e as 19h.
Entrada: 1€


Andy Warhol, um dos nomes mais influentes da Pop Art,   vai estar representado em Évora com quarenta e uma obras em exposição  entre as quais estão peças tão famosas como os retratos de Marylin, a série das latas de sopa Campbell's,  a garrafa de Coca-cola e a cadeira eléctrica. O artista norte-americano reinventou o conceito de arte ao transformar os objectos e processos do dia a dia em práticas artísticas.


“Andy Warhol: Os Mistérios da Arte" é o nome da exposição . Esta é composta por uma instalação, cinco óleos, diversas colagens, trabalhos fotográficos, acrílicos e serigrafias do artista.


A mostra contempla ainda obras assinadas em conjunto com Pietro Psaier, um artista italiano que Warhol conheceu em meados dos anos 60 e de quem se tornou amigo.

14 julho, 2011

14 juillet - Fête Nationale Française

Eugène Delacroix - La Liberté guidant le Peuple

La Liberté guidant le peuple d'Eugène Delacroix

Le 14 juillet fête nationale de la France est associée au défilé militaire du 14juillet qui remonte les Champs Elysées.

C'est aussi une fête populaire avec l'organisation de bals et feux d'artifices. Mais le 14 juillet est avant tout une fête républicaine symbole de liberté.

14 juillet prise de la Bastille

Le 14 juillet est la fête nationale française Le 14 juillet est la date symbolique du passage de la monarchie à la république. Dans les premiers mois de la révolution française en 1789, une grande agitation règne dans toute la France. Les députés du Tiers Etat (les représentants de la bourgeoisie) s'opposent au Roi de France Louis XVI, ils veulent la création d'une Constitution.
Les députés font, le 20 juin 1789, le serment du Jeu de Paume de "ne jamais se séparer jusqu'à ce que la Constitution fût établie".
Le peuple est mécontent, le peuple à faim, il se soulève avec les députés du Tiers Etat et décide de marcher sur la Bastille, prison d'État qui symbolise l'absolutisme et l'arbitraire de l'Ancien Régime. C'est la prise de la Bastille.
Le 17 juillet, Louis XVI se rend à Paris pour reconnaître la nouvelle Garde Nationale. Il arbore la cocarde bleue et rouge à laquelle il semble que Lafayette, commandant de la Garde, ait ajouté le blanc royal. La révolution est en marche, la monarchie se meurt !
Dès lors, la prise de la Bastille symbolise pour tous les Français la liberté, la démocratie et la lutte contre toutes les formes d'oppression. Le 14 juillet fut déclaré "Fête Nationale" le 31 janvier 1879. 
C'est en 1880 que le 14 juillet devient date officielle de la fête nationale dans l'époque moderne.

03 julho, 2011

Urban África - Museu da Cidade



Uma viagem fotográfica por David Adjaye.
52 Cidades Capitais.Novos Padrões de urbanismo no Continente Africano.25 de Maio a 31 de Julho. Museu da Cidade 

Um dos mais reputados arquitectos da sua geração, David Adjaye sai da sua linha de trabalho habitual para fotografar e documentar as principais cidades africanas, como parte de um projecto contínuo de estudo sobre a construção e os padrões de urbanismo em África. Esta colecção de fotografias é uma procura pessoal, motivada pelo escasso conhecimento existente dos ambientes urbanos no continente africano.


Estas cerca de duas mil fotografias revelam as cidades em si, e analisam os edifícios e os lugares que têm um eco especial nas preocupações de Adjaye, como arquitecto. O projecto integral e a dinâmica do trabalho são dados a conhecer através de uma série de projecções, em escala alargada, que inundam o espaço criando um traço de união na diversidade entre arquitectura, cultura e paisagem urbana. Tudo isto sob o pano de fundo de ritmos africanos, compostos especialmente para a exposição por Peter Adjaye (irmão de David).


O olhar de um arquitecto, o olhar de um africano
Olhado muitas vezes apenas como um continente definido pelo subdesenvolvimento, a pobreza, a guerra e o turismo, através desta exposição, David Adjaye apresenta uma África sob uma perspectiva diferente. Este estudo detalhado irá revelar um quadro singular da vida actual em África, documentando a natureza da vida urbana em países em desenvolvimento. Um estudo geo-cultural único, que traça o perfil da cidade africana num contexto global. Adjaye captou o desenvolvimento urbano de cidades como Kigali, a capital do Ruanda, mostrando os traços do seu passado colonial; Tripoli, na Líbia, muito invadida pela energia do presente; as urbanizações informais nas periferias de novas cidades, como Abuja, Nigéria; e os vestígios do apartheid ainda inscritos em Pretória, na África do Sul.

Com ascendência ganense mas nascido na Tanzânia, David Adjaye foi para Londres em 1979. Formado pelo Royal College of Art em 1993, Adjaye fez a sua formação na David Chipperfield Architects e com Eduardo Souto de Moura, no Porto. David Adjaye ganhou a Medalha de Bronze do Primeiro Prémio RIBA, em 1993, e instalou o seu estúdio, o Adjaye Associates, em 2000, tendo sido nomeado para um Prémio Stirling, em 2006, pelo seu Whitechapel Idea Store. Reunindo uma obra de grande riqueza, foilhe recentemente atribuída a prestigiosa tarefa de liderar a equipa FAB – Freelon Adjaye Bond/Smith Group, responsável pelo projecto do novo National Museum of African American History and Culture (Museu Nacional de História e Cultura Africano-Americana), em Washington DC, previsto para 2015.



Uma exposição itinerante do Design Museum, Londres



Créditos: Todas as fotografias por David Adjaye

ENTRADA LIVRE
Pavilhão Preto
Campo Grande, nº 245
HORÁRIO 3ª – DOM | 10H-13H/14H-18H 
ENCERRA FERIADOS

01 julho, 2011

Festival ao Largo - São Carlos

Festival começa esta quinta-feira




A terceira edição do Festival ao Largo, organizado pelo Opart (entidade que gere o Teatro Nacional de São Carlos e a Companhia Nacional de Bailado) teve início ontem, às 22h00, com um programa centrado no imaginário das 1001 Noites, composto por árias de Mozart, Verdi, Dvorák, Bizet e pela emblemática Scheherazade, de Rimsky-Korsakov. 

Pelo palco ao ar livre do Largo do Teatro de São Carlos, em Lisboa, passarão até dia 31 de Julho 19 espectáculos de acesso gratuito com dez programas musicais diferentes e duas propostas ao nível da dança a cargo da Companhia Nacional de Bailado: Uma Coisa em Forma de Assim, obra criada por nove coreógrafos portugueses com música de Bernardo Sassetti (27 e 28 de Julho) eNoite de Ronda, de Olga Roriz (dias 30 e 31).





30 Junho 
1001 Noites
Orquestra Gulbenkian

2 Julho
Polichinelo e o Amor Feiticeiro
Orquestra Gulbenkian

4 e 5 Julho
Noite Músicas do Mundo
Canto Harmónico de TUVA
Ensemble TUVA
(Republica de Tuva, Rússia)

7 e 8 Julho
Estrelas e Planetas
Orquestra Sinfónica Portuguesa e
Coro do Teatro Nacional de São Carlos

9 e 10 Julho
Noite Italiana
Orquestra Metropolitana de Lisboa

13 e 14 Julho
Diálogos, Piano & Percussão
16 e 17 Julho
Baile Vienense
Venha dançar a valsa no Largo de São Carlos
Orquestra Sinfónica Portuguesa

19 de Julho
Noites de Ópera: Os Grandes Coros (Noite EDP)
Coro do Teatro Nacional de São Carlos

22 de Julho
Noites de Ópera: Grandes Aberturas (Noite EDP)
Orquestra Sinfónica Portuguesa

23 de Julho
Noites de Ópera: Grandes Aberturas
Orquestra Sinfónica Portuguesa

27 e 28 Julho
uma coisa em forma de assim
Companhia Nacional de Bailado

30 e 31 Julho
Noite de Ronda
Companhia Nacional de Bailado

Siza Vieira agraciado com a comenda das Artes e das Letras Francesas



O arquitecto Álvaro Siza Vieira recebeu, ontem, a distinção de Comendador das Artes e Letras Francesas, a mais alta condecoração atribuída pelo Governo francês aos que se diferenciam pelas criações artísticas e literárias. 

Esta distinção foi criada por decreto do Governo francês, em 1957, e tem três graus: oficial, cavaleiro e comendador. 


Sobre o facto de ter sido nomeado Comendador das Artes e Letras Francesas na Casa de Chá da Boa Nova, em Matosinhos, Siza Vieira mostrou-se “muito satisfeito” por poder regressar à obra que foi o ponto de partida para a sua carreira.
O embaixador francês em Portugal destacou as qualidades humanas e profissionais do arquitecto matosinhense, enumerando as suas obras mais significativas, entre um leque de mais de 250 projectos, entre casas, escolas ou museus.


Vários portugueses já foram agraciados, mas apenas nove, incluindo Siza Vieira, receberam o grau de comendador das Artes e das Letras: Amália Rodrigues, a “embaixadora” do fado, os escritores António Lobo Antunes e Agustina Bessa-Luís, o embaixador e antigo ministro da Cultura do IX Governo Constitucional, António Coimbra Martins, que dirigiu o Centro Cultural Português de Paris da Fundação Calouste Gulbenkian na década de 1990, o pintor Júlio Pomar, o cineasta Manoel de Oliveira, João Bérnard da Costa, anterior presidente da Cinemateca Portuguesa, e o autor da “Criação do Mundo”, o escritor Miguel Torga.