MAR

MAR

28 dezembro, 2010

Leituras...


"Vamos até ao inferno.» Começa assim a história do Hakko Maru - um pesqueiro que parte para a faina nas águas gélidas do Kamchatka - e da sua tripulação: um grupo diversificado de lobos-do-mar curtidos e arruinados pela bebida e pelas mulheres, estudantes universitários em dívida com o Estado e camponeses pobres à beira da inanição.
O patrão da expedição pesqueira força os tripulantes a trabalhar até ao esgotamento e aplica-lhes castigos brutais. Espalham-se as sementes da revolta e rebenta o inevitável motim.
Kanikosen - O Navio dos Homens é um clássico da literatura japonesa. Foi publicado pela primeira vez em 1929 e recentemente surgiu nas listas dos livros mais populares porque os leitores modernos identificaram-se com as humildes personagens que protagonizam este romance."

26 dezembro, 2010

Isabel Alçada. Hänsel e Gretel renderam-se à casa da Educação

O i dedica contos de Natal a cada um dos ministros do XVIII Governo Constitucional. É uma pequena prenda nossa, própria do espírito da época. Inspirados em contos, romances ou filmes, adaptámos as histórias às nossas personagens ministeriais. Aviso: aqui a realidade e os factos vergam-se à ficção. Leia. E divirta-se.

por Marta F. Reis , Publicado em 25 de Dezembro de 2010


João Hänsel e Maria Gretel são dois sindicalistas desesperados na floresta. Pensaram que nunca mais iam encontrar o caminho de regresso a casa quando, de súbito, descobriram uma cabana de chocolate. Lá dentro vivia uma senhora simpática que logo os convidou a entrar e começou a empanturrá-los com guloseimas.
Os sindicalistas, felizes, foram-se deixando ficar lá por casa, enfeitiçados pela doçura de tão delicada e sorridente senhora, cujos trejeitos tinham vagas semelhanças com personagens dos livros "Uma Aventura".
Um dia essa mesma senhora arregalou-lhes os olhos e zás catrapás: os sindicalistas ficaram prisioneiros! De mãos atadas e enfiados no quarto, viram-se privados de trocar sms com os camaradas.
O tempo foi passando e eles nem se aperceberam de que os professores estavam cada vez mais zangados porque os seus enviados se deixaram iludir com doces e sorrisos.
Os sindicalistas bem queriam lutar, mas as suas bocas, antes habituadas aos megafones, estavam agora viciadas nos chocolates que todos os dias a bruxa deixava nos seus quartos. Estão gordos que nem uns texugos, têm a boca a precisar de intervenção do doutor Maló, mas ainda tentam libertar-se das amarras: põem acções nos tribunais, convocam grandes manifestações de rua e estão quase, quase a pôr a bruxa no forno.
O que aconteceu depois não se sabe. Os irmãos Grimm tentaram contactar o gabinete da bruxa má, mas não foi possível obter esclarecimentos até ao fecho desta aventura.

21 dezembro, 2010

“Filme do Desassossego” hoje, no CAS, com a presença do realizador João Botelho



A projecção contará com a presença do realizador, João Botelho, autor de uma das obras mais originais do novo cinema português, para uma conversa com os espectadores.

Uma produção da Ar de Filmes, o “Filme do Desassossego” foi concebido a partir de "O Livro do Desassossego", do heterónimo Bernardo Soares de Fernando Pessoa, traduzido em mais de trinta e sete idiomas.

Para o crítico António Rodrigues, "Filme do Desassossego é muito diferente do cinema de entretenimento, mas também uma obra que dá prazer e emoção, os prazeres e a emoção que pode proporcionar a «atroz lucidez»: inquietos, receosos, agitados, perturbados, alvoroçados. Desassossegados.”

Sobre o filme, Pedro Mexia escreveu: "Pessoa defendia a «dignidade do tédio», redimida através da fúria de escrever. Foi isso que João Botelho nos deu. Tédio e fúria. Pudor e consciência. Isso a que chamamos «desassossego»."

Classificado como “filme de qualidade” pelo IGAC, “Filme do Desassossego” será exibido num projector que assegura a projecção digital em alta definição de qualidade equivalente ou superior à das melhores salas de cinema.

17 dezembro, 2010

Prémio Fundação Inês de Castro atribuído a romance "Adoecer", de Hélia Correia


O romance "Adoecer", de Hélia Correia, foi o vencedor da 4.ª edição do Prémio Literário Fundação Inês de Castro, disse hoje à agência Lusa a secretária-geral da instituição.

Teresa Costa Neves acrescentou que o prémio de Carreira -- Tributo de Consagração Fundação Inês de Castro vai ser entregue a Vasco Graça Moura.

O prémio literário Fundação Inês de Castro é um prémio anual cujo objectivo é distinguir obras publicadas sobre motivos do mito inesiano podendo abranger temas tão amplos como a paixão, a vingança, a tragédia, a razão de Estado ou outros aspectos da representação histórico cultural portuguesa.

O júri deste concurso literário é formado por relevantes figuras da cultura portuguesa, membros do Conselho Geral da Fundação ou outras personalidades convidadas expressamente para o efeito.

PRÉMIO PESSOA 2010

Estudo dos genes vale galardão a Maria do Carmo Fonseca


A cientista Maria do Carmo Fonseca, directora do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa, foi distinguida esta sexta-feira com o Prémio Pessoa, no valor de 60 mil euros. O júri do galardão entendeu premiar a “contribuição original” para o estudo da actuação dos genes no espaço e no tempo. A investigadora vê na escolha “um voto de confiança na ciência que se faz em Portugal”. E quer gastar o dinheiro em equipamento


‘Mistérios de Lisboa’ vence prémio de prestígio em França

O filme de Raúl Ruiz, ‘Mistérios de Lisboa’, venceu o Prémio Louis Delluc, que distingue o melhor filme do ano em França.


A obra, protagonizada por Maria João Bastos, levou a melhor face a outras obras como ‘O Escritor Fantasma’, de Roman Polanski, ‘Carlos’, de Olivier Assayas, ‘Des Filles en Noir’, de Jean-Paul Civeyrac, ‘Dos Homens e dos Deuses’, de Xavier Beauvois, ‘La Princesse de Montpensier’, de Bertrand Tavernier, ou ‘White Material’ de Claire Denis.

Esta distinção de prestígio sucede-se à Concha de Prata para Melhor Realizador no Festival de San Sebastián e o Prémio da Crítica na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo para ‘Mistérios de Lisboa.

Em França, esta adaptação da obra de Camilo Castelo Branco continua a cumprir o seu percurso nos cinemas: está em exibição em cinco salas de cinema de Paris e, por todo o país, dezenas de cidades acolhem a obra do cineasta chileno.

Fundado em 1937, o Prémio Louis Delluc é presidido por Gilles Jacob. Na edição de 2009, a obra vencedora tinha sido ‘Um Profeta’ de Jacques Audiard. Ao longo da história do galardão, foram reconhecidas obras de autores como Jean-Luc Godard, François Truffaut, Jacques Tati ou Éric Rohmer.



12 dezembro, 2010

Visite au Louvre

Visite du musée du Louvre - Le Figaro
Connaissez-vous vraiment le musée le plus célèbre du monde ? En plein cœur de l'ancienne demeure des rois de France, se dresse la fameuse Pyramide de Pei (très controversée à sa construction en 1988). A deux pas, l'immense peinture de l'artiste Anselm Kiefer est installée dans l'escalier nord de la Cour carrée. Car, l'art contemporain a aussi sa place à l'intérieur du musée. Notamment grâce à des expositions temporaires, des projections de films ou des concerts organisés dans son auditorium. Bref, le Louvre est « une institution séculaire résolument tournée vers l'avenir ».

10 dezembro, 2010

Livro europeu do Ano


O italiano Roberto Saviano foi distinguido com o Prémio Livro Europeu do Ano, na categoria de não ficção, com “A Beleza e o Inferno”, e a finlandesa Sofi Oksanen venceu na de ficção, com o romance “Purge”.
O júri, presidido pelo escritor e realizador alemão Volker Schlöndorff, decidiu premiar dois livros marcados pela violência que se exerce no norte e no sul do continente europeu.

“Purge” (“Puhdistus”, em finlandês), editado pela Stock e já distinguido com o Prémio Femina Étranger 2010, relata a violência de que foram vítimas as mulheres estónias durante a ocupação soviética.

Com “A Beleza e o Inferno”, volume que reúne vários ensaios e reportagens, o jornalista italiano Roberto Saviano triunfou sobre as 26 obras propostas pelos outros países da União Europeia, entre as quais as de nomes como Eduardo Lourenço.

O Prémio Livro Europeu do Ano é organizado pela União Europeia e tem como objectivo promover os valores europeus e contribuir para uma melhor compreensão dos cidadãos da União Europeia como entidade cultural.

Notícia completa in Público

06 dezembro, 2010

Joaquín Cortés volta a Portugal

Joaquin Cortes interior


Joaquín Cortés volta a Portugal nos próximos dias 6 de Dezembro ao Pavilhão Rosa Mota e 7 de Dezembro ao Pavilhão Atlântico.

Joaquín Cortés tem sido uma das principais personalidades na difusão do flamenco e da cultura latina e espanhola, através dos espectáculos que cria desde 1995, e que leva a todo o Mundo, desde os Estados Unidos da América até ao Japão, passando pelo Brasil, Portugal, Inglaterra.

Contudo, não é só através dos seus espectáculos que Joaquín Cortés espalha as suas raízes latinas e ciganas, mas também através de acções diversas, como a criação da companhia ‘Joaquín Cortés Ballet Flamenco e da ‘Fundação Cigana Joaquín Cortés’, de ser nomeado embaixador da Unicef, e até de o seu legado artístico ser tornado Património Mundial pela Unesco.


Columbano Bordalo Pinheiro (1900-1929) no MNAC


Columbano Bordalo Pinheiro
(Lisboa, 21 de Novembro de 1857 — Lisboa, 6 de Novembro de 1929)
(auto-retrato, s/ data, Museu do Chiado, Lisboa)

"Retratos" é a exposição patente no Museu nacional de Arte Contemporânea/ Museu do Chiado, em Lisboa. São 73 quadros de colecções particulares, de museus nacionais e estrangeiros (Orsay, Pitti ou Belas Artes do Rio de Janeiro).

Retratos de dezenas de figuras da sociedade portuguesa de fins do século XIX e princípios do século XX, na maioria dos casos de pessoas ligadas às artes, Antero de Quental, Raul Lino, Teixeira de Pascoais, Viana da Mota, José de Figueiredo, Raul Brandão, Afonso Lopes Vieira, Augusto Rosa, actor Vale, Eduardo Brazão, Abel Botelho, Jaime Batalha Reis são apenas alguns exemplos.

A exposição inclui ainda um núcleo dedicado ao estudo laboratorial feito sobre quadros de Columbano, no qual se inclui o retrato de Rafael Bordalo Pinheiro, e um outro dedicado à pintura decorativa, esta bem diferente da restante obra do artista e que abrange, entre outros, pinturas para o Palácio do Beau Séjour e outras para o Palácio de Belém.

A exposição, comissariada por Maria de Aires Silveira, decorre até ao dia 27 de Março de 2011.