MAR

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31 dezembro, 2009

Um poema de Al Berto

Amedeo Clemente Modigliani (Livorno, 12-07-1884 — Paris, 24-01-1920)


visita-me enquanto não envelheço
toma estas palavras cheias de medo e surpreende-me
com teu rosto de Modigliani suicidado

tenho uma varanda ampla cheia de malvas
e o marulhar das noites povoadas de peixes voadores

ver-me antes que a bruma contamine os alicerces
as pedras nacaradas deste vulcão a lava do desejo
subindo à boca sulfurosa dos espelhos

antes que desperte em mim o grito
dalguma terna Jeanne Hébuterne a paixão
derrama-se quando tua ausência se prende às veias
prontas a esvaziarem-se do rubro ouro

perco-te no sono das marítimas paisagens
estas feridas de barro e quartzo
os olhos escancarados para a infindável água

com teu sabor de açúcar queimado em redor da noite
sonhar perto do coração que não sabe como tocar-te

Al Berto, in O Medo

27 dezembro, 2009

Mais um livro do argentino Júlio Cortázar



Sinopse:
Pela primeira vez publicado em Portugal, «A volta ao dia em oitenta mundos», confirma todo o génio criativo de Julio Cortázar, consubstanciado numa nova forma de fazer literatura. Cortázar rompe com o modelo clássico da narrativa e apresenta ao leitor, num único volume, uma colectânea de textos literários que abrange o conto, a poesia, o ensaio, o comentário humorístico e autobiográfico, e que tratam temas tão variados como o boxe, a política, técnicas culinárias, sadismo, Paris, entre outros. Tudo alternado com ilustrações e fotografias escolhidas pelo próprio autor. Uma das obras fundamentais da narrativa mundial, e um livro incontornável deste importante autor.
É o segundo livro deste autor que a editora Cavalo de Ferro publica
em ano e meio. O Jogo do Mundo (Rayuela) em Maio de 2008 e agora este: "Quinta-essência do moderno, o argentino bebe do surrealismo e do fantástico, acrescenta-lhe a desconstrução estilística do jazz, a revolução relativista vinda da ciência e um desconforto essencial que é coisa sua..." in Actual, 24/12/2009

Prémio Luís Miguel Nava 2009 atribuído a A. M. Pires Cabral

«O Prémio de Poesia Luís Miguel Nava 2009, agora bienal e referente aos livros de poesia publicados em 2007 e 2008, foi atribuído ao livro As Têmporas da Cinza, de A. M. Pires Cabral, publicado pelas Edições Cotovia. No valor de cinco mil euros, o prémio, que, nas anteriores atribuições, foi concedido aos poetas Sophia de Mello Breyner Andresen, Fernando Echevarría, António Franco Alexandre, Armando Silva Carvalho, Manuel Gusmão, Fernando Guimarães, Manuel António Pina, Luís Quintais, António Ramos Rosa e Pedro Tamen, correspondeu à decisão unânime de um júri constituído, como habitualmente, por quatro membros da direcção da Fundação Luís Miguel Nava, Carlos Mendes de Sousa, Fernando Pinto do Amaral, Gastão Cruz e Luís Quintais, e um elemento convidado, desta vez o poeta e crítico António Carlos Cortez.
A limpidez e a precisão da escrita de A. M. Pires Cabral, a sua penetrante e austera visão dum mundo cuja expressão encontra numa espécie de imitação da terra o modelo para uma linguagem poética de invulgar intensidade, fazem deste autor um dos casos mais representativos da nossa melhor poesia contemporânea.» Comunicado do júri.

A. M. Pires Cabral nasceu em 1941, na freguesia de Chacim, concelho de Macedo de Cavaleiros, Trás-os-Montes. Licenciou-se em Filologia Germânica na Universidade de Coimbra e é actualmente professor do Ensino Secundário. Tornou-se conhecido ao ganhar o Prémio Círculo de Leitores de 1983 com o romance Sancirilo. É um escritor cuja matéria literária se centra essencialmente na ruralidade.

mais informação:
aqui

Um poema de Al Berto


no regresso encontrei aqueles
que haviam estendido o sedento corpo
sobre infindáveis areias

tinham os gestos lentos das feras amansadas
e o mar iluminava-lhes as máscaras
esculpidas pelo dedo errante da noite

prendiam sóis nos cabelos entrançados
lentamente
moldavam o rosto lívido como um osso
mas estavam vivos quando lhes toquei
depois
a solidão transformou-os de novo em dor
e nenhum quis pernoitar na respiração
do lume

ofereci-lhes mel e ensinei-os a escutar
a flor que murcha no estremecer da luz
levei-os comigo
até onde o perfume insensato de um poema
os transmudou em remota e resignada ausência

Al Berto, in Sete Poemas do Regresso de Lázaro

25 dezembro, 2009

4 poemas de Natal



A NOITE DE NATAL

Em a noite de Natal
Alegram-se os pequenitos;
Pois sabem que o bom Jesus
Costuma dar-lhes bonitos.

Vão se deitar os lindinhos
Mas nem dormem de contentes
E somente às dez horas
Adormecem inocentes.

Perguntam logo à criada
Quando acorde de manhã
Se Jesus lhes não deu nada.

– Deu-lhes sim, muitos bonitos.
– Queremo-nos já levantar
Respondem os pequenitos.

Mário de Sá-Carneiro
____________________________

PRELÚDIO DE NATAL

Tudo principiava
pela cúmplice neblina
que vinha perfumada
de lenha e tangerinas

Só depois se rasgava
a primeira cortina
E dispersa e dourada
no palco das vitrinas

a festa começava
entre odor a resina
e gosto a noz-moscada
e vozes femininas

A cidade ficava
sob a luz vespertina
pelas montras cercada
de paisagens alpinas

David Mourão-Ferreira

______________________


Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.

Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.

Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

Vinícius de Moraes

________________

Natal Chique

Percorro o dia, que esmorece
Nas ruas cheias de rumor;
Minha alma vã desaparece
Na muita pressa e pouco amor.
Hoje é Natal. Comprei um anjo,
Dos que anunciam no jornal;
Mas houve um etéreo desarranjo
E o efeito em casa saiu mal.
Valeu-me um príncipe esfarrapado
A quem dão coroas no meio disto,
Um moço doente, desanimado…
Só esse pobre me pareceu Cristo.

Vitorino Nemésio

13 dezembro, 2009

"Le dernier vol" de Karim Dridi



mais fotos: aqui

Synopsis : Sahara Français, 1933.
Partie à la recherche de l'homme qu'elle aime, disparu lors d'une tentative de traversée Londres / Le Cap en avion, l'aventurière et aviatrice Marie Vallières de Beaumont est contrainte de poser son biplan prés d'un poste avancé de "méhariste" français en plein désert saharien.
Confronté à la détermination de la jeune femme, Antoine Chauvet, lieutenant en conflit avec sa hiérarchie, décide de l'aider dans cette quête désespérée, dans un lieu aussi grandiose et hostile que le Ténéré.
Dans ce désert qui ne ment pas, et dans l'abandon qu'il impose, Marie et Antoine découvriront une vérité à laquelle ils ne s'attendaient pas.



12 dezembro, 2009

Deolinda - 3º melhor disco de World Music 2009

‘Canção ao Lado’ considerado o terceiro melhor disco de World Music de 2009

O álbum de estreia dos Deolinda, ‘Canção ao Lado’, foi eleito o terceiro melhor disco de World Music de 2009 pelo ‘Sunday Times’.


Segundo o jornal britânico, "Ana Bacalhau e os seus jovens colegas combinam a tensão do fado com sensibilidade da pop, e de olho nos tiques dos lisboetas. As canções são fabulosas", pode ler-se na edição do passado domingo.

Segundo o jornal britânico, "Ana Bacalhau e os seus jovens colegas combinam a tensão do fado com sensibilidade da pop, e de olho nos tiques dos lisboetas. As canções são fabulosas", pode ler-se na edição do passado domingo.

Segundo o jornal britânico, "Ana Bacalhau e os seus jovens colegas combinam a tensão do fado com sensibilidade da pop, e de olho nos tiques dos lisboetas. As canções são fabulosas", pode ler-se na edição do passado domingo.
A referência elogiosa do jornal britânico acontece no ano em que os Deolinda arriscaram a internacionalização. ‘Canção ao Lado’ foi editado em quase todos os países da Europa, bem como nos EUA, e o grupo efectuou também vários espectáculos um pouco por toda a Europa.


11 dezembro, 2009

Ceccusi traduz Pessoa

Il poeta è un fingitore.
Finge cisí completamente
Che giunge a fingir che dolore
Il dolore che devvero sente.

E quelli che leggono ciù che scrive,
Nel dolore letto bem sentono,
Non i due che egli sentono,
Non i due che egli há avulto,
Ma solo quello che loro non banno.


in, Ecos europeus de António Carlos Cortez, JL

Autopsicografia

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.


Fernando Pessoa

08 dezembro, 2009

Em lista de espera

As minhas prendas de Natal! Claro que já estão desembrulhadas, a dificuldade é saber por qual começar.







07 dezembro, 2009

Ary dos Santos (7/12/37- 18/01/84)


Auto-Retrato

Poeta é certo mas de cetineta
fulgurante de mais para alguns olhos
bom artesão na arte da proveta
narciso de lombardas e repolhos.

Cozido à portuguesa mais as carnes
suculentas da auto-importância
com toicinho e talento ambas partes
do meu caldo entornado na infância.

Nos olhos uma folha de hortelã
que é verde como a esperança que amanhã
amanheça de vez a desventura.

Poeta de combate disparate
palavrão de machão no escaparate
porém morrendo aos poucos de ternura.


Ary dos Santos

05 dezembro, 2009

Um poema de Alice Vieira


Sempre amei por palavras muito mais
do que devia

são um perigo
as palavras

quando as soltamos já não há
regresso possível
ninguém pode não dizer o que já disse
apenas esquecer e o esquecimento acredita
é a mais lenta das feridas mortais
espalha-se insidiosamente pelo nosso corpo
e vai cortando a pele como se um barco
nos atravessasse de madrugada

e de repente acordamos um dia
desprevenidos e completamente
indefesos

um perigo
as palavras

mesmo agora
aparentemente tão tranquilas
neste claro momento em que as deixo em desalinho
sacudindo o pó dos velhos dias
sobre a cama em que te espero



Alice Vieira


_________

Pintura de Pablo Picasso Mulher de Cabelos Amarelos,1931 Museu Guggenheim de Nova York.

Al Berto


Quando aqui não estás
o que nos rodeou põe-se a morrer
a janela que abre para o mar
continua fechada só nos sonhos
me ergo
abro-a
deixo a frescura e a força da manhã
escorrem pelos dedos prisioneiros
da tristeza
acordo
para a cegante claridade das ondas
um rosto desenvolve-se nítido
além
rasando o sal da imensa ausência
uma voz
quero morrer
com uma overdose de beleza
e num sussurro o corpo apaziguado
perscruta esse coração
esse
solitário caçador


Al Berto

04 dezembro, 2009

Abdellatif Laâbi

Cultiver mon unicité ?
Cela ne me ressemble pas
Consulter ?
Rien à faire
Me mettre en chasse de mes sosies
les attraper au filet tel un négrier
et les enfermer dans une cale ?
Non
je n’ai pas cette agressivité
Écrire des petits poèmes
sur les fleurs et les papillons
ou d’autres bien blancs et potelés
pour célébrer le nombril de la langue ?
Très peu pour moi
quand les cornes du taureau
m’écorchent les mains
et que le souffle de la bête
me brûle le visage
Autant crier à mon double
en agitant devant lui la muleta :
Toro
viens chercher !

Mon Cher Double, Abdellatif Laâbi
(Éditions de la Différence, 2007)

Goncourt Poésie 2009

Le Goncourt de la poésie 2009 a été attribué mardi 1er décembre à Paris à l'écrivain et poète marocain Abdellatif Laâbi pour l'ensemble de son oeuvre.


29 novembro, 2009

Art Déco, 1925 na Gulbenkian


ART DÉCO, 1925
16 de Outubro de 2009 a 3 de Janeiro de 2010
Galeria de Exposições da Sede
~

A evocação do período «Art Déco» em França, através da Exposição Internacional das Artes Decorativas e Industriais Modernas de 1925, é amplamente justificada pelo confronto entre um modernismo moderado e uma vertente de cariz mais revolucionário que caracteriza as Portas dos Pavilhões e o vocabulário formal dos decoradores de então. Os sete meses em que a exposição internacional esteve patente ao público permitiu salientar uma dualidade latente que veio a caracterizar as artes decorativas até à Segunda Guerra Mundial.

O objectivo primordial daquela Exposição, definido pela sua Comissão Organizadora num relatório de 1915, excluía toda e qualquer referência à tradição. No plano formal, esta iniciativa deveria manifestar-se exclusivamente através da «Arte Moderna», de uma espécie de «Renascimento» artístico que, do ponto de vista social, produziria uma resposta «tanto às necessidades mais modestas como aos caprichos do luxo».

Paradoxalmente, a partir do estudo das obras apresentadas nos diversos Pavilhões franceses – mobiliário, objectos de artes decorativas, pintura e escultura – resulta um conjunto diversificado onde coabitam um modernismo muito particular e um neoclassicismo dominante, mais exuberante que despojado.

O objectivo da exposição, a apresentar na Fundação Calouste Gulbenkian, comissariada por Chantal Bizot e Dany Sautot, especialistas convidadas, assenta nesta ambiguidade – uma «unidade singular» - reunindo apenas trabalhos dos melhores artistas e das mais destacadas manufacturas e ateliês seleccionados para a Exposição de 1925. Muitas das obras aí patentes integram a mostra que agora se apresenta, como por exemplo o grupo escultórico de Janniot, A Primavera, concebido expressamente para o Pavilhão Ruhlmann (Hôtel d’un riche Collectionneur), adquirido por Calouste Gulbenkian em 1939.


Estarão presentes peças de mobiliário de Ruhlmann, Leleu, Groult e Dunand, ourivesaria Christofle, jóias de Van Cleef & Arpels, Cartier, Chaumet e Boucheron, cerâmicas de Jourdain e Braquemond, porcelanas de Rapin, pinturas de Le Corbusier, Léger e Laurencin, esculturas de Janniot e Joseph Bernard, vidros Baccarat e de Lalique, têxteis de Dufrêne e Miklos, e ainda livros ilustrados e encadernados (Schmied, Dunand e Legrain), provenientes de colecções públicas e privadas estrangeiras, maioritariamente francesas, e também nacionais, incluindo a Colecção Calouste Gulbenkian.

22 novembro, 2009

Al Berto

Le plus grand calligraphe


les mots.
les motsfruits les motsjus les mots à mordre les mots à tordre les mots à jouir les mots à cuire les mots voyage les mots
des noms
voici des noms: Nerf-Kid = Tangerina = Kalou on Ice = Oli = Salive = Henriette Rock = A. Petit-Pieds = Peter Schlagger = mon fruit à mordre, toutes les heures
l'astronaute halluciné l´exil et l´après-exil l´écriture

l'astronaute halluciné l'exil et l'après exil l'écriture
un espace les mots fous mordre les fous mordre les mots qui bavent du corps
les textes le même texte toujours un autre même texte
le mirage du corps déserté je l´observe
un texte de sable qui flotte avez les grands vents l´eau la mer et l´océan plus vaste
l´écriture humide des algues sous les marées de lune la mer marchée dans la transpiration du sel des fruits de l´eau les fruits de mer
les fruits de l´air
un espace suicidaire une véranda la gare la ville le port la peau la peau
de nuit
les fleurs en tissu fané les oripeaux d’organdi les transparences
transparentes comme une toile d’araignée
l’accident les dérives un corps de femme-homme un corps sans sexe
étendu sur un lit pauvre d’un quelconque hôtel acidulé
écrire
écrire jusqu’á l’épuisement épuiser le corps saturer le texte écrire les
mots sucrés qu’on ne peut plus comprendre
écrire de façon à ne plus comprendre ce qui a été écrit
oublier
sauter dans l’espace-temps des voies lactées
l’anecdote du discours ne fait plus rire c’est la tragédie du vécu-exagéré
les lieux de sainteté les bouches du métro aux couleurs d’essence et
d’entrailles
les caresses ensanglantées de la ville des jambes élancées dans le vol le
sifflement nocturne des villes
je n’explique jamais
je ne suis que le chroniqueur de ma viemorte
la peur commence à la surface de la peau
Kalima prisionniére dans la chambre-mémoire un regard de papillon nu
c’est la métamorphose des étoiles
avant c’étail moi/je maintenant il/elle et demain nous sans sexe images
aux couleurs sensitives
les mains en sont son écran la voyante marche le livre du chaos sous le
bras ensanglanté
(des lettres oui des lettres qu’on salive amoureusement)
le pélerin marche
ses pas calligraphient la mort sur les sables durs de la nuit
une étoile d’essence
le désert
il est le plus grand calligraphe il traverse
je répète : il traverse sans peur

in O Medo, Al Berto (pp.77-78, 2000)

21 novembro, 2009

Adriana - Cara ou Coroa

Adriana no CAS


Hoje, às 22h, no Centro de Artes de Sines


Aos 25 anos, Adriana lança o seu disco de estreia, um álbum com o seu nome e onde a artista canta e toca flauta, guitarra e piano. “A voz de Adriana chega devagar. Passa primeiro ao largo, num jogo de sedução discreto, como quem nem reparou em nós, mas sabe que não temos por onde escapar. Não nos dá a mão e não nos arrasta consigo à força. Vai-nos envolvendo docemente, com vagar, nos meandros de uma pop leve, levezinha que navega livremente entre o jazz, a bossa nova e uma música portuguesa sem idade. Como se o balanço de cada sílaba, embrulhado num delicioso embalo rítmico, se passeasse de braço dado com melodias de uma simplicidade quase infantil e, por isso, quase perfeitas”. (site oficial de Adriana). No concerto em Sines, Adriana é acompanhada por Rodrigo (Viola),Miguel Magic (Baixo), Emanuel Andrade (Teclas) e Emanuel Ramalho (Bateria).

Informação retirada
do CAS

08 novembro, 2009

Graça Morais expõe na Galeria Ratton




A Pintora Graça Morais regressa à Galeria Ratton, em Lisboa, com a exposição “A Máscara e o Tempo” em que expõe 42 trabalhos de 2009, pintura e desenho sobre papel.
A inauguração realizar-se-á dia 11, às 22h.

Estes trabalhos são fruto de uma reflexão “em que a artista se distancia voluntariamente da sua obra para se colocar na posição do observador atento, interpelando a sua inteligência sensível, os seus valores éticos, reflexo de uma identidade própria ligada a uma geografia de afectos que percorre a sua vida e se espelha nas pinturas e desenhos aqui apresentados."

A mostra vai estar patente até ao final de Janeiro de 2010.

07 novembro, 2009

Sophia de Mello Breyner Andresen

Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu no Porto, a 6 de Novembro 1919. Se ainda estivesse connosco, festejaria 90 anos.
Mas como a sua obra continua viva, recordemos um poema seu.



Poema

A minha vida é o mar o Abril a rua
O meu interior é uma atenção voltada para fora
O meu viver escuta
A frase que de coisa em coisa silabada
Grava no espaço e no tempo a sua escrita

Não trago Deus em mim mas no mundo o procuro
Sabendo que o real o mostrará

Não tenho explicações
Olho e confronto
E por método é nu meu pensamento

A terra o sol o vento o mar
São a minha biografia e são meu rosto

Por isso não me peçam cartão de identidade
Pois nenhum outro senão o mundo tenho
Não me peçam opiniões nem entrevistas
Não me perguntem datas nem moradas
De tudo quanto vejo me acrescento

E a hora da minha morte aflora lentamente
Cada dia preparada

Sophia de Mello Breyner Andresen

03 novembro, 2009

Morreu Claude Levi-Staruss


Claude Lévi-Strauss (Março 2005).
PHOTO: AFP


Aos 100 anos, morre o escritor e antropólogo Claude Levi-Strauss.
Morreu na madrugada de domingo o etnólogo e antropólogo estruturalista Claude Levi-Strauss, informou, hoje, o jornal francês Le Monde. Conhecido por seus estudos sobre antropologia, o intelectual é autor de Tristes Trópicos (1955), livro sobre viagens feitas à região central do Brasil.
Membro da Academia de Ciências Francesa desde 1973.

02 novembro, 2009

Prix Goncourt 2009




lundi 2 novembre 2009, le Prix Goncourt 2009 a été attribué à Marie Ndiaye pour Trois femmes puissantes, chez Gallimard.
Marie Ndiaye, première femme à obtenir le Goncourt depuis 1998.




Marie NDiaye, Trois femmes puissantes by Mediapart

______
Trois femmes puissantes (en quoi ? nous tenterons de le comprendre), trois moments du roman, largement autonomes et cependant liés les uns aux autres par un pays, le Sénégal, l’atmosphère de malaise, sinon de drame, le crescendo du dénouement.

Jorge de Sena (Lisboa, 2 de Novembro de 1919 — Santa Bárbara, 4 de Junho de 1978)

Jorge de Sena faria, hoje, 90 anos. Regressou à pátria 31 anos depois de ter morrido na Califórnia.
Jorge de Sena partiu para o exílio há 50 anos por causa da ditadura e nunca mais regressou. Vinha a Portugal apenas de visita .
Deixou-nos este poema...


A Portugal

Esta é a ditosa pátria minha amada. Não.
Nem é ditosa, porque o não merece.
Nem minha amada, porque é só madrasta.
Nem pátria minha, porque eu não mereço
A pouca sorte de nascido nela.

Nada me prende ou liga a uma baixeza tanta
quanto esse arroto de passadas glórias.
Amigos meus mais caros tenho nela,
saudosamente nela, mas amigos são
por serem meus amigos, e mais nada.

Torpe dejecto de romano império;
babugem de invasões; salsugem porca
de esgoto atlântico; irrisória face
de lama, de cobiça, e de vileza,
de mesquinhez, de fatua ignorância;
terra de escravos, cu pró ar ouvindo
ranger no nevoeiro a nau do Encoberto;
terra de funcionários e de prostitutas,
devotos todos do milagre, castos
nas horas vagas de doença oculta;
terra de heróis a peso de ouro e sangue,
e santos com balcão de secos e molhados
no fundo da virtude; terra triste
à luz do sol calada, arrebicada, pulha,
cheia de afáveis para os estrangeiros
que deixam moedas e transportam pulgas,
oh pulgas lusitanas, pela Europa;
terra de monumentos em que o povo
assina a merda o seu anonimato;
terra-museu em que se vive ainda,
com porcos pela rua, em casas celtiberas;
terra de poetas tão sentimentais
que o cheiro de um sovaco os põe em transe;
terra de pedras esburgadas, secas
como esses sentimentos de oito séculos
de roubos e patrões, barões ou condes;
ó terra de ninguém, ninguém, ninguém:
eu te pertenço. ƒÉs cabra, és badalhoca,
és mais que cachorra pelo cio,
és peste e fome e guerra e dor de coração.
Eu te pertenço mas seres minha, não


Jorge de Sena


01 novembro, 2009

O muro do fundamentalismo por Inês Pedrosa


«Caim», de José Saramago, é um romance, isto é: uma ficção literária. É, além disso, um bom romance, isto é: uma narrativa de grande beleza que rasga o tecido dos saberes sossegados e ergue um vendaval de perguntas.


No lançamento deste romance, no «Escritaria» de Penafiel, evocando o Padre António Vieira, Saramago recordava essa coisa só aparentemente simples: escrever é «conhecer o sítio das palavras». A sua disposição exacta na frase. Escrever é escolher, e a escolha pressupõe conhecimento das múltiplas possibilidades em jogo. Saramago debruçou-se sobre a Bíblia, o livro que determinou e determina ainda a visão do mundo que nos enforma, e interrogou as escolhas de deus – assim, com a mesma letra minúscula que usa para cada membro da humanidade por ele criada, porque é preciso abandonarmos a maiúscula da reverência quando queremos interrogar genuinamente. E viu-se mergulhado num dilúvio de vozes escandalizadas – algumas, poucas, de forma transparente, e a maior parte delas disfarçando o escândalo nas trincheiras da análise intelectual de segundo ou terceiro grau. Explicam-nos essas vozes doutas, esforçando-se por conter a ira nos infolios da erudição (às vezes mal; salta-lhes o tom), que a Bíblia não pode ser lida de forma literal: tudo o que lá está é para ser interpretado, deduz-se que pelos doutores que reclamam a interpretação. Talvez por isso, de facto, a Igreja Católica nunca tenha feito grande esforço para publicitar o Velho Testamento, antes pelo contrário: nos meus dez anos de catequese consecutiva só me mandavam ler o Novo Testamento, e por partes. Quando, em 1991, Saramago publicou « O Evangelho Segundo Jesus Cristo», a polémica foi alta, mas o escândalo circunscreveu-se às instâncias religiosas propriamente ditas – e a um patético senhor do PSD, então com poder bastante para impedir que a obra fosse considerada num prémio europeu. Agora apareceu outro senhor do PSD, felizmente sem poder, a pôr-se em bicos dos pés para aproveitar a onda.
O escritor leu e releu a Bíblia e verificou uma evidência: que ela é um «manual de maus costumes, um catálogo de crueldades». Aliás, Saramago não foi, nem pretende ser, a primeira alma a ter feito essa verificação: sim, a Bíblia é também, entre outras coisas, esse catálogo. Há cerca de dois anos, Christopher Hitchens publicou « Deus não é Grande – como as religiões envenenam tudo» e Fernando Savater publicou «A Vida Eterna», dois excelentes livros sobre a questão da maldade divina – ou de como os homens inventaram deus para se matarem uns aos outros. Na época, não vi nenhum dos que agora se assanham contra Saramago contestar as teorias idênticas de Hitchens ou Savater. É curioso que um romance, mesmo antes de ser lido, cause um terramoto que nenhum destes ensaios causou.

Uma vez um padre irritou-se comigo porque eu me recusei a ler, num casamento, aquela célebre carta de São Paulo que começa por dizer que o homem é a cabeça da mulher como Cristo a cabeça da Igreja, e exigi ler um texto do Génesis que a ele lhe parecia «muito carnal». Necessitado de exegese e enquadramento, portanto. Sucede que numa sociedade laica e livre ninguém tem que se fixar às leituras alheias. A acusação, repetida por intelectuais ( e aparentados) de diversos quadrantes, de que, ao escolher a letra da Bíblia, Saramago manifesta um espírito fundamentalista igual ao dos que, em nome da sua Bíblia ( no caso, o Corão, que aliás tem muitos enredos e personagens em comum com a Bíblia), se explodem a si mesmos e aos outros, não tem razão de ser. Há uma diferença radical entre escrever e matar, perguntar e bombardear, exercer a liberdade e proibi-la. Estas mistificações têm um objectivo: o de rasurar como terroristas, loucos ou ignorantes os que pensam de maneira diferente. Isso, sim, é fundamentalismo. Verifico, com preocupação, que esse fundamentalismo permanece muito aceso em Portugal.

Saramago tem o direito de ler na Bíblia o que lá está escrito. Cada palavra existe na frase para dizer alguma coisa – é aquela palavra e não outra que lá está. Todo o livro digno desse nome traça um pacto sagrado com a justeza de cada palavra. Escreveu Walter Benjamin: « A arte de narrar tende a acabar porque o lado épico da verdade – a sabedoria – está a morrer». A obra de Saramago prova que esta morte não está iminente.

E conseguiu já um feito notável: trazer para o horário nobre da televisão o debate sobre os fundamentos da nossa civilização, o sentido da vida e da morte – em vez da politiquice e do futebol que são os únicos debates constantes neste nosso mundo de crentes.

Inês Pedrosa

Artigo publicado na revista "Única" do jornal Expresso, a 31 de Outubro de 2009

30 outubro, 2009

Grand Prix du Roman de l’Académie française 2009


L'Académie française, dans sa séance du jeudi 29 octobre 2009, a décerné son Grand Prix du Roman, d'un montant de 7 500 euros, à M. Pierre Michon, pour son roman Les Onze.

25 outubro, 2009

O Dia da Saia de Jean-Paul Lilienfeld


O Dia da Saia - La journée de la jupe - de Jean-Paul Lilienfeld e com os intérpretes: Marc Citti, Denis Podalydès, Isabelle Adjani, Yann Collette, Nathalie Besançon.

Um drama sobre uma professora, Sonia Bergerac, vítima de descontrolo emocional causado pelo stress provocado pela indisciplina dos seus alunos. Um dia descobe na sala de aula uma arma a sair de uma mochila, toma-a e, à falta de melhor solução, usa-a para controlar os alunos e poder tentar dar a matéria. Um drama intenso que nos apresenta um rol de problemas habituais nas escolas francesas, mas também nas portuguesas, como indisciplina, abusos sexuais, racismo e até violência para com os docentes.






23 outubro, 2009

50 anos de Astérix

Apareceram pela primeira vez, a 29 de Outubro de 1959, no jornal Pilote. 50 anos mais tarde, Astérix e Obélix juntam-se num álbum de aniversário que, em 56 páginas, revela algumas histórias inéditas.

"Dans un petit Village que nous connaissons bien, un grand événement se prépare. L'anniversaire d'Astérix et Obélix est l'occasion de retrouvailles avec de nombreux amis rencontrés lors de précédentes aventures. La fête peut commencer !Les amis invités à la fête apportent chacun des cadeaux pour Astérix et Obélix. Ceux qui habitent au loin envoient des messages d'anniversaire remis par le courrier Pneumatix. Même Numérobis donne de ses nouvelles !Parmi les surprises de l'album, des parodies de célèbres chefs d'oeuvre des arts plastiques semblent démontrer que les Irréductibles Gaulois ont influencé les plus grands maîtres..."

18 outubro, 2009

Caim de José Saramago

A apresentação do novo livro de José Saramago - Caim -acontece hoje, 18 de Outubro, pelas 21.30 horas, no Museu Municipal de Penafiel, integrado na 2.ª edição do Encontro Literário "Escritaria".
Em Lisboa, a sessão de lançamento está agendada para o dia 30 de Outubro, pelas 18.30 horas, no Grande Auditório da Culturgest.


Para mais informação, consultar o blog FJS

17 outubro, 2009

João Tordo vence Prémio José Saramago

O escritor João Tordo é o vencedor da 6ª edição do Prémio Literário José Saramago. Três Vidas é o título do romance, editado pela Quid Novi, que lhe valeu o galardão, hoje, anunciado em Penafiel. O prémio tem um valor pecuniário de 25 mil euros e distingue um jovem escritor com menos de 35 anos.



Sinopse

Quem é António Augusto Millhouse Pascal? Que segredos rodeiam a vida deste homem de idade, que se esconde do mundo num casarão de província, acompanhado de três netos insolentes, um jardineiro soturno e uma lista de clientes tão abastados e vividos, como perigosos e loucos? São estes os mistérios que o narrador, um rapaz de uma família modesta, vai procurar desvendar não podendo adivinhar que o emprego que lhe é oferecido por Millhouse Pascal se irá transformar numa obsessão que acabará por consumir a sua própria vida. Passando pelo Alentejo, por Lisboa e por Nova Iorque em plenos anos oitenta - época de todas as ganâncias - e, desvendando o passado turbulento do seu patrão - na Guerra Civil Espanhola e na Segunda Guerra Mundial -, As Três Vidas é uma viagem de autodescoberta através do «outro». Cruzando a história sangrenta do século XX com a história destas personagens, este romance é também sobre a paixão do narrador por Camila, a neta mais velha de Millhouse Pascal, e sobre a procura pelo destino secreto que a aguarda; que estará, tal como o do seu avô, inexoravelmente ligado ao destino de um mundo que ameaça, a qualquer momento, resvalar da estreita corda bamba sobre a qual ela se sustém.

13 outubro, 2009

Vitorino no Centro de Artes de Sines


Amanhã, às 22 horas, Vitorino apresenta “Tango” no CAS. O cantautor português, acompanhado pelo agrupamento “La Boca Livre Tango Sextet”, vem apresentar o seu novo trabalho, com raízes na tradição argentina.

08 outubro, 2009

Nobel da Literatura para Herta Müller


O Prémio Nobel da Literatura foi atribuído este ano à escritora alemã de origem romena Herta Müller, de 56 anos.

A Academia sueca sublinha que Herta Müller consegue, "com a densidade da sua poesia e a franqueza da sua prosa, retratar o universo dos desapossados".
Müller é autora de livros como “O homem é um grande faisão sobre a terra”, editado em Portugal pela Cotovia, e “A terra das ameixas verdes”, publicado a nível nacional pela Difel.
Nascida a 17 de Agosto de 1953, na aldeia de Nitzkydorf, perto de Timisoara, na Roménia. Estudou alemão e literatura romena na sua terra natal e trabalhou depois como tradutora numa fábrica de Timisoara, antes de ser demitida das suas funções em 1979 por se ter recusado a colaborar com a polícia política de Nicolae Ceaucescu.
Müller acabou por abandonar o seu país em 1987 para ir para a Alemanha com o marido, o também escritor Richard Wagner. Para trás deixou uma longa luta perdida pela publicação dos seus trabalhos frontalmente críticos ao regime totalitário de Ceausescu, que acabaria por ser derrubado dois anos depois de Müller sair da Roménia.
Em 1984 foi distinguida com o Prémio Aspekte e onze anos depois recebeu o prémio europeu de literatura Aristeion e foi eleita para a Academia Alemã para Língua e Poesia. Em 1998, recebeu o prémio irlandês IMPAC, no ano seguinte o Prémio Franz Kafka. Em 2003, foi galadoarda com o prémio Joseph Breitbach de literatura alemã, em 2004 com o prémio de literatura da Fundação Konrad Adenauer e, em 2006, com o Prémio Würth de literatura europeia.
in, PÚBLICO
Foto retirada de: lyrikline.org

04 outubro, 2009

"A Celebração dos Autores"


"A celebração dos autores"
Exposição na SPA a partir de 1 de Outubro
A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), em Lisboa, tem patente uma exposição em que reúne nomes como Cesariny e Almada Negreiros, Alexandre O´Neill, Fernando Lopes Graça, Maria Matos e Rómulo de Carvalho, além muitos outros.
«A celebração dos autores» é o título da mostra que tem por 36 painéis acrílicos - um por autor – e apresenta a requisição em que cada um pediu à então Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses ou à SPA para integrar a cooperativa - a grande maioria redigida à mão no já velhinho papel selado de 25 linhas - invocando os motivos que justificavam a sua inscrição.
Al Berto, Alves Redol, António Botto (com o primeiro pedido de inscrição na SPA, em 1927, e que foi recusado por falta de pagamento, pelo que só acabaria por ser admitido em 1933), Aquilino Ribeiro, Edmunto Bettencourt, Fernando Namora, Ferreira de Castro, Gino Saviotti, Glicínia Quartin, Henrique Viana, Ribeirinho, João Villaret, Joly Braga Santos, Luiza Neto Jorge, Maria Ondina Braga, Michel Giacometti, Vasco Santana, Vianna da Motta e Vitorino Nemésio são alguns dos autores expostos.
Capas de obras de autores, fotografias e uma pequena nota biográfica sobre cada um, elaborada por Ana Madureira, além de algumas obras das personalidades expostas constam também da exposição, que fica patente até final do ano.

"Bellamy" de Claude Chabrol na Festa do Cinema Francês

10ª Festa do Cinema Francês

7 de Outubro a 10 de Novembro

Dez edições, um marco importante na vida de um festival que se destaca pela apresentação, na sua secção principal, de antestreias de longas-metragens recentes, de géneros vários e origens diversas, mas com uma produção em comum: a francesa.

Ver programação em: www.festadocinemafrances.com


30 setembro, 2009

19 setembro, 2009

2666 de Roberto Bolaño

2666 de Roberto Bolaño, nas bancas das livrarias no dia 26. A Actual do Expresso, de hoje, dá-lhe um grande destaque. A crítica, em geral, parece ser unânime quanto ao valor deste romance.


"O que liga quatro germanistas europeus (unidos pela paixão física e pela paixão intelectual pela obra de Benno von Archimboldi) ao repórter afro-americano Oscar Fate, que viaja até ao México para fazer a cobertura de um combate de boxe? O que liga este último a Amalfitano, um professor de filosofia, melancólico e meio louco, que se instala com a filha, Rosa, na cidade fronteiriça de Santa Teresa? O que liga o forasteiro chileno à série de homicídios de contornos macabros que vitimam centenas de mulheres no deserto de Sonora? E o que liga Benno von Archimboldi, o secreto e misterio­so escritor alemão do pós-guerra, a essas mulheres barbaramente violadas e assassinadas? 2666."
Para saber mais sobre o autor e a obra consultar aqui.

18 setembro, 2009

Museu Paula Rego


Cascais recebe o novo museu dedicado à obra de Paula Rego. Dos contos cruéis às histórias de encantar, aquele será o espaço para o universo narrativo da artista portuguesa radicada em Londres.


in Expresso. Notícia completa: aqui

12 setembro, 2009

05 setembro, 2009

ExperimentaDesign 2009

A Experimenta Design, bienal intenacional de design, arquitectura e criatividade vai decorrer de 9 de Setembro a 8 de Novembro de 2009, em Lisboa.
Esta iniciativa traduz-se em exposições, intervenções urbanas e debates, sob o tema "It's about Time"

DE MALANGATANA A PEDRO CABRITA REIS

COLECÇÃO CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS

A colecção Caixa Geral de Depósitos, criada no princípio dos anos 80, é uma colecção de arte ainda jovem. Revela, no entanto, em tom generoso, a natureza de colecções em permanente estado de reinvenção. As colecções são um organismo vivo, não só pelo ritmo das suas aquisições, confirmando uma ideia de arte e recusando outra, como também pelas suas sucessivas apresentações públicas. A Colecção Caixa Geral de Depósitos tem na sua história várias exposições realizadas com o contributo de personalidades e respectivas perspectivas sobre arte contemporânea. Estas exposições têm procurado exprimir os interesses dos curadores convidados na articulação de obras e conceitos ao status quo desta colecção.
A Culturgest convidou o curador Jürgen Bock para este projecto itinerante, tendo em consideração a sua experiência, interesses e conceitos expositivos. Jürgen Bock entende esta tarefa, incorporando no seu trabalho o modo de apresentação das obras e da sua colocação nas arquitecturas que as acolhem.


As três instituições escolhidas para esta parceria, distribuídas pelo país, podem assumir-se como novos e importantes centros para a apresentação de arte contemporânea. Através de rigorosas escolhas expositivas e de um enquadramento crítico das obras seleccionadas, procura-se criar uma justaposição dinâmica das mesmas e assim produzir uma apresentação capaz de oferecer e sugerir ao público novos envolvimentos com autores e obras já célebres, mas também com autores ainda por descobrir.



Centro de Artes, Sines
De 12 de Setembro a 31 de Outubro
Centro de Artes de Sines
Rua Cândido dos Reis, 7520 Sines
Tel. 269 860 080
Horários:
Todos os dias das 14h00 às 20h00
Entrada livre